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16 setembro 2009

"Tornar feliz...". 
"Sejamos felizes em nossas realidades, tal qual a colapsamos".
Será mesmo assim? Será mesmo que fomos nós que decidimos que deveria ser assim? Será que gostamos que seja assim? Será que neste mundo cada coisa deve ocupar um único lugar? Será que somos donos dos lugares? Será que os lugares nos comportam? Será que não podemos nos mudar? Será que não podemos andar? Será que estamos condenados a ser apenas o que somos? Será que não podemos nos libertar?
Será... Será? Será?!!
Se for, então tá... Mas... e se não for?
H.

A dor

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
A dor vai fechar esses cortes 
(Somente)
As flores de plástico não morrem...
Hanna, titaneando dores.

Adornos...

Há tempos, pensamentos emaranhados vêm me despertando na madrugada. Acordo e atendo como quem ouve um chamado urgente, ou como quem apenas aguardava este chamado para despertar. Levanto prontamente e abro as portas e janelas possíveis, como quem corre ao vento em longo esforço, na certeza de alcançar a mão distante do par —  ânsia incontida da dança, da roda, da leveza e paz da alegria de amar. Ontem duvidei da certeza, da esperança e da fé. O chamamento explícito não me fez levantar. Letras claras, monossílado, exclamações estampavam-se com estranha autonomia no pensamento, querendo emaranhar-se em mim como um código de resgate da certeza em aflição — "Sou eu! Sou eu sim! Abra a porta; estou aqui!", parecia querer dizer. Voltei-me para o outro lado, onde a realidade não comporta janelas e saídas, onde tudo é friamente calculado e inerte; lá onde não se conjugam as possibilidades escondidas sob o manto do impossível. Lá onde tudo é fato e nada é impressão; onde a vida exuberante cede o lugar à tosca versão. Cansaço, puro cansaço. Ou seria pressa, urgência, aflição? Não sei dizer e não quis pensar. Olhei a janela e duvidei. Dormi.

PS: Aí, vem a bobona da Hanna com uma explicação metafilosófica: 
"Você deve ter dormido com a TV ligada no desenho dos Flintstones...hahaha....
"Abra a porta, Wilmaaaaaaaa!!!!!!".
Então tá então...rsrs

Equações insolúveis

Qual é a distância que separa estes dois pontos? A distância mais curta, uma linha reta? Uma equação; um desequilíbrio? Quais são os pontos que balisam a linha reta? Um ponto parágrafo? Um ponto final? Ou uma  interrogação? 
Vai saber... vai saber... 
Não sei não.

15 setembro 2009

Non sense

Noites e manhãs... no meio, as madrugadas; antes, os dias. 
Depois, tudo outra vez; a vida.
Boa noite.
Hanna, non sense.

14 setembro 2009

O que não tem remédio, remediado está

Sim, dói. É claro que dói... mas fazer o que? Não depende de nós. Quanto mais a gente se debate, mais dói. Tem que deixar quieto, resistir, até passar. Quem sabe o que quer, sofre mais, porque custa mais a passar. Mas mesmo assim, sempre passa. Mesmo que não seja só vontade... passa. 
Que desperdício...

13 setembro 2009

Pra enfeitar a semana

Beijos, muitos beijos que colhi no caminho pra vocês.
Amor e saudades, de Hanna.

10 setembro 2009

Da Ju, sacada em tempo real, para todos vocês:
"Rezem como se tudo dependesse de Deus e trabalhem como se tudo dependesse de vocês"
Beijos, Ju!!!!
Hanna

Quem disse que tudo precisa fazer sentido?

Autonomia


Abraços, carinhos, ternura
Barrigudões.
Adorno, afeto, cintura
caramanchões
Aquilo, agora, entulho
anfitriãs
Altura, cortina, bigorna
Balangandãs

ВЕЛОСИПЕД

Sentido são as unhas compridas da tensão e do medo que se agarram às palavras...
Para não ficar fora da conversa, mesmo não tendo sido chamado... intruso.
Fazer sentido é como estar pendurado no abismo, resistindo.
O abismo é invenção do sentido, encravado nas palavras, até que sangrem em enredos do pensamento... que fazem sentido, que tornam real a dimensão e produndeza abaixo, distanciando o chão... estabelecendo a disputa pelo poder do ponto final.
Sentido é aquilo que inventamos para ter certeza que ainda estamos vivos no mundo.... e contra o mundo.
Sentido é a invenção do pensamento que usurpou as rédeas da história e a chave da hegemonia sobre o lugar do ser... tirania.
Quem disse que tudo precisa fazer sentido?
Astúrias, beócia, tintura, calunga, melengue, koan.
Atchim!
H.


09 setembro 2009

Foto: Roberto Ferreira
Acabei de ganhar! Liiiindas, Roberto! Obrigada.
Hanna Bobona Feliz.

Hanna, lado B... de Blues :)






Simples assim...

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso; para que eu não deixe de caminhar".
(Eduardo Galeano)

Presentinho de arquivo para todos

Prestem atenção nos rostos e olhares dos jovens na platéia. E nos rostos dos rapazes do MPB4 e do próprio Chico Buarque também. Eram a pura expressão da coragem e da esperança destemida. Roda mundo, roda pião... o tempo rodou num instante...

Mário Quintana para todos

Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua.

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema,
pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...

Sonhar é acordar-se para dentro.

08 setembro 2009

Amei!!!!!

Diletos e amados leitores e leitoras,
Não pensem que abdiquei do esforço de concentração e disciplina, mas esta eu tenho que contar pra vocês. Fui cortejada por um homem lindo, gentil e feliz. Ao final de uma reunião de trabalho, da qual ele participava apenas em forma de relâmpago — grandes aparições e vupt, sumia! — despedi-me das pessoas e pedi que se despedissem daquele homem encantador por mim. De repente, ele desce as escadas correndo e sorrindo. Nos despedimos e eu segui. E novamente de repente, ele pulou na minha frente com os braços abertos como um Cristo. Exultei de alegria por aquela presença ao estilo relâmpago e o abracei longamente. Trocamos beijinhos novamente e eu atravessei a porta que dava para uma ampla área com muitas plantas e uma árvore gigantescamente linda. Ele nos acompanhou e me surpreendeu quando eu já estava no primeiro degrau da escada que dava para a rua: "Qual é mesmo o seu nome?" Somente aí me dei conta que ao sermos apresentados ninguém disse o meu nome, embora o dele fosse a toda hora citado. Achei a pergunta interessante e intrigante. Disse o meu nome. E ele, sorrindo com um ar de quem falava sério, vaticinado seu próprio futuro, disse assim: "Quando eu tiver uma filha, ela vai ter o seu nome". Ai... que lindo!!!! Eu, que já estava encantada por ele, apaixonei-me completamente naquele mesmo instante. Que lindo! Eu disse, para ser exata: "eu também te amo!!!!!. E o meu nome combina com o seu, sabia?" E ele respondeu, como quem não concordava: "É?" Pois é... e isso nem é história inventada. Fui cortejada de uma forma encantadora pelo José, um homem lindo de quatro anos, que além do abraço e do galanteio, me presenteou com um de seus belos desenhos. Não é demais?!
Beijos, desta vez exclusivos para o José!
Hanna

"Se você quiser e vier...". Lindo! Salve, Nordeste!

07 setembro 2009

Serenidade

A semana já está prestes a começar e não quero deixar no ar um texto pesado. Fiquem então com um pensamento lindo que um(a) Anônimo(a) deixou outro dia como parte de um comentário:

"A fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem".

Tenham todos uma semana iluminada.
Amor e beijos, de Hanna.

Em tempo!!!

Pessoal, tem uma galera equivocada fazendo circular apologia à ditadura pela internet e inconvenientemente enchendo nossas caixas de e-mail com o que eles acham que foi a revolução do progresso e da paz no Brasil e na América Latina. Eles não sabem... e não tenho a menor vontade de explicar. Não aqui. Para eles, um rock pesado do Titãs, de 1987, do álbum Jesus não tem dentes no país dos banguelas, cujo título é Fome (Compositores: Arnaldo Antunes, Sérgio Brito, Marcelo Fromer), onde hoje poderíamos acrescentar alguns desejos, alguma vontades. Cito algumas e peço que acrescentem outras mais em seus blogs e em seus princípios de vida, liberdade e igualdade: a gente não quer só pra nós, a gente quer pra toda gente; a gente não quer colocar um muro na frente da pobreza para que a fome não estrague o feriadão; a gente não quer cemitérios clandestinos, onde as mães não sabem que estão lá os filhos; a gente não quer essa imprensa de merda que hoje temos, mas a gente também quer a liberdade de tê-la e quem sabe até mudá-la; a gente não quer inteiro só pra nós... e pros outros só pela metade. A imprensa que não divulgava as atrocidades da ditadura ainda é a mesma que não divulga o sucesso internacional do Lula... e sabe-se lá mais o que, porque o que a imprensa não divulga, a gente nunca sabe. Mas ainda assim é melhor do que imprensa nenhuma, como na época da ditadura. Talvez os equivocados pensem que os anos de chumbo eram anos dourados porque a parte podre da história era censurada. Temos hoje uma imprensa pela metade, mas ainda assim é melhor que nenhuma e a gente não desiste de lutar para que um dia ela venha a ser inteira. Falando nisso: tem audiência pública sobre o fim da exigência do diploma de Jornalismo, dia 10/09, às 10h, na Assembléia Legislativa. Compareçam, para evitar que acabe a metade da imprensa que nos resta. E eu que vivia sonhando em ver Jornalismo em 4 anos com mais 2 de residência, para que a garotada, enquanto foca não contaminada, visse de perto a vida como a vida é...
Mas sou brasileira, e sabe como é...rsrs.

Titãs pra vocês! E neles...

E com vocês.... Titãs!!!!!!!!!!



Devia ter complicado menos....



É preciso saber viver...


E se você puder me olhar...


Bom dia!


06 setembro 2009

Poemando para o Sel (explicitudes)

NO SILÊNCIO DA NOITE

O que faz teu pensamento, tão tarde na madrugada,
querer vir sempre me buscar?
Será a dor, mantendo-te insone?
A solitude, objetivando a falta em algum lugar?
Ou a vontade de responder a si mesmo as questões deixadas para lá?
Às vezes me chegas tão premente,
emaranhando-se em meu sono docemente.
Acordo, abro a janela...e quando vejo, lá está...
Você calado, distante, vendo-me sem me olhar.
O que fazes aí a esta hora?
Me respondes que acabastes de chegar.
Não pergunto onde estavas;
basta saber que viestes me encontrar.
Volto para o sono,
deixando aberta a janela ao teu olhar.
Confundo-te com a lua a clarear a noite...
com o barulho paciente das ondas do mar.
Embala-me o sono uma pergunta tão tola,
que a resposta mais simples não pode alcançar.
O que faz teu pensamento acordar-me na madrugada,
só para ver que ainda estás lá?

Hanna.
Bonitinho, né?
Gostou?

05 setembro 2009

Ai, Botafogo...

Um sábado com cara de domingo. Casa cheia de gente amada; mesa do almoço que invade a tarde; comidas que ficaram todas no ponto; cozinha arrumada depois de tudo; sala de conversas boas, risos, alegria, fotografias, aconchego. E para completar, a presença virtual de um querido amigo em comentário no blog. Só faltou mesmo o Botafogo ganhar... Compartilho com vocês o comentário em poesia que reduziu a derrota do Botafogo à sua devida dimensão...rsrs

De: Ouro Preto
5 de setembro de 2009 -17:05

Querida,
que sua felicidade seja
cada vez mais frequente
até se tornar
estado permanente
transbordamento
de alegria e paz

em cada passo da caminhada
a recompensa

pela vida partilhada

fruto

do amadurecimento existencial
bênção
pela conexão integral
com o (seu) Ser.

Beijos!

Obrigada, amigo! Beijos!

H.


03 setembro 2009

Então tá...


Obrigada por vocês existirem e me fazerem existir a partir de vocês!!!!! Beijos estalados nas bochechas de todos os meus amados leitores!!!
Hanna, a feliz!


Aos poucos como convém...

Uma paradinha no pit stop para recarregar a imaginação. Pois bem: tenho um amigo que tem-me ensinado a arte da paciência. Ele é calmo e seguro... e paciente. É um belo exercício que me tem valido em diversas ocasiões. Talvez ele nem saiba que me aproveito disso...rsrsr. Mas trabalhava eu em conferência no msn com outras pessoas quando ele entrou e me chamou. Tinha novidades sobre um assunto que nos empolga: trabalho! Combinamos que ele contaria sua história primeiro, já que a minha era inédita e precisava de mais tempo para os detalhes. Conclusão: o tempo se esgotou com a parte dele e eu fiquei de contar a minha parte depois. Voltei ao trabalho. Mas aí já era tarde... Eu já estava abduzida pela vontade da divagação. Então, vai aí esta paradinha onde vou falar de um novo insight para o Anônimo interpelador — lembram dele?

Insight II

Se Hanna se declarou assustada no primeiro insight, sentindo-se criança brincando de ser mulher, pega em flagrante desamparo, quero fazer-lhe a defesa. E neste caso, para que o texto tenha alguma coerência, devo confessar-me a "outra", a de olhos verdes que ela denunciou, pois não? Quero dizer ao Anônimo provocador que Hanna é a melhor parte da história que eu construo a cada dia. São dos sonhos dela que eu tiro os meus ideais de vida. Ela é uma falastrona, como toda geminiana, e uma idealista, como toda aquariana. Hanna é também a ingenuidade da criança que deveria permanecer em todos nós, para nos avisar quando estamos sendo inconvenientemente adultos — nos nossos maus pendores, nas nossas atitudes insanas, nos nossos medos injustificáveis, apesar de termos vencido os inexistentes monstros do escuro... o único medo que maltrata uma criança. Hanna dialoga com seus hipotéticos leitores o que quer ensinar a mim, que também a leio e releio atentamente e lhe dou razão, embora tantas vezes faça exatamente o contrário. Hanna se quer feliz todo o tempo e tenta ensinar como se faz isso. a todo mundo. Hanna é sem dúvida feliz. Feliz porque, como toda criança, tem uma platéia para suas bobagens... uma platéia que aplaude e ri de suas gracinhas. E uma criança precisa apenas disso para ser feliz. Hanna é feliz. E eu, dedicada e delicadamente, empresto a ela as palavras, os pontos e as vírgulas; mantenho até o último dia concedido pela reforma ortográfica os tremas e hífens que ela adora; corrijo pacientemente os erros de digitação, leio e releio suas escreveções e aos poucos vou me convencendo, ajustando o foco, e aprendendo com Hanna a ser feliz, aprendendo a ter fé e a acreditar. Porque uma coisa eu já aprendi com as bobagens de Hanna: ter fé é muito fácil; o difícil e realmente acreditar na fé que se diz ter e... pacientemente... saber esperar.
Obrigada, Hanna.
Obrigada, Anônimo leitor.
Obrigada, meu lindo....

01 setembro 2009

Dando um breve tempo

Olá, pessoas sempre queridas, conhecidas ou não.
Aproveitei o quanto pude as minhas horas autoconcedidas de ócio criativo. Que aliás não foram poucas nestes últimos tempos. Escrevi sobre Deus e todo mundo — inventei histórias, ensaiei poemas, consolei dores imaginadas, amores sonhados, alegrias inventadas — uma realidade plenamente povoada por pensamentos e o afeto inigualável de vocês, que me lêem e tantas vezes comentam. Mas... não sem alguma resistência, devo informar que preciso me impor uma certa autodisciplina, que de alguma forma inclui menos dedicação a este exercício de escreveção que a mim encanta. Tenho coisas que inventei e se tornaram realidade e agora preciso cuidá-las. Como diria minha avó, "quem pariu Mateus, que o embale". E quem me conhece sabe: não me recuso a embalar os filhos que invento e nem aqueles por outros inventados e que, por fortuna do destino, aportam aos meus cuidados. Sou amorável. Me constituo de amor, alegria, fé... e trabalho. E esses são os meus combustíveis, que não se recusam à explosão e são inesgotáveis. E considerando-se que ainda não encontrei minha camada de pré-sal... iixi!Mas não vou deixar de ler vocês, os que escrevem. E sempre que der, posto uma bobagenzinha ou outra. Porque, afinal, que graça teria Hanna se não fossem suas tolices e inevitáveis fugas?
Com amor confeitado de antecipada saudade... beijos!
Hanna Stael

30 agosto 2009

Liiiindo...

Com beijos de Hanna... mais boba que banda de rock...rsrs
Bom domingo!

Compensações minimalistas

Ontem, Brasília; hoje, Angra; amanhã, Cristo Redentor, braços abertos... e parece que é só pra mim.
Hanna Cansada
da Silva Carente
Amor.

29 agosto 2009

Desfazimento

A cada vez que viajo, deixo um pouco da bagagem pelo caminho. Assim vou ficando mais leve. Um dia espero voltar plenamente vazia das coisas que carrego em mim. Quem sabe, amanhã, em Angra, eu não deixe tudo por lá? O trabalho é uma bênção, graças a Deus! Então vou trabalhar. Bom fim de semana, amados e dignos leitores.
Beijos como de sempre
H.

Essa música é mesmo muito bonitinha...

Versinhos de amor de Hanna


Amor em letras

Cubro-me com palavras,
porque sei que me lês inteira
repetidas vezes, do início ao longo fim
Durmo em minhas palavras
porque ao fechar os olhos
aconchego-me sorrateira
para ver teus olhos, que estão em mim
(Sem) Fim

O campo e as sementes do céu

Minha vida é um campo de esperanças que Deus plantou. A cada vez que uma das sementes começa a brotar, transbordo de energia e sou capaz de coisas que, às vezes, até Deus duvida. Deve ser por isso não vejo o que pode vir a ser, mas o que devo realizar e fazer acontecer. É o que sustenta minhas certeza que parecem quase adivinhações — é muito obvio e sem mistério: se você planta laranjas, nunca vai colher as adoráveis e lindas bananas.; mas é certo que laranjas virão. É uma dádiva da generosidade divina, disso tenho certeza, porque a alegria está no exercício da execução da tarefa. E se a semente é boa, com certeza a semeadura é pura felicidade. Também deve ser por isso que minha vida é cheia de entusiasmo. Eu sei o que devo fazer, esteja eu fazendo o que for, porque tenho uma luz que ilumina meu pensamento, na minha hora de trabalhar. Mas a terra não é de propriedade minha. Ali só me cabe o exercício de cultivar a esperança para que ela possa florescer e se tornar realidade para quantos mais seus frutos possam colher. Não adianta jogar na terra as sementes tolas da ilusão, porque delas só nascerão ervas daninhas. A insistência é que nos faz confundir esperança com vontade. E por mais que custe, como diz um amigo meu, "vontade é uma coisa que dá e passa", mesmo que isso leve o tempo de uma vida inteira. Mas quem tem função neste campo da esperança não precisa se preocupar, porque Deus é o pastor e a seus camponeses provê de tudo o que lhes baste e o que lhes faça feliz, para garantir que não faltarão os recursos da colheita. As nossas esperanças, aquelas que vamos recolhendo ao longo da vida por nossa própria conta, essas não devem ser jogadas diretamente ao solo, mas confiadas às mãos de Deus, que sabe a estação correta em que a deve plantar.
Eu sou uma mulher feliz, graças a um Deus que cuida das minhas sementes de pensamento e de amor, descartando sempre as sementes estéreis da ilusão. Confia, e o mais Ele fará.
Saudades imensas, de Hanna.
Amor

Vem! Corra e olhe o céu!


Minha alma canta e dança!
Estou no Rio de Janeiro...
E o sol vem trazendo um bom dia!
Amor
H.

27 agosto 2009

26 agosto 2009

As prometidas mentirinhas de faz-de-contas

Já contei a vocês dos meus cinco cavalos e das minhas duas únicas vacas holandesas, uma das quais aparece faceira em uma postagem deste blog e a outra, como todos também sabem, está refazendo-se do esforço de dar à luz seu bezerrinho manhoso, batizado Geduld. Pois estava eu colhendo beijos na estrada — os mesmos com que os acarinhei em postagem anterior — quando presenciei uma cena digna das historinhas curtas de Hanna. Meus cinco cavalos desentendiam-se no campo aberto sobre uma questão controversa. Acreditavam, três deles, que a bola procura o pé do atleta; os outros dois, que o atleta busca o gol. Não entendi o motivo do dissenso, já que uma hipótese não invalidava a outra! Defendiam os três que bola e atleta, embora complementares, nem sempre se encontravam e que, portanto, o gol estaria descartado. Os outros dois afirmavam categóricos que se o gol estava descartado, portanto o atleta seria apenas uma invenção da imaginação esportiva. Os outros três, compenetrados e com olhares quase quânticos, acrescentaram que mesmo sem a bola o atleta busca o gol. Bola, atleta e gol não se conjugavam! Era esse o motivo da dificuldade! Para evitar que a discórdia se aprofundasse, foram-se os três cavalgar nos campos; os outros dois, acercaram-se da trave e se puseram a aguardar: se a bola busca o pé do atleta e o atleta busca o gol, certamente uma hora os dois apareceriam por lá. E se puseram a esperar. Para provar que a história é verídica, posto a foto, feita por mim mesma, destes dois dos meus cinco cavalos. Quando voltar da viagem conto a outra historinha, que também tem foto ilustrativa de sua veracidade.
H.
Amor.

Comentários aos comentários I

De: Pauta Cifrada

Querida Hanna.
Acredito que somos, no mínimo, três pessoas...
O ser imaginário que pensamos que somos;
O ser que os outros vêem em nós;
E o ser mais importante. O verdadeiro, infinito, em evolução constante... que só Deus conhece.
O resto é simulacro!
Beijo!

Amei!!!!!! Obrigada!
Beijos de Hanna!

Aos poucos, como convém

Ainda não sei como responder ao Anônimo interpelador, mas vou aos poucos descobrindo. E como adoro me virar pelo avesso, vou-me aos poucos desvendando. É um bom exercício de autoconhecimento. Pois bem:
Primeiro insight:
Logo de cara, Hanna sentiu-se como uma criancinha que, aproveitando-se da ausência da mãe, vestiu as roupas dela — vestido vermelho, écharpe de seda, chapéu de abas largas, cordões de pérola, sapatos altos — e borrocou o rosto todo de batom, tentando pintar a boca. Cansada da brincadeira, sentou no chão do quarto e dormiu, com o rosto apoiado nas pernas, escondido entre os braços. De repente, vem alguém e abre a porta!!!!!!!!!!!!!!
E para que não haja dúvidas sobre a alma desta assustada Hanna, aí vai uma foto. Os olhos de Hanna — janelas da alma, como diz o interloctor anônimo —estão meio apertados na foto e quase não se deixam ver, mas são azuis. Os da "outra", são verdes. Entendeu? Ou quer que eu desenhe?
Até o próximo insight e obrigada pela provocação.
Beijos... das duas...rsrsr

Poemando

Versos estanques, descolados e sem rima

O teu amor pesa, pesa e dói nas minhas costas
Mas só quando levanto os olhos e não te vejo
Por isso não te quero ver
Mas para que preciso ver-te se teu pensamento emaranha-se em mim
Se eu fosse cego, daria na mesma
Eu tenho a mania de carregar nos pesos e você, nas tintas
E o que se faz com isso? Pedras coloridas? Arco-íris? Pode ser
Por que não dormes, se não encontras a rima?
Por pura vontade de escrever.

FIM

25 agosto 2009

Estes anônimos...

A verdade é que estes Anônimos são incríveis. Quebrei a cara todas as vezes que achava que sabia quem eram e ia conferir. Parei de querer adivinhar. Tenho sido visitada por Anônimos que realmente se dão ao diálogo. Um generoso(a) que me fala coisas da Bíblia; outro(a) que brinca e ri; outro(a) que bagunça o meu coreto; outro(a) que ri de mim... Mas hoje eu fui interpelada por um(a) Anônimo (a), que insiste em que eu responda ou comente o que ele/ela disse. Demorei a tocar no assunto e ele/ela me cobrou posicionamento. Está tudo lá, nos comentários da postagem do Little Walter, logo aí embaixo, se quiserem ler (é... não quero mesmo publicar como postagem). E estou escrevendo aqui apenas para que não fique a impressão de que me ofendi, como ele/ela pensou. Não, não me ofendi. Mas devo confessar que não sei o que dizer. Você me desconcertou. Estou tentando me consertar, juro. Quando conseguir, prometo responder direitinho, com toda a atenção e carinho que sei que você merece, seja lá quem for. Peço apenas que espere um pouquinho...só mais um pouquinho.

Blues para seguir na estrada

Quer um conselho? Se tiver que seguir sozinho, seja qual for o caminho, vá ouvindo um blues. E se a estrada for longa, compre uma harmônica e descobrirá que a vida te ensinou a tocar, sem que você se desse conta. O blues transforma a tristeza que está dentro e faz com que ela se vá pelo sopro que sai do coração e atravessa a harmônica. E neste vídeo aí embaixo, Little Walter em Blues with a Feeling. Walter, nascido Marion Walter Jacobs em maio de 1930, em Louisiana, EUA, teve uma vida breve — morreu aos 37 anos — e por isso sua obra não é muito extensa, embora seja efetivamente grande. Little Walter figura entre os maiores do blues, como Charlie Parker e Jimi Hendrix, e é considerado um gênio e um virtuose pelas inovações musicais que deixou para gerações de músicos e amantes do blues. Quem se interessar pela obra completa, vá ao Blog do Lenhador, cujo link está registrado ali ao lado, na lista de blogs que recomendo e acompanho. E com vocês, Little Walter!


24 agosto 2009

Minimalismos de amor

Silêncio...
Não acordem o meu amor
Ele está cansado e eu preciso esquecer
Boa noite.




Souvenir de viagem

Desta viagem, trouxe apenas uma história e dois beijos. A história, cujo título será Mentirinhas de faz-de-contas, eu prometo postar amanhã. É que estou deveras cansada... Mas os beijos vou logo entregando, para que durmam acarinhados e, pelo meu afeto, beijados.

***
Aí estão: o nome científico é Impatiens Walleriana, popularmente conhecidas como Beijo. Como toda planta que dá flor, o Beijo precisa de sol, não pode ficar na sombra o tempo todo. O ideal é ofertar-lhe todo o sol da manhã e o aconchego na sombra da tarde. À noite, aproveite-os!
Amor...
H.


A interpretação do sonho

Que lindo! Um Anônimo leitor, ou leitora, aceitou o convite para interpretar o sonho que contei algumas postagens abaixo. A sua interpretação é muito pertinente e interessante! Publico aqui para estimular a que outros mandem suas percepções e completem a colcha aconchegante de retalhos de Hanna.

De: Anônimo

23 de Agosto de 2009 15:08

Bem vamos lá...vou ousar!!!Toda vez que Deus se referia a casa, como por exemplo "a casa de Israel", "a casa de Davi"ou "arruma a tua casa", e várias outras passagens bíblicas, estava se referindo à casa espiritual. No meu humilde entender, a casa simboliza você mesma, por isso você conhecia os detalhes. E o fato de ser linda, talvez esteja relacionado às suas intenções, ao seu coração, mas a dúvida de ser sua casa ou não, penso que você precisa assumir alguma coisa, ou talvez prestar mais atenção a você mesma, ao seu coração, em vez de mostrá-lo a pessoas que você nem conhecia. Água geralmente simboliza o Espírito de Deus, mas nesse caso teria que estar fluindo, porque o Espirito Santo é um fluir constante, e ali a água estava retida em uma piscina, e de alguma forma o que ela simboliza tem que fluir mesmo que seja através de um viaduto. A confusão ao redor são os conflitos que você mesma vive, talvez por não estar atenta ao interior da casa. Não sei, pode ser!!! As pessoas desciam as ruas carregando coisas fúteis. Descer nunca é bom e ainda carregando coisas sem valor, pior ainda. Não tinham noção do que era realmente precioso. As suas vidas. Bem, o viaduto foi pro espaço, mas abriu um caminho onde dava em um quintal que precisava ser tratado, talvez alguma coisa relacionada à família, trabalho. Não sei!! Pode não ser. E o grande lance aí, a meu ver, foi a ávore plantada, e você subindo ladeira acima, que embora seja cansativo e até mesmo doloroso, é melhor do que descer. Alguma conquista você alcançará. As casa vazias pelo caminho são as pessoas que aparentemente estão bem a sua volta, sorrindo, brincando, mas na realidade estão com um imenso vazio dentro de si. Mas as janelas estavam abertas. Elas estão receptivas. Continue andando...Vamos ver os acontecimentos. Bem, tentei!!! Você disse que podíamos arriscar. Perdoe-me se não tiver nada a ver. Só quero ajudar. A Bíblia diz: "...de tudo guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida eterna..."
Um grande beijo e boa viagem!!!



23 agosto 2009

Mais uma bobagenzinha, antes de ir embora

Calem seus desejos e perceberão que não existe coisa alguma que, por natureza, neste universo já não lhes pertença.
Fui!..rsrsr
H.

Sonhos da confeitaria de Hanna

Acabei de lembrar, durante um banho tépido (eita, palavra!), que de ontem para hoje tive um sonho. Um sonho meio esquisito, cheio de enigmas. Estou me preparando para uma viagem de trabalho, daqui a pouco, e tenho umas outras história em que pensar. Não posso me dedicar agora ao sonho. Então resolvi contar para, quem sabe, algum de vocês me ajudarem a decifrar. Vai que entre estes tantos anônimos tem alguém que entende de sonhos. E afinal, vocês entendem Hanna quase de cor. Vocês sabem, né? De cor, quer dizer "de coração". Então, tá! Do que lembro, eu só sei que foi assim (com a licença poética de Ariano Suassuna):

O SONHO
Eu estava mostrando a algumas pessoas estranhas uma casa enorme, que me lembro de ter visto em outro sonho que tive e era, naquele sonho, muito linda. Mas, naquele sonho, eu não morava lá; estava apenas como visitante, eu acho. No sonho desta noite, a casa também não era minha, mas eu a conhecia em cada detalhe. Quando fui mostrar a enorme varanda onde antes havia uma psicina, percebi que ali haviam contruído um viaduto por onde passavam muitos carros... bem no meio da piscina, com suas pilastras enterradas na água azul da enorme piscina— eu disse que o sonho era esquisito! De repente, uma explosão enorme derrubou um condomínio de luxo com muito prédios, na diagonal de onde ficava a casa. Fiquei olhando a destruição. Era muito perto, mas a casa não fora afetada, nem por medo, ou susto. Era como seu eu estivesse assistindo apenas um filme. As pessoas começaram a sair de seus apartamentos, descendo pela rua — era uma ladeira —, carregando coisas que conseguiam salvar, e eram muitas coisas fúteis e inúteis. O viaduto também foi pro espaço, mas não afetou coisa alguma na casa. Apenas deixou aberto, mais adiante da varanda, um caminho que ia dar em um quintal grande. Fui lá para ver se algo havia sido danificado e percebi que era apenas um quintal, precisando de cuidados. Estranhamente, em meio ao caos que se instalara lá fora, na rua, eu comecei a plantar um jardim. Entre as mudas que eu plantava, havia uma cujo destino seria tornar-se uma grande e bela árvore. Eu sabia disso, e procurava o lugar ideal para plantá-la. Fiz isso e fui embora com as pessoas estranhas (que eu sabia que estavam lá, mas na verdade não as conseguia ver), porque todos tínhamos que sair daquele lugar "explosivo"...rsrs. Saímos pelo portão e subimos ladeira acima, enquanto as pessoas afetadas desciam ladeira abaixo. Ao passar pelo lugar dos escombros, eu ia vendo partes se recompondo em casinhas simples e antigas, brancas e azuis, como se feitas de uma técnica que hoje chamamos pátina. As casas estavam totalmente vazias, com as janelas e portas abertas. E eu pensava: "olha só que lindo! Como as pessoas têm coragem de estragar uma coisa dessas?..". Mas aí alguém insistia para que eu continuasse a andar. Acho que o sonho não terminava aí, mas lembro apenas disso.

Sério mesmo: arrisquem palpites exotéricos sobre o que pode significar este sonho. Uma espécie de jogral (nossa...) de textos, para quem não tiver nada melhor para fazer neste domingo frio.
Até a volta!
Beijos de Hanna.

Versinho para aquecer o domingo...

DO AMOR POSSÍVEL

Eu tenho um amor escondido pelas nuvens

Fui eu que o ocultei e por isso sei onde está
Os sonhos dele me encontram todo tempo
Quando o seu pensamento me vem buscar
Entre mim e ele, apenas o sol, a lua e o mar
Mas se fecho os olhos e o vento sopra
As nuvens passam, o tempo dorme
Ele vem me beijar.
Amor.

Deixo um versinho para aquecer o domingo frio e estimular meus imprescindíveis leitores a buscarem seus amores, onde quer que os tenham guardado.
Beijos desta Hanna que vos ama, sempre.
H.

22 agosto 2009

Reedições

Olá, tão doces e amados!
Tenho visto, pelas estatísticas do reloginho ali ao lado, que algumas tolices de Hanna estão sendo muito lidas, e algumas são bem antigas. Então resolvi reeditá-las para que continuem acessíveis, nas páginas atuais, a todos os generosos visitantes. Agradecendo com profusão de afeto e carinho, reedito uma historinha que eu achei numa vila de pescadores chamada Jurujuba, em Niterói. O título é novo e alguns erros de texto foram corrigidos. Espero que gostem.

Tenho em mim um deus que escreve histórias para eu dançar.

Esta história, achei no barco de um pescador de sonhos que parou ao meu lado e eu convidei pra dançar. Ele aceitou, tomou-me nos braços e rodopiou, entregando-se à vertigem que eu já trazia em mim. Saímos em valsa pelo mundo afora, passeamos por um vilarejo romântico ao Sul da Itália; por uma aldeia encantadora debruçada em frente ao mar... marinas suaves depositadas sobre as águas que o sol delicadamente coloria. Havia um mundo para andar, e ficamos sem saber exatamente como ir. Entramos na igrejinha de São Pedro e pedimos o vento, o rumo, a vela, o prumo, com a certeza apenas de que já estávamos a navegar. Ele me disse que eu estava no alto e eu disse que queria descer. Pedi que me ensinasse o caminho de volta; que mostrasse onde estava a escada que me traria de novo para perto do mar. Ele ficou ali parado, acariciando meus cabelos, olhando as águas que já haviam diluído a cor do sol, trasmutando-se langidamente em um fino véu de luar. E ele ficou assim tão quieto, espreitando a certeza que nenhuma resposta podia dar. Fiquei lá onde estava apenas eu, sem saber sequer onde era mesmo esse lá. E o vento foi balançando de leve o barco, as velas, a vida, o mar... e tudo o mais foi-se indo embora, suavemente embora... como quem solta as mãos, deixa deslizar os braços, afasta mansamente os corpos, porque a música cessou e não há mais o que dançar. Adiante, mais além, lá bem longe, o mar... apenas o mar — uma longa viagem até, quem sabe um dia, encontrar um porto onde o desejo ancorar.

Amor.
H

Sobretudo, uma bela canção nesta bela voz

Belas imagens em bela música. Bom fim de semana!

21 agosto 2009

Descobrimentos II

Falava eu de amor e paixão em Descobrimentos I. A paixão não precisa de muita descrição. Mas e o amor, para além das imposições culturais e contornos inatingíveis? Esta pergunta eu tenho feito a mim mesma nestes últimos instantes que separam uma noite de um dia. A questão não é o tempo, mas a questão. Não sei responder, porque não sei sobre coisas que não vivi. É, meus amados, sei do amor que tenho a vocês (meus amados mais próximos são também meus leitores, incluindo Cacabudan...rsrs), porque ele habita em mim desde antes e eu o tenho exercitado. São os amores legitimados, aqueles que nos ensinaram e que nos permitem. Mas e o amor entre apenas um homem e apenas uma mulher — estou dizendo AMOR, notem bem; não paixão. Eu não sei... Isso eu nunca vivi, me dou conta apenas agora. Tive paixões, uma delas me ajudou a construir grande parte do que sou — pelo lado bom e muitas vezes pelo lado ruim que me proporcionou experimentar. Mas isso é comum às paixões: elas não se recusam ao mal; são reativas. Mas e o amor, caramba? Eu não sei... Será possível amar alguém sem querer possuí-lo? Amar sem ferir? Sem cogitar da vingança? Amar mesmo na contramão dos fatos? Para além dos fatos? Será possível um amor que se basta por existir, independente das concretudes que o fazem a todos se mostrar? Será possível um amor que não depende de exibição? Um amor que quer, por ser amor, para o outro apenas a felicidade? Mesmo que para isso tenha que se contentar em ser apenas si mesmo? Talvez sim — a cobrança de retorno é típico apenas das paixões. Mas talvez não... eu não sei. Isso eu nunca vivi. Temos do amor apenas a idéia do tormento, da dúvida, do desejo que é dor até que se esgote em um breve momento para novamente doer. E quando se acaba, reagimos com todas as forças contra o que nos fez despossuí-lo. É a paixão com seu manto carmim travestida de amor... Mas eu não sei. Apenas estou experimentando algo que não conheço e que não sei direito explicar. Mas estou prestando atenção, para conhecer. Por enquanto, sei apenas que é bom, como a paixão... a diferença é que não dói. Mas será que amor tem que doer?... Chega! Por hoje, basta. Perguntas demais e respostas de menos fazem a gente se perder.
Com o amor de sempre e este outro em construção, beijos!
Hanna