
COMECE JA!
A TODOS, O MEU DESEJO DE PLENITUDE E FELICIDADES!
Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
Pois é. Já estava na hora de alguma coisa mudar nesse blog, visto que eu não mudo e já decidi que sou assim mesmo. Mas o retorno de um amigo ao seu blog abandonado me animou a arrumar a casa. Sei que ainda falta muita originalidade e competência tecnológica para poder dizer que fui eu quem fiz, mas as bolinhas me pareceram tão simpáticas... Ah! E passei as notícias para um lugar de destaque. Não há como fugir a essa crise americana global que os jornais insistem que já está chegando aqui. Esse é o problema. Quando alguém começa a ver telejornais demais, acaba alinhando-se à realidade enquadrada e esquecendo as possibilidades que estofam a entropia. E a primeira coisa que desanda é a criatividade, a fé. É... a fé. Fé em Deus, em si mesmo, nas outras pessoas, nos seus próprios negócios, na realidade que não bate com o noticiário, mas que o Renato Machado garante que vai desandar... e logo nas primeiras horas da manhã. E aí é que a vaca vai mesmo pro brejo, enquanto as terríveis variações climáticas não acabam também com a porcaria do brejo. E lá se vai a vaca, assustada com a retração de contratos acertados; com as medidas restritivas de precaução contra a crise que vem lá; com a certeza mais do que consagrada de que se o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil, então... E haja brejo pra tanta vaca. Então tomei uma atitude que considero mais do que suficiente para não dizer que não falei de crise: postei o noticiário em lugar de destaque. E assim acabo me sentindo mais compenetrada, mais...jornalística, digamos. Igual ao meu querido amigo de quem eu falava no começo desta conversa. Ele é irretocável na redação - até porque não perde tanto tempo quanto eu, que me dedico excessivamente a esse trabalho não remunerado. Mas ele transfere para o blog a seriedade com que faz seu trabalho e escreve suas notícias. E pensar que ele é anarquista e adepto da filosofia do ócio criativo, hein... Como esse mundo é crivado pelas contradições. Mas vale a pena visitar, meus amados leitores! Lá tem um vídeo feito por ele mesmo - uma coisa assim descompromissada, quando andava de carro pelo viaduto... da Perimetral, eu acho - com imagens lindas dos prédios históricos do Centro do Rio. E a sonorização das cenas é com um violão marvilhoso, tocado pelo Chico Mário, irmão mais novo e também já ido do Betinho e do Henfil. O endereço é http://www.luznagaleria.blogspot.com. Eu garanto que vocês vão amar. Principalmente esses meus leitores queridos que moram lá na terra que Barak Obama terá que reinventar. Está na hora de ir embora. Foi um prazer poder matar o final do dia de trabalho para conversar com vocês. É... pode ser influência do meu amigo do Luz na Galeria e seu estilo De Massi... Mas antes assim! Já pensou se a influência fosse do Renato Machado? Cruzes!
E esse rio largo, longo...
Aonde vai?
Sai daqui do Norte e se derrama em direção ao Sul.
Pra onde vai esse rio?
Onde vai parar? Onde vai dar?
O que deseja encontrar?
Nada demais...
Apenas o mar.
Se eu entrasse nesse rio,
Com certeza chegava lá.
Eu vi. Alguém faz as asas dos anjos, antes que eles cheguem para usar. As penas alvas são coladas uma a uma, e depois que estão todas arrumadinhas são postas a secar. Demoram dois meses para ficar direitinho e não soltar quando os anjos apressados saem esvoaçando vida a fora. As menorezinhas, que ficam bem abaixo do fim de cada lado, são fininhas, tenras, suaves e sempre acabam se soltando, rindo e indo embora com o vento. Elas são feitas de fantasia. Por onde passam desafiam os sonhos e a imaginação - criam enredo, fazem história, enlaçam os inexistentes possíveis e os impossíveis desaforados. Desaforo... essa palavra vem do latim e quer dizer lugar onde se tratam de interesses públicos - fórum! Mas as penas leves só são penas perdidas; não são penas impostas e nem perdição. São penas das asas dos anjos não têm fórum, não habitam os templos e tribunais. Elas apenas riem com as cócegas do vento e a fé dos tolos. Os anjos que perdem as asas são desprovidos de foro, não têm onde defender o que por si é desprovido de culpa - indefensáveis, desaforados os anjos. Mas eu sei... eu vi aquelas mãos enrugadas e finas a tecer as asas, as estender ao sol e insistentemente avisar aos anjos: tem que deixar dois meses a secar.
"Diz uma história que em certa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico.
erveja Cerpa, que é produzida na região. A travessia do Guamá é feita pelos chamados popopó, pequenas embarcações de madeira com um motor central que sugeriu o apelido dos barcos pelo barulho que faz. A floresta ao longo do Rio reproduz as características do solo amazônico, com um tapete denso de folhas mortas e encharcadas pelas águas que o rio traz na maré alta e pelas chuvas freqüentes. A sensação que se tem ao pisar naquele solo é indescritível - primeiro, o medo de se ferir com algo que possa estar por baixo daquele tapepe fofo; depois, o frescor da água fria envolvendo-nos os pés a cada passo. A
Era tarde de inverno, mas não fazia frio como nos dias de antes de hoje. Segui pelas ruas de Ipanema cumprindo deveres, fazendo da última sessão de análise uma espécie de plataforma de salto e vôo. Sentia fome, porque o tempo parecia escasso para cumprir tantas obrigações. Parei em uma lanchonete na esquina da Barão da Torre com Vinícius (de Moraes), onde toda poesia aflora. Fiquei ali sozinha, em uma mesa onde qualquer um pode aportar. Não era de restaurante onde mulheres sozinhas poderiam se sentar com uma taxa menor de preconceito. Sentei e fiquei ali, tomando um chope na tarde morna e serena. Deixei-me ficar — abri os sentidos e me deixei sentir, sem querer saber. Era cio de um Rio que perde a mulher que o ama sem que jamais a tenha verdadeiramente amado. Os amores padecem dessas provocações: se perdem em tentação quando vêem esvairem-se seus amores eternos e jamais correspondidos, mesmo que nunca a eles tenha dado atenção. Injustiça cometo ao comparar esse Rio a amores quaisquer. O Rio me amou além da conta ao se me oferecer em paisagem. E agora que vou embora, sinto no ar esse assédio de puro cio — perfumes antes inacessíveis, cores antes empalidecidas pelo descaso do olhar, gentes que passam pelas calçadas portando suas estranhezas, um calor úmido que vem do mar. Ah, meu Rio, por que não te amei mais e antes? Por que não te devorei qual Caetano a Leonardo de Caprio, segundo canta Djavan? Por que nunca levei adiante a vontade de te tocar em um instrumento? E eu agora dessa lanchonete casual descubro que o que tens de melhor são tuas esquinas. Mas quem haveria de querer? Entram velhinhas perfumadas, borracheiros, jovens ligeiros, gente que quer apenas comprar pão, garotas que querem sorvete e riem na expectativa do encontro de amor. Eu estou aqui.. pensando que mal te amei como deveria, como merecerias, como eu queria. Meu Rio. Agora banho-me nas águas da tua saudade; inspiro fundo o teu hálito para reter-te em mim; olho com avidez teus espaços, teus buracos, teus vãos. Olho como quem pede e implora o gozo último de uma paixão displicente, decente, descontente, inocente, de quem não sabe ainda o que é o amor.
"Muitas pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as, mesmo assim. Se você tem sucesso em suas boas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso, mesmo assim. O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem, mesmo assim. A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto, mesmo assim. Aquilo que você levou anos para construir, pode ser destruído de um dia para o outro. Construa, mesmo assim. Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os, mesmo assim. Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor, mesmo assim."
Um infortúnio na vida me despojou de todos os cds que eu tinha de Alceu e que eu amava tanto e ainda amo. Por ironia do destino, o infortúnio de outro me trouxe os cds de Alceu de volta. Não são meus; apenas os guardo e ouço e aproveito e gosto. Como a vida é lúdica, não?
Tarsila do Amaral - Floresta
Foto: José Carlos HarduinAmigos queridos, saudosos amigos, amigos desconhecidos e demais amigos não incluídos nestas rubricas,
Já é quase segunda e nada de a inspiração sugerir uns versinhos toscos, uma rimas bobas, sequer uma frases de efeito... mesmo que apenas de efeito colateral. Então, melhor não insistir. Fico devendo ao Dirceu, de New Jersey, que mandou essa na sexta-feira: "O que houve? Está com preguiça? Eu visito o blog e só tem lá umas musiquinhas, nada de texto...". Mas quero brindá-los a todos - e ao Dirceu em especial - com algo bom, recheado de informações relevantes, possibilidades de refletir sobre coisas que não estão agregadas ao nosso acervo de banalidades cotidianas. Dediquei algumas poucas e boas horas a pesquisar sobre uma das melhores bandas brasileiras de todos os tempos - Legião Urbana. O resultado do esforço está neste humilde blog que fala de um tudo, sobretudo de qualquer coisa. Sei que vão gostar, principalmente pelas entrevistas concedidas pelo genial Renato Russo a jornalistas assim não tão geniais, mas que sabiam ouvir o entrevistado - coisa rara nos jornalistas de hoje e o que também nunca foi o forte de Jô Soares, a quem Renato Russo fala da dependência química que torturou sua vida, enquanto a vida nele resistia. Em um dos links, uma raridade que vale a pena ser visitada - ou "revisitada", pelos jovens acima de 50.
Fiquem com o Legião e tenham uma semana iluminada!
Como de sempre, amor.