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30 abril 2010

Não vos inquieteis...


UMA COISA DE CADA VEZ

Vou ali e volto já
Espero não demorar
Deixo acesa a lamparina
Para espantar a escuridão

As rosas que vos deixo
Caídas como um desleixo
Sem espinhos nas hastes finas
São carinho e atenção

Vou ali e volto já
Antes que desbotem as cores
Dos improváveis amores
Fragmentos de imensidão

A chama que deixo acesa
Da pobre esperança, a beleza
Há de sanar a pobreza
A preguiça e a lassidão

Luz pouquinha que acalento
Há de ser mais forte que o vento
Aos passantes, todo o alento
O calor de um coração

Vou ali e quero voltar
Trazendo um longo segredo
Como alma em degredo
Que conquistou a redenção

Vou e espero voltar já
Me assusta o coração
Tenho medo de voar
E gostar da imensidão

Tenho pressa de chegar
E abrir logo a cortina
Coragem que desatina
Medo que alucina
Quem sabe, volto não.

Do outro lado da espera
Quisera saber, quem dera
Se haverá retorno ou não
Do outro lado da espera
Quimera sutil, quimera
caminho é só um pedaço de chão.

Joseti Marques
(Com licença de Hanna Stael, que seguiu antes, à francesa, mas deixou suas rosas e, como de sempre, o amor)











27 abril 2010

Pensando koans


As boas coincidências são raras,
o que não quer dizer que não aconteçam.
Em acontecendo, nem sempre são o que sonhamos.
Em sendo o que sonhamos, não quer dizer que sejam eternas.
Em sendo eternas, são outra coisa e não isso que dizemos ser amor.
Hanna S.


25 abril 2010

Mergulho entre as pedras do mar


Diante da página branca, vejo-me a desafiar a memória emotiva para que me dê uns versos. Nada acontece, além de verbos soltos que se conjugam em frases por hábito e que nem histórias sabem contar. Onde foi parar a imaginação? Onde, o sofrimento que desagua a inspiração até não poder mais verter as palavras aprisionadas nas malhas do ser? Não sei se vale a pena a troca - essa paz pesada como uma tampa de poço. Sim... mas a água é muito limpa. Roubo versos mortos. Meus pensamentos não falam comigo. Mudaram de assunto. Não se importam mais com aquele desejo teimoso que veste de fantasias um passante qualquer, iludindo-me de possibilidade de construção do ideal palpável, visível, concreto, vivente. Como ser assim tão despojada de meus fardos? Tento gestos que se expandem e alargam, livres do peso fantasmático que sumiu. Quase me desprego de mim mesma, tal a leveza que me invade. Como é mesmo que se é feliz? Não, isso não nos deixam aprender. Antes, nos obrigam a ir aos poucos esquecendo, à medida que nos tornamos o que esperam de nós - no mínimo adultos. Os palhaços que em mim residem me protegem como um pelotão de costas largas, barrigas falsas, risos congelados por tintas fortes, vermelhas e brilhantes. Descobri seus segredos por detrás do riso desenhado. Não, não chorem em mim, palhaços... não em mim que acreditei que eram felizes. Terá sido assim que aprendi que tudo é apenas uma versão e que toda história tem sempre um outro lado? Bem que me avisaram: não vá lá, não vá lá não... As minhas saias amplas são tecidas a teimosia e vento; eu sempre vou. Volta e meia deixam-me a bunda à mostra. Aprendi a aceitar que não há esforço sem ilusão, porque nada na verdade vale a pena de nos destroçaramos até o caroço - frutas que mal se deixam amadurecer antes que se ofereçam às mordidas da contradição. É do destino, diriam os mais velhos... é do destino. Teimosia não leva a nada, dizem os conformados, mas diverte, mas diverte... Um dia, quem procura há de achar... ou não! Mas o que importa? A vida é farta e infinda. O melhor é seguir andando e deixar passar. Um dia, quem sabe? E a graça está exatamente aí... em não saber e continuar tentando descobrir. Jogo de faz de contas... contas, contas... Com quantas contas se faz um conto? Com quantos contos se tece a vida? Onde está minha vontade que abandonou o sentimento? Onde está a ilusão que sempre suspeitei ser falsa? Bobagens, bobagens... Com quantas bobagens se consegue preencher uma página vazia...
Hanna, dispersa.

24 abril 2010

De amor...II

Amor independe
Amor é livre como versos brancos
Que não se sentem obrigados a rimar
Basta ter graça, serenidade, plenitude
Amor é algo assim como um pensamento
Que ronda, ronda, ronda e quer falar
Amor não tem medo de se enganar
Porque amor independe
Amor é pão quente de manhã bem cedo
Amor é o susto leve de alegria imensa
Quando se expõe em pleno amar
Amor é atividade permanente dos espíritos livres
Mesmo que a vida os separe
Porque o amor independe...

Cruzes e credos

Verbos verdes, verdade
Ligação estúpida com um raciocínio lógico
Divagações, vaga... lumes
Datas marcadas e desencontros planejados
Albumina e catalisadores
Versos brancos, mentiras
Apagamento sugestivo e louco
O livro ainda está no mesmo lugar
Memória que preenche os espaços
Banco de praça, sem rima e anverso
Antítese, prognóstico alarmante
Vadiagem para além do sacrifício
Em cores fortes, o luto, a luta
Ataques verbais em papéis picados
Picadeiro de sorte ambígua
Equilíbrio inconstante
Serenidade mórbida
Barbante.
H.

20 abril 2010

De amor...


O QUE IMPORTA

Desejo grave guardado e tão contido
Desperta a noite como um sonho a divagar
Contradições entre o dito e o vivido
Pensamento forte que pressinto sussurrar

Por onde vens que é tão longa esta viagem
Me digas logo se um dia vais chegar
Protege-me os ombros contra o mar e a friagem
Paletó gentil que aceitei e quis cuidar.

A vida é longa e mesmo assim tão pouca e breve
Com tantas coisas que não podemos explicar
Não importa quando e nem mesmo se algum dia
Teu pensamento me adorna e acaricia
O que mais querer se sou da noite o teu luar?

Hanna

18 abril 2010

Enfim...


Boa noite, coração botafoguense.
Durma feliz ao lado da estrela solitária.
Amor.
Hanna

Pausa na meditação...


...pra comemorar a vitória do FOGÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!!!!!!
FOOOOOOGOOOOO!!!!!!!!

10 abril 2010

SOS Niterói -postos de recebimento de donativos



Os itens mais solicitados são água potável, alimento não perecível e material de higiene para as vítimas das enchentes. Os donativos podem ser entregues nos postos de coleta até 7 de maio.

NITERÓI:
Loja Maçônica Vigilância no.1 - Avenida José Bonifácio, 35 - São Domingos.
EM Paulo Freire - Rua Soares Miranda, 77 - Fonseca.
 Telefone: (21) 2718-5121
.
Clube Canto do Rio - Rua Visconde do Rio Branco, 701 - Centro.
 Telefone: (21) 2710-0072.
Colégio Salesiano Santa Rosa - Rua Santa Rosa, 207
. Telefone: (21) 3578-9400.

Centro Educacional de Niterói (Centrinho) - Rua Itaguaí, 173 - Pé Pequeno.
 Telefone: (21) 2611-0000 ou ID Nextel 81*7698 (Sr. Mauro - Responsável).

Colégio Estadual Guilherme Briggs - Rua Doutor
Mário Viana, 625 - Santa Rosa
Telefone: (21) 2711-1966
.
Quadra da Acadêmicos do Cubango - Rua Noronha Torrezão, 560 - Cubango.

Escola Estadual Alberto Brandão - Rua Castro Alves, 22 - Fonseca.

Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) - Inspetoria de Niterói - Avenida Roberto Silveira, 245 - Icaraí (em frente ao Campo de São Bento).

Plaza Shopping - Rua XV de Novembro, 8 – Centro.
Telefone: (21) 2621-9400 - Até 18 de abril
Instituto Abel - Rua Roberto Silveira, 19 e Rua Mário Alves, 2 – Icaraí.
Telefone: (21) 2195-9800.

SÃO GONÇALO:
Prefeitura de São Gonçalo - Rua Feliciano Sodré, 100 - Centro.

Anexo da Prefeitura de São Gonçalo - Rua Uriscina Vargas, 36 - Alcântara. (Em frente ao 7º Batalhão da Polícia Militar).

Colégio Municipal Castello Branco - Rua Carlos Gianelli,
s/nº - Boaçu.

Colégio Municipal Ernani Faria Rua Oliveira Botelho, s/n, Neves.

Colégio Municipal Estephania de Carvalho - Rua Bispo Dom João da Mata, 466 - Laranjal.

Escola Municipal Desembargador Ronald de Souza - Rua Francisco Campos, s/nº - Jardim Catarina
.
Escola Municipal Pastor Haroldo Gomes - Estrada das Palmeiras, s/nº - Itaúna.

Colégio Municipal Irene Barbosa Ornellas - Rua Bel
armino Faria, s/nº - Jardim Catarina.

Escola Municipal Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra -
Rua Capitão Justiniano Pereira. Faria, s/nº - Alcântara
.
Escola Municipal Paulo Reglus Neves Freire - Estrada da Conceição, 1111 - Porto do Rosa.

Escola Municipal Belarmino Nicardo Siqueira - Rua Evaristo da Veiga, s/nº -
Luiz Caçador.
Escola Municipal Leda Vargas Giannerinni - Rua Ceclia Correa, s/nº – Tribobó.

06 abril 2010

Sempre as mesmas... notícias

Chove lá fora, muito. Um grande desastre para uma cidade que anda sempre nua, passeando à beira mar, como se a vida fosse um eterno dia de sol. Antes que um lamento, uma constatação: os que sofrem com as águas que fecham o Verão são sempre os mais pobres, que perdem seus entes queridos, seus parcos pertences. E isso acontece, ano após ano, todos os anos. A cidade nua, Rio que corre para o mar, não tem memória... e talvez nem coração.

"Na noite de ontem, pelo menos três pessoas morreram no Morro do Borel, na Tijuca, por conta de deslizamentos de terra causados pela chuva. Duas deram entradas já mortas no Hospital do Andaraí: Marcelle Barbosa, de apenas 5 meses, e uma menina de 16 anos ainda não identificada. Já Francisca Bezera de Souza chegou com vida ao hospital, mas não resistiu. Ao todo, 12 pessoas deram entrada na unidade hospitalar. Além dos três mortos, duas pessoas apresentaram fraturas e sete tinham escoriações. Bombeiros e agentes da Defesa Civil Municipal continuam no Morro do Borel à procura de uma criança que ainda estaria soterrada".

O Globo, GloboNews TV, TV Globo, com agências

04 abril 2010

Longe dos olhos da Razão

Longe dos olhos da Razão, o coração se apaixonou pelo pião.
A Razão é narcísica — odeia tudo o que não se assemelhe a si mesma. Seus argumentos são quase matemáticos; raciocínios que se pretendem ciência pura — a solução precisa de um equilíbrio insolúvel, insondável, que faz do mundo humano o mais infeliz de todos. A Emoção é tola, diz a Razão, e assim entendemos o funcionamento da vida. A Emoção nos desvia do caminho, nos apanha de surpresa, nos faz relativizar o plano seguro que havíamos traçado ou que traçaram para nós. A Emoção enlouquece, diz a Razão. Sim, somente a Razão é capaz de observar, comparar, definir, analisar, julgar e condenar a que tudo siga o caminho reto da servidão. A Razão tem a síntese dos juízos a priori; teórica, só reconhece o resultado da experiência, fornecendo as leis práticas que devem guiar a vontade. A Emoção... o que é a emoção? Desejo, vontade, pensamento, surto, demência, defeito? Sentimento inexplicável, para onde nos leva a emoção? Toda resposta nos remete ao texto pronto da Razão, aconselhamentos pautados na comparação e repetição. Se, ao final de tudo, já não se puder divisar a mais pura das emoções e o que restar for apenas um grande desastre, a Razão estará lá, com suas mãos lisas e macias de quem não se permitiu a possibilidade escarpada do errar em nome de algo que se intuía muito maior. Sim, a Razão estará lá, regendo um coro invisível que entoa o canto do "eu avisei" e do "bem que eu sabia". A Razão é hegemônica e tem imunidade na hora dos acertos finais. Nunca se fez a pergunta se a falha na realização de tantos belos desejos se deveu, na verdade, à prevalência da decisão racional, guiando a atitude irracional. Isso mesmo: será que a Razão tem mesmo sempre razão e a solução ideal que garanta sempre um final feliz? Não podemos saber, porque temos medo dos riscos do querer e o tribunal de nossas ações é corrompido pelas astúcias da Razão. E o coração tem razões que a própria Razão desconhece, lembram? Talvez por isto louvemos os loucos e os poetas, olhando-os e invejando-os a uma distância segura. Alguns deles tiveram a ousadia de desafiar a Razão em nome de uma chance real à Emoção. Dos que temos conhecimento, sabemos pelos escritos; outros, talvez, tenham finalmente se rendido à Razão. Mas outros ainda, quem sabe, tenham se perdido completamente nas águas límpidas da Emoção... e nem quiseram desperdiçar o tempo a escrever.
Amor.
Hanna

03 abril 2010

Para todos

A todos os amigos visitantes do Sobretudo, que me alegram só de eu saber que passaram por aqui, os meus mais profundos desejos de que tenham um domingo de Páscoa feliz.
Amor, sempre.
Hanna


30 março 2010

Fragmentos de um dia amoroso II

Recebi um comentário sobre uma postagem antiga, de 11 de março de 2008. Suelen.18 agradece a dica do link para livros digitalizados e deixa uma sugestão para os leitores do Sobretudo: um livro de que gostou e que pode ser encontrado, segundo ela, no site www.seteseveneditora.com.br. Valeu, Suelen! Vou visitar o site. E aproveito para repetir aqui o link que originou o comentário: http://www.4shared.com/dir/3793593/6155e521/Livros.html.
Divirtam-se.
Beijos!!!!!
H.

Fragmentos de um dia amoroso

O dia de hoje trouxe presentes suaves e necessários, pelas mãos e pensamento de amigos raros. Do Rogério recebi a Ária de J. S. Bach, pelo violão magistral de Paulinho Nogueira, que compartilho aqui com vocês. E de Marlene, além dos oportunos cuidados e conselhos, o texto de Emmanuel, que também divido com vocês, pois a muitos também poderá servir. Leiam o texto ouvindo a música. Recolham deste dia apenas o que importa. E que isso baste para fazê-los felizes... ao menos por este dia.
Amor
Hanna

DE ÂNIMO FIRME

Não temas as provas de hoje.
Supera o mal com o bem.
Todos temos um amanhã.
No entanto, porque o futuro nos pertença, não menosprezes o momento agora.
Se sofrestes desgostos não lhes conserves os remanescentes no coração.
Esquece afrontas e ofensas.
O perdão desata quaisquer algemas entre vítima e agressor.
O trabalho dissipa as sombras do espaço da alma.
Serve sempre.
Não cultives enfermidades imaginárias, nem te amofines por aflições que talvez não chegues a conhecer.
(Emmanuel)


26 março 2010

Metáforas que dançam


A vida não é aquilo que nossos olhos veem,
mas aquilo que vemos quando fechamos os olhos
.
(Um pensamento... ou passo de uma dança)

Hanna*

* Com a carona de uma inspiração alheia

23 março 2010

Andei pensando...poesia

PONTOS DE CONFETES

Palavras sobram e dançam nuas
Mentiras amenas, verdades cruas,
Há sempre o que ser dito
Seja lá o que for
O equilíbrio é o meio da dor

Mas onde está o ponto afinal?

Não importa o que
Ou como dizer
Para quem ou para que
Há sempre o que ser dito
Pensado, prescrito, reticente, calado

Mas nunca chega o ponto final.

Saquinho de confetes
que grudam nos corpos suados
Pontos coloridos
prontos para serem usados.

Hanna

16 março 2010

Adorando o próprio umbigo

Eu amo o Sobretudo!!!!!!
Aqui eu me esbaldo e me esparramo; escrevo cansado com c cedilha e não me importo se o Gordo Falante vai reparar. Cruuuuzes, quem diria!, diria ele, se não aproveitasse a deixa para uma de suas postagens que esculacham com o cidadão (no bom sentido, claro...rsrs) No Sobretudo eu me acabo... de rir, de chorar, de sofrer, de amar, de cometer a liberdade em seu mais alto grau documental. Eu amo o Sobretudo, porque me desafia a todas as coisas, sobretudo qualquer coisa que eu queira me permitir. É, meus nobres, não é simples falar "sozinho", como se vocês todos fossem realmente "todos" e estivessem reunidos na mesa do meu botequim. Aqui eu me permito, sobretudo, todas as minhas próprias intuições, minhas parcas redenções, pecados capitais, ingenuidade e preguiça, argúcia e malícia, tolices, bobagens, bobagens... O Sobretudo é depositário dos meus mais sinceros sentimentos e dos mais suados conhecimentos; manto leve de carinho e atenção. E como se não bastasse, me mantém em forma o fôlego de escrever. Mas é aqui também onde encontro a pedra em falso em que tropeço e caio tentando encontrar o chão — ato generoso que me ensina a não levar o mundo tão a sério; a não perder a graça que renovo sempre que me obrigo a rir de mim. Eu amo o Sobretudo que um dia inventei e que agora, aos poucos, gentilmente, vai reinventando a mim. O Sobretudo é minha alma palhaça. O Sobretudo é cheio de graça... O Sobretudo é da massa!!!!

Sobretudo, Hanna

15 março 2010

Tentando poesias

CANTEIROS

Ah, como me encanto com teu canto livre
Como me enlevo quando dizes o que dizes
Ah, se amar é vento, ventania, suspiro
Como quer-te apenas porque existes?

Não, não penses que me pesas em palavras
Quero ouvir, mesmo que mudo, o teu cantar
Se o amor é timbre e em tudo ecoa como sussurro ao vento
Por que não desejar ao menos um só momento
Como uma gema tua vida adornar?

O encanto é mera distração de almas cansadas
Não descreve o instante breve uma só palavra
Querer o indizível é pura audácia, irmã do espanto
Agonia insone de quem sabe as notas, mas não o canto.

Como apagar o texto não escrito?
Como anular o verbo ainda não dito?
Como, por Deus bendito, impedir o pranto?
Como, por todos os anjos, mesmo que aflitos?
Como deixar morrer o não nascido?
Como abortar ao mundo os acalantos?
Como, se ainda nem ao menos existo?

Hanna

14 março 2010

Para o que mais seria?

"Ninguém escreve para si, a não ser que seja um monstro de orgulho. A gente escreve para ser amado, para atrair, para encantar." A frase é de Machado de Assis e a encontrei em um blog chamado A palavra é meu domínio sobre o mundo. Estava buscando saber quem é Laio, além de marido de Jocasta e pai de Édipo, segundo a mitologia grega, e fui parar lá. Não cheguei a saber quem é Laio, o quadragésimo visitante que se registrou hoje como seguidor das bobagens de Hanna neste Sobretudo que vos fala sobre qualquer coisa. Com a frase de Machado de Assis, brindo a presença de Laio e saúdo feliz a sua adesão. Não tenho a pretensão machadiana de encantar, atrair e ser amada, mas tampouco escrevo só para mim. Se de tudo puder oferecer alguma distração ou pensamento útil, já me terá sido suficiente a recompensa pela tarefa empreendida. Seja bem-vindo, Laio. O Sobretudo agradece e espera que goste destas modestas postagens, onde ao menos o carinho e o amor de Hanna são sempre garantidos.
Um beijo!
H.

Sobre as crianças adormecidas em todos nós

"Quando olhamos para uma criança, vemos que o sentido da plenitude, de animação intrínseca, de alegria de ser não resulta de alguma coisa. Há valor em ser apenas o que se é: não decorre do que alguém faz ou deixa de fazer. Está dentro de nós desde o princípio, quando éramos crianças, mas vai devagar se perdendo." Este texto é de um escritor e terapeuta famoso, chamado A. H. Alamaas. Estava como citação nas últimas páginas de um outro livro que hoje acabei de ler. Pensei logo em postar, como contribuição ao deleite de vocês, amados amigos. Quase ao mesmo tempo, lembrei de uma criança que também se chama Hanna, e que me parecia encarnar o mais puro ser "ela mesma", pelas descrições que dela se faziam. Acho que este nome é uma espécie de esconderijo, onde a infância se protege do mundo e fica para sempre rondando nossas adultices. Esta é para você, Hanninha! Que a educação e a cultura não a façam perder-se de si!

Bom domingo!
Porque domingo é coisa de criança!
E se tiver avós no meio, aí então é pra lá de bom...
Amor,
Hanna


13 março 2010

Postagenzinha à toa, pra distrair

Fernando Pessoa

A Montanha Por Achar
A montanha por achar
Há de ter, quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.

O santuário que tiver,
Quando o encontrar, há de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.

A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade,
Porque a vida é só metade

12 março 2010

Dizem que foi Einstein quem escreveu

ENQUANTO HOUVER AMIZADE

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
****
Bom fim de semana
Com amor,
Hanna

Emaranhamentos e desembaraços

Somos o que somos quando estamos distraídos de nós mesmos. É preciso sensibilidade aguçada para se perceber a sutileza dos detalhes. Se prestarmos atenção, poderemos ter acesso ao ser que se definitivamente é. E é aí que reside a essência do que poderemos vir a amar. É preciso não perder de vista este instante fugaz e revelador, para que não se ame a roupa pelo usuário — a armadura, pelo cavaleiro; a lingerie, pela dama. Todo este cuidado poderá tornar mais fácil encontrar a equação da felicidade, embora não haja garantias. Da mesma forma que a roupa veste o usuário, mas não se confunde com ele, a felicidade veste o amor, mas não são necessariamente um par constante, ou a mesma coisa. Mas ao menos evita-se o risco de se amar gato por lebre * — sapatos, estilos, casacos, sainhas, chapéus, maquiagem, escovas marroquinas, ternos, prestígio, paletós, esmaltes, perfumes, carros, posição, pastas de couro, laptops, mochilas, batons, pela pessoa que se forja dentro de cada um dos modelos de gente que o mundo pinta, oferece e vende. Aprendemos e repetimos sempre que a primeira impressão é a que fica, mas será esta primeira impressão assim tão reveladora? Será mesmo possível ver, por baixo de tantos "panos", quem se verdadeiramente é? Não sei, não. Mas acho que quando nos distraímos de todos estes "nós", acabamos revelando quem somos nós. Por isso é preciso prestar atenção. O resto é conversa para o botequim, ou quiosque, para os que preferem.
A todos, muitos beijos, porque os tenho de sobra!
H.

* Mil perdões aos adoráveis gatos pela infeliz utilização de sua imagem, fruto de um cultura que nos diz que as lebres têm mais valor. Vivemos em uma sociedade que estimula os equívocos, quando se trata de valores. O problema, na verdade, seria amar os gatos e buscá-los na imagem de lebres e vice-versa. Nada contra as diversas espécies, incluindo aí a espécie humana...rsrs.
Hanna, baiana

09 março 2010

Re-tratos

Hoje viajei para longe. Na ida, passeei sobre as nuvens. Bolotas de nuvens... carneirinhos de algodão. Abaixo, bem abaixo, as cidades — a concretude, a realidade e seus edifícios altos. Dormi no caminho, sonhei. Achei o rumo da certeza e acordei. Guardei o mapa no bolso e segui. Pisei no chão de terra vermelha e me vi só. Andei, andei, andei naquele des-lugar. As árvores do cerrado também dão flor. Quantas vezes fui ali e não percebi que as árvores do cerrado dão frutos que se esborracham no chão da cidade e ninguém parece notar. O que estava eu fazendo ali, nem eu parecia notar. O dia foi-se tingindo de açafrão. Voltei por sobre nuvens que já não estavam lá. Dormi e o mapa da certeza escorregou da minha mão. Se perdeu, se esborrachou na concretude dos edifícios altos da ilusão. Não sei, já não sei. Acho que apenas sonhei um sonho que parecia ser bom. Mas já não lembro... não sei.
Hanna
"... eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água..."
(J. Cortázar)

07 março 2010

Morro da Conceição — que ladeira é essa...

A cidade do Rio de Janeiro guarda coisas que jamais poderíamos sonhar que fossem tão boas. Hoje passei o dia subindo e descendo as ladeiras do Morro da Conceição, ali no coração da Praça Mauá. Lá pela terceira ou quarta ladeira, eu já estava perguntando a todo mundo se havia ali alguma casa para vender ou alugar. Conversei com muita gente, que repetia um discurso que parecia combinado: "Ih, moça... aqui é difícil. Quem mora aqui não sai, e quando sai já tem gente esperando... difícil...". Mas a insistência acabou fazendo surgir um certo princípio de amizade e algumas informações foram sendo aos poucos liberadas: "aquela casa branca, ali na Rua da Bola, com uma pixação na frente, está vazia... acho que o dono pode querer vender, ou alugar...".
Algumas ruas adiante, fiquei sabendo a história controvertida das casas que pertencem à Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, "todas sem documentação regular", mas que já estão com aluguéis inflacionados pelas notícias de que a Prefeitura tem um projeto de revitalização da Praça Mauá.
— Quer um conselho — sugeriu a simpática moradora — volte sempre aqui, vá fazendo amizade; de repente, quem sabe?
Trocamos telefones, nos desejamos boa sorte. E lá fui eu subindo a ladeira para, lá do alto, poder olhar o céu, na ilusão de estar chegando cada vez mais perto.


04 março 2010

Insights quânticos (editado)

Oi, pessoas! Bom dia!
Não preciso dizer que estou dedicada a bisbilhotar a existência de nós mesmos dentro desta sopa quântica que é o universo, né não? Pois bem: ando pensando em contar para vocês o que tenho descoberto e que nos afeta diretamente, mas acho que ainda não estou pronta para falar disso de uma maneira compreensível — sabe como é... aquela longa encarnação de jornalista, que descobre coisas complicadas e arranja um jeito de contar de maneira fácil para todo mundo. É, o mundo tem destes mistérios: tornar difícil, para tornar inacessível e delimitar poderes. (Íxi! Gostei dessa! Mandei bem!). Mas então, como eu ia dizendo, tenho cá umas quantices para compartilhar com vocês, mas ainda não é exatamente a história completa. É apenas um dos chamados "insights" que ocorrem quando a gente se dedica a entender certas coisas, digamos, esotéricas. É apenas uma imagem, sobre a qual convido vocês a se debruçarem e encontrar o sentido. Certa vez, em uma postagem, propus que me ajudassem a decifrar um sonho e recebi uma longa interpretação de um(a) visitante anônima(o). Recentemente, até usei um trecho para encerrar uma história que falava de reencontro com personagens, tal a importância que aquela contribuição teve para mim. Então, vou apenas tentar traduzir em palavras o insight que me ocorreu esta manhã, esperando que vocês se sintam à vontade para dar suas visões sobre o assunto.

Acordei muito cedo, para ter tempo de me dedicar a coisas que acho importantes, mas que normalmente o dia-a-dia não permite e nem comporta e que a mais ninguém parece importar. Era apenas uma leitura, que tratava de nosso mais profundo ser, dos sentimentos perfeitos que nascem conosco e como os vamos construindo/alterando/desprezando/deturpando/preferindo etc. ao longo da existência. Obviamente que dentre todos os sentimentos ali analisados, o amor coupava lugar primordial. Quando leio, constumo tentar comparar o que estou lendo com os fatos da vida real. E foi aí que ocorreu o insight, sobre relacionamentos que duram muito, mas "acabam" e, estranhamente, "permanecem" transmutados em sentimentos de mágoa, rancor, e aquele mundo de coisas tristes que todos conhecemos tão bem e que vocês sabem que eu não gosto de ficar descrevendo. A imagem que me veio foi a seguinte:
Um casal de pé, um de frente para o outro, com os pés invertidos, virados para trás. Sempre que tentavam se aproximar mais "intimamente", no sentido mais existencial da compreensão do "ser", eles caminhavam na direção oposta. Os pés invertidos os afastavam cada vez mais. A solução para isso me pareceu simples: bastava que virassem de costas um para o outro e andassem como se estivessem caminhando para a frente, cada um para seu próprio caminho. Quem sabe então o desejo se libertasse dos pré-concebidos que a as aparências impõem. Iriam, naturalmente, acabar se aproximando tanto que talvez até promovessem uma espécie de simbiose, ou atravessamento, sei lá (eu e meus exageros...). Mas me ocorreu o seguinte, sobre a realidade daqueles dois seres imaginários: nenhum dos dois queria perder o outro das vistas (vejam: eu não disse "de vista", mas das vistas...não me perguntem por que e nem o que isso pode significar). A angústia certamente se instalaria se isso acontecesse; talvez a mágoa e coisas inexplicáveis também ocorreriam, pondo um no outro a causa do afastamento, do desamor, do abandono, deixando que cada um sofresse a pressão da sua própria interpretação do que "via" ao olhar para o outro. Pensei que ao final cada um acabaria seguindo em frente, se distanciando até se perderem "das vistas", abrindo cada vez mais o abismo. Mas também pensei que embora se perdessem "das vistas", jamais deixariam de se olhar ou olhar para o lugar onde havia o outro. Este é o insight que compartilho para a reflexão de vocês.


Ei!!!! Olhem o desenho da lenda brasileira do Curupira, que tinha os pés virados! Achei agora, por acaso, quando procurava imagem para ilustrar a postagem. Vejam a solução que ele arranjou para ir na direção certa para onde seu desejo apontava!
Existe uma saída, gente! Não desistam!
Aguardo a contribuição de vocês!
Beijos e o amor de Hanna!

03 março 2010

Do amor e sua infinita graça

Amar é plenitude de alma e assim se basta. Amar é deixar que se desfaçam as amarras que nos mantinham estacionados ao largo da vida, ali por onde o passado e os não acontecimentos arrastam suas correntes. Amar é apenas deixar que a vida flua para dentro, em torno e através de nós, derrubando as muralhas da incerteza. Felizes aqueles que econtraram o vaso perfeito onde depositar e transbordar o amor que sentem. A estes, o universo sorri e convida a dançar.
Para os que foram tangidos por tão divina graça, um campo imenso de lindos girassóis.

Hanna


02 março 2010

As vírgulas do universo

O Universo pode ser definido e descrito de formas variadas — e todas as formas serão a forma correta — assim como os retalhos, infinitos retalhos que vão compor uma colcha ao final do movimento. Poderá o objeto feito de pequenos pedaços emendados servir de alento e aconchego; de espaço justo da escuridão; de vida, de morte, de sonho, de fantasia, de esperança, de beleza. Poderá ser entendido apenas como a vida, que vem aos poucos e vai acumulando pedacinhos à revelia. Será, a revelia, uma construção a dois, a dez, a um milhão? Revelia será apelido do acaso, por acaso? Seja como for, são apenas pedacinhos que escolhemos emendar ao longo do espaço-tempo. Os quadrados que se aprontam, fechando-se em território particular, nem sempre encontram emenda na mesma colcha onde começaram a se formar. Penso que as colchas de retalho são forjadas pela experiência, e os acontecimentos são uma espécie de linha a tudo emendar. Mas a vida... a vida, ao final, não tem como emendar. Vida que sempre segue. Estas são reflexões esparsas de quem às vezes olha com um olho só para um determinado retalho que se perdeu da colcha maior. A música parece a linha que nos faz viajar em meio à entropia do universo colorido, encontrando quantas colchas resolvemos não costurar. Vejam que lindas as músicas que hoje ouvi, em sequência, no caminho para o Centro da Cidade. Parecem, as duas, com uma vírgula escrita pelo universo, na frase que encaminha o último parágrafo para o derradeiro ponto final.

Barão Vermelho, em releitura do velho e bom Erasmo (e Roberto Carlos... ah, vai... ele também é bonzinho...rsrs.), na música "Quando".
Íxi!!!! Não encontrei no Youtube. Fico devendo esta, mas tentem encontrar, porque ficou bacana com o Frejat. Mas como no universo até as vírgulas são construções entre várias partes, ouçam esta segunda música, que veio na sequência de "Quando". O velho e sábio Raul...
Coisas do universo... vai saber...
Mas a todos, sem exceção, o meu sincero amor.
H.

TENTE OUTRA VEZ

(Raul Seixas)

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
não não não não
Há uma voz que canta,
uma voz que dança,
uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

28 fevereiro 2010

Dois koans

(Mu- Vazio)

A SEDE

Correu por todo o Kinpur a notícia de que um iluminado hindu se encontrava em “estado de orgasmo” ininterruptamente há mais de duas semanas, num mosteiro zen próximo a Ayantavar, no sul da Índia. Benien era um jovem monge recém-admitido entre os andarilhos-pedintes — uma espécie de “ordem” tão rigorosa que era incapaz de aceitar até mesmo os mais famosos Mestres, justamente porque eram famosos e isto, segundo eles, constítua sério empecilho. Pois o jovem pediu permissão para uma viagem a Ayantavar, com o exclusivo propósito de conhecer o monge em gozo orgásmico há duas semanas seguidas.

– Seguirei anônimo e voltarei ainda mais anônimo – comunicou ao Mestre, acrescentando que, desse modo, provavelmente arrrancaria do iluminado monge o segredo de seu espantoso orgasmo.

– E para que aspiras a tamanho orgasmo, Benien? – perguntou-lhe o superior, com um rir de olhos que era pura malícia e ainda mais pura sabedoria.

– Ora, Mestre, e alguém por acaso não o desejaria?

– Benien, o sábio de Ayantavar, precisamente ele já não o deseja mais...

– Como assim? – perguntou o jovem.

– Há mais de três dias que o iluminado hindu faleceu para esta encarnação, Benien.

– Morreu? De quê?

– De sede, Benien. Ninguém fica duas semanas sem beber água...

O VÔO DOS POMBOS

Nos intervalos dos exercícios com o arco-e-flecha, o Mestre treina o discípulo num jogo mágico:

– Eis nova revoada de pombos. Fixe-os bem na memória e depois feche os olhos.

– Fixei, Mestre, e já estou com os olhos fechados! Quanto tempo devo permanecer assim?

Depois de esperar alguns minutos, apressa em pedir que o discípulo abra os olhos novamente.

– Agora, me diga, quantos pombos havia no céu?

– Quinze, Mestre! Se não erro, quinze!

– Estes são os teus quinze pombos porque os meus são trinta.

– E quem de nós está certo, Mestre?

– Certamente nenhum de nós. Cada qual contou os pombos que lhe interessavam...


Boa semana.

Hanna

26 fevereiro 2010

Apelando para o universo

Ah, como eu queria que todas aquelas correntes que me enviaram por e-mail - as que eu reencaminhei, claro! - fizessem efeito neste exato momento e o milagre que todas prometiam acontecesse...jáááááááááááá!!!!!!!!!!
Hanna Bobona

Amar sempre vale a pena

Olhem que linda música eu achei no Youtube.
"Com sua ajuda tranqüila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante..."
Guilherme Arantes


24 fevereiro 2010

Historinhas verdadeiras de Hanna

Esta postagem tem destinatária! É a Steffany Soares, uma menina que não deve ter nem 10 anos e que aderiu ao Sobretudo. Mais que isso! Inspirada em Hanna, ele resolveu criar o próprio blog, cujo endereço é www.steffanysoares@blogspot.com.
Lá, ela assume com responsabilidade o que será seu perfil de blogueira — a defesa de um mundo melhor. Estou há dias pensando no que escrever para dar boas vindas a Steffany. Muitas histórias me ocorreram, mas hoje acordei pensando que o melhor seria contar uma história verdadeira, lá do fundo do baú de histórias de Hanna. Pois bem, Steffany, esta é na medida pra você:

****
Era uma vez uma menina que vivia querendo saber de coisas que ninguém sabia, para fazer coisas que pudessem trazer felicidade para ela e para o resto do muuuundo! Claro, o mundo. Não dava para pensar que o lugar mais longe fosse só apenas até o fundo do quintal. Naquela época, os adultos perguntavam: "você gosta de mim?" e a criançada respondia que sim, até "o fundo do coração". A menina achava que o coração era perto demais.... o fundo do quintal era mais longe! E ela sempre respondia, fazendo todos rirem: "Gosto sim, muito! Até o fundo do quintal", que era o lugar mais longe que ela podia enxergar. Era lá que ficava o ponto máximo do amor que ela podia sentir. Foi crescendo e o quintal foi ficando perto demais. E isso causava um certo desconforto, como se de repente o mundo virasse uma gaiola. Os depositários do amor que ela sentia foram desaparecendo... A menina, já um pouco mais crescidinha, começava a entender o que era o tal do "sofrimento" no mundo. Ela vivia triste, triste de marré-deci... Até que um dia uma mulher bonita, alta, com olhos grandes e sobrancelhas arqueadas se aproximou e deu a ela um livro. A menina estava sentada no chão, o que fazia a mulher paracer muito mais alta do que realmente era. Ela disse pouquíssimas palavras: "Leia esse livro; eu sei que você vai gostar e vai ser importante para você". E foi embora com um sorriso gentil. O título do livro era Emmanuel. A menina vivia lendo poesias, coisas assim. Mas aquele livro grosso, com uma capa antiga, meio amarelado, ocupou cada minuto da vida da menina. Ela o devorou em pouquíssimo tempo! E as grades da gaiola foram se desfazendo. Ela percebeu que o mundo era grande demais!! E quis, como toda geminiana, cumprir o que aprendera naquele livro. Primeiro quis ser Madre Tereza de Caltutá! Depois achou que seria mais fácil algo parecido com Ghandi! Pensava em Jesus, mas nem se atrevia a querer algo semelhante. Não, querida Steffany, nós não somos arrogantes quando queremos salvar o mundo e ser o melhor que pudermos; nós somos apenas aquilo que o mundo chama de idealistas, ou utópicos, também pode ser. Mas voltando à história, a menina achou que deveria começar a tarefa por algum lugar, claro! Tudo começa com um primeiro movimento., isso ela já sabia. Resolveu ser freira e foi procurar um convento. Mas veja só como Deus escreve certo por linhas tortas: a menina teve que ficar horas esperando as freiras acabarem de ver a no-ve-la para virem atendê-la. Não, aí não dava... Foi o ato inaugural de crítica à mídia na vida da menina...rsrs. Não seria freira, jamais! Consequentemente, também não seria Madre Tereza de Calcutá. E lá se foi a menina pela a vida a fora, acreditando que o mundo não tinha fronteiras. Coisa de geminianos, quando se misturam com Aquário. Ela fez um monte de coisas, acreditando que estava se preparando para uma missão que poderia, quem sabe (e ninguém nos ouça) , tornar a vida mais feliz, para ela e para todo o mundo, claro. Estudou muito; brigou muito; apanhou muito; sofreu de novo; levantou outra vez; ralou o nariz; sangrou o coração que era ali tão perto. Mas nada parecia conduzir àquela coisa importante que ela decidira fazer quando as grades de gaiola fizeram puft. Hoje, a menina crescida, lembra daquela mulher tão bonita que tinha um sorriso contido, que parecia, envergonhada, querer esconder a beleza do rosto, dos cabelos negros e lisos. Lembrei de como ela falou pouco ao me dar o livro e de como aquela história determinou o que seria para sempre o tal do fundo do meu coração. Somente agora, ao escrever essa história para você, me dou conta de que não precisamos ser coisa alguma para assumirmos grande tarefas. Tudo o que de melhor eu fiz e o que ainda espero fazer (e que certamente ninguém vai encontrar se me pesquisar no Google ou no Currículo Lattes), foi apenas porque um dia fui consolada por uma mulher que me deu um livro e que se chamava Lourdes. Então, querida Steffany, não se deixe iludir pelas aparências de coisa alguma — nem de bem e nem de mal! E continue acreditando que você vai conseguir salvar o mundo! É fundamental que se pense para além do nosso quintalzinho para que possamos expandir aquilo que Deus nos dá como oportunidade todos os dias da nossas vidas. E aqui vai um segredo de Hanna: se você resolveu salvar o mundo com palavras, escrevendo, saiba que o mundo e a realidade são mesmo construídos de linguagem, de palavras. Hã, hã... encontramos uma peça do quebra-cabeça! Portanto, use as palavras como expressão do que realmente existe no fundo do seu coração, que ainda está em tempo de definição. Apague tudo o que possa se parecer com inveja, disputa, rancor, egoísmo, vaidade (íxi, essa então!), medo, vingança, maldade... Ou seja, tudo o que não vá contribuir para a sua missão. Seja bem-vinda, Steffany, ao mundo dos que acreditam que podem, por direito e por dever! Pense nisso.
Beijos de Hanna e obrigada por me inspirar a contar esta história antiga e verdadeira que estava guardada lá no fundo do meu quintal.
H.

PS.: Ah! Coloque uma foto sua lá nos "seguidores"...rsrsr. Fica mais bonitinho, não acha?

21 fevereiro 2010

Leva a mal não... mas o Fogão é campeããããããoooo!!!!!

Sem comentários!!!!! Aos vascaínos, nobres guerreiros, os meus mais sinceros sentimentos. Eu gostaria que tivesse sido contra o Flamengo...rsrsr.



Mergulho no Lago Azul

Bom dia, universo virtual de gente querida!
Já deu para perceber o tom da postagem de hoje, né não? Pois sim: voltei a olhar pela janela ampla da realidade quântica — assunto do qual a maioria se esquiva, por pura resistência a tudo que possa parecer diferente dos padrões confortáveis, aprendidos ao longo da história, mesmo que o "conforto" já não gere alegria. Sim, porque  todos já concordamos que  o conforto é a antítese do progresso. Lembram quanto tempo passamos acreditando que a Terra era plana? Ai... era tão confortável assim... Novas verdades nos dão muito trabalho, exigem esforço... Mas vamos logo ao que interessa: uma provocação. Isso mesmo! Esta postagem é de-cla-ra-da-mente uma provocação a todos, e a ninguém em especial. É apenas a citação de um cientista ocupado com essas "quantices" que encantam Hanna. Nem vou dizer o nome dele, para não parecer jabá. Mas sabem como é... Eu não resisto a compartilhar o que vou descobrindo pela estrada a fora. Taí, ó: pensem sobre estas afirmações em torno da visão quântica do universo:
"A nossa realidade subjacente, o campo, é contínua, e assim sendo, está igualmente presente em todos os pontos no espaço-tempo. A sua consciência e cada intenção dela resultante estão enredadas nesta continuidade. Isto significa que quando você tem um desejo, na verdade está enviando uma mensagem que alcança todo o campo — a menor das suas intenções repercute em todo o universo quântico (...) O campo tem o poder organizador de realizar automaticamente qualquer intenção. (...) Quando os seus desejos não se realizam, a sua consciência sofreu algum bloqueio ou desconexão da fonte dela no campo. (...) O seu corpo é o resultado material de todas as intenções que você já teve.  (...) Preocupação, incerteza e dúvida são os três obstáculos básicos que nos impedem de fazer uso eficiente do poder contido em cada intenção."
Aprendamos a desejar melhor e a deixar que o "campo" dê conta da materialização dos  fatos.
Enquanto isso, vamos nos divertindo com nossos desejos possíveis.
Bom domingo!!!!!!
H.

19 fevereiro 2010

Venham todos!!! O Circo chegou...!!!!

Respeitááááável público.... Bommmmm diaaaaaaa!!!!!
Esta era a forma clássica com que os palhaços cumprimentavam a platéia para dar início ao espetáculo. Respondíamos tímidos "bom dia", para ouvir a primeira graça a nos provocar: "Que bom dia fraco! Não tomaram café, hoje?". E esta era a licença para que todos gritássemos a plenos pulmões: "Bommmm diaaaaa"!!!!. Somente então o espetáculo começava. Acho que ali comecei a desconfiar de que Liberdade deveria ser apenas um sobrenome da Alegria. Esta memória vem de um tempo em que criança era ensinada a não gritar, nem mesmo que fosse apenas para dar "bom dia". Meus ídolos palhaços foram os inigualáveis Carequinha e Arrelia, que por duas vezes se apresentaram no colégio pobre, de subúrbio, onde eu estudava. Quando o espetáculo acabava, a criançada saída atrás deles pela rua. Não era para pedir autógrafo, que não se dava importância a isso naquela época, mas apenas para ficar olhando mais um pouco, pelo tempo que pudéssemos, para retê-los para sempre em nosso olhar. Guardei-os em meu coração; e não esqueço os cabelos negros do Carequinha, quando, pelas ruas, ele não usava o engraçado chapéu. Para mim, gente era gente, mas palhaço era alguma coisa mais parecida com Deus. 
Eita, narigão de cera... redondo e vermelho como de palhaços...rsrs.
Acho que já expliquei aqui o que é "nariz de cera", não? Para quem não leu, explico de novo. "Nariz de Cera", para os jornalistas, é aquela embromação historicamente condenada pelos próprios, mas geralmente bem escrita, antes da notícia propiramente dita. Todos condenam e poucos admitem, mas muitos adoram. Deve ser uma certa vontade de liberdade de escrever que o ofício não contempla. Mas chega de nariz de cera e vamos ao que é relevante.


COM VOCÊS, OS FATOS!

Esta postagem foi motivada pela matéria de capa do Segundo Caderno do jornal O Globo (19/02/2010), cujo título, "O maior espetáculo da tela", anuncia que Selton Mello e Paulo José começam a rodar, em março, o filme "O Palhaço". Selton Mello, como palhaço, dispensa elogios. Lembram da atuação dele em O Auto da Compadecida? Adjetivar Paulo José seria comparável a uma heresia. Chorei só de ver as fotos, que me levaram de arrastão pelo túnel do tempo, fazendo-me assumir aquele imenso nariz redondo e vemelho com que iniciei o texto. Vejam as fotos... Mas prestem especial atenção à expressão de Paulo José, na foto menor.


AOS FATOS, DOIS

Antes de chegar a este mágico assunto do circo, ainda nos cadernões do jornalão, li uma matéria que cutucou meu coração e tornou irresistível a vontade de blogar, quebrando o meu esforço de disciplina para não dedicar tanto tempo a este estado de ócio criativo — afinal,  a vida ruge! Pois bem, aos fatos: estudos de pesquisadores da Universidade de Colúmbia confirmam que... "a felicidade protege o coração"! A reportagem informa, ainda, que o estudo comprova que pessoas otimistas correm menor risco de infarto e que pessoas felizes têm o coração mais forte. A pesquisa foi publicada na revista científica European Heart Journal, e avaliou homens e mulheres durante 10 anos, classificando os efeitos positivos em cinco níveis. Não vou falar de todos, mas o grupo sem "emoções positivas", digamos, apresentou quase 30% a mais de riscos de infarto. Mas aí a notícia começa a ficar triste, né não? Então, Hanna feliz, com um coração danado de bom, anuncia e convoca a todos!

Respeitáááááável público....
Sejam mais felizes! Mais...!!!! Mais forte! Mais... Não tomaram café, hoje?
Vamos dar início ao fantástico espetáculo do maior circo da Terra!!!
Um circo mágico que está guardado no coração de cada um de todos nós!!!!!!!!!
Amor de Hanna
Sempre!

18 fevereiro 2010

É verdade... pelo menos 90% disso...rsrs

Esta eu acabei de receber pelo Clube de Comunicação, que congrega muitos dos adoráveis coleguinhas...rsrs. As descrições valem para "os" e para "as" jornalistas também. A fonte! Não podemos esquecer de citar a fonte de onde o bem-humorado membro do Clube tirou: http://www.geisasuzane.blogspot.com.
Divirtam-se, porque jornalista também é filho de Deus e nem só de notícias rola a vida.

40 motivos para se casar com um jornalista

Segue a lista:
  
  1. Jornalista geralmente é criativo, ele vai surpreender você quando menos esperar;
  2. São curiosos e antenados, você sempre ficará por dentro de tudo que acontece;
  3. Eles não ganham bem, mas isso é bom porque vocês podem aprender a economizar dinheiro;
  4. No Natal, Ano Novo, Carnaval… eles provavelmente estarão na redação. Mas, pense pelo lado positivo: antes trabalhando do que vagabundando;
  5. E outra! Trabalhando muito, eles não têm tempo de se interessar por outra pessoa;
  6. Eles não são bons de matemática, mal sabem somar e subtrair; mas, para que saber isso se são os mestres da escrita?;
  7. Acostumados com pautas, são bem organizados e planejam bem as coisas antes de fazê-las;
  8. Como é fissurado por fontes, quando você tiver uma ótima ideia, ele não vai dizer aos amigos que foi coisa da cabeça dele. Dará todas as honras para você!;
  9. Como vivem numa rotina corrida, não tem muito tempo para opinar nas coisas da casa. O que você fizer, ele vai achar lindo;
  10. Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias). Monotonia não vai entrar na sua casa!;
  11. Quando vocês brigarem, ele não vai achar que a opinião dele é a melhor. Tem que ouvir todos os lados de um fato, ele saberá analisar a situação!;
  12. Em coberturas de grandes eventos, você poderá entrar de gaiato. Cada final de semana em um lugar diferente: jogos de futebol, avenida de escola de samba, lançamento de livros…;
  13. Mantêm revistas e jornais no banheiro. Você nunca ficará olhando para o vácuo enquanto faz suas necessidades fisiológicas. Ganhará conhecimento!;
  14. Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (o seu Zé, a Dona Maria, o Juquinha…) Todos com ótimas histórias de vida que vocês podem usar no cotidiano também para se tornarem pessoas melhores!;
  15. Não vai faltar café na sua casa. Café e jornalista são praticamente sinônimos;
  16. Ele pode escrever os votos matrimoniais da sua irmã, criar o conteúdo do site de negócios do seu pai, ensinar sua mãe a tirar fotos das amigas nos eventos do bairro. Ele aprende de tudo um pouco e gosta de compartilhar!;
  17. Tudo para o jornalista tem uma explicação. Eles nunca vão se contentar com a primeira versão de um fato. Você sempre terá uma resposta, mesmo que demore;
  18. São ótimos investigadores. Se alguém no trabalho passar a perna em você, rapidinho ele descobre quem é!;
  19. Como trabalham muito, não tem tempo para beber demais, fumar, se envolver com drogas… Você terá um companheiro saudável!;
  20. Tá bom, vai… eles não costumam comer coisas muito saudáveis. Mas se você for legal e fizer comida para ele levar ao trabalho, isso se resolve rapidinho, não é? =);
  21. Suas viagens nunca serão monótonas! Se acontecer qualquer movimento estranho, ele vai logo querer saber o que é e infiltrará você junto para desvendar o problema;
  22. Amam roupas leves e simples no dia a dia. Você não vai gastar muito dinheiro com isso;
  23. Mas também sabem se arrumar bonitinhos para os eventos. Você terá um parceiro que sabe ser simples, mas também sabe arrasar. Tudo vai depender da ocasião;
  24. A agenda é o seu melhor amigo. Mas, não fique com ciúmes! Pense pelo lado positivo, nunca vai esquecer nenhuma data importante, porque tudo fica rigorosamente descrito lá;
  25. Eles não ficam irritados com “nãos”, afinal, estão acostumados com assessorias de imprensa que não querem divulgar os bafões. Você não terá um companheiro irritado, mas, em compensação ele não vai desistir até conseguir o que quer. Mas só de não ser grosso já vale, não é!?;
  26. Como são antenados, também sempre ficam sabendo das novidades tecnológicas primeiro. Às vezes, até ganham de presente para testar a ferramenta. Você terá tudo em primeira mão na sua casa;
  27. Eles não se importam com calor, chuva, trovões… afinal, precisam estar onde a notícia está! Você poderá ir na praia com 50 graus tranqüila ou aquela viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo no caos de São Paulo que ele não vai blasfemar. Ainda vai dar risada da situação;
  28. Acham que podem salvar o mundo com uma matéria. Olha que sensibilidade!;
  29. Eles sempre sabem tudo todo o tempo;
  30. Gostam de música para acalmar;
  31. Leem livros raros, histórias para crianças e semiótica… Seus filhos serão super dotados se depender dele;
  32. Sua vida social é infinitamente grande. Você nunca poderá reclamar que não conhece gente nova;
  33. Eles estão acostumados com coisas chatas e sabem contorná-las muito bem. O casamento nunca vai virar algo monótono;
  34. Eles gostam de camisas com estampas de alguma brincadeira sobre algo atual. Suas amigas vão ficar com inveja do seu companheiro inteligente;
  35. Eles sempre têm uma opinião sobre qualquer coisa na face da Terra. Durante uma conversa entre amigos, vocês nunca ficarão apagados;
  36. A maioria gosta de virar psicólogo, técnico de futebol e médico às vezes. Você terá um companheiro mil e uma utilidades;
  37. Por causa da profissão, são forçados a aprender mais de um idioma. Você vai ouvir “Eu te amo” em, pelo menos, umas três línguas diferentes;
  38. A primeira coisa que seu filho vai aprender é que a informação é a alma do negócio. Com dois anos, sua fofurinha vai saber o que é aquecimento global, mercado financeiro e já saberá criticar políticos;
  39. Gostam de mudar de cidade, estado e até de país. Você conhecerá muitos lugares!;
  40. Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja. Ô cultura!

Incursões por blogs alheios

Bom dia, gente amada e varonil!
Lembram desta palavra —  "varonil"? Certamente que lembram, mas, quando ainda estava em uso, nós nem desconfiávamos do que poderia significar, criancinhas que éramos, certo? Humm... sei que alguns de vocês nem nascidos eram. Falando nisso, saudades do Doti7, que nunca mais apareceu. Então tá: "varonil" quer dizer "honrado", "de postura impecável", mas também pode significar "viril" e imagens assim mais masculinas, como "valentia", "coragem" e esta coisa cultural toda. Usar esta palavra para dar bom dia neste primeiro dia mais ou menos útil do ano de 2010 carrega mesmo estes dois significados. Isto para dizer que andei passeando pelos meus blogs favoritos e fui me encantando cada vez mais com o Visão Suburbana, o qual passei também a seguir. Não conheço a galera que faz, mas reconheço nos textos uma preocupação genuína com a vida de uma parte desta cidade esquecida pelo poder público — o subúrbio. Fazem um texto de resistência (espero que não sejam candidatos a coisa alguma!), embora dócil, sem os arroubos de "valentia" que caracterizam os textos dos que defendem causas públicas, sejam homens ou mulheres. Recomendo especialmente uma postagem cujo título é "Guia afetivo da periferia: todos somos centro", assinada por Egeu Laus; e outra entitulada "Resistência", assinada por Gledson Vinícius. No blog tem de um tudo...rsrs. Mas um tudo de interessante e bom. A postagem mais recente é de uma foto, feita pelo Gledson Vinícius, que não consegui baixar para publicar aqui. Mas só para estimular meus queridos e varonis leitores a visitar o Visão Suburbana, mando a foto do blogueiro em pose de boas-vindas.  Com sua licença, Gledson:
http://www.visaosuburbana.com/

Seleção de boas coisas - "Só de passagem"

Acabei de receber e compartilho com vocês:
 
Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão seus móveis?  — perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! — surpreendeu-se o turista — Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... — completou o sábio.


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"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual; somos seres espirituais passando por uma experiência humana".


Tenham todos uma boa noite.
H.