Páginas

14 novembro 2009

Só sei que foi assim...


De quinze em quinze minutos, a gente acaba fazendo uma trajetória de pelo menos uma hora de fama...rsrsr. E foi assim: uma festa belíssima onde o maior destaque foi a alegria de tantas pessoas estarem trabalhando juntas com um objetivo que, no fundo, primava pelo subjetivismo — dizer a todos que somos nós que determinamos como nossas vidas serão; e que se formos suficientemente comprometidos com a humanidade, poderemos estimular os que nos cercam a fazer parte desta imensa corrente de gente que quer ser feliz, mas sabe que não se pode ser feliz sozinho, vendo os que estão ao nosso lado padecer; e dizer ainda que ninguém faz nada por ninguém, pois no máximo podemos dar a mão, porque o esforço de se erguer será de cada um. Estamos felizes, muito felizes, nós todos que trabalhamos os últimos dez meses para chegar a este momento de dizer VALEU!. Quem quiser os detalhes jornalísticos do que estou dizendo, basta acessar www.alerj.rj.gov.br. Mas para nós, que sabemos que tudo na vida é sobretudo qualquer coisa, a informação primordial se resume ao que está dito aqui.
Momento besteirol: Agora, vejam "o cara" lá na foto do alto...rsrsrs.
E como se não bastasse ser inteligente, meigo e altamente do bem, ainda é lindo e fofo! Uau...  
Vive la France!


12 novembro 2009

Virtuoses

Já ia esquecendo!

O jornalista humorista (não necessariamente nesta ordem) Maurício Menezes foi um dos "entregadores" de prêmios Embratel. E claro que não podia deixar de dar uma palinha de sua sempre hilária comédia Plantão de Notícias, sobre os erros reais cometidos pelos coleguinhas — aqueles do tipo piada pronta. Mas as que não estão prontas, ele cria no ato da notícia. Eu não sei dizer se como jornalista ele é um bom humorista, mas que como humorista ele é um bom jornalista, ah isso é! Vejam essa novíssima, encima do fato:
"O problema do apagão de Itaipu foi causado por um estagiário de jornalismo. Garoto esforçado, só ia embora depois do chefe, querendo mostrar serviço. Aí ontem, quando o chefe foi embora, falou pra ele: "quando sair desliga tudo e apaga a luz". Tchamm!!
Contando por escrito não tem graça, mas a platéia rolou de rir... Depois de mais de 10 anos de sucesso desse espetáculo, ele agora está contracenando com Lula Vieira, em Lula contra o Mau, Teatro da Gávea, mas somente às segundas-feiras. É que, segundo Maurício, todo jornalista acalenta um sonho: ficar rico trabalhando pouco...hahaha.

Bom dia, meus indispensáveis visitantes!
Beijos!

O melhor prêmio de Jornalismo

Queridos, preciso contar. As notícias, vocês certamente verão nos jornais, rádios e tevês amanhã. Mas quem mais poderia contar para vocês o que ninguém mais conta e, o pior, o que muito poucos reparam? Hein? Digam. Quem? Claro que euzinha, né não? Pois bem: fui hoje à décima primeira edição do Prêmio Embratel de Jornalismo. Festão! Boca livre das mais regadas e generosas, aliás como sempre. Mas este ano teve um diferencial notável! Um show da melhor qualidade com Nando Reis e os Infernais. Nossa, como foi bom! De vez em quando — já que é só uma vez por ano — é bom dar um tempo no samba e alegrar os jornalistas da terceira geração..hehehe.  E é bem neste ponto que se localiza a minha notícia e espanto. Fiquei todo o tempo do show, como é de se imaginar, bem na beirada do palco, que é relativamente baixo, mais ou menos na altura da minha cintura. Dancei e cantei como há muito não fazia, e bem diante de um de meus ídolos (na falta de outra definição, porque não sou muito dada a idolatrias). E notei uma coisa: os jornalistas, diante de seus ídolos, não se empurram e cotovelam; não se espremem para pegar o melhor lugar; não se sacaneiam mutuamente... Todos se contentam em ficar onde estão e assim se acomodam e aproveitam, sem incomodar os colegas que por acaso estão mais bem localizados. Um espanto! Em coberturas jornalísticas, se bobear sai porrada por uma sonora exclusiva, por uma foto de melhor ângulo, por uma imagem. Certa vez, quando um dia fui celebridade e tive meus quinze minutos de fama, lembro que quase fui derrubada do palco pelos fotógrafos que se amarfanharam para, sem perder um lance, fotografar a mim e ao que vinha em seguida, que era mais celebridade do que eu. Cruz credo! Mas no show, que coisa meiga. Todos dançamos, pulamos, cantamos, com Nando Reis e seus Infernais nas nossas caras. Uma delícia. Quase me deu vontade de voltar para aquela vida bandida. Mas logo passou. Ah, já ia me esquecendo de outra meiguice desta edição do Prêmio Embratel: a Míriam Leitão estava lá, mas não concorria a prêmio algum. Estava babando a cria como qualquer mãe comum. O filho dela é repórter da revista Época e ganhou um prêmio. E ela não sabia se pulava, se aplaudia ou se tirava fotos com uma maquininha digital daquelas que só as mães usam. E o filhote, claro, dedurou que ela já é avó ao dedicar o prêmio aos próprios filhos. Mas se redimiu ao contar que parte da primeira gravidez da mãe foi passada na prisão por conta da resistência à ditadura e que na segunda ela não tinha grana nem para fazer pré-natal. Uma mulher valente, sem dúvida, com quem tive a honra de trabalhar por duas vezes — a primeira em televisão e a segunda em jornal. Mas chega de memórias, senão eu acabo reencarnando aquela vida passada. Por hoje, cansei.
Beijos a todos e fiquem agora com Nando Reis.


08 novembro 2009

Das questões e seus inevitáveis dois lados


Caetano Veloso entrou, mais uma vez, em um surto de babaquice, arrogância e burrice congênita (esse último adjetivo é em homenagem a um cara tonto). Será que o tempo o tem tornado pior ou ele sempre foi assim e a mídia dos anos 70 o "deformou" no bom sentido? 

Apesar deste blog não ter, opcionalmente, qualquer compromisso jornalístico com o que publica, vou indicar, para quem quer saber o motivo do comentário, uma das colunas que se tem pautado pela crítica ao comportamento da imprensa de forma competente, mesmo que discreta. É mais ou menos como a democracia — melhor essa que temos, apesar dos pesares, do que nenhuma. Pois bem: a coluna do Arnaldo Bloch, no Segundo Caderno do Globo, página 12, explica a babaquice do Caetano e a consequente babaquice da imprensa ao superdimensionar tanta babaquice. 
E vou ficando por aqui.
De qualquer forma, não tem a menor importância... 
É apenas o Caetano Veloso. Blé!!!!!
Bom domingo!

06 novembro 2009

Verdades incompreensíveis

"Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira "
 Tolstoi

"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre."
Oscar Wilde

05 novembro 2009

"Bom é encarar a vida com fantasia..."

Quem disse isso aí do título foi o Pedro Bial. Pra vocês verem que jornalista desgarrado às vezes acerta... ou será que só acerta quando se desgarra? Mas não importa.

Vejam que coisa bonita eu achei no Youtube pra vocês...

 

 E vejam também...que lindo...

BORBOLETAS

Com o tempo, você vai percebendo que
para ser feliz com uma outra pessoa,
você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele (a) cara que você ama (ou acha que ama)
e que não quer nada com você,
definitivamente, não é o homem (ou a mulher) da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas…
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!”
 Mário Quintana

E aí, vem Fernando Pessoa e completa...

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

**** 
Ai...  voltei ao meu estado romântico natural. Que bom...

Amor, de Hanna.


03 novembro 2009

Provoque ações

"Me fascina
tua morte mal morrida
e a tua luta
para ficar em tal estado."
(Raul Seixas)


Releituras (para não esquecer)

Os girassóis,
que iluminam os dias
enquanto as nuvens passam,
viram os delicados rostos
e dão as costas
para tudo o que não seja sol.

J.M.

***

Minha vida é um campo de esperanças que Deus plantou. A cada vez que uma das sementes começa a brotar, transbordo de energia e sou capaz de coisas que, às vezes, até Deus duvida. Deve ser por isso não vejo o que pode vir a ser, mas o que devo realizar e fazer acontecer. É o que sustenta minhas certeza que parecem quase adivinhações — é muito obvio e sem mistério: se você planta laranjas, nunca vai colher as adoráveis e lindas bananas.; mas é certo que laranjas virão. É uma dádiva da generosidade divina, disso tenho certeza, porque a alegria está no exercício da execução da tarefa. E se a semente é boa, com certeza a semeadura é pura felicidade. Também deve ser por isso que minha vida é cheia de entusiasmo. Eu sei o que devo fazer, esteja eu fazendo o que for, porque tenho uma luz que ilumina meu pensamento, na minha hora de trabalhar. Mas a terra não é de propriedade minha. Ali só me cabe o exercício de cultivar a esperança para que ela possa florescer e se tornar realidade para quantos mais seus frutos possam colher. Não adianta jogar na terra as sementes tolas da ilusão, porque delas só nascerão ervas daninhas. A insistência é que nos faz confundir esperança com vontade. E por mais que custe, como diz um velho ditado, "vontade é uma coisa que dá e passa",  e a esperança pode durar uma vida inteira. Mas quem tem função neste campo da esperança não precisa se preocupar, porque Deus é o pastor e a seus camponeses provê de tudo o que lhes baste e o que lhes faça feliz, para garantir que não faltarão os recursos da colheita. As nossas esperanças, aquelas que vamos recolhendo ao longo da vida por nossa própria conta, essas não devem ser jogadas diretamente ao solo, mas confiadas às mãos de Deus, que sabe a estação correta em que as deve plantar.
Confia, e o mais Ele fará.
Com o amor de sempre.
H.

Extremos opostos

E a semana finalmente começa. De volta ao universo do trabalho. Mas apenas para provocar este começo preguiçoso, Raul Seixas em Gita, canção dele e de Paulo Coelho que faz alusão a um dos textos sagrados da filosofia védica da Ásia Menor.
Com meus mais sinceros desejos de felicidade, paz e amor.
H.

01 novembro 2009

Ave, Maria...

Guardem pelo menos um dia em suas vidas para o silêncio, a paz, a saúde, a reflexão, o agradecimento, a mansidão, o amor generoso e a alegria natural que em todos nós habita. 
Ave, todos nós. 
Bom domingo.
Amor


31 outubro 2009

Galera do bem

Leozinho, você é 10, cheiroso!!!
Renato, você é o cara!!!! 
Pronto. Justifiquei a minha não ida....rsrs. 
Mas é tudo verdade. Adoro vocês de paixão!!!!! 
Beijos, das duas! 
(entre nós, unanimidade é um privilégio raro, hein.)
Amor.
H&J

30 outubro 2009

Boas vindas com Pessoa

 Esta postagem, primeiro ato deste meu dia de hoje, é uma saudação ao Cristiano, que acabou de se juntar aos seguidores deste Sobretudo, qualquer coisa que vos ama. FuI ver quem era o Cristiano e dei de cara com um blog interessantíssimo, que publica poesias, músicas e delíros (www.efemeridadesedelirios.blogspot.com) e exibia este texto de Fernando Pessoa. Adorei o blog dele e copiei o texto como um gancho para dar boas-vindas e garantir que dele também será o afeto de Hanna. Vejam que texto oportuno a todos nós, tosca humanidade.
Um bom dia, amados e amadas!
Fiquem com Pessoa, direto do blog do Cristiano.
****
ENCERRANDO CICLOS

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

Fernando Pessoa

Ah, se eu pudesse entrar na sua vida....

Somos refratários e somente os seres diáfanos se deixam penetrar por outras possibilidades. Nós somos inflados de ideologias, estofados de pre-conceitos, certos de nossas medidas restritivas. Onde estará a saída?
Hanna

Apenas um registro

Mais  uma apresentação brilhante de um grupo maravilhoso de pessoas felizes. E quando digo felizes, estou me referindo a algo além da mera alegria de momentos, mas à contemplativa comemoração de saber que cada um cumpriu bem  o seu papel. Não o papel definido pelo roteiro teatral, mas aquele da participação em um roteiro que foge à nossa esmerada competência e extrapola a nossa mera condição de profissionais. Se nos perguntarem qual o roteiro que estamos seguindo, honestamente responderemos que seguimos o roteiro do diretor de cenário, que nos garante tempo bom, lua e estrela a cada vez que nos apresentamos para o respeitável público, apesar da chuva que insiste em cair. É tarde e precisamos dormir para garantir o espetáculo de amanhã.
Como afeto de sempre, Hanna.

29 outubro 2009

Olhem bem hoje à noite o Palácio Tiradentes...

Espero que a notícia não me derrube mais uma vez! 
E não percam o espetáculo de hoje. Convite aí embaixo
Beijooooos!!!!
 


28 outubro 2009

E aos treze queridos visitantes que neste exato momento estão online no Sobretudoooooooo....


...um beeeijo da Jô!!!!!
H.S.

Verdades para serem vividas, mesmo que às vezes não se deva proferi-las

"Prefira afrontar o mundo servindo a sua consciência, a afrontar sua consciência para ser agradável ao mundo."

Humberto de Campos

Conto minimalista


"Meu reino por uma declaração", ela disse como quem implora e sonha, recostando-se enternecida na cama estreita do quarto exíguo que era,  na verdade, toda a extensão de seu reinado. Aconchegou-se  a si mesma adornada de ilusão, expandindo seu território para além do que a realidade cercava. Dormiu na certeza de que o dia que estava por nascer traria consigo a correspondência do que o devir deveria ser. Uma declaração, um bilhete, uma carta — já não importava. Ela esperava apenas uma mensagem que poderia estar guardada no silêncio, na página em branco, escondida no gesto mudo, na mansidão adormecida do nunca mais chegar. Cansada, ela suspirou e dormiu. Aí então o dia amanheceu como um lençol de seda inflado no ar, descendo suavemente sobre toda a vida. O toque transparente da realidade branca na pele nua a fez suspirar. Um arrepio, um bocejo. A cortina se abriu, ela acordou e esqueceu.


Hanna Stael 





Esta postagem foi inspirada no espetáculo O Grande Circo Místico — que assistimos duas vezes! Eduardo Germano, com sua voz forte e grave e o rosto pintado com uma grande lágrima azul,  apresentou-se  divinamente em um coral que cantou a belíssima música de Chico Buarque e Edu Lobo, Beatriz. Foi emocionantemente lindo.
Parabéns, Du!!

"Todos nós nascemos loucos; alguns permanecem"


A frase do título é atribuída a Samuel Beckett, de quem publico um resumo da biografia logo abaixo.  O motivo da postagem é dar boas-vindas a um novo seguidor das bobagens de Hanna, a quem não conhecemos, mas que hoje se agregou a nós. Denomina-se Bufo e não postou foto, mas fui à página dele para saber algo mais que me inspirasse novos textos. Afinal, quando escrevemos em espaço público, acho que falamos para o admirável e respeitável... público, né não? Pois bem: lá está que o nome dele é Johnny Russell e reclama não encontrar, no Google, textos de Beckett. Pensei então que esta seria uma maneira de agradecer ao Bufo por gostar deste Sobretudo, qualquer coisa, na falta de qualquer coisa melhor, ou de qualquer coisa de Beckett. Mas nos damos por satisfeitas por ele ter parado aqui, alguém de interesse tão ...refinado. Que luxo. Voltando ao tema, pesquisei no Google para ver se encontrava um parágrafo que fosse para brindar o novo seguidor. Até agora, nada. Mas compartilho com todos os demais queridos visitantes um parco conhecimento do genial Beckett, na esperança de que alguém possa nos contemplar com algo mais robusto. Enquanto esperamos (Godot...rs), eis aqui um pequeno brinde à presença do já querido Johnny, o Bufo. 
*****


"A arte sempre foi isto - interrogação pura, questão retórica sem a retórica - embora se diga que aparece pela realidade social".

"As lágrimas do mundo são inalteráveis. Para cada um que começa a chorar, em algum lugar outro pára. O mesmo vale para o riso".

 O link que achei mais interessante para as obras do autor foi http://portugues.agonia.net/index.php/author/0003766/Samuel%20Beckett.



SAMUEL BECKETT


"Samuel Beckett foi um dos fundadores do teatro do absurdo e é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas. Beckett nasceu numa família burguesa e protestante, e em 1927 graduou-se em literatura no Trinity College de Dublin, onde estudou também italiano e francês. Em 1928, foi lecionar em Paris, onde conheceu James Joyce, de quem se tornou amigo. Durante o ano de 1930 Beckett lecionou na Irlanda. Nessa época escreveu o estudo crítico "Proust", comentando a obra do grande escritor francês. No ano seguinte Samuel Beckett fixou residência em Paris e escreveu a sua primeira novela, "Dream of Fair to Middling Women", que seria publicada somente depois de sua morte. Em 1933, voltou a Dublin, por motivos familiares, mas retornou a Paris em 1938. Nessa época, levou, de um estranho, uma facada no peito e ficou gravemente ferido. No início da Segunda Guerra Mundial, Beckett vinculou-se à Resistência Francesa, juntamente com sua esposa, Suzanne Deschevaux-Dusmenoil. Em 1942 foi obrigado a fugir para Vichy, onde escreveu parte da novela "Watt". A partir de 1945, o seu idioma literário passou a ser o francês. Entre 1951 e 1953 escreveu uma trilogia ("Molloy", "Malone Morre" e "L'Innommable"), cujo tema é a solidão do homem. Com "Esperando Godot", Beckett iniciou, ao mesmo tempo que Ionesco, o teatro do absurdo. Posteriormente ainda escreveu, além de algumas obras narrativas, diversas peças teatrais, como "Fim de Festa", "Ato sem Palavras" e "Os Dias Felizes". Em 1969, Beckett ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Durante a vida escreveu poemas e textos em prosa, como romances, novelas, contos e ensaios, além de textos para o teatro, o cinema, o rádio e a televisão. Samuel Beckett morreu em 1989, cinco meses depois de sua esposa. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse".
Fonte: Pedagogia&Comunicação

27 outubro 2009

Em primeira mão para os visitantes do Sobretudo

Amanhã à noite, o Palácio Tiradentes estará iluminado com as cores da bandeira francesa — o azul, vermelho e branco da igualdade, liberdade e fraternidade. 
Uau... um luxo!



26 outubro 2009

A noiva do caubói, além das outras três

Os teóricos da psicanálise dizem que todos temos uma criança assustada dentro de nós e que é ela quem guarda a chave das nossas emoções; é ela quem esperneia e nos constrange, dá vexame, reage mal, tem atitudes absurdas que não combinam com nossa posição de gente grande. Às vezes essa criança nos trava em momentos graves onde deveríamos tomar decisões importantes e simplesmente...fugimos, ou nos comportamos de maneira lastimável: "meu Deus, não acredito que eu fiz isso!". Os terapeutas tentam fazer um trabalho de "reeducação" dessa "criança", para que os adultos possam viver em plena liberdade da maturidade emocional. A criança jamais deixará de existir, mas entenderá que pode confiar no adulto que somos; saber que a protegemos, nos protegendo; que a amamos, nos amando e nos fazendo felizes, mesmo que descobrindo que algumas atitudes "absurdas" são na verdade o nosso maior charme e ponto. A isso eles chamam "amar a si mesmo", como se fôssemos aquela criança que precisa ser ouvida, respeitada, protegida e amada... apenas por nós.  A personalidade emocional é forjada na infância e adestrada ao longo da vida. E muitos de nós não tivemos uma boa "escola" nesta matéria. Mesmo que a "escola" não tenha sido das piores, a educação padrão que geralmente os adultos tivemos foi toda forjada pelo lado do castigo e do "não", da imposição do medo e da punição pelo abandono — quem já não ouviu o famoso "ai, ai, ai... assim não vou gostar mais de você"... isso na melhor das hipóteses? Para uma criança,  que tem a consciência de que não sobreviveria no abandono, isso é a pior das lições. A  alarmante maioria dos adultos tem registros emocionais "defeituosos". Os psicanalistas, dizem eles ainda, que para encontrar essa criança escondida nós devemos buscar nas nossas recordações de emoções infantis as justificativas para nossas reações e atitudes emocionais "adultas", principalmente aquelas que nos impedem o avanço em direção ao que realmente queremos; aquelas que, se pensarmos bem, nos fazem sofrer, por mais que tentemos nos convencer que somos assim mesmo e  o mundo é que está na contramão dos nossos modos de vida. Quando essa criança adormecer confiante e segura dentro de nós, estaremos confiantes e seguros para seguir sem medo.  Poderemos ser finalmente livres e felizes e certamente faremos os outros  mais felizes também. Por que falei disso? Ora... só para poder postar aquela música linda do Chico Buarque, João e Maria. É que não resisto aos narizes de cera...rsrs. 
Hoje para mim é feriado. Mas para todos, bom trabalho e boa semana.
Beijos de Hanna

25 outubro 2009

O olhar deve estar sempre concentrado no mais alto, à frente, sem medo de ser feliz. Não basta acreditar; há que se confiar que tudo está como deve ser.

Olá, sempre queridos!
Hanninha já parou de chorar pela falta de comentários e a Jô já parou de rir e comemorar o sucesso do trabalho que lhe custou muito suor...e algumas lágrimas. Portanto, já podemos voltar ao nosso diletantismo de ócio criativo; voltar ao nosso normal (se é que existe mesmo isso). Explico: nossos amigos preferem se comunicar por e-mail e raramente deixam comentários no blog. Talvez seja pelo pouco espaço e pelo excesso de exposição. Utahy Caetano, por exemplo, deixou um comentariozinho carinhoso para a Hanna chorona. Tá lá. E o queridíssimo Rogério Imbuzeiro (sobrenome que já mereceu postagem ex-clu-si-va) enviou por e-mail um texto da Lya Luft que vale a pena compartilhar com vocês. Espero que também gostem. 
Um fim de semana de muita alegria e paz a todos e todas, 
com nossos mais calorosos abraços e beijos.
Segue o texto:



"Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'



Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho..."

Lya Luft


24 outubro 2009

Sem limites, dentro das medidas!


Amados, estamos em estado de graça!!!!!!!!! Somos um escândalo de felicidade e alegria! O esforço de realização do trabalho que anunciamos na postagem abaixo resultou em um sucesso inimaginável! Uma idéia ousada, que mexeu com estruturas rígidas e a todos surpreendeu. Uma ousadia que ainda vai ter novos episódios. Aguardem. E ontem ainda conheci um pessoal totalmente do bem que me convidou para um samba na laje, ali perto do Aeroporto Santos Dumont. Nossa! Foi demais. Pessoas maravilhosas, bem vibradas e felizes. Tudo de bom. Não percam nas próximas quintas e sextas as aulas abertas teatralizadas sobre a Revolução Francesa, uma realização da Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, com patrocínio integral do Ministério da Cultura. Vocês vão amar. E euzinha, mais ainda.
Beijooooos de Hanna feliz!!!!

**** 
AULA DA ELERJ FAZ A MARSELHESA ECOAR NO CENTRO DO RIO
(do site da Alerj)

A máxima de que o artista tem que ir aonde o povo está vem rendendo bons frutos ao projeto “Interferências – Brasil francês”, que a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Rio (Elerj) está apresentando em bares e restaurantes do Pólo Gastronômico da Praça XV, no Centro do Rio. A segunda aula livre, na noite desta sexta-feira (23/10), foi aplaudida entusiasticamente pelos frequentadores do Bar Mercado 32, localizado no endereço de mesmo nome. A Marselhesa, hino da Revolução Francesa transformada em Hino Nacional da França, pontuou o esquete de 40 minutos sobre a Constituição civil que se seguiu à queda da Bastilha (tema de aula aberta dada ontem). A aula de hoje, que também tratou da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e da prisão da família real francesa, foi encerrada com pedidos de bis. “Está sendo um prazer observar como o projeto de levar a Alerj até o público está sendo bem recebido”, comemorou a diretora da escola, Joseti Marques.

Ela explica que a bem sucedida ideia nasceu como uma aula padrão, que seria promovida nas dependências da escola. “Mas a dificuldade de reunir os alunos, aliada ao interesse em levar às ruas um momento tão ligado à participação popular, foi muito bem aceita pelo deputado Gilberto Palmares (PT), que coordena a escola, e pelo presidente Jorge Picciani (PMDB)”, informou, reforçando que que as apresentações sobre a história da Revolução Francesa – tema escolhido como parte das comemorações do Ano da França no Brasil – carregam em relação ao fato histórico a similaridade de levar o debate às ruas. “Nada mais atual e mais ligado aos princípios da Revolução Francesa, que deu origem ao nosso sistema republicano, do que levar as aulas às ruas”, defendeu.

Para concretizar o projeto, que tem o patrocínio do Ministério da Cultura, a Escola do Legislativo promoveu, dentro dos princípios de qualidade técnica exigidos pelo ministério, uma concorrência para a escalação da companhia de teatro. A escolhida foi a Companhia Dramática de Comédia, especializada em encenações de textos clássicos, como os do dramaturgo francês Moliére – o que explica a facilidade de seus integrantes em travar alguns dos diálogos do texto em francês. A representação, no entanto, serviu de pano de fundo para a aula do professor de história Renato Pellizzari, que, carismático, arrancou gargalhadas e aplausos do público. “A presença do Renato neste projeto foi crucial para a organização do texto. Ele traz elementos históricos que me permitem a montagem de um texto muito verossímil, com diálogos reais, inclusive”, elogiou o diretor da companhia, João Batista, que debuta nas apresentações deste tipo. Sua companhia emprega no projeto um total de 15 atores e dois músicos, que nesta segunda aula tocaram acordeom e caixa. “Avaliamos que a caixa daria um tom militar interessante”, alegou.

Embora experiente no magistério – ele é coordenador do pré-vestibular QI –, Pellizzari também é iniciante em apresentações deste tipo, mas já deu aulas vestido de Tiradentes. “Sempre gostei de teatralizar, porque sei do efeito que isso tem sobre os alunos. Mas nas salas de aula temos pleno domínio do espaço, então a rua é um desafio, sem dúvida”, confirmou ele, rindo da ideia de ter que competir com garçons e copos de chope. “Mas, quando cheguei à Escola do Legislativo e conheci o projeto, vi que esta seria uma oportunidade irrecusável de unir minhas três paixões, que são a História, o Teatro e a Política”, citou. “Esse professor é maravilhoso, nunca imaginei que fosse possível tornar uma aula em um bar algo tão divertida. Semana que vem vou onde eles estiverem”, garantiu o advogado Roberto Travassos, que acompanhou a aula da “fila do gargarejo”.

Na próxima quinta-feira (29/10), o grupo levará para a Adega do Timão a aula que promete surpreender ao reproduzir a decapitação do rei Luiz XVI, com a presença de uma guilhotina. No dia seguinte (30/10), eles encerram o primeiro ciclo de aulas no Casual Retrô. Novo ciclo de quatro aulas será reiniciado no dia 5 de novembro (veja cronograma abaixo). Já a sessão de encerramento das atividades será no dia 12 de novembro, às 18h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes.

Também com o patrocínio do Ministério da Cultura e direção de Arte de Mary Paz Guillén, a Alerj está editando um DVD ROM com os aspectos históricos que ligam a França ao Brasil e um livro com as interferências francesas nos variados aspectos do nosso cotidiano, como gastronomia, arquitetura, arte, urbanismo etc. O livro e o DVD ROM, importante material de pesquisa coordenado pelo professor Elmer Correa Barbosa, titular de História da Arte da Pontifícia Universidade Católica, serão posteriormente distribuídos a escolas e bibliotecas da Rede Estadual.

Confira a programação das demais aulas abertas:

29/10 – Adega do Timão (Visconde de Itaboraí, 10);

30/10 – Casual Retrô (Rua do Rosário, 24);

05/11 – Brasserie Rosário (Rua do Rosário, 34);

06/11 – Mercado 32 (Rua do Mercado, 32)

12/11 – Adega do Timão

13/11 – Casual Retrô

 

21 outubro 2009

Dois convites — um para encerramento e outro para... estreia!!!!!

Temos a honra de convidar a todos os frequentadores do Sobretudo para compartilhar a alegria da realização de um trabalho que esperamos proporcione  não apenas conhecimento mas, sobretudo, prazer a todos. Está aí o convite para um dos projetos mais ousados que a critividade, aliada à competência e determinação poderiam ter trazido para o público desta maravilhosa cidade.
Neste caso, modéstia seria mesmo falsidade...rsrs.
E vocês sabem que não somos disso.
Beijos felizes! Esperamos vocês lá!



A Escola do Legislativo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro dará início, nesta quinta-feira, 22 de outubro, às atividades comemorativas do Ano da França no Brasil, programa dos governos brasileiro e francês com o objetivo de aprofundar as relações bilaterais no âmbito cultural, acadêmico e econômico. A Escola do Legislativo considera que esta é uma grande oportunidade para realçar, na população do Rio de Janeiro, o conhecimento de fatos marcantes da História da França que resultaram no modelo de representação política que hoje temos, originando principalmente a divisão dos Três Poderes e a própria noção de Assembléia, além dos reflexos da cultura francesa que permanecem em nosso cotidiano. Consideramos que ao aderir às atividades comemorativas do Ano da França no Brasil com esta visão pedagógica e ao mesmo tempo lúdica, estaremos cumprindo nosso papel de contribuir para o letramento político dos mais jovens e para a aproximação dos cidadãos do estado da Casa Legislativa que os representa, dentro da lógica republicana de empoderamento do povo. Programamos, então, as seguintes atividades, patrocinadas integralmente pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto Semear, executor do projeto, através de convênio do Programa do Ano da França no Brasil, com o apoio do Pólo Gastronômico da Praça XV.

Aulas abertas com intervenções teatralizadas


            A Revolução Francesa será o tema de oito aulas abertas, com o objetivo de realçar momentos específicos do fato histórico que deu início à Idade Contemporânea e inaugurou os princípios fundamentais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
As apresentações ocorrerão no ambiente dos bares e restaurantes do centro histórico do Rio, para lembrar que a revolução francesa foi um movimento do povo nas ruas e que as tabernas eram locais de encontros e reuniões. Duas apresentações serão feitas em Paquetá, por ter sido a ilha, de acordo com relatos históricos, descoberta em 10 de novembro de 1555, por um francês de nome André Thevet, frade e cartógrafo, que acompanhou Villegaignon em suas incursões. Ao mesmo tempo em que as aulas estarão sendo proferidas, atores caracterizados de época estarão atuando em uma espécie de interferência do passado no contemporâneo. Com esmerada iluminação, figurino e som, os esquetes têm direção e roteiro do premiado diretor João Batista e produção de Alice Cavalcante. O professor palestrante é Renato Pelizzari, que dará à aula aberta a informalidade e dinamismo que o espaço público requer.

Locais, datas e horário:


Todas as apresentações serão às quintas e sextas-feiras dos meses de outubro e novembro, início às 19h30, com encerramento no dia 13/11.


22/10 e 23/10 — Brasserie Rosário e Mercado 32
29/1o e 30/10 — Adega do Timão e Casual Retrô
05/11 e 06/11 — Brasserie Rosário e Mercado 32
12/11 e 13/11 — Adega do Timão e Casual Retrô


Endereços:

Casual Retrô: Rua do Rosário, 24

Adega do Timão: Visconde de Itaboraí, 10

Brasserie Rosário: Rua do Rosário, 34

Mercado 32:  Rua do Mercado, 32


EM TEMPO: Amanhã, dia 22, encerra-se o Ciclo de Conferências sobre Desenvolvimento e Sustentabilidade, também promovido pela Escola do Legislativo, e que nos levou a conhecer cada palmo deste estado e muitas belas árvores pelo caminho. Haverá solenidade no Plenário da Assembleia Legislativa, às 10 da manhã. Estão todos convidados para este evento também...
Ufa...
 ****
PS.: Agora me digam: tem ou não tem que ser duas?!...rsrs.




A comunicação é uma arma quente

Olá, sempre queridos e generosos visitantes.
Permitam-nos começar esta conversa usando o plural majestático — esta forma de nos referirmos a nós mesmos no plural, para deixar parecer uma certa humildade, como se o que estivéssemos dizendo fosse de uma importância tão grande, que assumir exclusivamente as palavras soaria como arrogância. O que acaba dando no mesmo, né não? Os textos acadêmicos sempre usam essa forma — e quem os acadêmicos pensam que seriam os outros? Os deuses do Olimpo, talvez. No texto jornalístico, não usamos nem o "eu" arrogante, nem o "nós" humilde; o narrador não se expõe — onde estaria então o sujeito da história? Ninguém responde; o sigilo é garantido e os autores são mesmo vários. No "nosso" caso aqui no blog, não se trata de uma coisa e nem de outra, embora transitemos nestes dois universos referidos e em alguns outros paralelos. Fazemos do plural majestático a forma mais honesta de assumir (sem arrogância) aquilo que pensamos e que, portanto, somos. Vale também para nós a pergunta: e quem "pensamos" que são os outros? No nosso caso, a certeza de que somos plurais, ainda mais porque somos geminianas! Os "outros" de Hanna "são"  Jô; os "outros" de Jô, são Hanna — partes diferentes de um mesmo todo que  brinca, como Hanna Stael, da gravidade de Joseti Marques; que como Joseti Marques oferece um pouco de sensatez às  bobagens de Hanna Stael.  Ambas acreditamos que somos apenas uma pequena parte do Todo Universal, como todos "nós". Divertimo-nos olhando uma para a outra e percebendo como nós, seres humanos, somos múltiplos nas nossas semelhanças e diferenças, mesmo quando somos um só. Hanna é capaz de todas as bobagens que acometem um ser que se pretende humano; tem coragem de pagar micos e rir de si mesma, meio sem medidas. Jô odeia perder tempo com bobagens e tenta "educar" a outra, demarcando os limites da sensatez. Juntas acreditamos que somos discípulas (plural majestático!) do autoconhecimento em processo de crescimento; temos responsabilidades com a vida que estamos neste momento vivendo; temos ciência do papel que desempenhamos no grande teatro da existência, onde somos todos, apenas, coadjuvantes — onde não há plural apenas majestático, mas o plural divino. E é aí que se conjuga o nosso verbo: no plural divino que nos estimula a vencer nossas veleidades e fraquezas para podermos compartilhar com os circunstantes mais próximos e mais distantes o que aprendemos e somos... ou que pelo menos o que deveríamos ter aprendido a ser. Isso não nos isenta dos erros que nos caracterizam como seres efetivamente humanos; mas somos conosco mesmas tão generosas quanto sabemos que devemos ser com os demais, embora nem sempre sejamos. Acreditamos que tudo é um processo e que todos um dia chegaremos a um condição melhor, mais evoluída, menos... demasiadamente humana, digamos. Mas a esta altura da conversa, este imenso nariz-de-cera, vocês já devem estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com o que? Tem a ver com a simples necessidade de documentar nosso compromisso com o que fazemos aqui. Não podemos desconhecer, depois do reloginho dedo-duro das estatísticas, que muita gente passa por aqui, de diversos lugares do planeta (e isso não é metideza!) e ficam às vezes longos minutos em algum texto, repetem a leitura, buscam mais coisas, e sei que alguns textos são os mais procurados, geralmente aqueles que falam das nossas experiências mais pessoais, emocionais. Com isso, justifico o título — A comunicação é uma arma quente. Por que arma? Porque tem certamente o poder da destruição; e a História está repleta de informações que comprovam isso. Assim, acreditamos que a comunicação deve ter, também, em contrapartida, o poder da construção e da mudança. Nos empenhamos sinceramente neste sentido. Por que "quente"? Porque, ao contrário das armas frias, que contam com a firmeza do gesto, as armas quentes contam com um mecanismo próprio, que pode intervir  na vontade de quem a utiliza. Pode fazer o que na verdade não pretendíamos, no pior dos casos. O acaso também pode contribuir para que se erre o alvo — para o bem ou para o mal — se não houver entrosamento entre a arma e quem a utiliza. Errar ou acertar o alvo é o que costumamos chamar de construção da realidade social. E embora seja óbvio — e o óbvio nem sempre é explícito — todos nós somos aparelhados com o arsenal da comunicação. A responsabilidade de acertar o alvo pode não ser inteiramente nossa, porque somos marcados pela ideologia, que fala por si em nossas palavras e às vezes dispara à nossa revelia;  mas a responsabilidade da  correta utilização da  arma é toda nossa. Alarmante, não? Isso posto, justifico a postagem: se comunicar é assim tão grave, escrever é como uma espécie de documento. Tirando nossos diários íntimos, escrever supõe a relação com outros  em geral, e aí está nossa posição no mundo. Nossa intenção com este texto não é criticar quem pensa diferente de nós e nem interferir no perfil de blogs alheios, mas assumir com os amigos do nosso blog, conhecidos ou desconhecidos, a nossa opção por oferecer aquilo que já adquirimos de útil nas nossas vidas e que  acreditamos que, eventualmente,  possa ser útil a outros, mesmo que em forma de... bobagens de Hanna. A comunicação é nosso perfil e por isso o perfil deste blog — seja lá por vocação, conhecimento, profissão, geminianices, tolices ou pelo  idealismo de achar que se a realidade é construída por linguagem, então, pela linguagem, podemos fazer da realidade alguma coisa melhor. Perdoem-nos se eventulamente erramos o alvo.  E a todos que aportam aqui, intencionalmente ou não, o nosso mais caloroso afeto .
No nosso blog tem um poço, mas a água é muito limpa.
Salve Renato Russo!
Como de sempre, nosso amor.


Poço do Coração, Carrancas/MG





18 outubro 2009

Para começar uma semana em paz

Dizem os Upanishads, uma antiga escritura:

“Desejo, luxúria, tendência a acreditar e não acreditar, dúvida e conhecimento, unidade e diversidade, agitação e paz, medo e coragem, timidez e desembaraço, tudo é produto da mente. A mente segue os impulsos dos sentidos e domina nossa razão e discernimento. Cria medos sem fundamentos, estados emocionais aflitivos e ansiedade. A mente cria nosso mundo.”

O homem é aquilo que pensa.

A todos, uma semana de muita paz.
Hanna.

O que está acontecendo?

O mundo está ao contrário e ninguém me falou...

Ah, Deus...

As postagens de saudade que li em um blog amigo acabaram comigo e nublaram o meu domingo de sol. Não é para fazer rima, verso, canção. É pura verdade, daquelas que não rendem histórias, mas que são apenas desabafo. Amanheci triste e passei o dia assim. Tenho tanta pena das pessoas que sofrem, que se apegam a pensamentos e memórias e seguem assim sangrando, achando que lembrança e saudade formam uma espécie de punição. Ai, como isso acaba comigo. Não sei como não resisto a esta imposição do sofrer. Talvez porque não tenha, eu mesma, me curado de minhas lembranças encapuzadas no manto escuro da saudade. Não sei... Quero tanto ser feliz e isso não me parece possível se as pessoas de quem gosto (ou de quem passei a gostar) tambem não se sentem assim. Ah, como eu queria que a vida fosse apenas uma brincadeira de roda; uma espécie de cada um tem sua boa vez. Não é assim. Mas hoje, tentando livrar-me do sentimento nefasto, passei o dia na praia. Voltei pensando em escrever que "não há nada que um dia de sol não consiga curar". Abri o blog com meu Otelo no colo (um dia falo dele pra vocês, com foto e tudo) e dei uma passeada  na internet antes de começar a postar. Foi aí que, lá pelo segundo ou terceiro parágrafo da postagem de um blogueiro amigo,  não consegui conter a tristeza e as lágrimas que, não fosse Otelo, nem sei onde iriam parar. Interrompi a leitura e levei Otelo para um lugar de conforto. Voltei e li o restante daquele texto de sofrimento e dor. Vi ao final que não era assinado pelo amigo querido. Na hora, devo confessar que assustou-me tamanho sofrimento para quem, como ele,  sempre fora tão contido. Pensei que ele havia surtado de dor. Aliviou-me saber que não era ele. Não conheço quem suporta tamanho sofrimento e ali  publicou sua dor. Mas seja lá quem for, que Deus se apiede e console tanta desdita. Deus, como sofremos nessa vida! Como é difícil seguir sem dor! Como somos tolos. ... e quase todos iguais. Que seu generoso manto de amor nos abrace a todos, Senhor,  e nos ajude a cumprir o que esperas de nós. Estamos todos na mesma estrada, guiados pela mesma luz. Que não nos percamos no caminho. Fiquemos com Deus, porque as dores da vida são apenas ilusão. Sejamos dóceis — quem sabe então poderemos ter por companhia o amor que um dia desejamos que estivesse conosco para sempre. Eu espero sinceramente que sim. E que Deus abençoe a todos nós.

17 outubro 2009

Snif...snif...

Não sou de reclamar, vocês sabem...mas tô triste.  Todos os dias, umas 40 pessoas visitam este humilde blog e passam preciosos minutos lendo as bobagens de Hanna. Muitos voltam e alguns passam o fim de semana revirando meus arquivos e textos. Encontram no Google alguma coisa que fiz e depois repetem a busca só para me encontrar de novo. Ouvem músicas, bisbilhotam os comentários que outros deixaram; pulam para os blogs dos meus amigos, vão e voltam... e não deixam nem um comentariozinho! Poxa, pessoas, do lado de cá das bobagens tem um coração, tem gente...

Hanna existe, sou eu...
Buááááááááááááááááááááááááááááááá

E não é que é...


"Como é mesmo que se faz para sair daqui?
Esse negócio é muito chato...
Coisa de quem não tem mesmo o que fazer.
Mas pensando bem, hoje é sábado...está chovendo...
Hã...que tal um vinho, ou uma cerveja?
Esse troço vai acabar tomando o lugar da conversa fiada...Fui!"
H.S.
(É de Homer Simpson, viu? Não é de Hanna Stael...
Mas eu também já... FUI!)

"Como se fosse brincadeira de roda, memórias..."

PRA DECLARAR MINHA SAUDADE
O QUE SOBROU DO CÉU
TÁ PERDOADO...







Pensamentos esparsos

Escritores e poetas são mentirosos autorizados.
Suas mentiras surtem o efeito das grandes verdades.
A semelhança entre escritores e jornalistas é o fato de serem ambos autorizados. 
O que os distingue é a forma de escrever.

O resto é bobagem...

Parcerias, respostas

QUEM SOMOS NÓS
(Hanna Stael e Joseti Marques)

Sou alegre; sou feliz.
Digo em alegria, o que o teu coração não diz
Não sei brincar, de roda ou de amar
Amar não é jogo; não é coisa de aprendiz.

Tenho um coração na alma
Um pensamento no coração
Em lugares tão distantes
Não sei se estou ou não.

Não quero que a mim digam,
O que acham que eu deva ser
Só eu sou assim eu mesma
Como ninguém mais poderá ser

Não sou palavras, frases, verbos
Parágrafos, ponto, vírgula, exclamação
Em letras curtas, versos longos
Posso ser o que sou... ou não

Não me queiram pelo que sabem
Não me ames pelo que vês
Não me odeiem pelo que pensam
Eu sou eu, não sou vocês.

Sou assim, feito esperança
Um coração que pensa, alma que dança
Um pensamento que voa, desejo que ecoa
Uma mulher; uma criança.

Sexta com jeito de sábado; sábado com cara de domingo. E ainda sobra um dia!

Eu queria contar uma história ou alguma novidade, mas as palavras ainda estão dormindo. Insisto, faço barulho, sacudo os galhos das árvores onde elas se escondem... mas o silêncio é total. Papel em branco me agonia. Por isso esta justificativa tosca; só pra sujar o papel. Mas para que não fique o esforço de todo perdido, vou postar uma musiquinha para dar bom dia. E vou dormir outra vez, lá no meio das palavras mudas, dos acentos relaxados, das cedilhas enroscadas em si mesmas... ensimesmadas...rsrs.
Afinal, hoje é domingo. Quer dizer... sábado.
Aproveitem!
H.

16 outubro 2009

Brincadeiras de memórias

HISTÓRIAS EDITADAS
(Hanna Stael)


Pera, uva ou maçã?!
Ai, tomara que dê maçã...
Será que ele vai me beijar?
Será que vai me ligar?
Será que vai me atender?
Será que vai retornar a mensagem no celular?
Será que vai me mandar um torpedo?
Será que vai me chamar no msn?
Será que vai me chamar pra sair?
Será que vai querer...
Será? Será?
Pera...
Uva... ou...
Alô? Oi!Claro! A que horas, então?
Kiwi...