Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
17 setembro 2009
16 setembro 2009
A dor
O soro tem gosto de lágrimas
A dor vai fechar esses cortes
Adornos...
Equações insolúveis
Vai saber... vai saber...
Não sei não.
15 setembro 2009
Non sense
14 setembro 2009
O que não tem remédio, remediado está
13 setembro 2009
10 setembro 2009
Quem disse que tudo precisa fazer sentido?
Abraços, carinhos, ternura
Barrigudões.
Adorno, afeto, cintura
caramanchões
Aquilo, agora, entulho
anfitriãs
Altura, cortina, bigorna
Balangandãs
ВЕЛОСИПЕД
Para não ficar fora da conversa, mesmo não tendo sido chamado... intruso.
Fazer sentido é como estar pendurado no abismo, resistindo.
O abismo é invenção do sentido, encravado nas palavras, até que sangrem em enredos do pensamento... que fazem sentido, que tornam real a dimensão e produndeza abaixo, distanciando o chão... estabelecendo a disputa pelo poder do ponto final.
Sentido é aquilo que inventamos para ter certeza que ainda estamos vivos no mundo.... e contra o mundo.
Sentido é a invenção do pensamento que usurpou as rédeas da história e a chave da hegemonia sobre o lugar do ser... tirania.
Quem disse que tudo precisa fazer sentido?
Atchim!
H.
09 setembro 2009
Simples assim...
Presentinho de arquivo para todos
Mário Quintana para todos
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
08 setembro 2009
Amei!!!!!
Não pensem que abdiquei do esforço de concentração e disciplina, mas esta eu tenho que contar pra vocês. Fui cortejada por um homem lindo, gentil e feliz. Ao final de uma reunião de trabalho, da qual ele participava apenas em forma de relâmpago — grandes aparições e vupt, sumia! — despedi-me das pessoas e pedi que se despedissem daquele homem encantador por mim. De repente, ele desce as escadas correndo e sorrindo. Nos despedimos e eu segui. E novamente de repente, ele pulou na minha frente com os braços abertos como um Cristo. Exultei de alegria por aquela presença ao estilo relâmpago e o abracei longamente. Trocamos beijinhos novamente e eu atravessei a porta que dava para uma ampla área com muitas plantas e uma árvore gigantescamente linda. Ele nos acompanhou e me surpreendeu quando eu já estava no primeiro degrau da escada que dava para a rua: "Qual é mesmo o seu nome?" Somente aí me dei conta que ao sermos apresentados ninguém disse o meu nome, embora o dele fosse a toda hora citado. Achei a pergunta interessante e intrigante. Disse o meu nome. E ele, sorrindo com um ar de quem falava sério, vaticinado seu próprio futuro, disse assim: "Quando eu tiver uma filha, ela vai ter o seu nome". Ai... que lindo!!!! Eu, que já estava encantada por ele, apaixonei-me completamente naquele mesmo instante. Que lindo! Eu disse, para ser exata: "eu também te amo!!!!!. E o meu nome combina com o seu, sabia?" E ele respondeu, como quem não concordava: "É?" Pois é... e isso nem é história inventada. Fui cortejada de uma forma encantadora pelo José, um homem lindo de quatro anos, que além do abraço e do galanteio, me presenteou com um de seus belos desenhos. Não é demais?!
Hanna
07 setembro 2009
Serenidade
"A fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem".
Tenham todos uma semana iluminada.
Amor e beijos, de Hanna.
Em tempo!!!
E com vocês.... Titãs!!!!!!!!!!
Devia ter complicado menos....
É preciso saber viver...
E se você puder me olhar...
06 setembro 2009
Poemando para o Sel (explicitudes)
querer vir sempre me buscar?
Será a dor, mantendo-te insone?
A solitude, objetivando a falta em algum lugar?
Ou a vontade de responder a si mesmo as questões deixadas para lá?
Às vezes me chegas tão premente,
emaranhando-se em meu sono docemente.
Acordo, abro a janela...e quando vejo, lá está...
Você calado, distante, vendo-me sem me olhar.

O que fazes aí a esta hora?
Me respondes que acabastes de chegar.
Não pergunto onde estavas;
basta saber que viestes me encontrar.
Volto para o sono,
deixando aberta a janela ao teu olhar.
Confundo-te com a lua a clarear a noite...
com o barulho paciente das ondas do mar.
Embala-me o sono uma pergunta tão tola,
que a resposta mais simples não pode alcançar.
O que faz teu pensamento acordar-me na madrugada,
só para ver que ainda estás lá?
Hanna.
Bonitinho, né?
Gostou?
05 setembro 2009
Ai, Botafogo...
5 de setembro de 2009 -17:05
Querida,
que sua felicidade seja
cada vez mais frequente
até se tornar
estado permanente
transbordamento
de alegria e paz
em cada passo da caminhada
a recompensa
fruto
do amadurecimento existencial
bênção
pela conexão integral
com o (seu) Ser.
Beijos!
Obrigada, amigo! Beijos!
H.
03 setembro 2009
Então tá...
Aos poucos como convém...
Se Hanna se declarou assustada no primeiro insight, sentindo-se criança brincando de ser mulher, pega em flagrante desamparo, quero fazer-lhe a defesa. E neste caso, para que o texto tenha a
lguma coerência, devo confessar-me a "outra", a de olhos verdes que ela denunciou, pois não? Quero dizer ao Anônimo provocador que Hanna é a melhor parte da história que eu construo a cada dia. São dos sonhos dela que eu tiro os meus ideais de vida. Ela é uma falastrona, como toda geminiana, e uma idealista, como toda aquariana. Hanna é também a ingenuidade da criança que deveria permanecer em todos nós, para nos avisar quando estamos sendo inconvenientemente adultos — nos nossos maus pendores, nas nossas atitudes insanas, nos nossos medos injustificáveis, apesar de termos vencido os inexistentes monstros do escuro... o único medo que maltrata uma criança. Hanna dialoga com seus hipotéticos leitores o que quer ensinar a mim, que também a leio e releio atentamente e lhe dou razão, embora tantas vezes faça exatamente o contrário. Hanna se quer feliz todo o tempo e tenta ensinar como se faz isso. a todo mundo. Hanna é sem dúvida feliz. Feliz porque, como toda criança, tem uma platéia para suas bobagens... uma platéia que aplaude e ri de suas gracinhas. E uma criança
precisa apenas disso para ser feliz. Hanna é feliz. E eu, dedicada e delicadamente, empresto a ela as palavras, os pontos e as vírgulas; mantenho até o último dia concedido pela reforma ortográfica os tremas e hífens que ela adora; corrijo pacientemente os erros de digitação, leio e releio suas escreveções e aos poucos vou me convencendo, ajustando o foco, e aprendendo com Hanna a ser feliz, aprendendo a ter fé e a acreditar. Porque uma coisa eu já aprendi com as bobagens de Hanna: ter fé é muito fácil; o difícil e realmente acreditar na fé que se diz ter e... pacientemente... saber esperar.Obrigada, Anônimo leitor.
Obrigada, meu lindo....
01 setembro 2009
Dando um breve tempo

Hanna Stael
30 agosto 2009
Compensações minimalistas
Hanna Cansada da Silva Carente
Amor.
29 agosto 2009
Desfazimento
Beijos como de sempre
H.
Versinhos de amor de Hanna
O campo e as sementes do céu

Eu sou uma mulher feliz, graças a um Deus que cuida das minhas sementes de pensamento e de amor, descartando sempre as sementes estéreis da ilusão. Confia, e o mais Ele fará.
Amor
26 agosto 2009
As prometidas mentirinhas de faz-de-contas

seria apenas uma invenção da imaginação esportiva. Os outros três, compenetrados e com olhares quase quânticos, acrescentaram que mesmo sem a bola o atleta busca o gol. Bola, atleta e gol não se conjugavam! Era esse o motivo da dificuldade! Para evitar que a discórdia se aprofundasse, foram-se os três cavalgar nos campos; os outros dois, acercaram-se da trave e se puseram a aguardar: se a bola busca o pé do atleta e o atleta busca o gol, certamente uma hora os dois apareceriam por lá. E se puseram a esperar. Para provar que a história é verídica, posto a foto, feita por mim mesma, destes dois dos meus cinco cavalos. Quando voltar da viagem conto a outra historinha, que também tem foto ilustrativa de sua veracidade.Amor.
Comentários aos comentários I
De: Pauta CifradaQuerida Hanna.
Acredito que somos, no mínimo, três pessoas...
O ser imaginário que pensamos que somos;
O ser que os outros vêem em nós;
E o ser mais importante. O verdadeiro, infinito, em evolução constante... que só Deus conhece.
O resto é simulacro!
Beijo!
Beijos de Hanna!
Aos poucos, como convém
da da brincadeira, sentou no chão do quarto e dormiu, com o rosto apoiado nas pernas, escondido entre os braços. De repente, vem alguém e abre a porta!!!!!!!!!!!!!!E para que não haja dúvidas sobre a alma desta assustada Hanna, aí vai uma foto. Os olhos de Hanna — janelas da alma, como diz o interloctor anônimo —estão meio apertados na foto e quase não se deixam ver, mas são azuis. Os da "outra", são verdes. Entendeu? Ou quer que eu desenhe?
Beijos... das duas...rsrsr
Poemando
O teu amor pesa, pesa e dói nas minhas costas
Mas só quando levanto os olhos e não te vejo
Por isso não te quero ver
Mas para que preciso ver-te se teu pensamento emaranha-se em mim
Se eu fosse cego, daria na mesma
Eu tenho a mania de carregar nos pesos e você, nas tintas
E o que se faz com isso? Pedras coloridas? Arco-íris? Pode ser
Por que não dormes, se não encontras a rima?
Por pura vontade de escrever.
FIM
25 agosto 2009
Estes anônimos...
Blues para seguir na estrada
24 agosto 2009
Minimalismos de amor
Não acordem o meu amor
Ele está cansado e eu preciso esquecer
Boa noite.
Souvenir de viagem
A interpretação do sonho
Que lindo! Um Anônimo leitor, ou leitora, aceitou o convite para interpretar o sonho que contei algumas postagens abaixo. A sua interpretação é muito pertinente e interessante! Publico aqui para estimular a que outros mandem suas percepções e completem a colcha aconchegante de retalhos de Hanna.
De: Anônimo
23 de Agosto de 2009 15:08
Bem vamos lá...vou ousar!!!Toda vez que Deus se referia a casa, como por exemplo "a casa de Israel", "a casa de Davi"ou "arruma a tua casa", e várias outras passagens bíblicas, estava se referindo à casa espiritual. No meu humilde entender, a casa simboliza você mesma, por isso você conhecia os detalhes. E o fato de ser linda, talvez esteja relacionado às suas intenções, ao seu coração, mas a dúvida de ser sua casa ou não, penso que você precisa assumir alguma coisa, ou talvez prestar mais atenção a você mesma, ao seu coração, em vez de mostrá-lo a pessoas que você nem conhecia. Água geralmente simboliza o Espírito de Deus, mas nesse caso teria que estar fluindo, porque o Espirito Santo é um fluir constante, e ali a água estava retida em uma piscina, e de alguma forma o que ela simboliza tem que fluir mesmo que seja através de um viaduto. A confusão ao redor são os conflitos que você mesma vive, talvez por não estar atenta ao interior da casa. Não sei, pode ser!!! As pessoas desciam as ruas carregando coisas fúteis. Descer nunca é bom e ainda carregando coisas sem valor, pior ainda. Não tinham noção do que era realmente precioso. As suas vidas. Bem, o viaduto foi pro espaço, mas abriu um caminho onde dava em um quintal que precisava ser tratado, talvez alguma coisa relacionada à família, trabalho. Não sei!! Pode não ser. E o grande lance aí, a meu ver, foi a ávore plantada, e você subindo ladeira acima, que embora seja cansativo e até mesmo doloroso, é melhor do que descer. Alguma conquista você alcançará. As casa vazias pelo caminho são as pessoas que aparentemente estão bem a sua volta, sorrindo, brincando, mas na realidade estão com um imenso vazio dentro de si. Mas as janelas estavam abertas. Elas estão receptivas. Continue andando...Vamos ver os acontecimentos. Bem, tentei!!! Você disse que podíamos arriscar. Perdoe-me se não tiver nada a ver. Só quero ajudar. A Bíblia diz: "...de tudo guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida eterna..."
Um grande beijo e boa viagem!!!
23 agosto 2009
Mais uma bobagenzinha, antes de ir embora
H.
Sonhos da confeitaria de Hanna

Até a volta!
Beijos de Hanna.
Versinho para aquecer o domingo...
Eu tenho um amor escondido pelas nuvens
Fui eu que o ocultei e por isso sei onde está
Os sonhos dele me encontram todo tempo
Quando o seu pensamento me vem buscar
Entre mim e ele, apenas o sol, a lua e o mar
Mas se fecho os olhos e o vento sopra
As nuvens passam, o tempo dorme
Ele vem me beijar.
Amor.
Deixo um versinho para aquecer o domingo frio e estimular meus imprescindíveis leitores a buscarem seus amores, onde quer que os tenham guardado.
H.
22 agosto 2009
Reedições
Tenho visto, pelas estatísticas do reloginho ali ao lado, que algumas tolices de Hanna estão sendo muito lidas, e algumas são bem antigas. Então resolvi reeditá-las para que continuem acessíveis, nas páginas atuais, a todos os generosos visitantes. Agradecendo com profusão de afeto e carinho, reedito uma historinha que eu achei numa vila de pescadores chamada Jurujuba, em Niterói. O título é novo e alguns erros de texto foram corrigidos. Espero que gostem.
Tenho em mim um deus que escreve histórias para eu dançar.
rumo, a vela, o prumo, com a certeza apenas de que já estávamos a navegar. Ele me disse que eu estava no alto e eu disse que queria descer. Pedi que me ensinasse o caminho de volta; que mostrasse onde estava a escada que me traria de novo para perto do mar. Ele ficou ali parado, acariciando meus cabelos, olhando as águas que já haviam diluído a cor do sol, trasmutando-se langidamente em um fino véu de luar. E ele ficou assim tão quieto, espreitando a certeza que nenhuma resposta podia dar. Fiquei lá onde estava apenas eu, sem saber sequer onde era mesmo esse lá. E o vento foi balançando de leve o barco, as velas, a vida, o mar... e tudo o mais foi-se indo embora, suavemente embora... como quem solta as mãos, deixa deslizar os braços, afasta mansamente os corpos, porque a música cessou e não há mais o que dançar. Adiante, mais além, lá bem longe, o mar... apenas o mar — uma longa viagem até, quem sabe um dia, encontrar um porto onde o desejo ancorar.H
21 agosto 2009
Descobrimentos II

Hanna







