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24 fevereiro 2010

Historinhas verdadeiras de Hanna

Esta postagem tem destinatária! É a Steffany Soares, uma menina que não deve ter nem 10 anos e que aderiu ao Sobretudo. Mais que isso! Inspirada em Hanna, ele resolveu criar o próprio blog, cujo endereço é www.steffanysoares@blogspot.com.
Lá, ela assume com responsabilidade o que será seu perfil de blogueira — a defesa de um mundo melhor. Estou há dias pensando no que escrever para dar boas vindas a Steffany. Muitas histórias me ocorreram, mas hoje acordei pensando que o melhor seria contar uma história verdadeira, lá do fundo do baú de histórias de Hanna. Pois bem, Steffany, esta é na medida pra você:

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Era uma vez uma menina que vivia querendo saber de coisas que ninguém sabia, para fazer coisas que pudessem trazer felicidade para ela e para o resto do muuuundo! Claro, o mundo. Não dava para pensar que o lugar mais longe fosse só apenas até o fundo do quintal. Naquela época, os adultos perguntavam: "você gosta de mim?" e a criançada respondia que sim, até "o fundo do coração". A menina achava que o coração era perto demais.... o fundo do quintal era mais longe! E ela sempre respondia, fazendo todos rirem: "Gosto sim, muito! Até o fundo do quintal", que era o lugar mais longe que ela podia enxergar. Era lá que ficava o ponto máximo do amor que ela podia sentir. Foi crescendo e o quintal foi ficando perto demais. E isso causava um certo desconforto, como se de repente o mundo virasse uma gaiola. Os depositários do amor que ela sentia foram desaparecendo... A menina, já um pouco mais crescidinha, começava a entender o que era o tal do "sofrimento" no mundo. Ela vivia triste, triste de marré-deci... Até que um dia uma mulher bonita, alta, com olhos grandes e sobrancelhas arqueadas se aproximou e deu a ela um livro. A menina estava sentada no chão, o que fazia a mulher paracer muito mais alta do que realmente era. Ela disse pouquíssimas palavras: "Leia esse livro; eu sei que você vai gostar e vai ser importante para você". E foi embora com um sorriso gentil. O título do livro era Emmanuel. A menina vivia lendo poesias, coisas assim. Mas aquele livro grosso, com uma capa antiga, meio amarelado, ocupou cada minuto da vida da menina. Ela o devorou em pouquíssimo tempo! E as grades da gaiola foram se desfazendo. Ela percebeu que o mundo era grande demais!! E quis, como toda geminiana, cumprir o que aprendera naquele livro. Primeiro quis ser Madre Tereza de Caltutá! Depois achou que seria mais fácil algo parecido com Ghandi! Pensava em Jesus, mas nem se atrevia a querer algo semelhante. Não, querida Steffany, nós não somos arrogantes quando queremos salvar o mundo e ser o melhor que pudermos; nós somos apenas aquilo que o mundo chama de idealistas, ou utópicos, também pode ser. Mas voltando à história, a menina achou que deveria começar a tarefa por algum lugar, claro! Tudo começa com um primeiro movimento., isso ela já sabia. Resolveu ser freira e foi procurar um convento. Mas veja só como Deus escreve certo por linhas tortas: a menina teve que ficar horas esperando as freiras acabarem de ver a no-ve-la para virem atendê-la. Não, aí não dava... Foi o ato inaugural de crítica à mídia na vida da menina...rsrs. Não seria freira, jamais! Consequentemente, também não seria Madre Tereza de Calcutá. E lá se foi a menina pela a vida a fora, acreditando que o mundo não tinha fronteiras. Coisa de geminianos, quando se misturam com Aquário. Ela fez um monte de coisas, acreditando que estava se preparando para uma missão que poderia, quem sabe (e ninguém nos ouça) , tornar a vida mais feliz, para ela e para todo o mundo, claro. Estudou muito; brigou muito; apanhou muito; sofreu de novo; levantou outra vez; ralou o nariz; sangrou o coração que era ali tão perto. Mas nada parecia conduzir àquela coisa importante que ela decidira fazer quando as grades de gaiola fizeram puft. Hoje, a menina crescida, lembra daquela mulher tão bonita que tinha um sorriso contido, que parecia, envergonhada, querer esconder a beleza do rosto, dos cabelos negros e lisos. Lembrei de como ela falou pouco ao me dar o livro e de como aquela história determinou o que seria para sempre o tal do fundo do meu coração. Somente agora, ao escrever essa história para você, me dou conta de que não precisamos ser coisa alguma para assumirmos grande tarefas. Tudo o que de melhor eu fiz e o que ainda espero fazer (e que certamente ninguém vai encontrar se me pesquisar no Google ou no Currículo Lattes), foi apenas porque um dia fui consolada por uma mulher que me deu um livro e que se chamava Lourdes. Então, querida Steffany, não se deixe iludir pelas aparências de coisa alguma — nem de bem e nem de mal! E continue acreditando que você vai conseguir salvar o mundo! É fundamental que se pense para além do nosso quintalzinho para que possamos expandir aquilo que Deus nos dá como oportunidade todos os dias da nossas vidas. E aqui vai um segredo de Hanna: se você resolveu salvar o mundo com palavras, escrevendo, saiba que o mundo e a realidade são mesmo construídos de linguagem, de palavras. Hã, hã... encontramos uma peça do quebra-cabeça! Portanto, use as palavras como expressão do que realmente existe no fundo do seu coração, que ainda está em tempo de definição. Apague tudo o que possa se parecer com inveja, disputa, rancor, egoísmo, vaidade (íxi, essa então!), medo, vingança, maldade... Ou seja, tudo o que não vá contribuir para a sua missão. Seja bem-vinda, Steffany, ao mundo dos que acreditam que podem, por direito e por dever! Pense nisso.
Beijos de Hanna e obrigada por me inspirar a contar esta história antiga e verdadeira que estava guardada lá no fundo do meu quintal.
H.

PS.: Ah! Coloque uma foto sua lá nos "seguidores"...rsrsr. Fica mais bonitinho, não acha?

3 comentários:

gustavosirelli disse...

Oi H. O endereço do blog da menina está correto? Fiquei curioso.

Olá H. O endereço do blog da menina está correto? Fiquei curioso.

PS: Deixei uma resposta pra você lá no meu canto. Bj.

Hanna disse...

Olá, Gustavo! Obrigada pela interlocução. Vamos esperar que a menininha idealista faça contato e confirme o endereço do blog...rsrs.
Abraço.
H.

stefanny disse...

oooi finalmente consegui comentar o blog é www.stefannysoares.blogspot.com beijoos adorei a história hanna !!!