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18 outubro 2009

Ah, Deus...

As postagens de saudade que li em um blog amigo acabaram comigo e nublaram o meu domingo de sol. Não é para fazer rima, verso, canção. É pura verdade, daquelas que não rendem histórias, mas que são apenas desabafo. Amanheci triste e passei o dia assim. Tenho tanta pena das pessoas que sofrem, que se apegam a pensamentos e memórias e seguem assim sangrando, achando que lembrança e saudade formam uma espécie de punição. Ai, como isso acaba comigo. Não sei como não resisto a esta imposição do sofrer. Talvez porque não tenha, eu mesma, me curado de minhas lembranças encapuzadas no manto escuro da saudade. Não sei... Quero tanto ser feliz e isso não me parece possível se as pessoas de quem gosto (ou de quem passei a gostar) tambem não se sentem assim. Ah, como eu queria que a vida fosse apenas uma brincadeira de roda; uma espécie de cada um tem sua boa vez. Não é assim. Mas hoje, tentando livrar-me do sentimento nefasto, passei o dia na praia. Voltei pensando em escrever que "não há nada que um dia de sol não consiga curar". Abri o blog com meu Otelo no colo (um dia falo dele pra vocês, com foto e tudo) e dei uma passeada  na internet antes de começar a postar. Foi aí que, lá pelo segundo ou terceiro parágrafo da postagem de um blogueiro amigo,  não consegui conter a tristeza e as lágrimas que, não fosse Otelo, nem sei onde iriam parar. Interrompi a leitura e levei Otelo para um lugar de conforto. Voltei e li o restante daquele texto de sofrimento e dor. Vi ao final que não era assinado pelo amigo querido. Na hora, devo confessar que assustou-me tamanho sofrimento para quem, como ele,  sempre fora tão contido. Pensei que ele havia surtado de dor. Aliviou-me saber que não era ele. Não conheço quem suporta tamanho sofrimento e ali  publicou sua dor. Mas seja lá quem for, que Deus se apiede e console tanta desdita. Deus, como sofremos nessa vida! Como é difícil seguir sem dor! Como somos tolos. ... e quase todos iguais. Que seu generoso manto de amor nos abrace a todos, Senhor,  e nos ajude a cumprir o que esperas de nós. Estamos todos na mesma estrada, guiados pela mesma luz. Que não nos percamos no caminho. Fiquemos com Deus, porque as dores da vida são apenas ilusão. Sejamos dóceis — quem sabe então poderemos ter por companhia o amor que um dia desejamos que estivesse conosco para sempre. Eu espero sinceramente que sim. E que Deus abençoe a todos nós.

17 outubro 2009

Snif...snif...

Não sou de reclamar, vocês sabem...mas tô triste.  Todos os dias, umas 40 pessoas visitam este humilde blog e passam preciosos minutos lendo as bobagens de Hanna. Muitos voltam e alguns passam o fim de semana revirando meus arquivos e textos. Encontram no Google alguma coisa que fiz e depois repetem a busca só para me encontrar de novo. Ouvem músicas, bisbilhotam os comentários que outros deixaram; pulam para os blogs dos meus amigos, vão e voltam... e não deixam nem um comentariozinho! Poxa, pessoas, do lado de cá das bobagens tem um coração, tem gente...

Hanna existe, sou eu...
Buááááááááááááááááááááááááááááááá

E não é que é...


"Como é mesmo que se faz para sair daqui?
Esse negócio é muito chato...
Coisa de quem não tem mesmo o que fazer.
Mas pensando bem, hoje é sábado...está chovendo...
Hã...que tal um vinho, ou uma cerveja?
Esse troço vai acabar tomando o lugar da conversa fiada...Fui!"
H.S.
(É de Homer Simpson, viu? Não é de Hanna Stael...
Mas eu também já... FUI!)

"Como se fosse brincadeira de roda, memórias..."

PRA DECLARAR MINHA SAUDADE
O QUE SOBROU DO CÉU
TÁ PERDOADO...







Pensamentos esparsos

Escritores e poetas são mentirosos autorizados.
Suas mentiras surtem o efeito das grandes verdades.
A semelhança entre escritores e jornalistas é o fato de serem ambos autorizados. 
O que os distingue é a forma de escrever.

O resto é bobagem...

Parcerias, respostas

QUEM SOMOS NÓS
(Hanna Stael e Joseti Marques)

Sou alegre; sou feliz.
Digo em alegria, o que o teu coração não diz
Não sei brincar, de roda ou de amar
Amar não é jogo; não é coisa de aprendiz.

Tenho um coração na alma
Um pensamento no coração
Em lugares tão distantes
Não sei se estou ou não.

Não quero que a mim digam,
O que acham que eu deva ser
Só eu sou assim eu mesma
Como ninguém mais poderá ser

Não sou palavras, frases, verbos
Parágrafos, ponto, vírgula, exclamação
Em letras curtas, versos longos
Posso ser o que sou... ou não

Não me queiram pelo que sabem
Não me ames pelo que vês
Não me odeiem pelo que pensam
Eu sou eu, não sou vocês.

Sou assim, feito esperança
Um coração que pensa, alma que dança
Um pensamento que voa, desejo que ecoa
Uma mulher; uma criança.

Sexta com jeito de sábado; sábado com cara de domingo. E ainda sobra um dia!

Eu queria contar uma história ou alguma novidade, mas as palavras ainda estão dormindo. Insisto, faço barulho, sacudo os galhos das árvores onde elas se escondem... mas o silêncio é total. Papel em branco me agonia. Por isso esta justificativa tosca; só pra sujar o papel. Mas para que não fique o esforço de todo perdido, vou postar uma musiquinha para dar bom dia. E vou dormir outra vez, lá no meio das palavras mudas, dos acentos relaxados, das cedilhas enroscadas em si mesmas... ensimesmadas...rsrs.
Afinal, hoje é domingo. Quer dizer... sábado.
Aproveitem!
H.

16 outubro 2009

Brincadeiras de memórias

HISTÓRIAS EDITADAS
(Hanna Stael)


Pera, uva ou maçã?!
Ai, tomara que dê maçã...
Será que ele vai me beijar?
Será que vai me ligar?
Será que vai me atender?
Será que vai retornar a mensagem no celular?
Será que vai me mandar um torpedo?
Será que vai me chamar no msn?
Será que vai me chamar pra sair?
Será que vai querer...
Será? Será?
Pera...
Uva... ou...
Alô? Oi!Claro! A que horas, então?
Kiwi...


15 outubro 2009

Brincadeira de roda, memórias

 SONETO DO AMOR COMPLACENTE
(Hanna Stael)

Ah, como fui ingrata ao maldizer-te quando me rejeitaste.
Não sabia eu o que sabias sobre ti mesmo ao desagradar-me.
Como me preservaste de cruel destino ao rejeitar-me!
Ah, o quanto ingrata fui ao por ti sofrer e maldizer-te.

Ah, soubesse eu o que me aguardava o destino ao lado teu.
Agradeceria ao Padre Eterno por ter-me poupado dos sonhos meus
Cruel destino o que nos cega e obriga a ingenuidade
De nos lançarmos à ilusão do eterno na veleidade.

Soubesse eu que é, dos males todos, a ilusão o que mais maltrata.
Pediria piedade para o destino escuro, labirinto da tua vontade.
Pediria a Deus com honestidade que te poupasse
Da hora grave e inevitável da solidão e da insanidade.


Teria dito antes, mesmo que por um instante, ainda te quisesse ter.
 Teria eu avisado, mesmo sabendo que nunca em mim irias crer.
Teria eu assumido a dor que te caberia! Ah, quanta agonia
Na torpe roda da orgia de quem não sabe querer.

Eu te diria como que à luz do dia, do inevitável amanhecer
Amargarias as contas que não terias como abater. Ah, e eu sofreria
Ao ver-te pisar a bondade como quem um jardim invade
Antes que o dia e sua nua verdade pudessem mesmo  nascer.

Ofertei-te violetas, bromélias e jasmins, tantas flores, ai de mim!
Apenas o que querias era matar o amor, antes que viesse a existir 
Na carne trêmula em lampejos, de histórias sem começo e nem fim
Arrotas depois do beijo, a ausência bruta e o desejo
De que não fosse assim.


Ah, se eu pudesse curar-te de ti...
Com os remédios que um dia
Entre a dor e a agonia
Curaram teus traços em mim.


13 outubro 2009

Dobra do tempo - geografia de espelho

POETRIA, ACABAMENTO, DESEJO

 Vento.
Astúcia, Antares, Alfredos
Martírios, malícias, degredos
Desdita, dormência, delírios
Despojos, ditames, relento
Desvão.
Não há conjunção entre palavras

Não há cadência entre verbo e sentimento
Não vem do alfarrábio, feito prosa entre razão e esquecimento
Vento morno que sopra lento da janela da casa ao lado
 Espelho quebrado, retrato, sofrimento
Talvez palavra, remendo, dor, lamento
Ais ou nãos.

Aconchego, colcha, retalho
Tristeza, argúcia, andrajos
Feliz, desvelo, fiapo
Delícia, novelo, vão
Dia, coito
chão.

chão.
Dia, coito
Delícia, novelo, vão
Feliz, desvelo, fiapo
Tristeza, argúcia, andrajos
Aconchego, colcha, retalho

Ais ou nãos.
Talvez palavra, remendo, dor, lamento
Espelho quebrado, retrato, sofrimento
Vento morno que sopra lento da janela da casa ao lado
Não vem do alfarrábio, feito prosa entre razão e esquecimento
Não há cadência entre verbo e sentimento
Não há conjunção entre palavras
Desvão.
Despojos, ditames, relento
Desdita, dormência, delírios
Martírios, malícias, degredos
Astúcia, Antares, Alfredos
Vento, desolação.


SIMETRIA, VONTADE, REPETIÇÃO

(Joseti Marques)

12 outubro 2009

Sobre a liberdade e o vazio

"Pois eu vos digo que deveis acalentar o caos se quereis gerar uma estrela."
(Friedrich Nietzche)

"A ansiedade eterna é o fogo do homem livre."
(James Truslow Adams)

"A ansiedade é a vertigem da liberdade."
(Soren Kierkegaard)


"Pomos trinta raios para fazer uma roda:
Mas é do buraco no centro que depende o uso da carroça.
Fazemos um vaso com uma massa de barro:
Mas é o espaço vazio dentro do vaso que o torna útil.
Fazemos portas e janelas para um cômodo:
Mas são os espaços vazios que tornam o cômodo habitável.
Assim, embora a existência tenha seus proveitos,
É o vazio que a torna útil.
(Lao Tzu)



Tenham todos boas razões para que se chamem de úteis os dias que restam nesta semana.
Muita paz.
H.

Uma graça, com Drummond


O AMOR NATURAL
(Carlos Drummond de Andrade - 1930)

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
redunda.

10 outubro 2009

Música, promessas e nariz de cera

Olá, pessoas!!!
Tenho novidades e boas histórias. Acho que a parceria com a jornalista do Twitter aí ao lado tem rendido bons caldos. O primeiro deles vai virar matéria neste humilde blog. Eu, quanto a mim, continuo preferindo histórias, contos, poesias e que tais. Resisto bravamente a todos os dead lines e a compromissos com a pernóstica da periodicidade. No entanto, nem tanto à terra, nem tanto ao mar, volta e meia teremos aqui algo que se parece mais com matéria do que com bobagens de Hanna. Já devem ter percebido, também, a minha preferência pelos adoráveis narizes-de-cera, não? Para quem não sabe do que se trata, são os também chamados "preâmbulos", conhecidos na intimidade como "embromação" para não contar logo a história. Pois bem: abusando do meu direito à embromação — afinal, o blog é meu —, vou fazer apenas uma chamadinha do assunto que prometo postar ainda este final de semana chuvoso. Amigos comuns desta que vos enrola e da jornalista supracitada inauguraram um boteco da mais fina estirpe. Explico: a idéia é que seja uma espécie de centro de preservação do samba de tradição, raiz. Da melhor qualidade! O lugar chama-se Vaca Atolada e fica na Gomes Freire, ali bem pertinho da TV E. Fomos lá abraçar os amigos e desejar sucesso na empreitada. Lá chegando, de cara, encontramos um outro amigo comum que não víamos há muito tempo: Miro Lopes, irmão do nosso pranteado Tim Lopes, jornalista barbaramente assassinado, como todos sabem. Pois bem: com ele estava ninguém menos que Rubens Confete. Aí foi inevitável. Rolou conversa regada, abraços, lembranças, histórias... e... (fazer o que?)... entrevista com foto e tudo. As fotos, pode ser que não rolem, porque foram tiradas por alguém que estava na mesa ao lado e que prometeu enviar por e-mail. Vamos aguardar. Enquanto isso, estamos aqui discutindo se vamos contar como história ou como... matéria. Depois deste longuíssimo nariz-de-cera que ocupou o lugar integral da matéria, apresento um típico representante da duplicidade jornalista/outra coisa qualquer. No meu caso, preferência por bobagens; no dele, música. É o único jornalista que pode dizer que segue a pauta....rsrsrs. Marcelo Coelho, do blog Pauta Cifrada (http://pautacifrada.blogspot.com) e das emissoras de TV que não o merecem. Vale a pena conferir.
E continuas devendo a "violação", tche! Mas tem que ser com vinho  bom. Vinagre, só o da salada. Porque o da vida é danado de bom...
Beijos, Marcelo!


07 outubro 2009

Signo da cidade

Acabei de ver o filme o Signo da Cidade e fiquei impressionada com a tristeza de uma das músicas da trilha sonora. A letra é de Bruna Lombardi e a música, do marido dela, Carlos Alberto Riccelli. Os dois também assinam a direção, produção e roteiro do filme, que por sinal é muito ruim. Mas a voz de Caetano Veloso é sempre um momento à parte. Caetano torna o tom lamentoso da música algo que quase se pode ver e tocar. Vale conferir a música, mesmo que mal acompanhada pelas cenas do filme.

06 outubro 2009

On Twitter

Acho que o Twitter vai revolucionar a maneira de se dar notícias. Todos podem informar sobre o que quiserem e você seleciona e segue os que dizem coisas que para você podem ter real interesse. Das bobagens de Hanna às notícias importantes e dicas generosas que todos estão empenhados em passar adiante, o Twitter é um mundo de notícias em tempo real, formando uma rede monumental de sociabilidade virtual. Como dizem os tontos e desatentos, "acho válido"...rsrsr. Então, inaugurei a seção On Twitter, onde a única jornalista que conheço que adora árvores, física quântica, filosofia oriental e as tolices  de Hanna, tudo ao mesmo tempo,  nos manterá informados das bobagens às quais dedica sua atenção, tempo e fé — é uma crédula, como poucos jornalistas...rsrs.  Está ali ao lado, para quem adora bisbilhotar o que os outros estão fazendo. Divirtam-se, mas não me esqueçam, por favor.
Ciúmes e beijos de Hanna
Bem-vinda, Jô.

Alô, galera dos Esportes!!!

Novidades para quem é aficcionado por bolas, redes, raquetes, raias e coisa e tal. Tem programa novo no ar! Para que não escapem minudências sobre o assunto, recorto e colo a matéria do blog do Sirelli, coleguinha do Clube de Comunicação, comentarista do novo programa.


"Estreou há dois domingos o Mania de Esporte, o podcast do Sportmania. O ‘programa’ é apresentado pelo José Luiz Duarte e este que vos escreve [Gustavo Sirelli] é o comentarista de plantão.O divertido da história é que a gente fala (ou tenta falar) de tudo o que foi relevante no final de semana e até se arrisca a alguns exercícios de futurologia. No programa que está no ar, falamos de vôlei feminino, vela, stock car, fórmula 1, futebol e – claro – Rio 2016".
Sucesso, Gustavo e cia.!
H.

Quem quiser acessar mais detalhes, o link é
http://gustavosirelli.wordpress.com/2009/10/05/nas-ondas-do-radio-ou-quase-isso/

04 outubro 2009

Durona ou romântica — quem vai vencer?


Na edição deste domingo do jornal O Globo, o jornalista Jorge Bastos Moreno entrevista a "mulher mais poderosa do governo", conforme diz o subtítulo da matéria, onde a ministra Dilma Rousseff, candidata às eleições presidenciais de 2010 pelo Partido dos Trabalhadores, é definida como "durona que se revela romântica". O estilo do jornalista é mesmo um tanto descontraído, o que justifica o nível das perguntas, de caráter tão pessoal. No lead de abertura, o entrevistador revela que a proximidade com Dilma se dá por duas vertentes — por ela ter sido fonte dele, ou seja, alguém que lhe dá informações relevantes para compor reportagens ou notas, no caso da coluna que ele assina no mesmo jornal; e por serem ambos "sobreviventes" do câncer que coincidentemente foi diagnosticado para os dois na mesma data. Até aí, nada de extraordinário. Jornalistas e homens públicos, pela convivência constante, sempre tiveram uma certa intimidade (excetuem-se os casos graves!) e o estilo do jornalista é mesmo assim. O que realmente me intriga é o fato de a "conversa entre amigos" ser o foco da entrevista. O que terá acontecido? Pesquisas indicaram que a ministra precisa ser "humanizada"? Ou pesquisas mostraram que a ministra precisa ser "detonada"? As duas hipóteses são plenamente prováveis. No primeiro caso, o jornal estaria apoiando o candidata; no segundo, estaria contra. Mas, se por hipótese, não for nem uma coisa e nem outra? Esta é a questão: o que a pesquisa vai indicar depois dessa entrevista onde a ministra se mostra uma mulher das mais comuns, que adora novelas, em resumo? Certamente já houve uma sondagem antes mesmo de o jornal de domingo chegar às bancas, no sábado (triste constatação, sobre o jornal). Mas enquanto não se divulgam novas aferições da aceitação da candidata durona que agora é ro-mân-ti-ca, vamos especular, com base em dados da realidade corrente e comum a todos nós, comuns mortais, românticos ou não. Sabemos que a maioria do eleitores brasileiros é composta por mulheres. Nas eleições de 2008, as mulheres representavam 51.73% do eleitorado. No entanto, a representatividade feminina no cenário público e político é insignificante. Naquela eleição, por exemplo, menos de 10% dos cargos de prefeito e menos de 13% dos cargos de vereador foram ocupados por mulheres. Poucas se candidataram e menos ainda se elegeram. No ambiente político, assim como em diversas esferas de toda ordem no mundo, a presença masculina é hegemônica. Então, volto à questão que me apoquenta os neurônios: como o eleitorado — mulheres e homens — verão a declaração da ministra  de que a-do-ra novelas? Digo homens e mulheres, porque mesmo sendo a parte mais fraca da representação no universo da autonomia e direitos, as mulheres, em geral,  assumem as posturas ideológicas masculinas: "ver novelas é coisa de mulher", e coisa depreciativa, notem bem. Quem  já não ouviu a célebre afirmação de que "mulher trata suas questões pessoais e afetivas como personagem de novela mexicana"? Quem já não ouviu isso da boca de uma mulher?! E as mulheres assumem suas posições de desprestígio, admitindo-se ineptas, inadequadas, burras, fracas, dependentes, incapazes de fazer coisas importantes. Contentam-se, na maioria dos casos, com o não menos célebre adágio de que "por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher". Atrás, sempre... São aspectos discursivos; a  materialidade da ideologia dominante. E as mulheres que se posicionam à frente, como é o caso da ministra candidata (e agora mulher romântica), são taxadas de "duronas" (isso na melhor das hipóteses). As "duronas" são aquelas das quais os homens se afastam ou tratam como "iguais", ou seja, como homens. Estas estão condenadas à solidão. E como se já não fosse pouco, ainda  depõe ocntra nós a imagem da ex-poderosa ex-ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Melo (toc-toc), que se rendeu à sua condição (fraca) de mulher e jogou por terra todo o poder pelo amor de um homem. Lembram do Bernardo Cabral? Do tango? São os riscos da ideologia. Agora, cá entre nós: os homens têm um certo... PAVOR de mulheres bem resolvidas, principalmente do ponto de vista profissional, né não? E o jornalista  não fez por menos e tascou lá: "A senhora diz que não tem namorado. Convive bem com sua solidão?".  Todo discurso traz em seu implícito a face da ideologia que o instaurou; então vejamos:
1.A senhora diz que não tem namorado: quando jornalista usa "diz que", quer instaurar a dúvida. Ora, se ela disse que não tem, porque precisa atribuir a ela a afirmação, ao invés de afirmar? Será que toda mulher tem que ter o clássico "namorado"? O que, aliás, não tem nada a ver com relacionar-se ou não com o sexo oposto.
2. Namorado = antídoto contra a solidão.
3.Convive bem com a solidão?: não ter namorado é sinônimo de solidão. A falar sobre a ausência de namorado e relacionar isso com solidão, o pressuposto é de que a ausência de um homem leva inevitavelmente à solidão e que, portanto, uma mulher sozinha sofre (de solidão), o que é naturalmente indesejável e se deve "lutar contra". 
4. Convive bem: a expressão indica, como sua contraface, a crença na dificuldade de se viver sem um namorado, como se isso indicasse a falta... da metade. As mulheres aprenderam que são metades, incompletas e que precisam de um homem que as complete. O problema é que a maioria acredita mesmo nisso... que são apenas metade. Também deve ser difícil para os homens se verem caçados como parte complementar; aquilo que vai "colar" para que a mulher fique inteira.  A única diferença é que não foram adestrados ideologicamente para se sentirem apenas parte.Talvez esteja aí o xis da histórica questão.
A provocação é suficiente para demonstrar o funcionamento ideológico implícito nos discursos — e o discurso das reportagens e entrevistas, por sua dimensão e alcance, podem  oferecer mais riscos sociais (e eleitorais, quem sabe?). Será que uma mulher durona ou que se emociona com novelas tem chances de ser presidente deste país que pensa em mulheres desta forma? Seria bom para a autoestima das mulheres. que Dilma Rousseff se elegesse. E quem sabe poderia ser uma solução para os dilemas humanos do  país. O que as mulheres não percebem é que, na adversidade de suas posições, aprenderam a tirar leite de pedras,  e um monte de outras coisas mais, que as adestraram para a sobrevivência. Dilma, na presidência, nem precisa ser um Lula; basta ser apenas o que é — uma mulher, e já será melhor por isso.
Com todo o afeto de Hanna aos adoráveis e maravilhosos homens — mas apenas a estes!

29 setembro 2009

Blog Action Day



O Blog Action Day é um movimento de ação global que reúne milhões de blogueiros pelo mundo todo, e tem como principal objetivo por em evidência, uma vez por ano, problemas que ameaçam a sustentabilidade do Planeta. Devo lembrar que sustentabilidade não se refere apenas ao meio ambiente, mas a tudo o que nele existe. Ser sustentável é ser ecologicamente correto, socialmente justo, culturalmente aceitável e economicamente viável. Uma equação difícil dada a nossa cultura vocacionada para o egoismo, mas não custa nada tentar mudar, ainda mais quando já somos naturalmente uma grande rede. Em 2009, o assunto que todos os blogueiros associados ao Blog Action Day votaram como sendo o mais urgente foi o aquecimento global. As mudanças climáticas afetam a todos nós e ameaçam não apenas o meio ambiente, mas  toda espécie de vida no planeta, porque provoca a escassez de alimentos e água, o que, em última instância, leva à guerra e a todos as  atrocidades que já conhecemos.  Lembrem-se que a ganância pelo petróleo — que não mata a nossa sede, diga-se de passagem — já causou grandes guerras. Imaginem a falta de comida e água o que não poderá provocar.  E com nossa abundância em recursos naturais (esgotáveis), poderemos ser o Iraque da vez. Certamente não estaremos mais neste plano para testemunhar a tragédia, mas nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos poderão vir a ser condenados a pagar a conta. Somos todos responsáveis desde já. Prevenir é a única saída. Em dezembro deste ano, em Copenhagen, uma conferência internacional vai reunir os líderes de todo o mundo para tratar das mudanças climáticas. A intenção do Blog Action Day é mobilizar a blogosfera, que reúne milhões de pessoas em todo o mundo, para pressionar por soluções adequadas e eficazes para o problema do aquecimento global. A idéia do movimento é que todos os blogueiros, não importando qual seja o perfil de seus blogs, postem algo sobre o assunto no dia 15 de outubro.  Pode ser copiado do Youtube, postagem original, qualquer coisa. O banner aí no alto  e o outro ao lado são links para o Blog Action Day, onde todos poderão se cadastrar, copiar o selo e participar. Quem sabe isso venha a significar algum tipo de ajuda, né não? Uma folha que cai interfere nos rumos da realidade, então, meus doces bárbaros...



Prelúdio

Houve um tempo, não muito distante, em que se acreditava em amor eterno e lutava-se contra a finitude que devora tudo o que vive. E como o amor é apenas e somente exuberante vida... voilá. Nem sempre a densidade daqueles tempos de transbordamento terminou em um e-foram-felizes-para-sempre, mas produziram-se belas canções que imortalizaram o desejo e a resistência de amar, apesar de todas as coisas; apesar da natureza de todas as coisas. O para-sempre foi aos poucos se tornando sinônimo de enquanto-dure. Mas engana-se quem julga ter perdido tempo ao insistir em um amor que teve por destino o dilacerante fim. Finais são sempre precoces... e dilacerantes. Ou para um, ou para outro, o fim é sempre do sobrevivente que acha que durou pouco. E sempre será assim, mesmo que dure a vida toda. Até porque, meus nobres, a vida é curta e passa rápido. Somente as canções são imortais e guardam em si os doces fantasmas que habitaram aquele passado de possibilidades, enquanto possibilidades havia. Hoje, testemunhas discretas do tempo, as canções nos mostram como tudo é breve e que assim é como deverá mesmo ser. Mas nem por isso devemos desistir de acreditar que o amor é o que dá sentido à vida e nos consola da sua inexorável finitude. Ouçam esta maravilha de prelúdio de Toquinho e Vinícius, na voz de Maria Creuza, como quem lê um documento antigo de um passado que o tempo levou.
E para todos, amor de Hanna, que dura até o fim!!!!!

Falando em "para todos", visitem o blog Para todos (www.paratodosdicas.blogspot.com), porque lá tem coisas ótimas para alegrar os nossos dias de ócio e lazer.E também de amor, por que não?


27 setembro 2009

Especial para os que estão online aqui neste momento!!!!!!

E para os mais de seis visitantes que estão online no Sobretudo neste momento (16h04), Robert Cray e Eric Clapton em Old Love!!!! Parceria dos dois. E ao final do vídeo, uma palinha engraçada do Sting sobre o seu tema predileto — nature. Nothing like de Sun. Espero que gostem e aproveitem!
Obrigada por estarem aí, quase ao vivoooo!
Hannaviskaia

Do site Releituras, Affonso Romano de Santana

LIMITES DO AMOR

Condenado estou a te amar
nos meus limites
até que exausta e mais querendo
um amor total, livre das cercas,
te despeças de mim, sofrida,
na direção de outro amor
que pensas ser total e total será
nos seus limites da vida.

O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares, em empecilho.
É claro que isto é bom e, às vezes,
sublime.
Mas se ama também de outra forma, incerta,
e este o mistério:
— ilimitado o amor às vezes se limita,
proibido é que o amor às vezes se liberta.

Fazendo justiça ao "não"


Se é fato que a vida humana reproduz os ciclos da natureza, devemos então acreditar que estamos todos em plena primavera, onde tudo brota depois do longo esforço de plantação. Os frutos estão sendo agora gestados no útero das flores mais diversas que carregamos em nós. Percebi ainda há pouco que um deles já começa a despontar em mim e devo fazer justiça à semente que o gerou — a semente do NÃO. É isso mesmo: o tão desprezado e detestado "não". Quem gosta de receber um "não" pela cara de seus desejos, anseios, vontades, quereres, seja lá o que for? Mas o fato é que um genuíno "não" vale mais do que a soma de todos os "sim" que possamos ter recebido na vida. Penso até que muito dos "sim" que mais adiante recebemos tiveram origem na reação provocada por um rotundo "não".  O "não" provoca, estimula a reação, mesmo que embora nem sempre  a reação seja positiva. Que grande engano. Percebo em um lampejo de intuição que os "não" que colecionei ao longo da jornada têm signficado sinais indicando onde está a saída correta ou o caminho certo a seguir. Sim, porque o "não" também estimula o seguir adiante, nem que seja, no primeiro momento, carregado pela decepção. Noto agora que muito mais cresci pelos "não" do que pelos adoráveis "sim". Não que o "sim" não tenha valor; não. Afinal, como é confortável receber o passe livre seja lá para onde e o que for, até mesmo para a porta do inferno! Mas também, e muito mais,  para as portas adoráveis do... paraíso. Mas não devemos nos demorar no conforto dos "sim", que são tão terapêuticos. Porque é mesmo com o "não" que descobrimos as grande coisas — o autoconhecimento, se tivermos o bom hábito de prestarmos atenção. Mas estou em um domingo de enlevo e blues, não quero me estender. No entanto, não posso deixar de dizer o que vim fazer nesta postagem: vim sinceramente, honestamente, francamente agradecer a todos que me disseram "não" a longo da vida, atestando  e confirmando que fizeram a melhor coisa que me podiam oferecer, colaborando com o que sempre vem depois e que sem dúvida é sempre a coisa mais certa. Agradecimentos, principalmente, aos que insistiram no "não", apesar de meus apelos para que a roleta parasse no "sim". Os que são capazes de repetir um sincero "não" têm sem dúvida uma alma gentil, apesar da aparência rude de um "não". Aos que têm a sinceridade de assumirem seus "nãos" e os oferecerem repetidamente, apesar do aprendido sentido negativo que a palavra/atitude carrega, os meus mais doces beijos, afeto e agradecimento.  Fernando Pessoa acertou na mosca quando escreveu que "tudo vale a pena, quando a alma não é pequena." Inclusive um "não".
Direto da alma que é toda coração, beijos!
Hanna.

26 setembro 2009

SOBRETUDO, COISAS BOAS

O vôo da águia
Affonso Romano de Sant'Anna

"A águia é a única ave que chega a viver 70 anos. Mas para isso acontecer, por volta dos 40, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão.

Nessa idade, suas unhas estão compridas e flexíveis. Não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. Seu bico, alongado e pontiagudo, curva-se. As asas, envelhecidas e pesadas em função da espessura das penas, apontam contra o peito. Voar já é difícil.

Nesse momento crucial de sua vida a águia tem duas alternativas: não fazer nada e morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que se estenderá por 150 dias.

A nossa águia decidiu enfrentar o desafio. Ela voa para o alto de uma montanha e recolhe-se em um ninho próximo a um paredão, onde não precisará voar. Aí, ela começa a bater com o bico na rocha até conseguir arrancá-lo. Depois, a águia espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as velhas unhas. Quando as novas unhas começarem a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só após cinco meses ela pode sair para o vôo de renovação e viver mais 30 anos."


Texto extraído do jornal “O Globo”, Segundo Caderno, edição de 03/01/2001, pág. 8. 


Esta postagem, assim como a do texto da Marina Colassanti, aí embaixo, foi extraída do site Releituras, de Arnaldo Nogueira Junior. Vale a pena passar por lá — www.releituras.com. Lá, certamente, encontram-se os melhores textos dos melhores autores.


Eu sei, mas não devia
 Marina Colasanti


EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA. MAS NÃO DEVIA


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)

Marina Colasanti
nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.


O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.


Esta postagem, assim como a do Affonso Romano de Santana, foi extraída do site Releituras, de Arnaldo Nogueira Junior. Vale a pena passar por lá — www.releituras.com. Lá, certamente, encontram-se os melhores textos dos melhores autores.



25 setembro 2009

Sobretudo, qualquer coisa também é cultura

Sempre achei muito pobres as letras de músicas em inglês, mesmo aquelas que fizeram ou fazem grande sucesso. E aí sempre me pergunto se a forma de sentir é diferente entre os povos, ou se apenas a forma de referir os sentimentos é que difere de cultura para cultura. Mas isso sempre foi apenas uma curiosidade à qual nunca dediquei grande atenção. No entanto, entre todas as música maravilhosas, independetemente do que dizem, uma sempre me chamou a atenção pelo estilo da letra: My Way. Vou postar um vídeo com a voz de Frank Sinatra, com a letra em inglês.  Sinatra morreu aos 83 anos, de um ataque cardíaco em Los Angeles, Califórnia, no dia 14 de maio de 1998.  Descendente de italianos, Sinatra teve seu nome diversas vezes ligado à máfia e conta a lenda que a música MyWay, que ele cantava divinamente, foi feita para responder a estes comentários. Depois da morte de Sinatra, a filha dele, Tina, revelou que o pai era ligado aos chefões de Chicago para esquemas de eleição do presidente Kennedy. Alguns de seus..., digamos..., pensamentos: "Sou a favor de tudo que ajuda a atravessar a noite — seja uma oração, tranquilizante ou uma garrafa de Jack Daniels." "Só se vive uma vez e, do jeito que eu vivo, uma vez é suficiente". Então tá O que não invalida a beleza da música e o diferencial da letra.  Vejam a letra original no vídeo e, abaixo, a tradução livre, também sujeita a correções generosas. Quem sabe alguém se interessa pelo tema e resolve aquela minha curiosidade, brindando os leitores deste humilde blog com uma explicação relevante... redundante, relaxante, retumbante, requebrante...whatever! Porque afinal hoje é sexta!




DO MEU JEITO

E agora que o fim está perto
E tenho que encarar a cortina se fechando
Meu amigo, vou expor minha história
A história da qual tenho certeza

Eu vivi a vida plenamente
Viajei por toda e qualquer autoestrada
E mais, muito mais do que isso
Eu vivi do meu jeito

Arrependimentos, eu tenho uns poucos
Tão poucos que nem vale a pena mencionar
Eu fiz o que eu tinha que fazer
Vi tudo por dentro, sem excessão

Eu planejei o curso de cada caminho
Cada passo com cuidado, em cada desvio
E mais, muito mais que isso
Eu vivi do meu jeito

Sim, houve dias,
E você sabe disso,
Quando eu quis mais do que podia agarrar
Mas apesar disso,
Quando eu duvidava
Eu mastigava e cuspia a dúvida
Enfrentei tudo, e me mantive firme
E fiz isso do meu jeito

Eu amei, ri e chorei
Tenho meus débitos, minha cota de derrotas
Mas agora que as lágrimas estão secando
Acho tudo até engraçado
Pensar que fiz tudo isso
E devo dizer, sem qualquer vergonha:
Oh, não, não eu,
Eu  fiz tudo do meu jeito

Pois o que é um homem? O que ele tem?
Se não tiver a si mesmo,
Então ele não tem nada.
Dizer as coisas
Que ele realmente sente
E não palavras de quem está de joelhos
As marcas mostram, eu levei porrada
  Mas fiz tudo do meu jeito,
Sim, este foi o meu caminho.


24 setembro 2009

Aqui estou...

Alimento meus sentidos com o que percebo
Alimento a minha boca com o que anseio
Alimento a minha alma com o que acredito
Alimento a minha vida com o que sinto
Alimento a minha história com o que escrevo
Alimento o meu futuro com o que faço
Alimento o meu caminho com o que ando
Alimento a minha esperança com a vontade
Alimento a minha vontade com o desejo
Alimento o meu desejo com o que amo
Alimento o que amo com a minha paz
Alimento a minha paz com a certeza
Alimento a minha certeza com a humildade
Alimento a minha humildade com a fé
Alimento a minha fé com o amor.
Alimento o que sou com o que eu sou.



22 setembro 2009

Não... ainda não...

Primamos pela repetição, mas não aprendemos a lição. O homem é o único animal que teima em construir sua casa ao pé de uma montanha, cujo vulcão já destruiu certa vez a cidade inteira. Esta foto é da cidade de Pompéia, localizada em volta do vulcão Vesúvio, na Itália. No ano 79 d.C., o Vesúvio cobriu de cinzas e lavas um raio de 25 quilômetros, matando entre 20 e 30 mil pessoas que habitavam Pompéia. Durante séculos a cidade ficou sepultada sob 20 metros de crosta petrificada das lavas do vulcão. Em 1738, quando começaram as escavações na região, arqueólogos encontram uma cidade preservada e corpos petrificados em posições que documentavam o horror da tragédia. Atualmente, cerca de 700 mil pessoas habitam o sopé da montanha. Cientistas dizem que o Vesúvuio ainda não está completamente extinto e que poderá voltar a entrar em erupção com uma força destruidora ainda maior, podendo atingir a cidade de Nápoles com seus 2 milhões de habitantes. Até os animais sabem que não devem permanecer em áreas de risco. E ainda dizem que os inteligentes somos nós.

Alguém poderia me explicar por que estou escrevendo sobre isto? Que coisa esquisita.
Mas já que está, fica... Eu, hein... Desculpem.

Notícia velha

Agora a notícia já está velha e carece de exatidão. Mas para não desperdiçar o esforço da fotógrafa aqui, que acabou pegando um resfriado, publico as fotos do caminhão entalado na passarela do Aterro do Flamengo, ontem, dia 21, por volta das 5 da tarde. E como notícia velha não merece título, posto aqui uma espécie de moral da história, pode ser? Então tá: uma do bem e outra do mal, para não parecer moralista.

A falta de limites pode impedir o progresso da caminhada e levar a um ponto final, ao invés da chegada. (hummm... braba essa, né?)
A falta de limites pode te levar ao inesperado.. como um dia chuvoso diante das flores do lindíssimo Aterro do Flamengo (blé... ficou terrível!)
Mas vamos às fotos e aos fatos!




Perceberam pelo enquadramento das fotos que o esforço para fazê-las foi e-nor-me, né não? Então...Tudo pra não deixar faltar um mimo. O que eu não faço por vocês...
Amor, como de sempre.
Hanna

Em tempo: cada qual com o seu caminhão; cada um entala onde melhor lhe convier. Eu, sinceramente, prefiro o Aterro do Flamengo.
Vida que segue, caminhões que empacam...rsrs
H.

21 setembro 2009

Uma (quase) notícia

Acabei de chegar de uma curtíssima viagem, e abri as portas do blog com a urgência de quem tem algo importante a dizer... ou a ouvir. Nem uma coisa, e nem outra. Não havia nada de especial de parte a parte, pelo menos nada explicitamente visível e declarado. Pensei em algo que pudesse justificar a pressa e aproveitar a deixa, mas... nada. Súbito, lembrei que havia fotografado um caminhão que ficara entalado na passarela do Aterro do Flamengo! Ainda agorinha, quando voltava da viagem! Notícia fresquinha.  Ah, como não?! Notícia em primeira mão! Sorte estar com a máquina naquele momento chuvoso e engarrafado pelo acidente. Encharquei-me toda no esforço de contorcionismo, meio corpo do lado de fora da janela do carro para pegar o melhor ângulo e o detalhe que não deixasse dúvidas quanto ao fato. Aborreci alguns motoristas por ter provocado a colaboração de alguns outros, que generosamente fizeram uma espécie de barreira para me dar tempo de registrar a cena, aumentando inevitavelmente a confusão no local. Taí! Não trouxe histórias desta vez, mas... vá lá... era pelo menos uma notícia. Cadê a máquina? Procurei na bolsa, na mala, na sala, em todos os lugares previsíveis... e nada. A máquina! Onde deixei a máquina?! No táxi, com certeza... A sorte é que era táxi de empresa e tive como falar com o motorista antes que outro passageiro entrasse. Estava lá. A máquina e o furo de notícia que traria para vocês. Mas, pensando bem, o que importa uma notícia? Melhor uma história, uma sugestão. Então tá: quando passarem pelo Aterro do Flamengo, não deixem de prestar atenção às árvores floridas e nas folhagens verdinhas que estão se exibindo na Primavera. Um espetáculo lindíssimo e energizante. Imperdível. Vai ver que foi por isso que o motorista entalou bem ali o caminhão. Abençoado sejam os engarrafamentos que nos permitem tão bela contemplação.  Nunca se irritem com um engarrafamento diante de uma bela paisagem. Agradeçam a Deus os que moram nesta cidade e em outras tantas tão belas por este mundão a fora.  E para que a postagem não fique assim tão xoxa,  sem notícia e sem inspiração, vai aí uma musiquinha para alentar os corações resistentes, as almas insistentes, as angústias insolentes e as questões insolventes. Ah... e as bobagens renitentes, também...rsrs.
Grande Zeca! Grande Almir!


19 setembro 2009

Quando nasci, um anjo torto me disse pra torcer pro Vasco!

Pois é. Mas acabei virando mesmo Botafoguense. E não me peçam pra explicar essa história de novo! Mas o carinho pelo Vasco se manteve e gosto quando o time de São Januário faz bonito contra os outros times, com exceção do Fogão, claro. Então, por essa porção cruzmaltina que ainda resta em mim, a postagem é uma homenagem a meus queridos leitores vascaínos que se extraviaram de vez lá  pra terra do nosso grande Obama. O Vascão fez bonito e aos poucos vai se impondo na Série A. Não que tenha sido um banho pra cima do Guarani — um a zero não é muita coisa —, mas não é nada, não é nada, o bacalhau está na liderança da Segundona. Não dá pra falar muita coisa, porque vocês sabem que não entendo chongas do assunto. Em todas as minhas diversas encarnações no Jornalismo, nunca trabalhei na editoria de Esportes. O que foi ótimo, porque evitou que o futebol deixasse de ser para mim uma diversão. Sem contar que adoro ser esclarecida dos grandes lances por aqueles que entendem do riscado. Mas vou postar uma homenagem, especialmente para o De Abreu e sua galera. Grande Dirceu!
O hino do Vasco na voz do imortal Tim Maia, em ritmo só dele, com frases hilárias de suas tiradas geniais e imagens históricas do Vascão.
Espero que gostem!
Vamos lá, rapeize!


Reedições oportunas e belas

A MOÇA DO SONHO
(Chico Buarque e Edu Lobo)

Súbito me encantou
A moça em contraluz
Arrisquei perguntar: quem és?
Mas fraquejou a voz

Sem jeito eu lhe pegava as mãos
Como quem desatasse um nó
Soprei seu rosto sem pensar
E o rosto se desfez em pó

Por encanto voltou
Cantando a meia voz
Súbito perguntei: quem és?
Mas oscilou a luz

Fugia devagar de mim
E quando a segurei, gemeu
O seu vestido se partiu
E o rosto já não era o seu


Há de haver um lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida, não

Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez

Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar

Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltava
Jamais

18 setembro 2009

Pérolas (verdadeiras) encontradas pelo caminho...rsrs


O paraíso é apenas uma promessa — releituras


De dentro de uma gaiola, como quem revela um segredo, ela ensinava a três pequenos pássaros a liberdade de voar. Era exercício diuturno, que não encerrava nem mesmo quando a noite chegava e todos se recolhiam na escuridão. Era nesse momento de silêncio do mundo que ela diligentemente preparava o que haveria de dizer quando o dia voltasse e trouxesse de novo as três promessas de voo alto. Quando o sol começava a ensaiar seus primeiros raios, ela já estava desperta, pronta a recomeçar, embora nem sempre de onde havia parado. As lições teóricas falavam de liberdade, do que havia para além do que os olhos enxergavam e o pensamento podia ver. As palavras fortes se uniam em elos densos, formando um discurso que flertava com a contradição - ora coragem; ora receio... mas nunca medo. E era simples assim: a prática ia se intrometendo a cada espaço de silêncio necessário à decantação das longas dissertações. O que viria a seguir não se deixava saber. Não havia como perceber, de dentro daquela gaiola, como aquele imenso texto, tecido ao longo de tantos dias, poderia significar à luz do dia. Não havia tempo e nem espaço para a questão - o tempo urgia, na vida curta, o cumprimento de toda a lição. O hábito que faz o monge também disfarça o real do ser. E por repetição incansável, ela se tornou ciente de que aquilo era a trama de um dever - dever ser, devir, de servir, de se ver... O fato é que assim foi - vida seguindo, tempo voando e a teoria da liberdade aprendida se manifestando em prática tão forte como a contradição dos elos da corrente - corrente que aprisiona, corrente do pensamento, corrente de um rio que com persistência e força rompe os laços e cria seus próprios caminhos. Uma cena: "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento; mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem." Essa uma das primeiras lições, tirada de Brecht, para dizer às águas que deviam transbordar. E ela brandia palavras consagradas na memória:
— Nenhum país, nenhuma vida precisa de heróis; os que acreditam que precisam não os merecem! Porque não há na vida heróis que antes não tenham sido mártires!
E as palavras iam assim construindo a realidade... realidade à revelia. Um dia, não se pode saber ao certo quanto tempo havia decorrido, as grades que conformavam a gaiola se dissolveram com a luz do dia que chegava. Não havia como evitar o dia, reter a luz do sol como as margens opressoras de um longo rio; não havia mais a divisão entre o lá dentro e o lá fora... os opostos não apenas se atraem, como passam a vida a justificarem-se mutuamente, a prover de sentido suas existências, driblando quaisquer outras possibilidades, instaurando o controle e o domínio. O fato é que não havia mais grades... e nem teorias que explicassem a irrecorrível liberdade que avultava sobre todas as coisas. E para espanto e constatação, aqueles três pequenos pássaros voavam! Apenas voavam, como se fosse mesmo de suas naturezas; como se sempre tivesse sido assim. E ela ficou ali, olhando, tentando classificar, categorizar, controlar, entender, explicar... Não fazia um único movimento, porque não apenas se foram as grades, como também já não havia chão. O que fazer? Para onde ir? Como andar, quando chão já não há? E ela ficou ali, maravilhada tentando aprender o que era, na prática, aquilo que só sabia ensinar.

17 setembro 2009

Vamos mergulhar, mergulhar, mergulhar...


Os peixes talvez sejam os únicos seres que não podem sair do seu habitat natural — a água — sob pena de perecerem. E assim a maiaoria deles segue, sem saber que existe outro mundo lá fora, cheio de outras formas de vida e de possibilidades. Não que o "lá fora" seja superior ao universo dos peixes, algo com que se deva sonhar. Não; é apenas um outro lugar, uma outra forma de vida, uma outra possibilidade. E a humanidade segue, cada um na sua limitada posição, com preguiça e sem vontade, como diz a música. Muito embora nós possamos transitar, com nossa infinita criatividade, pelos universos paralelos (vamos lá importunar os peixes; assustar os pássaros; deixar nossas pegadas na lua; tentar roubar os anéis de Saturno...) ainda temos lugares que acreditamos fechados a nós. O habitat natural dos seres humanos, apesar de toda a liberdade de ir e vir para qualquer mundo, é a sua própria limitação; suas crenças em suas limitações e em seus lugares marcados. E como os peixes, ficamos aprisionados nas impossibilidades de escolher, de decidir, de mudar, de correr, de voar, de sentir, de... enfim. Em geral, acreditamos que a morte (metafórica) nos aguarda do lado de fora do nosso ninho. E mesmo que o ninho já esteja desconfortável, resistimos e permanecemos lá, com todas as justificativas que nos garantem que lá devemos mesmo ficar. Aprendemos isso muito cedo e a lição foi repetida durante muito tempo na nossa vida. É!  Nós, os adultos, somos apenas o resultado do que a criança que fomos assimilou como verdades. E as crianças não costumam desconfiar — e nem podem! — daqueles que  lhes dizem o que elas podem ou não podem; apresentando-lhes um mundo de perigos, inibindo assim a ousadia e transformando o que deveria ser vir-a-ser em nada mais que um dever-ser. E pensem que, assim como os peixes, tendemos a repassar para nossas espécies apenas aquilo que somos ensinados a ser, numa forma de corrente. Os peixes, pela genética; nós, pelos medos; medos protetores, é certo, mas mesmo assim, medo. E os medos, não importa o que lhes justifiquem, são igualmente, apenas... medo. Quem já não se viu obrigado a não ficar brincando na rua até mais tarde "porque o homem do saco vai te pegar"?; quem já não tremeu de aflição "porque o bicho-papão..."?. Temos uma história de crenças e temores que nos inibiu a certeza de que podemos muito mais do que pensamos; de que somos muito mais do que acreditamos.  Talvez seja a memória longínqua de um dia ter sido uma espécie muito ameaçada, não sei. Amor  materno é cercado de temores... Hoje, infelizmente, somos nós a grande ameaça. Sim, talvez porque também tenhamos aprendido que devemos reagir belicosamente a tudo o que nos pareça ameaçador, mesmo que o que pareça ameaça seja apenas... simples diferença. Nos aprisionamos nas crenças que nos limitam, como se fôssemos peixes que não podem viver "do lado de fora".  Mas vejam: até os peixes, que acreditamos que não pensam (mas será que  eles, também, apenas "acreditam"?) desafiam as limitações que lhes obrigam a ficar onde estão. Já ouviram falar nos peixes voadores, não? Os peixes voadores pertencem a uma família de cerca de 40 espécies de peixes carnívoros e herbívoros da família Exocoetidae, encontrados apenas em mares de águas mornas. Ao contrário do que se possa imaginar, esses peixes  não "voam" na correta acepção do termo,  como as aves. O que eles fazem, na verdade, é ganhar impulso para dar grandes saltos, abrindo as barbatanas para planar. Eles conseguem ficar no ar por até 15 segundos, cobrindo uma distância de cerca de 180 metros; alguns conseguem o recorde de 400 metros! Estes sabem que existe um outro mundo lá fora. Mas se pudessem contar para os outros peixes, certamente seriam ridicularizados e considerados delirantes ou mentirosos. Aqui, do outro lado da história, acreditamos que eles não fazem isso em um exercício de superação de suas condições, mas que voam apenas para fugir dos predadores,  principalmente tubarões, atuns e golfinhos. Mas pensem bem: se fosse mesmo apenas isso, todos os peixes voariam, não acham? Quem sabe essa não é mais uma versão da história de homem-do-saco e do bicho-papão? "O Brasil não tem os tipos tradicionais de peixes voadores, mas as águas amazônicas abrigam uma espécie parecida: é o peixe machadinha, que faz vôos bem mais curtos, de 1,50 metro de distância", está escrito no site Mundo Estranho (!?), a fonte de onde tirei as informações sobre os peixes voadores. E aí me ocorreu uma coisa "estranha": será que, além do bicho-papão, nós também voamos mais baixo e mais curto só porque acreditamos que nossos  voos não podem ser grandes, porque...  somos brasileiros?!

Voltei!!!!!!!!!

Fiquem bem e aproveitem o dia. Façam algo novo. Ou tudo novo de novo, para quem já está acostumado a desafiar os limites e a ordem estabelecida (por quem?!). Ah! Falando nisso: tem Paulinho Moska aí embaixo, com "Tudo novo de novo". Tudo a ver.
Hanna.