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09 setembro 2009

Hanna, lado B... de Blues :)






Simples assim...

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso; para que eu não deixe de caminhar".
(Eduardo Galeano)

Presentinho de arquivo para todos

Prestem atenção nos rostos e olhares dos jovens na platéia. E nos rostos dos rapazes do MPB4 e do próprio Chico Buarque também. Eram a pura expressão da coragem e da esperança destemida. Roda mundo, roda pião... o tempo rodou num instante...

Mário Quintana para todos

Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua.

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema,
pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...

Sonhar é acordar-se para dentro.

08 setembro 2009

Amei!!!!!

Diletos e amados leitores e leitoras,
Não pensem que abdiquei do esforço de concentração e disciplina, mas esta eu tenho que contar pra vocês. Fui cortejada por um homem lindo, gentil e feliz. Ao final de uma reunião de trabalho, da qual ele participava apenas em forma de relâmpago — grandes aparições e vupt, sumia! — despedi-me das pessoas e pedi que se despedissem daquele homem encantador por mim. De repente, ele desce as escadas correndo e sorrindo. Nos despedimos e eu segui. E novamente de repente, ele pulou na minha frente com os braços abertos como um Cristo. Exultei de alegria por aquela presença ao estilo relâmpago e o abracei longamente. Trocamos beijinhos novamente e eu atravessei a porta que dava para uma ampla área com muitas plantas e uma árvore gigantescamente linda. Ele nos acompanhou e me surpreendeu quando eu já estava no primeiro degrau da escada que dava para a rua: "Qual é mesmo o seu nome?" Somente aí me dei conta que ao sermos apresentados ninguém disse o meu nome, embora o dele fosse a toda hora citado. Achei a pergunta interessante e intrigante. Disse o meu nome. E ele, sorrindo com um ar de quem falava sério, vaticinado seu próprio futuro, disse assim: "Quando eu tiver uma filha, ela vai ter o seu nome". Ai... que lindo!!!! Eu, que já estava encantada por ele, apaixonei-me completamente naquele mesmo instante. Que lindo! Eu disse, para ser exata: "eu também te amo!!!!!. E o meu nome combina com o seu, sabia?" E ele respondeu, como quem não concordava: "É?" Pois é... e isso nem é história inventada. Fui cortejada de uma forma encantadora pelo José, um homem lindo de quatro anos, que além do abraço e do galanteio, me presenteou com um de seus belos desenhos. Não é demais?!
Beijos, desta vez exclusivos para o José!
Hanna

"Se você quiser e vier...". Lindo! Salve, Nordeste!

07 setembro 2009

Serenidade

A semana já está prestes a começar e não quero deixar no ar um texto pesado. Fiquem então com um pensamento lindo que um(a) Anônimo(a) deixou outro dia como parte de um comentário:

"A fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem".

Tenham todos uma semana iluminada.
Amor e beijos, de Hanna.

Em tempo!!!

Pessoal, tem uma galera equivocada fazendo circular apologia à ditadura pela internet e inconvenientemente enchendo nossas caixas de e-mail com o que eles acham que foi a revolução do progresso e da paz no Brasil e na América Latina. Eles não sabem... e não tenho a menor vontade de explicar. Não aqui. Para eles, um rock pesado do Titãs, de 1987, do álbum Jesus não tem dentes no país dos banguelas, cujo título é Fome (Compositores: Arnaldo Antunes, Sérgio Brito, Marcelo Fromer), onde hoje poderíamos acrescentar alguns desejos, alguma vontades. Cito algumas e peço que acrescentem outras mais em seus blogs e em seus princípios de vida, liberdade e igualdade: a gente não quer só pra nós, a gente quer pra toda gente; a gente não quer colocar um muro na frente da pobreza para que a fome não estrague o feriadão; a gente não quer cemitérios clandestinos, onde as mães não sabem que estão lá os filhos; a gente não quer essa imprensa de merda que hoje temos, mas a gente também quer a liberdade de tê-la e quem sabe até mudá-la; a gente não quer inteiro só pra nós... e pros outros só pela metade. A imprensa que não divulgava as atrocidades da ditadura ainda é a mesma que não divulga o sucesso internacional do Lula... e sabe-se lá mais o que, porque o que a imprensa não divulga, a gente nunca sabe. Mas ainda assim é melhor do que imprensa nenhuma, como na época da ditadura. Talvez os equivocados pensem que os anos de chumbo eram anos dourados porque a parte podre da história era censurada. Temos hoje uma imprensa pela metade, mas ainda assim é melhor que nenhuma e a gente não desiste de lutar para que um dia ela venha a ser inteira. Falando nisso: tem audiência pública sobre o fim da exigência do diploma de Jornalismo, dia 10/09, às 10h, na Assembléia Legislativa. Compareçam, para evitar que acabe a metade da imprensa que nos resta. E eu que vivia sonhando em ver Jornalismo em 4 anos com mais 2 de residência, para que a garotada, enquanto foca não contaminada, visse de perto a vida como a vida é...
Mas sou brasileira, e sabe como é...rsrs.

Titãs pra vocês! E neles...

E com vocês.... Titãs!!!!!!!!!!



Devia ter complicado menos....



É preciso saber viver...


E se você puder me olhar...


Bom dia!


06 setembro 2009

Poemando para o Sel (explicitudes)

NO SILÊNCIO DA NOITE

O que faz teu pensamento, tão tarde na madrugada,
querer vir sempre me buscar?
Será a dor, mantendo-te insone?
A solitude, objetivando a falta em algum lugar?
Ou a vontade de responder a si mesmo as questões deixadas para lá?
Às vezes me chegas tão premente,
emaranhando-se em meu sono docemente.
Acordo, abro a janela...e quando vejo, lá está...
Você calado, distante, vendo-me sem me olhar.
O que fazes aí a esta hora?
Me respondes que acabastes de chegar.
Não pergunto onde estavas;
basta saber que viestes me encontrar.
Volto para o sono,
deixando aberta a janela ao teu olhar.
Confundo-te com a lua a clarear a noite...
com o barulho paciente das ondas do mar.
Embala-me o sono uma pergunta tão tola,
que a resposta mais simples não pode alcançar.
O que faz teu pensamento acordar-me na madrugada,
só para ver que ainda estás lá?

Hanna.
Bonitinho, né?
Gostou?

05 setembro 2009

Ai, Botafogo...

Um sábado com cara de domingo. Casa cheia de gente amada; mesa do almoço que invade a tarde; comidas que ficaram todas no ponto; cozinha arrumada depois de tudo; sala de conversas boas, risos, alegria, fotografias, aconchego. E para completar, a presença virtual de um querido amigo em comentário no blog. Só faltou mesmo o Botafogo ganhar... Compartilho com vocês o comentário em poesia que reduziu a derrota do Botafogo à sua devida dimensão...rsrs

De: Ouro Preto
5 de setembro de 2009 -17:05

Querida,
que sua felicidade seja
cada vez mais frequente
até se tornar
estado permanente
transbordamento
de alegria e paz

em cada passo da caminhada
a recompensa

pela vida partilhada

fruto

do amadurecimento existencial
bênção
pela conexão integral
com o (seu) Ser.

Beijos!

Obrigada, amigo! Beijos!

H.


03 setembro 2009

Então tá...


Obrigada por vocês existirem e me fazerem existir a partir de vocês!!!!! Beijos estalados nas bochechas de todos os meus amados leitores!!!
Hanna, a feliz!


Aos poucos como convém...

Uma paradinha no pit stop para recarregar a imaginação. Pois bem: tenho um amigo que tem-me ensinado a arte da paciência. Ele é calmo e seguro... e paciente. É um belo exercício que me tem valido em diversas ocasiões. Talvez ele nem saiba que me aproveito disso...rsrsr. Mas trabalhava eu em conferência no msn com outras pessoas quando ele entrou e me chamou. Tinha novidades sobre um assunto que nos empolga: trabalho! Combinamos que ele contaria sua história primeiro, já que a minha era inédita e precisava de mais tempo para os detalhes. Conclusão: o tempo se esgotou com a parte dele e eu fiquei de contar a minha parte depois. Voltei ao trabalho. Mas aí já era tarde... Eu já estava abduzida pela vontade da divagação. Então, vai aí esta paradinha onde vou falar de um novo insight para o Anônimo interpelador — lembram dele?

Insight II

Se Hanna se declarou assustada no primeiro insight, sentindo-se criança brincando de ser mulher, pega em flagrante desamparo, quero fazer-lhe a defesa. E neste caso, para que o texto tenha alguma coerência, devo confessar-me a "outra", a de olhos verdes que ela denunciou, pois não? Quero dizer ao Anônimo provocador que Hanna é a melhor parte da história que eu construo a cada dia. São dos sonhos dela que eu tiro os meus ideais de vida. Ela é uma falastrona, como toda geminiana, e uma idealista, como toda aquariana. Hanna é também a ingenuidade da criança que deveria permanecer em todos nós, para nos avisar quando estamos sendo inconvenientemente adultos — nos nossos maus pendores, nas nossas atitudes insanas, nos nossos medos injustificáveis, apesar de termos vencido os inexistentes monstros do escuro... o único medo que maltrata uma criança. Hanna dialoga com seus hipotéticos leitores o que quer ensinar a mim, que também a leio e releio atentamente e lhe dou razão, embora tantas vezes faça exatamente o contrário. Hanna se quer feliz todo o tempo e tenta ensinar como se faz isso. a todo mundo. Hanna é sem dúvida feliz. Feliz porque, como toda criança, tem uma platéia para suas bobagens... uma platéia que aplaude e ri de suas gracinhas. E uma criança precisa apenas disso para ser feliz. Hanna é feliz. E eu, dedicada e delicadamente, empresto a ela as palavras, os pontos e as vírgulas; mantenho até o último dia concedido pela reforma ortográfica os tremas e hífens que ela adora; corrijo pacientemente os erros de digitação, leio e releio suas escreveções e aos poucos vou me convencendo, ajustando o foco, e aprendendo com Hanna a ser feliz, aprendendo a ter fé e a acreditar. Porque uma coisa eu já aprendi com as bobagens de Hanna: ter fé é muito fácil; o difícil e realmente acreditar na fé que se diz ter e... pacientemente... saber esperar.
Obrigada, Hanna.
Obrigada, Anônimo leitor.
Obrigada, meu lindo....

01 setembro 2009

Dando um breve tempo

Olá, pessoas sempre queridas, conhecidas ou não.
Aproveitei o quanto pude as minhas horas autoconcedidas de ócio criativo. Que aliás não foram poucas nestes últimos tempos. Escrevi sobre Deus e todo mundo — inventei histórias, ensaiei poemas, consolei dores imaginadas, amores sonhados, alegrias inventadas — uma realidade plenamente povoada por pensamentos e o afeto inigualável de vocês, que me lêem e tantas vezes comentam. Mas... não sem alguma resistência, devo informar que preciso me impor uma certa autodisciplina, que de alguma forma inclui menos dedicação a este exercício de escreveção que a mim encanta. Tenho coisas que inventei e se tornaram realidade e agora preciso cuidá-las. Como diria minha avó, "quem pariu Mateus, que o embale". E quem me conhece sabe: não me recuso a embalar os filhos que invento e nem aqueles por outros inventados e que, por fortuna do destino, aportam aos meus cuidados. Sou amorável. Me constituo de amor, alegria, fé... e trabalho. E esses são os meus combustíveis, que não se recusam à explosão e são inesgotáveis. E considerando-se que ainda não encontrei minha camada de pré-sal... iixi!Mas não vou deixar de ler vocês, os que escrevem. E sempre que der, posto uma bobagenzinha ou outra. Porque, afinal, que graça teria Hanna se não fossem suas tolices e inevitáveis fugas?
Com amor confeitado de antecipada saudade... beijos!
Hanna Stael

30 agosto 2009

Liiiindo...

Com beijos de Hanna... mais boba que banda de rock...rsrs
Bom domingo!

Compensações minimalistas

Ontem, Brasília; hoje, Angra; amanhã, Cristo Redentor, braços abertos... e parece que é só pra mim.
Hanna Cansada
da Silva Carente
Amor.

29 agosto 2009

Desfazimento

A cada vez que viajo, deixo um pouco da bagagem pelo caminho. Assim vou ficando mais leve. Um dia espero voltar plenamente vazia das coisas que carrego em mim. Quem sabe, amanhã, em Angra, eu não deixe tudo por lá? O trabalho é uma bênção, graças a Deus! Então vou trabalhar. Bom fim de semana, amados e dignos leitores.
Beijos como de sempre
H.

Essa música é mesmo muito bonitinha...

Versinhos de amor de Hanna


Amor em letras

Cubro-me com palavras,
porque sei que me lês inteira
repetidas vezes, do início ao longo fim
Durmo em minhas palavras
porque ao fechar os olhos
aconchego-me sorrateira
para ver teus olhos, que estão em mim
(Sem) Fim

O campo e as sementes do céu

Minha vida é um campo de esperanças que Deus plantou. A cada vez que uma das sementes começa a brotar, transbordo de energia e sou capaz de coisas que, às vezes, até Deus duvida. Deve ser por isso não vejo o que pode vir a ser, mas o que devo realizar e fazer acontecer. É o que sustenta minhas certeza que parecem quase adivinhações — é muito obvio e sem mistério: se você planta laranjas, nunca vai colher as adoráveis e lindas bananas.; mas é certo que laranjas virão. É uma dádiva da generosidade divina, disso tenho certeza, porque a alegria está no exercício da execução da tarefa. E se a semente é boa, com certeza a semeadura é pura felicidade. Também deve ser por isso que minha vida é cheia de entusiasmo. Eu sei o que devo fazer, esteja eu fazendo o que for, porque tenho uma luz que ilumina meu pensamento, na minha hora de trabalhar. Mas a terra não é de propriedade minha. Ali só me cabe o exercício de cultivar a esperança para que ela possa florescer e se tornar realidade para quantos mais seus frutos possam colher. Não adianta jogar na terra as sementes tolas da ilusão, porque delas só nascerão ervas daninhas. A insistência é que nos faz confundir esperança com vontade. E por mais que custe, como diz um amigo meu, "vontade é uma coisa que dá e passa", mesmo que isso leve o tempo de uma vida inteira. Mas quem tem função neste campo da esperança não precisa se preocupar, porque Deus é o pastor e a seus camponeses provê de tudo o que lhes baste e o que lhes faça feliz, para garantir que não faltarão os recursos da colheita. As nossas esperanças, aquelas que vamos recolhendo ao longo da vida por nossa própria conta, essas não devem ser jogadas diretamente ao solo, mas confiadas às mãos de Deus, que sabe a estação correta em que a deve plantar.
Eu sou uma mulher feliz, graças a um Deus que cuida das minhas sementes de pensamento e de amor, descartando sempre as sementes estéreis da ilusão. Confia, e o mais Ele fará.
Saudades imensas, de Hanna.
Amor

Vem! Corra e olhe o céu!


Minha alma canta e dança!
Estou no Rio de Janeiro...
E o sol vem trazendo um bom dia!
Amor
H.

27 agosto 2009

26 agosto 2009

As prometidas mentirinhas de faz-de-contas

Já contei a vocês dos meus cinco cavalos e das minhas duas únicas vacas holandesas, uma das quais aparece faceira em uma postagem deste blog e a outra, como todos também sabem, está refazendo-se do esforço de dar à luz seu bezerrinho manhoso, batizado Geduld. Pois estava eu colhendo beijos na estrada — os mesmos com que os acarinhei em postagem anterior — quando presenciei uma cena digna das historinhas curtas de Hanna. Meus cinco cavalos desentendiam-se no campo aberto sobre uma questão controversa. Acreditavam, três deles, que a bola procura o pé do atleta; os outros dois, que o atleta busca o gol. Não entendi o motivo do dissenso, já que uma hipótese não invalidava a outra! Defendiam os três que bola e atleta, embora complementares, nem sempre se encontravam e que, portanto, o gol estaria descartado. Os outros dois afirmavam categóricos que se o gol estava descartado, portanto o atleta seria apenas uma invenção da imaginação esportiva. Os outros três, compenetrados e com olhares quase quânticos, acrescentaram que mesmo sem a bola o atleta busca o gol. Bola, atleta e gol não se conjugavam! Era esse o motivo da dificuldade! Para evitar que a discórdia se aprofundasse, foram-se os três cavalgar nos campos; os outros dois, acercaram-se da trave e se puseram a aguardar: se a bola busca o pé do atleta e o atleta busca o gol, certamente uma hora os dois apareceriam por lá. E se puseram a esperar. Para provar que a história é verídica, posto a foto, feita por mim mesma, destes dois dos meus cinco cavalos. Quando voltar da viagem conto a outra historinha, que também tem foto ilustrativa de sua veracidade.
H.
Amor.

Comentários aos comentários I

De: Pauta Cifrada

Querida Hanna.
Acredito que somos, no mínimo, três pessoas...
O ser imaginário que pensamos que somos;
O ser que os outros vêem em nós;
E o ser mais importante. O verdadeiro, infinito, em evolução constante... que só Deus conhece.
O resto é simulacro!
Beijo!

Amei!!!!!! Obrigada!
Beijos de Hanna!

Aos poucos, como convém

Ainda não sei como responder ao Anônimo interpelador, mas vou aos poucos descobrindo. E como adoro me virar pelo avesso, vou-me aos poucos desvendando. É um bom exercício de autoconhecimento. Pois bem:
Primeiro insight:
Logo de cara, Hanna sentiu-se como uma criancinha que, aproveitando-se da ausência da mãe, vestiu as roupas dela — vestido vermelho, écharpe de seda, chapéu de abas largas, cordões de pérola, sapatos altos — e borrocou o rosto todo de batom, tentando pintar a boca. Cansada da brincadeira, sentou no chão do quarto e dormiu, com o rosto apoiado nas pernas, escondido entre os braços. De repente, vem alguém e abre a porta!!!!!!!!!!!!!!
E para que não haja dúvidas sobre a alma desta assustada Hanna, aí vai uma foto. Os olhos de Hanna — janelas da alma, como diz o interloctor anônimo —estão meio apertados na foto e quase não se deixam ver, mas são azuis. Os da "outra", são verdes. Entendeu? Ou quer que eu desenhe?
Até o próximo insight e obrigada pela provocação.
Beijos... das duas...rsrsr

Poemando

Versos estanques, descolados e sem rima

O teu amor pesa, pesa e dói nas minhas costas
Mas só quando levanto os olhos e não te vejo
Por isso não te quero ver
Mas para que preciso ver-te se teu pensamento emaranha-se em mim
Se eu fosse cego, daria na mesma
Eu tenho a mania de carregar nos pesos e você, nas tintas
E o que se faz com isso? Pedras coloridas? Arco-íris? Pode ser
Por que não dormes, se não encontras a rima?
Por pura vontade de escrever.

FIM

25 agosto 2009

Estes anônimos...

A verdade é que estes Anônimos são incríveis. Quebrei a cara todas as vezes que achava que sabia quem eram e ia conferir. Parei de querer adivinhar. Tenho sido visitada por Anônimos que realmente se dão ao diálogo. Um generoso(a) que me fala coisas da Bíblia; outro(a) que brinca e ri; outro(a) que bagunça o meu coreto; outro(a) que ri de mim... Mas hoje eu fui interpelada por um(a) Anônimo (a), que insiste em que eu responda ou comente o que ele/ela disse. Demorei a tocar no assunto e ele/ela me cobrou posicionamento. Está tudo lá, nos comentários da postagem do Little Walter, logo aí embaixo, se quiserem ler (é... não quero mesmo publicar como postagem). E estou escrevendo aqui apenas para que não fique a impressão de que me ofendi, como ele/ela pensou. Não, não me ofendi. Mas devo confessar que não sei o que dizer. Você me desconcertou. Estou tentando me consertar, juro. Quando conseguir, prometo responder direitinho, com toda a atenção e carinho que sei que você merece, seja lá quem for. Peço apenas que espere um pouquinho...só mais um pouquinho.

Blues para seguir na estrada

Quer um conselho? Se tiver que seguir sozinho, seja qual for o caminho, vá ouvindo um blues. E se a estrada for longa, compre uma harmônica e descobrirá que a vida te ensinou a tocar, sem que você se desse conta. O blues transforma a tristeza que está dentro e faz com que ela se vá pelo sopro que sai do coração e atravessa a harmônica. E neste vídeo aí embaixo, Little Walter em Blues with a Feeling. Walter, nascido Marion Walter Jacobs em maio de 1930, em Louisiana, EUA, teve uma vida breve — morreu aos 37 anos — e por isso sua obra não é muito extensa, embora seja efetivamente grande. Little Walter figura entre os maiores do blues, como Charlie Parker e Jimi Hendrix, e é considerado um gênio e um virtuose pelas inovações musicais que deixou para gerações de músicos e amantes do blues. Quem se interessar pela obra completa, vá ao Blog do Lenhador, cujo link está registrado ali ao lado, na lista de blogs que recomendo e acompanho. E com vocês, Little Walter!


24 agosto 2009

Minimalismos de amor

Silêncio...
Não acordem o meu amor
Ele está cansado e eu preciso esquecer
Boa noite.




Souvenir de viagem

Desta viagem, trouxe apenas uma história e dois beijos. A história, cujo título será Mentirinhas de faz-de-contas, eu prometo postar amanhã. É que estou deveras cansada... Mas os beijos vou logo entregando, para que durmam acarinhados e, pelo meu afeto, beijados.

***
Aí estão: o nome científico é Impatiens Walleriana, popularmente conhecidas como Beijo. Como toda planta que dá flor, o Beijo precisa de sol, não pode ficar na sombra o tempo todo. O ideal é ofertar-lhe todo o sol da manhã e o aconchego na sombra da tarde. À noite, aproveite-os!
Amor...
H.


A interpretação do sonho

Que lindo! Um Anônimo leitor, ou leitora, aceitou o convite para interpretar o sonho que contei algumas postagens abaixo. A sua interpretação é muito pertinente e interessante! Publico aqui para estimular a que outros mandem suas percepções e completem a colcha aconchegante de retalhos de Hanna.

De: Anônimo

23 de Agosto de 2009 15:08

Bem vamos lá...vou ousar!!!Toda vez que Deus se referia a casa, como por exemplo "a casa de Israel", "a casa de Davi"ou "arruma a tua casa", e várias outras passagens bíblicas, estava se referindo à casa espiritual. No meu humilde entender, a casa simboliza você mesma, por isso você conhecia os detalhes. E o fato de ser linda, talvez esteja relacionado às suas intenções, ao seu coração, mas a dúvida de ser sua casa ou não, penso que você precisa assumir alguma coisa, ou talvez prestar mais atenção a você mesma, ao seu coração, em vez de mostrá-lo a pessoas que você nem conhecia. Água geralmente simboliza o Espírito de Deus, mas nesse caso teria que estar fluindo, porque o Espirito Santo é um fluir constante, e ali a água estava retida em uma piscina, e de alguma forma o que ela simboliza tem que fluir mesmo que seja através de um viaduto. A confusão ao redor são os conflitos que você mesma vive, talvez por não estar atenta ao interior da casa. Não sei, pode ser!!! As pessoas desciam as ruas carregando coisas fúteis. Descer nunca é bom e ainda carregando coisas sem valor, pior ainda. Não tinham noção do que era realmente precioso. As suas vidas. Bem, o viaduto foi pro espaço, mas abriu um caminho onde dava em um quintal que precisava ser tratado, talvez alguma coisa relacionada à família, trabalho. Não sei!! Pode não ser. E o grande lance aí, a meu ver, foi a ávore plantada, e você subindo ladeira acima, que embora seja cansativo e até mesmo doloroso, é melhor do que descer. Alguma conquista você alcançará. As casa vazias pelo caminho são as pessoas que aparentemente estão bem a sua volta, sorrindo, brincando, mas na realidade estão com um imenso vazio dentro de si. Mas as janelas estavam abertas. Elas estão receptivas. Continue andando...Vamos ver os acontecimentos. Bem, tentei!!! Você disse que podíamos arriscar. Perdoe-me se não tiver nada a ver. Só quero ajudar. A Bíblia diz: "...de tudo guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida eterna..."
Um grande beijo e boa viagem!!!



23 agosto 2009

Mais uma bobagenzinha, antes de ir embora

Calem seus desejos e perceberão que não existe coisa alguma que, por natureza, neste universo já não lhes pertença.
Fui!..rsrsr
H.

Sonhos da confeitaria de Hanna

Acabei de lembrar, durante um banho tépido (eita, palavra!), que de ontem para hoje tive um sonho. Um sonho meio esquisito, cheio de enigmas. Estou me preparando para uma viagem de trabalho, daqui a pouco, e tenho umas outras história em que pensar. Não posso me dedicar agora ao sonho. Então resolvi contar para, quem sabe, algum de vocês me ajudarem a decifrar. Vai que entre estes tantos anônimos tem alguém que entende de sonhos. E afinal, vocês entendem Hanna quase de cor. Vocês sabem, né? De cor, quer dizer "de coração". Então, tá! Do que lembro, eu só sei que foi assim (com a licença poética de Ariano Suassuna):

O SONHO
Eu estava mostrando a algumas pessoas estranhas uma casa enorme, que me lembro de ter visto em outro sonho que tive e era, naquele sonho, muito linda. Mas, naquele sonho, eu não morava lá; estava apenas como visitante, eu acho. No sonho desta noite, a casa também não era minha, mas eu a conhecia em cada detalhe. Quando fui mostrar a enorme varanda onde antes havia uma psicina, percebi que ali haviam contruído um viaduto por onde passavam muitos carros... bem no meio da piscina, com suas pilastras enterradas na água azul da enorme piscina— eu disse que o sonho era esquisito! De repente, uma explosão enorme derrubou um condomínio de luxo com muito prédios, na diagonal de onde ficava a casa. Fiquei olhando a destruição. Era muito perto, mas a casa não fora afetada, nem por medo, ou susto. Era como seu eu estivesse assistindo apenas um filme. As pessoas começaram a sair de seus apartamentos, descendo pela rua — era uma ladeira —, carregando coisas que conseguiam salvar, e eram muitas coisas fúteis e inúteis. O viaduto também foi pro espaço, mas não afetou coisa alguma na casa. Apenas deixou aberto, mais adiante da varanda, um caminho que ia dar em um quintal grande. Fui lá para ver se algo havia sido danificado e percebi que era apenas um quintal, precisando de cuidados. Estranhamente, em meio ao caos que se instalara lá fora, na rua, eu comecei a plantar um jardim. Entre as mudas que eu plantava, havia uma cujo destino seria tornar-se uma grande e bela árvore. Eu sabia disso, e procurava o lugar ideal para plantá-la. Fiz isso e fui embora com as pessoas estranhas (que eu sabia que estavam lá, mas na verdade não as conseguia ver), porque todos tínhamos que sair daquele lugar "explosivo"...rsrs. Saímos pelo portão e subimos ladeira acima, enquanto as pessoas afetadas desciam ladeira abaixo. Ao passar pelo lugar dos escombros, eu ia vendo partes se recompondo em casinhas simples e antigas, brancas e azuis, como se feitas de uma técnica que hoje chamamos pátina. As casas estavam totalmente vazias, com as janelas e portas abertas. E eu pensava: "olha só que lindo! Como as pessoas têm coragem de estragar uma coisa dessas?..". Mas aí alguém insistia para que eu continuasse a andar. Acho que o sonho não terminava aí, mas lembro apenas disso.

Sério mesmo: arrisquem palpites exotéricos sobre o que pode significar este sonho. Uma espécie de jogral (nossa...) de textos, para quem não tiver nada melhor para fazer neste domingo frio.
Até a volta!
Beijos de Hanna.

Versinho para aquecer o domingo...

DO AMOR POSSÍVEL

Eu tenho um amor escondido pelas nuvens

Fui eu que o ocultei e por isso sei onde está
Os sonhos dele me encontram todo tempo
Quando o seu pensamento me vem buscar
Entre mim e ele, apenas o sol, a lua e o mar
Mas se fecho os olhos e o vento sopra
As nuvens passam, o tempo dorme
Ele vem me beijar.
Amor.

Deixo um versinho para aquecer o domingo frio e estimular meus imprescindíveis leitores a buscarem seus amores, onde quer que os tenham guardado.
Beijos desta Hanna que vos ama, sempre.
H.

22 agosto 2009

Reedições

Olá, tão doces e amados!
Tenho visto, pelas estatísticas do reloginho ali ao lado, que algumas tolices de Hanna estão sendo muito lidas, e algumas são bem antigas. Então resolvi reeditá-las para que continuem acessíveis, nas páginas atuais, a todos os generosos visitantes. Agradecendo com profusão de afeto e carinho, reedito uma historinha que eu achei numa vila de pescadores chamada Jurujuba, em Niterói. O título é novo e alguns erros de texto foram corrigidos. Espero que gostem.

Tenho em mim um deus que escreve histórias para eu dançar.

Esta história, achei no barco de um pescador de sonhos que parou ao meu lado e eu convidei pra dançar. Ele aceitou, tomou-me nos braços e rodopiou, entregando-se à vertigem que eu já trazia em mim. Saímos em valsa pelo mundo afora, passeamos por um vilarejo romântico ao Sul da Itália; por uma aldeia encantadora debruçada em frente ao mar... marinas suaves depositadas sobre as águas que o sol delicadamente coloria. Havia um mundo para andar, e ficamos sem saber exatamente como ir. Entramos na igrejinha de São Pedro e pedimos o vento, o rumo, a vela, o prumo, com a certeza apenas de que já estávamos a navegar. Ele me disse que eu estava no alto e eu disse que queria descer. Pedi que me ensinasse o caminho de volta; que mostrasse onde estava a escada que me traria de novo para perto do mar. Ele ficou ali parado, acariciando meus cabelos, olhando as águas que já haviam diluído a cor do sol, trasmutando-se langidamente em um fino véu de luar. E ele ficou assim tão quieto, espreitando a certeza que nenhuma resposta podia dar. Fiquei lá onde estava apenas eu, sem saber sequer onde era mesmo esse lá. E o vento foi balançando de leve o barco, as velas, a vida, o mar... e tudo o mais foi-se indo embora, suavemente embora... como quem solta as mãos, deixa deslizar os braços, afasta mansamente os corpos, porque a música cessou e não há mais o que dançar. Adiante, mais além, lá bem longe, o mar... apenas o mar — uma longa viagem até, quem sabe um dia, encontrar um porto onde o desejo ancorar.

Amor.
H

Sobretudo, uma bela canção nesta bela voz

Belas imagens em bela música. Bom fim de semana!

21 agosto 2009

Descobrimentos II

Falava eu de amor e paixão em Descobrimentos I. A paixão não precisa de muita descrição. Mas e o amor, para além das imposições culturais e contornos inatingíveis? Esta pergunta eu tenho feito a mim mesma nestes últimos instantes que separam uma noite de um dia. A questão não é o tempo, mas a questão. Não sei responder, porque não sei sobre coisas que não vivi. É, meus amados, sei do amor que tenho a vocês (meus amados mais próximos são também meus leitores, incluindo Cacabudan...rsrs), porque ele habita em mim desde antes e eu o tenho exercitado. São os amores legitimados, aqueles que nos ensinaram e que nos permitem. Mas e o amor entre apenas um homem e apenas uma mulher — estou dizendo AMOR, notem bem; não paixão. Eu não sei... Isso eu nunca vivi, me dou conta apenas agora. Tive paixões, uma delas me ajudou a construir grande parte do que sou — pelo lado bom e muitas vezes pelo lado ruim que me proporcionou experimentar. Mas isso é comum às paixões: elas não se recusam ao mal; são reativas. Mas e o amor, caramba? Eu não sei... Será possível amar alguém sem querer possuí-lo? Amar sem ferir? Sem cogitar da vingança? Amar mesmo na contramão dos fatos? Para além dos fatos? Será possível um amor que se basta por existir, independente das concretudes que o fazem a todos se mostrar? Será possível um amor que não depende de exibição? Um amor que quer, por ser amor, para o outro apenas a felicidade? Mesmo que para isso tenha que se contentar em ser apenas si mesmo? Talvez sim — a cobrança de retorno é típico apenas das paixões. Mas talvez não... eu não sei. Isso eu nunca vivi. Temos do amor apenas a idéia do tormento, da dúvida, do desejo que é dor até que se esgote em um breve momento para novamente doer. E quando se acaba, reagimos com todas as forças contra o que nos fez despossuí-lo. É a paixão com seu manto carmim travestida de amor... Mas eu não sei. Apenas estou experimentando algo que não conheço e que não sei direito explicar. Mas estou prestando atenção, para conhecer. Por enquanto, sei apenas que é bom, como a paixão... a diferença é que não dói. Mas será que amor tem que doer?... Chega! Por hoje, basta. Perguntas demais e respostas de menos fazem a gente se perder.
Com o amor de sempre e este outro em construção, beijos!
Hanna

Uma lembrança...

... ou seria uma dádiva? Periquitos verdes e amarelos, em revoada, nas tardes de Belém do Pará. Eu os via da varanda do apartamento e adorava aquela barulheira. Eles voavam de um açaizeiro para outro, como se fossem crianças brincando de correr/voar todos juntos, pra lá e pra cá. Depois, acho que se cansavam e desapareciam debaixo das árvores e eu não mais conseguia distingui-los das folhas. As dádivas também provocam a saudade. Mas é mera provocação... não dói.
Beijos exclusivos para Belém por este presente.
Hanna

Uma caixa de presente

Cada dia com sua dádiva. Os dias que passaram guardam as dádivas que lhes foram concedidas. Elas existiram realmente no momento em que as vivenciamos e ainda estão lá para serem admiradas pelo pensamento, tenham sido reais ou equívocos da imaginação. Se fostes feliz com a dádiva que recebestes, ela concretamente existiu. Sonhos são reais quando engendram sentidos. Tudo o que enlevou sua alma e passou, torna-se presente guardado... e tudo passa. Passado é apenas o que nós decidimos não reter e descartamos, embora o lugar que tenha ocupado fique marcado na memória como o círculo deixado pelo fundo úmido de um copo sobre o papel. A memória é um lugar muito longe e distante da lembrança, onde as marcas dos fatos da vida ficam registrados, porque não podemos desvivê-los. A lembrança, ao contrário, é o lugar privilegiado onde guardamos apenas as dádivas — uma caixa delicada que se abre com a imagem difusa de uma cena, de uma palavra, de um texto, de um perfume, de um desejo. Dádivas são os gestos de amor, as aproximações afetivas, o prazer espontâneo, a suavidade do carinho, o sonho que constrói uma realidade quase palpável. Dádiva é o presente que não devemos deixar passar... em branco.
Bom dia
Amor
H

20 agosto 2009

Um clipe muito bem feito, sobre não coincidência de amores - Marisa Monte e Arnaldo Antunes



Mas como diria a minha avó, "Deus o livre e guarde!"...rsrsr. Amor, I love you...

Ai, curiosidade...

Pronto, seus bisbilhoteiros de plantão no meu blog!!! Taí uma das minhas duas únicas vaquinhas holandesas! O que pensaram que era? A outra? Ah, a outra está repousando e não pode ser incomodada por fotos. Pariu recentemente um bezerrinho liiindo e manhoso que se chama Geduld.
Bobagens, carinho e amor de sempre
Hanna

Na foto: Gertrudes, a holandesa


Quintana, para todos. Estou em ócio criativo hoje!

"Se as coisas são inatingíveis — ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas"
(Mário Quintana)

Rapidinho.. só para não perder o fato!

Um amigo, dentre os muitos que conservei daquela minha última encarnação e que é mais chegado a mim — e que provavelmente não tem muito o que fazer—, leu as postagens de hoje quase que em tempo real. Postei a última história e segundos depois (leu na diagonal, isso sim!) o telefone tocou:
— Me diz aqui uma coisa: de onde você tirou essas histórias?
— Que é isso, companheiro? Está insinuando que estou plagiando?
— Não! Claro que não... de onde tirou que eu digo é a bibliografia que você usou?
— Não tem bibliografia, seu insensível! Acha que vou perder meu tempo para citar bobagens alheias no meu espaço?
— Peraí, mas...
— Tá... vou dizer a fonte, porque já não tenho mais esse compromisso de sigilo.
— Ótimo!!! Nada como ter uma amiga que mudou de encarnação sem precisar morrer pra isso....
(risadas de parte a parte...)
— Então fala aí... tá apaixonada?
— Cara! Você parece analfabeto funcional! Diz que leu o que escrevi e me pergunta isso?
— Porra... aí já é sacanagem... analfabeto funcional...
— Liga não... gente que trabalha durante muito tempo na imprensa acaba mesmo ficando assim.
— Vou desligar na tua cara... (risos... só da minha parte, claro...rsrs)
— Tá, saco!... fala aí. Qual é a fonte do besteirol de Hanna?
— Besteirol? Então tá... as piores partes eu tirei daquele livreto que você escreveu a 50 mil mãos...hahahah
— Ai... eu não sei como ainda te aturo... (risos, de parte a parte, claro)... adoro você, mulher!
— Agora sim, a prosa tomou o rumo certo.
— Me diz aí: como é isso?
— Tá, vou dizer: conheci um coelho e ele tem me ajudado a descobrir as coisas que escrevo; tem sido meu interlocutor para questões de autoconhecimento, paciência... etecetera e tal.
— Ai... ficou doida....
— Tô falando sério! Um coelho assustado, que eu amo e que tem medo de gente, de amor, de carinho... arredio. Mas ele é lindo! Pelo cinza e um narizinho fofo. Toda vez que me aproximo ele foge, mas fica me olhando com aquela carinha de quem, no fundo, também me ama, bisbilhotando minhas coisas quando não estou por perto... Acho que ele deve ter nascido em gaiola, e agora que anda solto por aí tem medo de perder a liberdade. Mas ainda não sei bem... Deixa o tempo passar. Enquanto isso, vou escrevendo sobre os frutos da nossa convivência...rsrs.
— Tá, tá bom... — respondeu meu amigo já entregando os pontos, mas não sem me dar uma última sacaneadinha — Querida, vou aí te fazer uma visita e vou levar um amigo psiquiatra que você vai adorar conhecer, tá bom?
— Tá... e aproveita traz o vinho....rsrsrsrsrs
— Beijos!
—Tchau...

Pois, é. E para provar que o meu interlocutor/coelho existe, vou colocar a foto dele para que todos o conheçam e parem de achar que eu copio de alguém o que estou falando. Existe uma séria distinção entre estar doido e ser louco, sabiam?
Olhem o meu bonitinho aí... Liiiindo, não? Mas aposto que pensaram que a foto era de um...gato.

E quem quiser entender a sequência destes últimos eventos de Hanna, terá que ler de Descobrimentos I para cima. É que as primeiras postagens vão se tornando últimas à medida que postamos; aí as histórias ficam do fim pro começo.
Amor para o meu doce coelhinho, sábio, poético... e assustado.
Hanna Boba.


Ai, a Lagarta!

O dia hoje promete... promete atrasos! Já estou eu aqui de novo! Mas foi a Lagarta, lembram dela? Aquela história que prometi postar a cada domingo, mas não rolou. Pois é. A história era apenas aquilo ali mesmo. Podem conferir lá no arquivo em A Lagarta e o Tempo (2 de agosto de 2009). Vejam só qual foi a pergunta que a criaturinha fez ao tempo, na oportunidade talvez única de se relacionar com algo que falasse com ela: "Qual é a natureza de todas as coisas?" Uma pergunta como esta indica já que a natureza da Lagarta é um dia tornar-se borboleta, através de um longo processo que a pergunta indica como sendo de autoconhecimento. E conhecer-se requer uma certa coragem de encarar os fatos da nossa própria existência e como nos comportamos nela — o que na maioria das vezes não é a parte mais agradável. Pela pergunta, acredito que a Lagarta na verdade já estivesse se transformando, ou quem sabe até já fosse uma bela borboleta, mas ela não conseguia ver-se, ou pelo menos ver-se assim. A pergunta mostra a necessidade de legitimação que a todos nós afeta. Somos perfeitos e bons, mas alguém precisa nos mostrar isso, porque passamos a vida abaixo de repreensões. Peraí, gente: não confundam as coisas! Ser borboleta não tem nada a ver com pintar as unhas de vermelho, fazer escova progressiva, mallhar até morrer, frequentar bares da moda, gastar fortunas em roupas, sapatos e que tais. Isso está mais para mariposa, que se encanta pela luz — luz da lâmpada, meus caros! — e quando a luz apaga a pobre dá com a cara no vidro e morre. Ai... odeio tragédia. Mas voltando ao tema: então ela fez a pergunta e o tempo respondeu: "Para saber a natureza das coisas é preciso olhar a semente". Caros... essa está difícil de explicar até para mim, que inventei a história. É que vocês sabem, né? As histórias, depois que começam, ganham vida própria, se libertam do autor e às vezes até nos esculhacham. Mas enfim: acho que isso pode querer dizer que para se olhar a semente é preciso refazer o percurso, desconstruir o que já cresceu para se ver com os próprios olhos...será? Pode ser? Não sei. Esta fica para vocês como uma espécie de koan.
E a história acaba aqui.
Fim

Tchau, Lagartaaa!!!!


Descobrimentos I

Bom dia, diletos e amados!
Espero que a noite de todos tenha sido restauradora e inspiradores os seus sonhos. Inauguro agora uma nova conversa, que espero venha a nos trazer alguma experiência, insight ou autoconhecimento. Nossa... minhas expectativas são sempre muito altas. Menos... menos... baixemos a bola. De novo: espero que nos traga, a mim e a vocês, algum proveito. E se nem isso for, pelo menos nos divirta neste mundo esquisito do virtual. Pois, então: aquela postagem de ontem à noite, que está logo aí embaixo, é a pura expressão da minha verdade — sim, porque verdade, sabe como é: cada um tem a sua. Pois a minha, que sou dada a observações do cotidiano, das obviedades, de mim mesma e do que dizem certos estudiosos, me conta exatamente sobre essa questão do amor. Não o amor sublime, aquele no qual fomos educados na nossa história judaico-cristã, mas aquele amor bandido, vadio, afogueado o qual a mesma história judaico-cristã nos ensinou ser pecado. Tá bem, tá bem... menos, menos... Os adjetivos foram apenas para acordá-los para o meu assunto. De novo: falo do amor entre homens e mulheres (existe cotidiano e obviedade maior do que isso?). Pretendo compartilhar com vocês uma descoberta que se dá em mim como experiência — eu tenho sido o meu principal laboratório ao longo dos anos mais recentes. E como vinha dizendo na postagem anterior, amor e paixão são coisas dessemelhantes! Tá, eu sei que é óbvio demais. Todos sabem o que é paixão. Quem já não se perdeu em uma daquelas arrebatadoras que nos leva às maiores imbecilidades que um ser humano pode cometer? Não gosto nem de pensar, mas Romeu e Julieta passaram para a história por uma das maiores tolices a que a paixão pode levar. Sim, meus caros: foi paixão, não foi amor como nos ensinam até hoje! A paixão é que nos oblitera (nossa!) os sentidos. Olhem só o que diz sobre a paixão a Wikipédia, nossa enciclopédia do momento: "É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.". Sacaram? Mas a paixão é necessária à sobrevivência da espécie; é ela que nos faz querer casar, acasalar, trepar até morrer e assim povoar a humanidade. Sim, amadíssimos... disso todos nós sabemos. A natureza é perfeita! Mas a divisão de classes é um tormento. Se formos buscar na história econômica e da riqueza do homem, certamente encontraremos vestígios de como se mesclaram a carne e o espírito de forma tão inextricável (ai, carái!), quer dizer: um enredo que não se pode mais desemaranhar. Daí, então, sabemos por experiência o que é a paixão e a confundimos com o amor. O amor ganhou tanto adorno de sublimidade que perdemos o contato com ele; perdemos a chance de experienciá-lo como possibilidade de vida em comum; de fazer filhos através dele; de nos lançarmos aos grandes mares em nome dele; de nos projetarmos para o futuro confiantes nele; de nos deixarmos perder nele, sem que para isso precisemos perder a razão, o tino, a noção, a identidade, a individualidade. E sabe-se lá a que força estaríamos submetidos através do amor? Sim, porque a força a que estamos subjugados pela paixão todos nós conhecemos por experiência. É, meus caríssimos... tenho experienciado essas noções que agora compartilho não porque eu seja diferente de vocês ou de alguma forma especial, mas porque tenho o vício de prestar atenção para saber como as coisas acontecem. E tenho descoberto que algumas coisas que acontecem a nós, seres humanos, é geralmente igual para todos. E como me incluo nesse "todos", vasculho em mim o que posso aprender sobre nós. E como adoro contar pros outros... rsrsr
Bem, mas este descobrimento que agora trago vai me obrigar a abrir minhas portas mais íntimas para tomar-me como exemplo de coisas comuns, já que não posso usar a vida de vocês. Ou seja , paixões, casamentos, descasamentos, paixões, namoros, desanamoros, paix... Ops! Quando a coisa se repete, tende a estebelecer um padrão que pode ser observado, medido, entendido... E com alguns insights que os emaranhamentos da física já explicam... Eis que tenho esta nova históriaaa!!!!!
Mas esta foi apenas a introdução do que prometo ir contando à medida que se for desvendando. Hanna também tem outras tarefas no mundo e, além disso, uma postagem que obriga a mais de 4 rolagens tende a ser abandonada no caminho. E Hanna é carente, vocês sabem... rsrs.
Nos falamos mais tarde, porque estou ávida por esse assunto.
Beijos, desta que vos serve na medida do que pode.
Hanna, a desmedida!
Uma violeta de bordas azuis para alegrar seus olhos e iluminar o dia...
Amor.

19 agosto 2009

Obviedades de Hanna

Amor e paixão são coisas dessemelhantes, mesmo! Pode parecer óbvio, mas não é. Saber que não são a mesma coisa é uma coisa; outra coisa é conhecer a diferença entre as duas coisas. Conhecer também é diferente de saber. Para saber, basta que lhe contem; para conhecer é preciso vivenciar... Nada substitui a experiência... Mas coisas tidas como óbvias são mesmo inexplicáveis. Agora uma coisa eu garanto: amar é uma experiência fascinante! E o melhor de tudo é que não te inviabiliza o resto da existência, como a paixão. Só não sei dizer quanto tempo dura o amor, se acaba ou se transforma em outro sentimento qualquer. A paixão, justamente porque inviabiliza o cérebro do cidadão em sua fase mais aguda, já teve estudos quanto ao tempo de duração. Cientistas ingleses chegaram à conclusão de que o tempo médio de vida da paixão é de um ano e oito meses. Dá pra casar e ter filhos neste lapso de tempo, já pensaram! Mas por enquanto é tudo o que sei. Se mais descobrir, prometo contar. Tenham uma noite de sonhos repousantes.
Amor, como de sempre.
Hanna

A minha dádiva


Olá, tão amados.
O dia acordou tranquilo, como quem sabe o que precisa fazer e entende que a cada amanhecer tem que construir uma nova realidade. O ontem foi a dádiva de ontem; a de hoje, ainda temos que plantar e colher. E ontem a minha colheita foi farta e boa. Tanto amor, tantas palavras, tantas retribuições, tanta esperança. Senti como que brindássemos todos o compartilhamento do mesmo universo — nossa inigualável coincidência. Alguém anônimo(a) deixou palavras adornadas de bênçãos, que reproduzo aqui para que permaneçam na tecitura deste hoje que já comecei:

"A Bíblia diz que a boca fala do que está cheio o coração. E também fala que toda sabedoria e todo dom perfeito vem dos céus; do Pai das luzes. E ainda que Deus sonda os corações e suas intenções. Que Ele continue te acresentando a cada dia, te enchendo de palavras doces como estas da poesia, que Ele possa te instruir e orientar em todas as coisas. E que o amor a encontre ou que você possa encontrá-lo, e que seja como tu desejas. Lembras dos desejos e energias? Com certeza estás conectada a alguém; uma hora as energias se encontram... e Deus há de te abençoar... que seja lindo! Um Grande abraço".

Não sei quem escreveu, mas senti-me abraçada e beijada por alguém que provavelmente não me conhece também — será esta uma forma de o universo dizer que a todos nos une? Ainda é cedo para respostas. Pela manhã tenho sempre e tão somente perguntas, que às vezes o dia vai aos poucos respondendo; tenho paciência.

Tive também a mais doce das companhias adornando o dia de ontem — alguém que eu sabia desde sempre que eu iria amar, enquanto buscava, em meio à multidão, o meu lugar na longa estrada:

"Oi! Minha querida. Mais um show... que lindo ler essa composição...os poetas a ti se curvam e rendem as mais singelas homenagens, tenha absoluta certeza. Saber que podemos desfrutar esse momentos com você, é uma dádiva! Beijos..."

Nada mais poético do que dizer que a presença do outro no nosso dia é "uma dádiva". Palavra tão linda... Aprendi ontem o que é uma dádiva: e foi isso que me fez dormir feliz e acordar em paz para a construção de um novo dia. O de ontem ficou na minha memória como um riacho de águas cristalinas que vai abrindo o caminho do hoje na longa estrada desta minha curta jornada.

Desejo que o hoje de cada um de nós traga a candura dos anjos, a beleza das paisagens amenas, a convicção das águas dos rios ao abrir na terra o seu caminho. Mas que acima de tudo tenhamos a leveza dos ventos que a todo tempo nos sussurra aos ouvidos uma mensagem divina: eu te amo.
Bom dia...
Hanna

Uma serenata de amor... simples e linda.

Boa Noite, Amor
Composição: J. M Abreu e E. F. Matoso
Principal intéprete: Nelson Gonçalves

Boa noite, amor
Meu grande amor
Contigo sonharei

E a minha dor esquecerei
Se eu souber que o sonho teu
Foi o mesmo sonho meu

Boa noite, amor
E sonhe enfim
Pensando sempre em mim

Na carícia de um beijo
Que ficou no desejo
Boa noite, meu grande amor.