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24 setembro 2010

"O Globo não é a imprensa! diria o engenheiro

Caros amigos e amigas,
Lamento ter que iniciar o dia com assunto que me estressou durante maior parte da minha longa encarnação como jornalista: o voraz jornal O Globo não é a imprensa. Daqui a dois anos, quando a Justiça julgar improcedentes todos os "escândalos" que este jornal vem politicamente manchetando todos os dias, o estrago poderá já estar feito contra o povo brasileiro. É nesta hora grave que invoco o pensamento do único político que ousou enfrentar a virulência do poder das Organizações Globo e amargou por isso o fim de sua vida pública - o engenheiro Leonel de Moura Brizola. Ele ousou dizer que se fosse eleito presidente, acabaria com o monopólio das empresas Globo sobre a informação. Todos os que trabalharam e/ou trabalham em O Globo sabem como aquela banda toca: muitos viram (com tristeza, porque jornalistas podem ser forçados a, mas jamais serão coniventes com) a construção de uma manchete forjada, quando o então diretor de jornalismo de O Globo, Merval Pereira, hoje colunista de política do mesmo jornal, obrigou um redator a "digitar"a manchete que vinculava Leonel Brizola ao tráfico. Visto, inclusive, por estes olhos com os quais verei esse Brasil governado por uma mulher do Partido dos Trabalhadores. Eram as primeiras manchetes acusando Brizola de deixar a violência correr solta no Rio, que depois, como tempo e outros governantes, acabaram virando verdade. Os movimentos que estão surgindo cada vez mais fortemente contra os abusos da "imprensa" se justificam com base no fato de O Globo ser veículo de uma organização que amplia seus tentáculos de forma escandalosa, sendo praticamente a dona da informação, principalmente no estado do Rio de Janeiro. Há no Brasil um monopólio da informação inconcebível em qualquer outra parte do mundo democrático! As Organizações Globo são uma empresa, que como tal luta por abocanhar cada vez mais espaços no mundo dos negócios (dinheiro), tendo seus conchavos políticos que todos tão bem conhecem, desde os primórdios do jornal que publicam. Estaria de acordo com o mundo dos negócios, se o negócio principal das Organizações Globo não fosse a "opinião pública", a verdade do fatos, a informação jornalística. Estes são preceitos fundamentais para a construção de uma realidade social equilibrada, justa e democrárica e não podem ser confundidos com meros produtos de supermercado. A história desta megaempresa está contada em muitos livros que todos podem consultar e que não deixam dúvidas quanto ao que vos digo. Então, por favor, não pensem que esta organização é a imprensa que querem fazer acreditar que está sendo "atacada". Meus queridos, para começar, não existe liberdade e muito menos liberdade de imprensa quando se tem apenas um grande veículo monopolizando a informação. Vou contar pela enésima vez uma história que foi estudo de caso no Mestrado da UFRJ e que me faz invocar pela segunda vez o engenheiro: nas eleições presidenciais de 1989, Leonel Brizola disse com todas as letras que, se eleito fosse, acabaria com o monopólio da informação nas mãos das Organizações Globo. Foi quando Collor venceu, Lula ficou em segundo, e Brizola, em terceiro lugar, com 15,45% dos votos! Foi nesta eleição que a Globo editou aquele debate que "construiu" a vitória do Collor e surrupiou a presidência do Lula, lembram? Collor, minha gente, só foi impichado porque tentou fazer negócio com o Jornal do Brasil (onde ele até foi estagiário, que Deus nos livre!), para tornar-se ele mesmo o que Roberto Marinho sempre foi - a eminência parda, oculta por trás das páginas de um jornal e suas manchetes de ocasião, a mandar neste país. Não deu outra: o criador destruiu a criatura, usando sua arma letal - o jornal. Nas eleições presidenciais de 1994, depois de Leonel Brizola ter sido eleito duas vezes seguidas governador do Rio de Janeiro, inclusive contra uma tentativa de fraude amparada pela conivência das Organizações Globo (o caso Proconsult), as baterias das Organizações Globo voltaram-se contra ele. Entrava em cena o príncipe sociólogo, que fora eleito senador e teve a história do filho "bastardo"com a jornalista da Globo ocultada naquela eleição. Os argumentos técnicos que usaram para justificar a publicação do caso da filha do Lula na eleição em que Collor venceu (dever técnico da "imprensa" de informar sobre figuras públicas), não foram usados no caso do príncipe. Ao invés disso, a "organização" achou melhor mandar a jornalista para Portugal, com um salário de marajá, para ficar calada e não atrapalhar a campanha eleitoral. Naquela eleição, FHC saiu vitorioso; Lula ficou em segundo lugar e Leonel Brizola, a grande ameaça às "organizações", ficou em quarto lugar, abaixo de Enéias Carneiro. Naquela ocasião, Leonel Brizola era mais ameaçador às Organizações Globo do que o Lula e pagou o preço. Veja o quadro:
CandidatoViceColigaçãoVotos%
Fernando Henrique Cardoso(PSDB)Marco Maciel (PFL)PSDB, PFL, PTB34.364.96154,27
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Aloizio Mercadante (PT)PT, PSB, PCdoB, PPS, PV,PSTU17.122.12727,04
Enéas Carneiro (PRONA)Roberto Gama e Silva (PRONA)Nenhuma4.671.4577,38
Orestes Quércia (PMDB)Isis de Araújo (PMDB)PMDB, PSD2.772.1214,38
Leonel Brizola (PDT)Darcy Ribeiro (PDT)Nenhuma2.015.8363,18
Esperidião Amin (PPR)Maria Gardênia Santos Ribeiro Gonçalves (PPR)Nenhuma1.739.8942,75
Carlos Antônio Gomes (PRN)Dilton Carlos Salomoni (PRN)Nenhuma387.7380,61
Hernani Goulart Fortuna (PSC)Vítor Jorge Abdala Nósseis (PSC)Nenhuma238.1970,38

Mas os jornais são lidos e jogados fora; lidos no dia seguinte e depois jogados fora outra vez. E assim segue a memória dos leitores, que confiam nos jornais, porque confiam naquilo que passaram a acreditar como sendo a missão da imprensa. Mas um jornal não é a imprensa, meus caros. Felizmente! E sabem como foi que armaram a derrota de Leonel Brizola, que depois daquela eleição foi definitivamente apagado da cena eleitoral? Com manchete escandalosas que a Justiça demorava pelo menos dois anos para julgar improcedentes. Lembram quando o Cid Moreira teve que ler o direito de resposta de Leonel Brizola? Pois é, mas aí o estrago já estava feito. O povo é crédulo nas instituições; é ético e decente. E é por isso que eles estão fazendo tudo de novo: confiando que o povo vai acreditar neles e se sentir ofendido em sua moral. As Organizações Globo acreditam que o povo é bobo. É como disse o editor-chefe do Jornal Nacional, William Bonner: "a gente faz jornal como se estivesse falando para o Hommer Simpson". E isso está registrado. É mole ou quer mais?????


PS.: Também existem estudos na biblioteca da UFRJ que contam como as manchetes sobre violência no RJ foram construídas de forma a hiperdimensionar os fatos para destruir as chances de eleição de Brizola. Lembram do arrastão produzido pela emissora em praia da zona Sul?! Uma verdadeira luta de Titãs! Quando a imprensa é desonrada, quem sempre sai perdendo é a sociedade e o povo.
Vejam o vídeo do direito de resposta que a Justiça concedeu a Leonel Brizola. O que ele diz, vale ainda mais para os dias de hoje! As Organizações Globo continuam a agir da mesma forma, destruindo aqueles que não se alinham subalternamente aos seus interesses. Não vamos nos deixar enganar mais uma vez!!!!!!! O povo não é bobo!!!!!!!!

23 setembro 2010

Divagações


Hoje começa mais uma primavera. O inverno se foi. Algumas flores se anteciparam e já ocupam o lugar na cena da admiração. Muitas flores ainda nascerão. Apenas porque é primavera. Mas logo será verão. E um dia o outono transformará a paisagem outra vez. E outra vez o inverno trará o frio, a chuva, apenas para fazer brotar a primavera outra vez.
Como tudo na vida.


Hanna

22 setembro 2010

Na diagonal



Queridos visitantes, amigos inestimáveis,

Vocês sabem que de vez em quando almoço em um restaurante-sebo da melhor qualidade no Centro da cidade, o Al-Fárrábi - e isso não é um jabá, até porque o que era sebo-restaurante, agora já está virando restaurante-sebo. A hora em que os livros sumirem, sumirei eu também. Isso posto, voltemos ao assunto: enquanto esperava os já queridos garçons trazerem meu pedido, peguei um livro para bisbilhotar, tomando o delicioso vinho tinto, cortesia da casa apenas para os quase sócios honorários. O título do livro, nem vou dizer, porque embora o autor tenha sido best-seller falando sobre imprensa, suas posições sobre determinadas coisas, que aliás ele analisa tão bem, são absolutamente contrárias ao que ele mesmo propõe em suas análises. Não é uma questão de censura, mas de postura crítica - afinal, o blog é meu. Mas o americano trata do crescimento dos blogs no mundo todo (e os números são realmente impressionantes) e como esta nova mídia ameaça a hegemonia da grande imprensa. Tá. Até aí tudo bem. Mas a seguir o apresentador de programa radiofônico, colunista de impresso, professor de Direito, escritor e blogueiro desanda a dar conselhos de como os internautas devem fazer para criar seus blogs e conquistar a hegemonia após o que, na opinião dele, será a derrocada da grande imprensa. E os conselhos vão desde como se deve escrever, ensinando o que é lead, até estratégias de marketing para se ganhar dinheiro com isso. E ele vaticina: "o maior valor de um blogueiro é a credibilidade"; "as pessoas querem alguém em quem elas possam confiar e que analisem e publiquem a informação o mais rapidamente possível, para que elas possam tomar decisões", "venda o seu produto". Sei não... mas quase perdi o apetite. Parecia que o cara estava querendo inventar o Globo da era pós-moderna.
Cruuuzes!!!!!!
Mas prometo pesquisar em fontes mais... (será que existem?)... e falar para vocês sobre este assunto em uma nova oportunidade, naquela seção que acabei de inaugurar e que ainda não tem nenhum post - Bobagens Relevantes. Aguardem!

Beijos queridos de Hannaaaaaa!

PS.: A tal seção que acabei de inaugurar já tem notícia! " PEC da felicidade deverá ser votada depois das eleições". Passem lá! É vero!

21 setembro 2010

UAU!!!


De 19 pessoas que estão online neste momento no Sobretudo, 16 são de Syosset, EUA. São IPs diferentes... Será uma rede? Serão brasileiros? Será que gostam de passear por aqui? Quem serão? Sejam lá quem forem, a vocês o amor e alegria de Hanna por estarem aqui.
Beijos!!!!!

Amizade é amor que nunca morre



REENCONTROS


Ontem voltei para um ontem que havia decidido que fora mesmo deixado para trás. A separação tem destas coisas: separa até o que gostaríamos de manter unido. E vocês sabem que Hanna é teimosa, mas nunca força barras...rsrs. Pois bem: nos encontramos de novo! Três amigas que há tempos não se viam. E éramos exatamente como deixamos lá trás. Rimos muito - da vida, de nós mesmas; das coisas que levamos a sério por inocência; das que não levamos a sério, por que não eram mesmo sérias. Não falamos mal de ninguém! Só de nossas tolices e bobagens. Coisas de amigas. Cantamos até! Aquela do Torquato Neto, que era inevitável entre cervejas e violões. É uma música triste, como que antevendo o que viria depois. E é aí que começa o melhor da história deste encontro, que me perdoem minhas amigas e que nem por isso se sintam menos importante. Explico: naqueles tempos de Torquato Neto, eu andava triste e carente de afeto. Quando eu chegava, a primeira criatura que me recebia era o Tupac, cão labrador espalhafatoso. Vi Tuapac crescer. Custou para que ele me recebesse com simpatia e aquele jeitão de dizer "seja bem vinda". E daí em diante ele sempre se acercava de mim, enquanto cantávamos e bebíamos todas. Eu fazia cafuné no pêlo dele e parecia que naquele momento estabelecíamos um pacto de afeto e solidariedade. Acho que ninguém mais percebia esse movimento. Ontem, quando entrei na casa da minha amiga, tanto tempo depois, o Tupac veio com aquele mesmo jeitão e me reconheceu de cara, mesmo depois de tanto tempo. Abaixou a cabeça para o antigo cafuné. E eu fiquei como uma boba feliz, dizendo a toda hora: "o Tupac me reconheceu!!! Vocês perceberam como ele fez ao me ver?" Minhas amigas certamente que concordaram, com cara de quem desconfia que o tempo me queimou alguns neurônios...rsr. Acho que só eu e o Tupac sabíamos o significado deste encontro. Se ele pudesse falar, acho que diria: "como é bom ver essas três assim tão felizes". Velho Tupac, eu nem imaginava que também sentia falta de você.
Hanna, extemporânea

20 setembro 2010

Versinho para o céu

ASTROS DISTRAÍDOS
Como doce brincadeira,
De esconde-esconde atrás do véu.
Eu sou do céu a estrela,
E da estrela és o céu.
Soprou o vento, soprou
E o véu se desprendeu,
Era você quem estava lá!
E quem estava lá era eu!
Mas a noite veio mansa,
E tudo então escureceu
No céu, tantas estrelas...
Cadê você? Quem sou eu?


Hanna








Parabéns, pra você...nesta data querida... muitas felicidades...

muitos anos de vida... êêêê!!!!!!
H.


18 setembro 2010

Linda frase musical... (Moraes Moreira)

"Não se esqueça de mim; não se perca de mim, não desapareça... "

Alguma acontece em meu coração

Queria dizer alguma coisa interessante, importante... Mas só me ocorreu uma palavra: perdão. Perdoem-me, seja lá pelo que tenha sido. Perdão é sempre algo que se refere ao passado, ou seja, passou. Mas de qualquer forma, perdão.
Hanna

17 setembro 2010

Minimalismos flutuantes

DELUSION

Cabe em mim...
Cabe em tantas...
Ilusão de pertencimento.
Não sei quem mais me engana,
se sou eu mesma, ou meu pobre pensamento.

Hanna

Vi que tem um monte de gente online no Sobretudo neste momento!
A todos e todas, uma flor e o amor desta Hanna Cigana!!!!!

PENSAMENTOS RENDADOS EM

ARAMES FARPADOS

Minha saia rodada

inflou-se qual balão ao vento,

prendendo a barra rendada

na cerca do teu pensamento.

HANNA

16 setembro 2010

Um dia frio...

EPITÁFIO
(Thiago de Mello)

O canto desse menino
talvez tenha sido em vão.
Mas ele fez o que pôde.
Fez sobretudo o que sempre
lhe mandava o coração.
****
O dia está meio nostálgico - o dia, não eu. Mas não posso deixar de ser solidária com a nostalgia do dia, este que se multiplica em tantos só para me garantir que sempre há uma chance de nova alegria. Segui o dia e sua morna nostalgia; levou-me quieto a lugares antigos, pensamentos empoeirados, mas também por novas portas e janelas. Visitei blogs de amigos antigos - uma história sempre genial, meio rodriguiana, do Gordo Falante; uma história antiga do pai da Elisa (é esse o nome?) no Andei Pensando, nem tão antigo assim. Acabei sentando ao lado do dia nas "ruas sem calçadas" - adorei essa, Gordo! - da memória. E aí lembrei de um tempo em que se fazia poesia por resistência e não por resiliência. Faz escuro mas eu canto, do Thiago de Mello. Mas o tempo fez da poesia apenas o título de um livro velho, perdido em um lugar esquecido da estante. Foi por isso que postei uma poesia curta, embora nostálgica também. Todos sempre chegamos à conclusão de que tínhamos muito a fazer e não fizemos quase nada. Mas era o que podíamos; o que podia o nosso coração. Levante, dia nostálgico! Sai dessa rua sem calçada! Por menos que você faça, já nos basta saber que você nasce todo dia! E já são quase seis da tarde...
Hanna

12 setembro 2010

Leitura silenciosa

Acho que o jornal O Globo pensa que na classe média só tem bobo. E o pior é que às vezes parece que está certo. Na pág. 15 da edição de hoje, a manchete é "Datafolha: Dilma cai entre mais ricos"; e no lide da reportagem, informa que a pesquisa foi encomendada pelas Organizações Globo, depois da divulgação, pelos próprios, do escândalo do dossiê da filha do Serra. Não custa lembrar que as Organizações Globo e Folha são sócias no Jornal Valor Esconômico. Mas, acreditem, muito me custa lembrar que as duas são empresas que fazem parte do que eles chamam de "mais ricos", e que o "produto" que fabricam se chama "imprensa", depois é que vira jornal. Pois bem: o jornal está investindo pesado neste escândalo, numa espécie de cruzada para levantar a indignação do povo com a história. "A moral é pública; o poder não tem constrangimento" (F. Dória). O jornal não é, mas tem o poder. Pergunta que não quer calar: por que não se posicionaram da mesma forma, quando o mesmo caso aconteceu com o Collor (que Deus nos livre! 1)? O processo de impichamento do ex-presidente foi baseado em um documento surripiado ilicitamente da Receita (Elio Gaspari, p.21). Mas os ainda crédulos numa imprensa honesta hão de afirmar, com toda a razão: "mas a informação de que houve o mesmo com o caso Collor saiu no mesmo O Globo!". Sim, certamente: em apenas uma linha de uma coluna semanal, contra páginas e páginas, publicadas durante dias e dias de investimento em um mesmo assunto, às vezes sem nenhuma novidade que sustente a informação dada em manchete. E hoje, domingo em que se pode ler jornal com mais tempo, a manchete sai das hostes das organizações co-irmãs, o Bope das pesquisas, que depois do tiroteio vai investigar se está lá o corpo estendido no chão. Mas como o alvo parece sair ileso, o jornal saca a manchete do "confere", colocando a arma na mão dos "mais ricos". Conforme diz Aldir Blanc em seu artigo na página de Opinião, do mesmo jornal (pág. 6), "confere" é aquele tiro extra na cabeça para garantir a eficácia do crime, como fez o jornalista Pimenta Neves com a namorada. Muito me custa lembrar que Pimenta Neves, 15 anos depois do crime, nunca passou um dia na cadeia, mesmo sendo réu confesso e condenado pela Justiça. Mas, voltando ao tema, é como eu costumo dizer para meus queridos seguidores (que não se percam pelo caminho!): um jornal nunca mente, mas manipula quando ilumina apenas o que lhe interessa, deixando na opacidade o que realmente deverá interessar ao cidadão leitor. A tal da esculachada da isenção virou estratégia de marketing (que Deus nos livre 2!) Agora convido vocês a refletirem: será mesmo que "os mais ricos" são (além de tolos, como pensa a imprensa do Globo) tão insensíveis a ponto de querer um governo só para si e que se dane o pobre? Sim, porque quando a lambança é comum a todos, já não se tem pecado, mas um sistema. Mas tratar isso com isenção e imparcialidade levaria, quem sabe, a um posicionamento mais coerente do cidadão, fazendo mudar as regras do jogo onde sempre se jogou sujo, incluindo aí o jornal. Mas isso não interessa a uma empresa que vende "imprensa", cujo maior valor do seu produto é a capacidade de construção da realidade social, o discurso da verdade baseado em escândalos selecionados. É por isso que ao Globo só interessa denunciar alguns. Pensem comigo: será que os donos do Globo é que são os tais "ricos" que querem governar só para si, como vinha acontecendo até que o Lula conseguisse romper o bloqueio??? Saudades do Jornal do Brasil da Condessa... E como diz a Rosa Leal, só volto a este jornal para ler a manchete da qual não poderão se esconder: Dilma é eleita presidente do Brasil.
Bom domingo a todos!
Hanna.

11 setembro 2010

Em nome das Rosas

Queridos amigos, publico a íntegra da carta de Rosa Maria Paiva Leal, enviada ao jornal O Globo. Faço isso porque sei que o espaço dedicado ao leitor deste jornal - e de outros também - é apenas uma estratrégia de marketing barato para que o jornal possa dizer que "dá espaço à opinião do leitor". A opinião editada não pode ser chamada de opinião. A opinião que é selecionada para ser publicada não poderá chamar o que os jornalões entendem como opinião pública. Provavelmente não leremos no O Globo a opinião de Rosa, que é jornalista. Por isso faço questão de publicar a íntegra, confirmando que o que ela diz é a mais cristalina verdade. Em defesa de um jornalismo decente, íntegro e ético, segue o texto:

"Caros senhores
A manchete do jornal de hoje é um insulto à inteligência de seus leitores. Leitores que não votam no candidato do PSDB, que se opõem a este partido, que se opõem à política neoliberal implementada por esse grupo que esteve à frente do país durante oito anos e que está há vinte em São Paulo sem que vocês, da mídia "isenta", destaquem esse fato a cada eleição.
O Globo deveria ter vergonha de se apresentar como um veículo de informações, pois o que se vê hoje é apenas campanha descarada em benefício do candidato tucano. Dei-me ao trabalho de conter o nojo e ler, atentamente, a entrevista concedida pelo candidato aos jornalistas do Globo. Pelo que vi na foto no debate, boa parte da platéia era composta por jornalistas, assessores e correligionários do candidato, o que demonstra que a tal distribuição de convites é uma farsa. Provavelmente nem 10% dos lugares são colocados à disposição do leitor que paga a assinatura deste jornal.
Pois bem, em resposta à pergunta do "insuspeito" Noblat, o candidato, esperto que é, evitou falar o nome do presidente. Afinal, não havia necessidade, já que o próprio jornal se encarregaria de traduzir as entrelinhas de seu discurso - Lula deixa roubar. Em defesa de seu candidato, O Globo fez ainda mais. Colocou uma foto do presidente logo acima da foto de uma mala de dinheiro. E não me venham dizer que isso é jornalismo. Isso é mau jornalismo, jornalismo mau caráter, jornalismo de manipulação, jornalismo de compadrismo, jornalismo covarde que não tem a coragem de dizer claramente a seus leitores que está a serviço de uma candidatura.
Não que tivesse alguma ilusão em relação a isto. Mas como no Rio, infelizmente, somos reféns desse monopólio midiático, o que nos resta senão tapar o nariz diariamente e abrir as páginas do jornal? Mas, hoje, dei um basta. Chega!! Assinatura do Globo, nunca mais. Só terei o prazer de comprar novamente um exemplar deste jornal quando ele for obrigado a estampar a manchete - Dilma é eleita a primeira mulher presidente do Brasil.
Lembrando a frase: MAIORES SÃO OS PODERES DO POVO".

Rosa Maria de Paiva Leal - jornalista.


Resumos de Hanna

Tem dias que é preciso acender a luz sobre aquele vão escuro que antecede a água límpida do poço. Veremos que há pedras, limo, frio que cria histórias velhas, gerando plantas miúdas e que não precisam de sol para viver lá. A gente se sente como quem partiu ou morreu, quando olha para lá e não consegue divisar a realidade que nos cerca, nos envolve no presente e é presente, vida que nossos olhos decidiram não ver... porque preferiram olhar para baixo, lá no meio do caminho para o fundo. "Olha lá, menina! Não vá brincar perto do poço!" Mas a gente vai, talvez somente para morrer de medo do escuro e fugir correndo, com o coração aos saltos, a mente atordoada, o coração arrependido, e sentir-se novamente segura, aquecida pelo real iluminado. Mas passa, sempre passa, tudo passa. E a gente se arma de coragem e volta lá, talvez só para sentir que o sol sempre nasce outra vez, clareando tudo, iluminando o que está em volta do escuro e tampado poço, que guarda, poderoso, o seu assustador caminho escuro que vai dar lá em-não-se-sabe-onde. Como se não houvesse existido o caminho que nos levou até lá. Como se a água límpida da resiliência não estivesse sempre lá, guardando o caminho que vem depois. Mas um dia o poço dorme, se apaga e o tempo nos leva para outro lugar. Roda viva, roda pesada, tampa do poço..."roda moinho, roda pião. O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração". Música antiga, Universo redundante. Repetição. Corda. Barbante. Assombração. Ponto. Final. Bobeira. Besteria. Bastante. Enfim...nal. Olha lá, menina... Não vá brincar perto daquele poço... Não outra vez. Paciência... perdão.
FIM

09 setembro 2010

Voltei! E o Botafogo acabou de vencer o Santos!


Meus afetos, voltei!
Voltei de um lugar que parece que estava me esperando há muito tempo, guardando todas as coisas que eu precisava encontrar, para entregar quando eu chegasse. Mas as histórias que trago desta vez não foram feitas para apenas contar. Já sei o que fazer com elas, mas ainda não tive o tempo necessário para começar. Um dia vocês saberão - mas não desta maneira meio Hanna de contar. Vou postar uma fotos, só para não dizer que fui lá e não lembrei de vocês. Não são muitas fotos, porque nem houve tempo para isso, entre uma chuva e outra. Mas este coração de Hanna voltou instigado, contemplado. O resto, vou debulhando com o tempo...
Como de sempre, amor.
H.


03 setembro 2010

Para...lá, Para...ty

Viajo, viajo e acabo voltando ao mesmo lugar... Paraty!
É, mas desta vez, para onde vou não tem internet! Tremo só de pensar...rsrs. Mas vou para o Quilombo do Campinho da Independência, lá onde as cachoeiras e rios contam histórias de degredo de uma África distante e a gente simples esbanja coração. Vejam só que beleza de lugar! A simplicidade é o maior dos luxos! Periga de Hanna ficar por lá...rsrs.






















01 setembro 2010

Ôba!!!! Mais um!

O Sobretudo saúda, com a alegria e o entusiasmo de Hanna, a presença desta moça bonita que ocupa agora a janela 46 deste universo iluminado. Aderiu hoje a esta gente amada que pousa aqui e vai ficando. Pode-se ver que o nome dela é Alquimia for Romana. Uau! deve ser uma feiticeira!
Bem vinda, Romana Alquímica!
Beijos de Hanna

Faltam poucos dias!!!


Bom dia, meus diletos e diletas!
Sabem aquele concurso do Top Blog, do banner ali do lado? Pois é: termina no próximo dia 5. Quem votar também poderá concorrer a prêmios da promoção Viva Sustentável. Não é que eu queira que o Sobretudo seja o mais votado.... quem somos nós, afinal... Até porque, vocês sabem que para esta Hanna que vos ama qualquer dois afetos já significam uma multidão, né não? É que a ideia da sustentabilidade precisa se propagar. Então tá. Cuidem bem do dia de hoje!
Acenos e beijos aos que passam por esta janela.
H.

29 agosto 2010

Carpe diem!

Olá, queridas pessoas!
Hoje, pelo nosso calendário gregoriano, é domingo. Se os outros dias da semana não foram dos melhores, aproveitem o dia de hoje para consertar tudo. Conceda-se alegria, perdão, diversão, amor, lazer, preguiça, descanso, pense "saúde!". Mas cuide para que tudo isso ocorra primeiramente em seu íntimo, sinceramente. Se você escolheu mal a realidade que viveu nos dias que já passaram, aproveite este domingo, novinho em folha, para viver diferente. E como Sobretudo, qualquer coisa também é cultura, colei do Wikpedia a história toda dos calendários, que está aí embaixo. Mande para as calendas gregas os dias que já passaram. Carpe diem!
Amor, desta Hanna de sempre... mas a cada dia, diferente.
H.

*****

Calendário é um sistema para contagem e agrupamento de dias que visa atender, principalmente, às necessidades civis e religiosas de uma cultura. A palavra deriva do latim calendarium ou livro de registro, que por sua vez derivou de calendae, que indicava o primeiro dia de um mês romano. As unidades principais de agrupamento são o mês e o ano.

A palavra calendário é usada também para descrever o aparato físico (geralmente de papel) para o uso do sistema (por exemplo, calendário de mesa), e também um conjunto particular de eventos planejados.

CONCEITOS


A unidade básica para a contagem do tempo é o dia, que corresponde ao período de tempo entre dois eventos equivalentes sucessivos: por exemplo, o intervalo de tempo entre duas ocorrências do nascer do Sol, que corresponde, em média (dia solar médio), a 24 horas.

O mês lunar corresponde ao período de tempo entre duas lunações, cujo valor aproximado é de 29,5 dias.

O ano solar é o período de tempo decorrido para completar um ciclo de estações (primavera, verão, outono e inverno). O ano solar médio tem a duração de aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos (365,2422 dias). Também é conhecido como ano trópico.

Os calendários antigos baseavam-se em meses lunares (calendários lunares) ou no ano solar (calendário solar) para contagem do tempo.


CALENDÁRIO HINDU


Antes de Júlio César criar, com a ajuda do astrônomo Sosígenes, o calendário dito juliano, os romanos tinham meses lunares, que começavam em cada lua nova. No primeiro dia da lua nova, chamado dia das calendas (“calendae”), um dos pontífices convocava o povo no Capitólio para informar as celebrações religiosas daquele mês. O pontífice mencionava um por um os dias que transcorreriam até as nonas, repetindo em voz alta a palavra “calo”, eu chamo.

A partir do calendário juliano, que não era lunar, as nonas foram o quinto dia nos meses de trinta dias e o sétimo nos meses de trinta e um. De “calendae”, os romanos criaram o adjetivo “calendarius”, relativo às calendas, e o substantivo “calendarium”, com o qual designavam o livro de contas diárias e, mais tarde, o registro de todos os dias do ano.

Em nossa língua portuguesa, até o século XIII, a palavra calendas era empregada, no entanto, para denominar o primeiro dia de cada mês e calendário a lista dos dias do ano com suas correspondentes festividades religiosas. O calendário dos gregos não tinha calendas, e assim os romanos conceberam a expressão “Ad calendas graecas”, para as calendas gregas, para referir-se a algo que não iria ocorrer nunca

Calendários em uso na Terra são freqüentemente os lunares, solares, luni-solares ou arbitrários. Um calendário lunar é sincronizado com o movimento da Lua; um exemplo disso é o calendário islâmico. Um calendário solar é sincronizado com o movimento do Sol; um exemplo é ocalendário persa. Um calendário luni-solar é sincronizado com ambos os movimentos do Sol e da Lua; um exemplo é o calendário hebraico. Um calendário arbitrário não é sincronizado nem com o Sol nem com a Lua. Um exemplo disso é o calendário juliano usado por astrônomos. Há alguns calendários que parecem ser sincronizados com o movimento de Vênus, como o calendário egípcio; a sincronização com Vênus parece ocorrer principalmente em civilizações próximas ao equador.

Praticamente todos os sistemas de calendário utilizam uma unidade coloquialmente chamada de ano, que se aproxima do ano tropical da Terra, ou seja, o tempo que leva um completo ciclo de estações, visando facilitar o planejamento de atividades agrícolas. Muitos calendários também usam uma unidade de tempo chamada mês baseado nas fases da Lua no céu; um calendário lunar é aquele no qual os dias são numerados dentro de cada ciclo de fases da Lua. Como o comprimento do mês lunar não se encaixa em um divisor exato dentro do ano tropical, um calendário puramente lunar rapidamente se perde dentro das estações. Os calendários lunares compensam isso adicionando um mês extra quando necessário para realinhar os meses com as estações.

No ocidente, o calendário juliano baseado em anos foi o adotado. Ele numera os dias dentro dos meses, que são mais longos que o ciclo lunar, por isso não é conveniente para seguir as fases da Lua, mas faz um trabalho melhor seguindo as estações. Infelizmente, o ano tropical da Terra não é um múltiplo exato dos dias (é de aproximadamente 365,2422 dias), então lentamente cai fora de sincronia com as estações. Por essa razão, o calendário gregoriano foi adotado mais tarde na maior parte do ocidente. Por usar um sistema flexível de ano bissexto, pode ser ajustado para fechar com as estações como desejado.

COMPLETUDE

Calendários podem definir outras unidades de tempo, como a semana, para o propósito de planejar atividades regulares que não se encaixam facilmente com meses ou anos. Calendários podem ser completos ou incompletos. Calendários completos oferecem um modo de nomear cada dia consecutivo, enquanto calendários incompletos não. O primeirocalendário romano - que não tinha nenhum modo de designar os dias dos meses de inverno que não fosse agrupar todos juntos como "inverno" - é um exemplo de um calendário incompleto, enquanto o calendário gregoriano é um exemplo de calendário completo.

Calendários podem ser pragmáticos, teóricos ou mistos. Um calendário pragmático é o que é baseado na observação; um exemplo é o calendário religioso islâmico. Um calendário teórico é aquele que é baseado em um conjunto estrito de regras; um exemplo é o calendário hebraico. Um calendário misto combina ambos. Calendários mistos normalmente começam como calendários teóricos, mas são ajustados pragmaticamente quando algum tipo de assincronia se torna aparente; a mudança do calendário juliano para o calendário gregoriano é um exemplo, e o próprio calendário gregoriano pode ter que receber algum ajuste próximo ao ano 4000 (como foi proposto por G. Romme para o calendário revolucionário francês revisado). Houve algumas propostas para a reforma do calendário, como o calendário mundial ou calendário perpétuo. As Nações Unidas consideraram a adoção de um calendário reformado por um tempo nos anos 50, mas essas propostas perderam muito de sua popularidade.

O calendário gregoriano, como um exemplo final, é completo, solar e misto.

Embora não houvesse comunicações e nem os povos antigos conhecessem outros modelos mais precisos para a contagem do tempo, foram os calendários mais simples como alunação e os sete dias da semana que permitiram aos historiadores refazer em tempo real todos os eventos históricos.


28 agosto 2010

Pelo buraco da fechadura

Acabei de ver que mais alguém entrou para o quadro de seguidores efetivos das bobagens de Hanna. Fui conferir quem era, para dar as boas vindas e dizer da minha alegria em ter mais alguém compartilhando meus devaneios. Mas a conta não fechava! Só via os 44 de sempre... Embrenhei-me pela tecnologia da coisa e descobri que pessoas também podem seguir o blog "anonimamente". Confesso que fiquei confusa: quem estaria espreitando, por detrás do muro, as explicitudes de Hanna? Desde quando? Como? De onde? Por que? Ops... fiquem à vontade. A coisa pública é pública, portanto também podem ficar escondidos. Mas se quiserem dar as caras, Hanna vai ficar ainda mais feliz...rsrs.

Beijos amados, em tons de amarelo e azul.
H.




PS.: Tudo bem, mas a curiosidade me mata! Quem será?

27 agosto 2010

Não... espera aí...Explica de novo.

A história é real pela concretude com que nos assolou, e digo isso para diferenciá-la de todas as outras histórias contadas aqui, inventadas ou não, mas que são todas verídicas. Custei a saber o que dizer sobre a notícia e surpreendi-me ao perceber um sentimento de já ter dito tudo o que era necessário dizer, com todo o afeto com que se deve tratar os que consideram que podem encontrar em nós um lugar onde se socorrer - mesmo quando fazemos isso com rigor. Pois é: ontem pela manhã, ainda no percurso de uma viagem, recebi um e-mail comunicando a morte de um jovem com quem havia convivido em sala de aula e que dera muito trabalho à maioria dos professores. Fiquei atônita ao lembrar das feições negras e belas, emolduradas por longos cabelos encaracolados, quase sempre em rabo-de-cavalo, daquele jovem estudante de jornalismo. Resumi em duas sentidas linhas a resposta ao e-mail. O que dizer nesta hora? E logo eu, tão verborrágica, sem saber o que dizer. E assim tenho me sentido, a cada vez que leio a longa lista de comentários dos amigos que respondem a todos, ao responderem ao também jovem jornalista que deu a lastimável notícia. E a cada vez que procuro o que dizer, mais se abre diante de meu pensamento a folha em branco. Mas agora sei: é que todas as palavras foram ditas em todos os momentos em que aquele jovem inquieto me interpelava - ora de maneira afável; ora desafiadora; ora confuso; ora estável. E não foram poucas vezes. Agora me dou conta de que jamais me recusei à interlocução, às aulas extras a que às vezes ele faltava, apesar de as ter solicitado; aos necessários e graves esporros. Transbordei meu afeto de professora para tentar preencher as lacunas do pensamento daquele jovem. Jamais pensei que não nos encontraríamos outra vez. No fundo, tinha a esperança de um dia encontrá-lo realizado na profissão que escolheu, e me imaginava comemorando a vitória dele, da qual me apropriaria de um cadinho. Agora vou ter que fechar todas as janelas por onde acompanhava a alegria do relacionamento dele com os amigos - orkut, facebook... Eu continuo sem saber o que dizer, como que bloqueada pela memória nítida do imortal sorriso do Herbert e de seu jeito atrapalhado de ser. Espero que não nos tenha faltado dizer nada. Mas com certeza, se eu dissesse isso a ele, ele responderia, sem perder o gancho: "não... Mas espera aí, professora...".
Querido Herbert, o que tiver faltado, tenha certeza de que Deus pacientemente explicará. E como um bom jornalista, você certamente vai saber perguntar.
Toda a paz e todo o amor do outro lado desta notícia.
Saudade sim; tristeza, jamais. Não combinaria com o seu riso largo.
H.

Divagações espumantes

Nesta hora que já vai longe e que já é dia seguinte, fecho o livro do dia anterior com a certeza de ter sido tudo bom. Tudo perfeito, de um jeito alegre e bom, que renega a perfeição. Foi leve, livre, concedendo importância ao que realmente importa - uma elegância alternativa; ou uma alternativa à elegância carcomida pela necessidade de portar o que de fato não se tem. Beleza tranquila e simples; fatos à parte, fora da porta, a felicidade ria por pura e verdadeira alegria. E nesta hora já avançada, prolongo o prazer modesto, simples, despojado, sincero e bom com uma taça fina de um espumante que adormecia na adega que não tenho, esperando a hora de comemorar. Pois é... E a Deus, todas as graças.
Hanna e os presentes do universo.

Vale apenas verde novo - Camus

"E no meio de um inverno, eu finalmente
aprendi que havia dentro de mim
um verão invencível."

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"Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias."

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O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites.

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"A grandeza do homem consiste na sua decisão de ser mais forte que a condição humana."
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"A vida é a soma das suas escolhas."
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"Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer."

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"Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela."

Albert Camus

23 agosto 2010

Legislativo também fiscaliza o Estado


GILBERTO PALMARES VAI À JUSTIÇA CONTRA BARCAS S/A


O deputado Gilberto Palmares (PT), que presidiu a CPI das Barcas, anunciou, nesta segunda-feira (23/08), que vai ajuizar uma ação popular contra o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Transportes e a concessionária Barcas SA. De acordo com o parlamentar, o objetivo é cobrar o cumprimento do que foi determinado no relatório final da CPI, aprovado em junho de 2009. A ação será ajuizada até o final da semana em uma das Varas da Fazenda Pública. Há pelo menos 15 dias o deputado recebe denúncias diárias de usuários das barcas, que se queixam de superlotação dos catamarãs, atraso nas viagens e estado precário das barcas antigas. As denúncias culminaram com o acidente da manhã desta segunda, que deixou 18 pessoas feridas.

De acordo com o parlamentar, a concessionária nunca cumpriu o que estabelece o Contrato de Concessão, ou seja, oferecer 10 mil lugares nos horários de pico, com dez novos catamarãs que poderiam atender à demanda. “Ao contrário, a empresa sequer utilizou todo o empréstimo concedido pelo BNDES, deixando, com isso, de construir três embarcações, e consequentemente, de oferecer 3.900 novos lugares, já que cada catamarã tem capacidade para 1.300 pessoas”, diz o parlamentar, que também responsabiliza a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) e a Secretaria de Estado de Transportes por omissão, diante dos problemas relatados. “A Agetransp leva meses, quando não anos, para aplicar multas à concessionária. E essas multas, até onde sabemos, jamais foram pagas, porque a empresa sempre recorre a uma cláusula do Contrato de Concessão que lhe permite reverter o valor da multa em ‘benefício’ dos usuários, benefícios esses que ninguém vê”, acrescenta.

O relatório da CPI apontou 49 propostas, para solucionar os problemas identificados no transporte aquaviário. Entre elas estão a abertura de processo licitatório para a linha São Gonçalo-Praça XV e de quaisquer outras linhas que vierem a ser criadas; o retorno da linha seletiva para Paquetá e Niterói, licitando-as, se for o caso; a garantia do oferecimento de 12 mil lugares nos horários de pico na linha Rio/Niterói e a construção, a médio prazo, das três embarcações ainda não entregues e previstas no contrato com o BNDES. Segundo Palmares, o empréstimo anunciado pelo Governo do estado, para que a empresa Barcas SA adquira novas embarcações, é injustificado. “A CPI provou que não cabe qualquer dívida do Governo com a concessionária, e ainda determinou que seja feita uma perícia nos demonstrativos contábeis da concessionária. Pelo que a CPI apurou, com a ajuda de técnicos do Tribunal de Contas do Estado, a concessionária é que está em dívida com o Estado e com os usuários. Infelizmente, o Estado, como o poder concedente, através da secretaria e da Agetransp, não tomou qualquer providência no sentido de que as determinações da CPI fossem cumpridas. Só nos resta entrar na Justiça para garantir os direitos dos usuários”, enfatiza Palmares.

21 agosto 2010

O quanto é difícil ser eu...

Esse eu, considerem, é plural, somos todos nós. E como é difícil ser o que verdadeiramente somos. Como eu gostaria que me vissem como sou, eu mesma, e não o que aparento ser. Meu medo é que um dia eu acabe cedendo ao que pensam de mim e me perca de mim mesma. Na verdade, sou o que sou em todas as circunstâncias. Mas se querem saber, nada disso me importa.

19 agosto 2010

Como assim? Você não sabe?

Queridos,
Tenho recebido alguns e-mails questionando o fato de eu ter colocado no espaço fixo do blog a foto do Gilberto Palmares, candidato à reeleição para deputado estadual, já em seu terceiro mandato. Pensem comigo: se o cara está há três mandatos representado a nós, do Estado do Rio de Janeiro, e vocês não entendem por que eu explicitei meu apoio a ele, alguma coisa está errada, já que ele foi o deputado que mais leis apresentou e aprovou na Assembleia Legislativa e também presidiu CPIs, batendo pesado contra empresas poderosas, que atuam sob concessão do Estado. E vocês, que me entendem, sabem que imprensa não dá trela a parlamentar que bate em grandes empresas, né? Pois bem: você sabia que foi o Gilberto quem fez?
Lei 5635/2010, que redus IPVA dos carros flex para 3%;
Lei 5485/2009, que obriga a concessionária do Metrô a adaptar todas as estações para pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida;
Lei 5588/2009, que determina a instalação de sistemas de câmeras de vídeo nas viaturas policiais;
Lei 4573/2005, que isenta motoristas profissionais do pagamento de taxas do Detran para renovação de carteiras
Lei 4934/2006, que obriga empresas que prestam serviços públicos por concessão ou permissão estadual a realizar atendimentos com hora marcada;
Lei 5577/2009, que declara a capoeira como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro;
Lei 4843/2006, que estebelece o dia 21 de Janeiro como o Dia de Combate à Intolerância Religiosa.
Vamos ficar por aqui, porque embora o Sobretudo esteja aberto a tudo, esse não é um espaço de propaganda eleitoral gratuita... e muito menos paga.
Esclarecido agora? Há! E tem mais: ele aposta na juventude como protagonista do futuro!!!!
Aí não teve jeito... Hanna aderiu de corpo e alma. Veja um trecho do que ele mesmo diz sobre isso:

Neruda... que você me tomou e nunca leu...

"Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido."

Pablo Neruda

PS.: Nem pense em devolver, porque já comprei outro...rsrs.

18 agosto 2010

Oiê!!!!!!


Aos 11 visitantes que neste exato momento estão on line no Sobretudo...
Beijos da Hanna!!!!!!!

14 agosto 2010

Pedi colo e recebi uma lição

Queridos amados,
Alguns de vocês sabem que andei pedindo colo, enquanto estava no cerrado. Recebi carinhos, afetos e até uma declaração tardia de amor. Tudo muito importante e bom. Mas quando voltei para o meu amado Rio de Janeiro, ainda há pouco, recebi uma lição que me faz pensar que querer colo é apenas uma certa preguiça de viver. Vou reproduzir o texto, como uma declaração de amor a vocês que passam por aqui, mesmo que em silêncio... mesmo que por acaso.
Amor de sempre.
Hanna.
E segue o texto:
COMO A AMEI...
"O padre estava terminando o serviço fúnebre na hora do sepultamento. De repente, o homem de 78 anos, cuja esposa de 70 anos acabara de morrer, começou a gritar: "Oh, como eu a amei!"Seu lamento desolado interrompeu o silêncio da formalidade. Os outros familiares e amigos permaneceram de pé em torno da sepultura, parecendo chocados e embaraçados. Seus filhos, envergonhados, tentaram silenciar seu pai. "Está certo, papai; nós entendemos". O velho homem olhava fixamente o caixão descer lentamente na sepultura. O padre continuou.Terminando, ele cumprimentou os familiares que, um a um, foram deixando o local. Todos, exceto o velho homem. - "Oh, como eu a amei!" Gemeu ruidosamente. Sua filha e dois filhos novamente tentaram contê-lo, mas ele continuou. - "Como eu a amei!" Aquele homem permaneceu olhando fixamente para o sepulcro. O padre o abordou dizendo: "eu sei como você deve se sentir, mas está na hora de irmos embora." Todos devemos ir e continuar nossa vida. "Oh, como eu a amei!" Disse novamente o velho homem ao padre. "Você não faz idéia...Eu quase disse isso a ela, uma vez..."
***
Incontável número de pessoas passa por uma situação semelhante a essa. São esposas e esposos, filhos, irmãos, tios, amigos, que passam uma vida inteira juntos e não têm coragem de declarar seus sentimentos. No momento em que o criador, pai amoroso e bom, vem requisitar nosso ente querido, e este viaja com destino ao mundo espiritual, muitas vezes fazemos como aquele esposo e gritamos com todas as forças que nós o amamos, mas é demasiadamente tarde... Para que você não fique com uma declaração de amor presa na garganta, diga hoje mesmo o que você sente pelos seus afetos. Diga ao seu filho o quanto você o ama. Fale para os irmãos que eles são importantes para você. Talvez a felicidade deles dependa dessa declaração. Confidencie aos seus pais que você os ama, se é que ainda não o fez. Isso lhes trará uma alegria inesperada. Não esconda dos seus amigos o que você sente por eles. Talvez eles desconheçam seus sentimentos de ternura. Abrace seus avós, se ainda os tem por perto. Um abraço de neto representa o maior dos tesouros. E, talvez, o melhor dos remédios. Confesse ao seu esposo ou a sua esposa o seu amor. Isso fará com que o relacionamento se torne mais agradável e os eventuais problemas se tornem mais fáceis de superar. Pense nisso e tome uma atitude agora. Conjugue o verbo amar no tempo presente. Uma palavra de ternura, um gesto de carinho, uma declaração de amor, são imensa força positiva para a auto-estima de alguém que se sente só ou em depressão. Às vezes pensamos que as pessoas sabem o que sentimos por elas e por isso não dizemos, mas nem sempre elas adivinham. Na dúvida, não deixe de declarar seus sentimentos de afeto. Essa atitude trará bem-estar aos seus amores e também a você mesmo'.
Pense nisso!

A todos e todas o incomensurável amor de Hanna!

12 agosto 2010

Confissões de Hanna


Às vezes sofremos com os "nãos" que recebemos. Em geral, está nesta negação a prova cabal do amor daquele de quem esperávamos receber o "sim". Não sabemos nós e não sabem, também, os que nos negaram aquilo que queríamos visceralmente. Nem ao menos podemos imaginar o que viria a ser de nossas vidas se satisfeito o desejo. Suportaríamos o mergulho inevitável a que nos empurramos com toda a alma e vontade, quando afundássemos um no outro, nos defeitos e qualidades, perfeições imperfeitas e imperfeições perdoáveis a nossos olhos virados?Talvez amamos apenas o ideal depositado em qualquer um; talvez no qualquer um que poderia ser o alguém ideal. Vai saber... Viver é um ato solo, embora não necessariamente solitário. Mas é, sem dúvida, solo. Nem por isso ruim; nem por isso ruim. É apenas vida que segue, conjugando-se ao longo do caminho com atalhos que vão dando margem a novos caminhos; novos caminhos e coisas antigas que vão ficando para traz e que nem sempre percebemos; muitas vezes sequer chegaremos a saber. Mas não importa, não importa. A cada qual aquilo que lhe pertence ou que terá por si conquistado. Infelizmente, acreditamos que somos aquilo que nos é permitido e não mais. Mas esta Hanna, que não se dobra assim tão fácil aos limites estabelecidos, acredita que a pessoa é para aquilo que nasce, com a Graça de Deus.
Beijos aos que amo...e que são todos e todas.
H.

PS.: Este lugar onde estou neste momento me resseca as narinas, os olhos, a alma.... Acho que preciso de colo... ou de um pouco de mar.

O que você faz, faz diferença?

Transcrevo o e-mail recebido de uma querida amiga, que confirma o que eu já havia constatado e compartilhei com vocês tempos atrás. O Instituto Nacional do Câncer é um centro de excelência, não apenas profissional, mas humana. E nós precisamos de seres humanos espiritual e humanisticamente competentes em todas as áreas. Faça a sua parte todos os dias. Junte-se ao movimento que inauguro: "Humanidade sustentável é humanidade feliz."

Beijos desta Hanna que não abdica da utopia.

Beijos, Glória!

"Queridos amigos,

De dois anos para cá venho acompanhando a prestação de serviços do INCA de Vila Isabel porque duas mulheres muito próximas estavam com câncer de seio. Sendo que esta semana precisei ficar alguns dias dentro do hospital, para acompanhar uma delas que foi operada. Quero registrar a minha enorme admiração por um serviço público de qualidade. Realizado com profissionais competentes, preparados e atenciosos. Isto não só com os pacientes, com a família também. Assisti à internação de 11 mulheres, sendo que a mais velha tinha 88 anos. Já haviam passado por uma série de palestras explicativas sobre os procedimentos pelos quais iriam se submeter (algumas retirando seio, outras somente nódulos). O clima, por incrível que pareça, não era de baixo astral. Pelo contrário. Tranqüilas, alegres, ocuparam seus lugares na enfermaria onde instalei minha amiga à espera da operação para o dia seguinte. Depois de operadas (uma jornada que começa de madrugada, no centro cirúrgico e nos preparos dentro das enfermarias), encontrei-as tranqüilas, novamente. Enfim, o preparo psicológico havia sido dez.

Esse relacionamento paciente-hospital, algumas vezes, surpreende alguns parentes. Uma enfermeira me contou que diante da alegria e euforia com que uma senhora se despediu dos enfermeiros, das “colegas” de enfermaria e dos médicos, na semana anterior, a filha, que a acompanhava, reclamou mal humorada: “Mãe, por que você está tão alegre? O que está comemorando?” Ao que a mãe, recém operada, respondeu: “A vida”.

Por favor, ajudem dando um click em http://cancerdemama.com.br (vejam abaixo) e na tecla cor de rosa da campanha para o site não sair do ar. Com isso os patrocinadores pagam mamografias para atender a mulheres carentes".

Saúde e alegria a todos!!!

bjo grande.

Glória Alvarez.

06 agosto 2010

Andei pensando... ou pensei andando.

Não espere que alguma coisa nesta vida possa durar para sempre. Não é da natureza desta vida, porque ela mesma é apenas uma parte de um todo que ainda está por se completar. Apenas viva... e se alegre por estar vivendo.
Amor de sempre,
Hanna.

Aforismos...reflexões

Olhe para si mesmo como se fosse alguém de fora. Olhe para os outros como apenas outros. Não os queira dentro de si. Considere todos, mas nem sempre é preciso levá-los em consideração. Olhe para si mesmo de fora, como se fosse alguém que gostaria muito de ser. Ponha-se dentro. Surpreenda-se.
Amor de sempre.
Hanna

31 julho 2010

Abraços curativos

A todos os que tiveram seus sentimentos feridos, um abraço curativo, como um bandeide para colar os cacos do coração partido.
Abraços são excelentes paliativos.
Mas só o amor cura.
Hanna

22 julho 2010

O melhor amigo


O melhor amigo nem sempre é aquele que está o tempo todo ao nosso lado - aliás, pode nem estar aí para o "nosso lado". Também não se identifica o melhor amigo pelo simples fato de ele estar sempre conosco nas horas graves, ou tristes, ou felizes. O melhor amigo pode estar a quilômetros de distância e permanecer lá, na hora em que você mais precisa de um amigo. Pode não entender o motivo exato do sofrimento profundo que te abate naquele momento exato; mas pode se revoltar por achar que você não entendeu a profundidade do sofrimento que o abateu pelo exato motivo igual ao seu. Melhor amigo pode ser apenas um amigo que você acha que deveria ser melhor, mas que te dá um imenso prazer quando está disponível, presente, carente ou consolador, do jeito que é. Melhor amigo é alguém que escolhemos dentre os amigos que temos por uma coisa indefinida chamada afinidade. Mas para ser melhor amigo, é preciso ter ética, caráter, bondade e uma coisa especial parecida com o amor, que faz o amigo estar presente quando menos se espera. O melhor amigo é uma espécie de presente, que somente o universo pode explicar, porque vem no momento mais exato que se poderia desejar. Mas que às vezes -porra! - você morre de esperar e... nada!
Feliz Dia dos Amigos, mesmo fora de hora, porque amigos também se atrasam, mas chegam...rsrs.
Hanna, com o amor de sempre.

21 julho 2010

Olá, pessoal!
Vencida pela insistência de um fã deste humilde blog, o Doti7, publico abaixo um post que ele escreveu. Doti7, que alguns de vocês já conhecem de me ver falar, é um blogueiro de 12 anos que acha Hanna o máximo e quer seguir as pegadas deste Sobretudo, que ele acha um sucesso - não é fofo?! Pois então publico o post de Futebol do meu amigo, que também escreve sobre tecnologias. Mas não vá se acostumando não, hein Doti7...rsrs.

Técnico da Seleção deve sair nesta sexta, e Mano ganha força na CBF
(Post de Doti7)

Uma coisa que todos estavam esperando finalmente tem data para chegar. Depois da expulsão de Dunga, na derrota contra a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo, haviam 5 técnicos que poderiam preencher a vaga - Muricy Ramalho, Leonardo, Carlos Alberto Parreira e Mano Menezes.

Mas o técnico que tem mais chance de ir para a Seleção é Mano Menezes, que foi procurado oficialmente pela CBF no final de semana passada e recebeu o convite de Ricardo Teixeira. Mano apenas aguarda o aval da diretoria do Timão para aceitar.

20 julho 2010

Desconstrução poética


Construí um muro de giz na frente da minha palavra
Para você poder rabiscar o que eu disse por dizer
Branco no preto, está lá em traços livres
A liberdade sem portão, como liberdade deve ser
Vire as costas, que eu nem ligo; se gritar vou resistir
Saco o apagador e em gestos largos,
Apago em covardia, às tuas costas,
A imagem de ilusão do que nem chegou a ser.
Caído ao chão qual sonho desvalido
Percebo o amor que talvez houvesse tido
Se o fio longo do sangue então vertido
Apagasse a morte e não o amor em vão querido
Dos riscos fortes, profundos e feridos
Nada restou além de tênues gemidos
como um giz que se cansou e umedecido
nada mais escreve além de agudo indesejável ruído
nenhuma palavra, nenhum gesto, nada que faça mais qualquer sentido.
ido...ido...ido...ido...

Hanna, em rimas toscas




18 julho 2010

Snif...snif...passou...


Como vocês sabem, Hanna é carente de chamegos, afagos, aconchegos e cafunés. E às vezes, quando falta, fica triste como criança manhosa. Mas, como diz o sábio provérbio, "quem não chora, não mama", né não?...rsrs. Vejam que fofo eu recebi depois da postagem choraminguenta aí debaixo:

"O tempo pode apagar lembranças de um rosto, de um corpo, mas jamais apagará a lembrança de pessoas que souberam fazer de pequenos instantes, grandes momentos."

Valeu, Max! Tinha mais, tinha mais. Mas esta foi a parte que mais me agradou. É claro que existe um certo exagero na frase, mas como vocês também sabem, Hanna é mesmo chegada a um exagero - principalmente aqueles que envolvem sonhos, perspectivas universais de paz, amor e igualdade de oportunidades a todos. Ixi... vão pensar que sou candidata! Sou não! O meu candidato é esse aí embaixo, ó!
Sigam-me os bons!!!!!!
H.