Páginas

04 agosto 2009

O dia de hoje

Ainda na linha do tempo, acordei tarde hoje (tarde para quem?...rsrs). É que tive insônia. Não costumo ter dificuldades para dormir, mas ontem alguma coisa me mantinha acordada, contra a minha vontade. Rolei na cama até que os travesseiros — e durmo com quatro!— começaram a cair, ora para um lado, ora para outro, fazendo com que volta e meia eu tivesse que resgatar algum do chão, tornando mais incômoda a minha sensação de... insônia. Resolvi levantar e... blogar, claro! Fiz um passeio pelos blogs que acompanho e entrei no de um amigo que eu já havia visitado antes de tentar dormir, só para ver se tinha alguma novidade... e tinha. Um texto terapêutico, que falava de amor e de relacionamento familiar. Não que eu tenha problemas desta ordem, mas igual a quase toda humanidade, já os tive. Hoje minha família é quase que uma orquestra de sopros, harmônica e afinada, cada qual com seu instrumento, sua forma de ser, seus próprios desejos. O respeito à individualidade e às diferenças de cada um é também uma forma refinada de amor. E o texto falava disso. Prezo muito o autoconhecimento, porque prezo muito a felicidade. E não podemos ter a certeza de que realmente amamos, se não nos conhecermos suficientemente bem para saber distinguir, em nós, o que é o amor e o que é a carência; o que é amor e o que é egoísmo; diferenciar o amor da necessidade de posse; o amor, da vaidade; o amor, da ilusão de felicidade. Quando nos entendermos bastante bem, nos amaremos bastante bem também. E é aí que vamos perceber que não podemos ser felizes se não nos ocuparmos também da felicidade das pessoas que amamos, sejam elas os nossos parceiros ou aquelas que de alguma forma estão nas nossas vidas. De todos os meus exageros, este é o único do qual não abro mão. Acredito na dimensão holística do amor, aquela que a tudo e a todos contempla. Mas estas são as formas fáceis de amor, dirão vocês. Amor de casal é mais complicado. Não, respondo eu: o amor é igual em qualquer das suas faces. Imagine se vocês tivessem com os seus parceiros a paciência que geralmente têm com seus filhos. Imaginem se tivessem para com eles a relevância que têm com os erros de seus pais. Imaginem que fossem capazes de entender o momento de aprendizado que levou o seu parceiro a errar, a cometer um deslize, assim como faz com seus amigos. Sim, porque estas são atitudes de amor. Mas se o amor for possessão, egoísmo, vaidade, disputa, opressão... perdoem, mas não é amor. Sei que vocês dirão ainda: mas e se você vive com base nesse amor perfeito e o outro não aprende e insiste nos mesmos erros? Eu diria que o amor é paciente, sabe esperar e é capaz de suportar algum sacrifício, se for mesmo amor, como diz o texto que li. Saberá perdoar sete vezes setenta... se for mesmo amor. Mas sei que vocês ainda diriam: não há quem suporte o sofrimento. Este é o ponto: amor de verdade não deve impor e nem se submeter ao sofrimento. Neste momento, é hora de pensar em um dos mandamentos do Cristo que costumamos repetir sem prestar muita atenção ao que diz: "Amai ao próximo como a ti mesmo". Isto significa que você primeiro deve amar e oferecer a você mesmo tudo aquilo de que falamos até aqui, para que possa ter a base de exemplo em sua própria experiência íntima; para saber como amar o outro e fazer por ele como sabe que faria a si mesmo. Se você não se amar — não confundam amor a si mesmo com egocentrismo e/ou vaidade fútil, por favor — como saberá amar o outro? Amar a si mesmo, perdoar-se, ter paciência com suas próprias dificuldades, ensinar-se a ser melhor, ter compreensão com suas quedas, com seus deslizes, acreditar que está em processo de aprendizagem e crescimento, esforçar-se por ser melhor, prestar atenção a si mesmo, tratar-se com generosidade e atenção é amar a si mesmo. E assim, meus amados, evitar obviamente o sofrimento. Se o amor aceitar o sofrimento, desconfie dele! Não é amor: pode ser obsessão, dependência, carência, astúcia, morbidez... menos amor. Se não nos conhecermos e não nos amarmos bastante bem, não saberemos identificar o momento em que todos os créditos de amor foram gastos e o que sobrou foram apenas sentimentos aprisionadores e inúteis que devem ser descartados. Por isso acho que só há um caminho para se amar em paz e ser feliz ao lado de quem se ama: conhecer-se a si mesmo. Acredito que a partir daí as relações amorosas entre casais (e com o resto dos circunstantes) terão muito mais chances de sucesso.

Para aqueles que gostam de Hanna, informo que depois da leitura do tal texto tive uma maravilhosa noite de sono. E sonhei que vivia em paz com alguém com quem isso jamais foi possível. É que naquela longa encarnação, demorei um pouco a perceber que os créditos de amor haviam se esgotado; porque é mesmo muito difícil ter que admitir isso. Mas atravessar o grande rio que nos levará de volta ao equilíbrio do amor saudável é prova de crescimento e maturidade. E como todos sabem, Hanna é uma aplicada aprendiz de si mesma. Às vezes fico de segunda época ou tenho que encarar uma recuperação. Mas o Senhor é o meu professor, paciente e amantíssimo. Um dia chego lá!
E, como sempre, AMOR!
Hanna Bobona

PS.: Não tenho recebido comentários, embora o número de visitas tenha aumentado bastante... Ei, gente, amor também deve incluir uns mimos de vez em quando... É bom e todo blogueiro gosta...rsrs.

03 agosto 2009

O tempo do dia de hoje

Tá. Sei que prometi que a próxima postagem falaria de emaranhamentos. Mas este tema ainda vai ter que esperar um pouco. É que depende de uma certa leitura que estou muito cansada pra fazer agora. No entanto, não posso deixar de compartilhar o que percebi no dia de hoje. Como vocês podem ler no primeiro ato da nova história, lá embaixo, insinuei a possibilidade de o tempo não existir e ser uma mera invenção do observador. Em outras palavras: nossa observação — ou a observação do observador, tanto faz — delimita partes de um continuum (êta, carái...) a que chamamos de tempo. Partes, apenas partes.... e cada um, então, teria/faria a sua. (ou o seu tempo). Lembrei desses pensamentos malucos bem na hora em que já estava entregando os pontos na luta acirrada contra a burocracia que me empurrava para longe da solução de um assunto urgente. E foi aí, bem aí, que resolvi parar: URGENTE seria a minha observação do tempo? Resolvi relaxar e seguir nas águas lentas do tempo de quem inventou a burocracia. Segui tranquilamente — diria quase que elegantemente, porque gente elegante nunca tem pressa, já repararam? — em direção ao eixo monumental do papelório, carimbações e canetadas. Meus caros... devo dizer que começo a achar que se deixarmos o tempo correr em paz e apenas seguirmos mansamente em direção ao que se apresenta, tudo acontece. Quero dizer: quase tudo. O que eu precisava resolver ficou mesmo para amanhã ou sabe Deus para quando! Há projeções de que a encrenca ainda possa se estender por semanas!!! Que Deus me livre! Mas em compensação... ah, as compensações... Estavam todas lá, apenas aguardando que eu "inventasse" ou "optasse" por aquela parcela do tempo. Poderia ter-me lançado em diversas outras direções, é fato! Ainda mais quando se está à beira de um... sei lá o que, porque detesto beiradas e abismos. Mas ao resolver que o tempo era apenas uma das muitas possibilidades, deixei fluir. Então, fui lá e marquei. E nem tinha barreira para impedir o gol. É como diz o Joãzinho, irmão bacana de um amigo meu, que não se perca pelo nome*: a vida é foda, meu irmão! No bom sentido... no bom sentido, claro... rsrsrs.
* Copyright: o meu amigo, irmão do supracitado Joãozinho...rsrs

E boa noite, porque o dia foi demais...
Mas não sem antes um chamego. Shakespeare, de novo:
"Tal como a sombra, o amor corre de quem o segue: foge, se o perseguis; se fugis, vos persegue". Ou seja: o amor também é foda, Joãozinho!
Beijos de Hanna.


Uma história emaranhada...uau!

Bom dia, meus diletos leitores! Espero que gostem da história que comecei a escrever e postei logo aí embaixo. Acho que esta vai ser um experiência incrível, que pode gerar o conhecimento de coisas genuínas e, quem sabe, até inéditas! Tá bom... tá bom... Noves fora a minha falta de medidas e excesso de entusiasmo, vai ser uma experiência muito legal. Um dos amigos (dentre aqueles que tenho a expectativa de que atendam o meu apelo) já aceitou participar desta eventura quase quântico-literária...rsrs. E para que a coisa fique mais instigante, vou postar pílulas de provocações ao longo da semana. Espero apenas que não enlouqueçam a pobre da criatura que é o eixo central da história. Mas se isso acabar acontecendo, tudo bem também... afinal, é apenas uma história...É que eu costumo me apegar às personagens que invento... snif. Mas tem uma frase de Shakespeare (que não achei na internet!) que diz o seguinte: provocação 1 "Não existe o bom ou o mal; é o pensamento que os faz assim". Na próxima postagem, vou tentar explicar os detalhes interessantes do que é o "emaranhamento".
Grandes e demasiados beijos a todos e todas.
Hanna

02 agosto 2009

A Lagarta e o Tempo

As lagartas, como todos sabem e certamente já viram, são capazes de destruir uma samambaia inteira em questão de poucos dias. Devoram os brotinhos tenros, as pontinhas das folhas, as folhas, os talos... Sobra muito pouco para contar a história, além dos cocozinhos pretos no entorno da planta. Elas nascem vorazes, como explica uma dedicada professora de crianças que assina o blog Mafalda Crescida. A professora se chama Karina Cabral e estudou o comportamento das lagartas junto com sua equipe de alunos de 5 anos. Um trabalho admirável, com um texto primoroso e criatividade idem. Tudo que sei sobre lagartas, aprendi com ela. E do que li, conto a vocês apenas o suficiente para que entendam a vida da Lagarta de quem lhes vou falar a cada domingo. Repito a foto da nossa personagem para que acompanhem e percebam por si mesmos os detalhes que a tornam uma lagarta digna de atenção. Mas vamos aos dados: a lagarta quando nasce, segundo a pesquisa, devora a casca do próprio ovo e é capaz de comer uma planta com o triplo de seu tamanho em poucos minutos! A vida das lagartas é dura, mas não dura muito. Elas vivem no máximo um ano e tudo o que fazem é se arrastar e comer. Para se protegerem, elas expelem uma substância ácida e fedorenta para queimar e afugentar os predadores. Quem já não foi queimado por uma lagarta, certamente teve uma infância sem árvores. As lagartas passam a vida trocando de pele, porque comem muito e engordam demais, saturando a pele. Essas são as informações básicas para que vocês possam entender a Lagarta de que vou falar e para que possam acompanhar a dramática história, como se olhássemos pelo buraco de fechadura de alma alheia.

O Tempo? Ah, o Tempo! Este não precisa descrições; falará por si, muito embora eu pense que o tempo não existe. O tempo pode ser apenas uma invenção do observador, como quem fecha a mão em cilindro e olha através com apenas um dos olhos. Já pensaram nisto? E é por este motivo que nossa história começa pelo meio — o meio é um ponto de chegada no tempo, que o divide em duas metades que se pretendem iguais. O meio tem dois lados, e dependendo do observador, qualquer um deles pode ser começo ou fim. O meio é um ponto decidido pela imaginação, assim como as histórias.

A Lagarta de que lhes falo estava talvez nesta medida exata da vida. Digo "talvez" porque da vida somente conhecemos a metade que passou, esperando que não tenha passado muito mais do que apenas a metade. E este é o ponto! Não saber o que virá. Estava a Lagarta no ponto crítico do seu provável meio, quando percebeu a presença do Tempo que a observava em detalhes, impávido. Ela não o via, mas sentia sua presença quase que a envolvendo por inteiro. Nunca sentira tão vivamente sua condição miserável no mundo. Não trocou de pele uma só vez, como ocorre com as lagartas, sobrando-lhe um envoltório roto e desbotado, puído em pontos que ela não conseguia proteger ao se arrastar. Ela também não devorou plantas com voracidade, como é da natureza das lagartas. Não crescera em folhas, como seria o normal, mas ao pé de uma árvore seca, que já não dava folhas e frutos. Não sabia o que eram as flores, mas imaginava pelo perfume que às vezes sentia. A dificuldade para se alimentar transtornou seu metabolismo, tornando-a miúda e magra; por isso não trocou de pele. Seus olhos eram também pequenos e ligeiramente voltados para trás. E este, de fato, é o grande detalhe que torna esta Lagarta tão especial. Com os olhinhos virados, passou a vida a olhar para si mesma, dando-se conta do que era ser diferente em um mundo onde todos eram iguais. Sentiu-se mal com a proximidade do Tempo, que não via, e arrastou-se até uma pedra grande. Ao tocá-la, teve a impressão que era ali que o Tempo se escondia. Apressou-se até o tronco da velha árvore e ali também sentiu o Tempo. Tudo em que tocava trazia-lhe a mesma impressão. Ansiosa e trêmula, perguntou baixinho:

— Onde está você? — e a resposta veio lenta, como uma brisa suave:

— Onde você estiver.

— Com o que você se parece?

— Com o que você quiser.

— Uma pedra? Uma árvore? Um rio? Uma...flor?

— Por que não?

Este pouco de conversa soou para a solitária criatura como um alento, um bálsamo, enchendo-a de uma sensação elementar, mas que ela jamais sentira. E quis saber:

— Como é a natureza de todas as coisas?

— Para saber, precisamos olhar a semente — respondeu o Tempo

***

Conforme prometido, mas não sem algum sacrifício, está começada a nova história. Por hoje é só, mas continua no próximo domingo. Mas gostaria de fazer um convite aos meus amigos que gostam de escrever, ou seja, praticamente todos. Eu adoraria que esta história fosse uma grande colcha de retalhos tecida a muitas mãos. O Tempo, como viram, pode ser qualquer um de vocês. O que acham? Se toparem, me mandem por e-mail que eu edito aqui.

Desejo que tenham todos uma bela noite e que a semana transcorra cheia de luz.

Amor de Hanna em profusão para todos e todas.

01 agosto 2009

Provocações

Acordei tarde, em plena preguiça de um sábado chuvoso. Demorei a levantar...Falei com Deus e todos os seus anjos de bondade e luz, meu primeiro ato de todos os dias. Lembrei de repente que havia sonhado, como há muito não acontecia. Fechei os olhos e recuperei partes do sonho. Interpretei-as. Sim, os fatos da vida que contamos até para nós mesmos não passam de mera interpretação. Passei boa parte desta encarnação interpretando — no bom sentido técnico do termo, claro... aquele que se acredita pleno de insenção (rsrs). O problema não está na realidade, mas na forma como a interpretamos e o índice de credibilidade que damos a histórias que a nós mesmos reportamos. A física quântica já indica que "a importância fundamental do princípio da incerteza reside no fato de que ela expressa as limitações de nossos conceitos clássicos numa forma matemática precisa. E quanto mais impusermos um conceito sobre o "objeto" físico, tanto mais o outro conceito tornar-se-á incerto, e a relação precisa entre ambos será dada pelo princípio da incerteza". A citação é de um livro cujo título é O Tao da Física, de um físico chamado Fritjof Capra. Mas voltando à sequência relativa dos fatos que vinha narrando (já-já direi a vocês porque enveredei por esse parêntese quântico da incerteza), interpretar sonhos envolve menos riscos, porque não acreditamos que são reais — e isso apenas porque eles se apagam ao esfregarmos os olhos e bocejarmos — ou então deles morremos de pavor; aliás, esses, em geral, são os que mais tempo permanecem na memória. Mas se tudo é realmente relativo, porque os sonhos padecem deste descrético e mal agouro? É simples: porque ao aportarmos nesse mundo encontramos coisas prontas, que nos são ensinadas antes mesmo de abrirmos os olhos. Aprendemos a falar uma língua de sentido pronto, e repetimos, repetimos... Somos ensinados a nos comportar como nos comportamos, a sentir como sentimos (não sem alguma relatividade neste aspecto, acredito eu) e temos, em geral, a opção básica de seguir pelos caminhos e estradas assim sinalizados, porque são mais fáceis. As facilidades podem ser confortáveis, mas raramente geram algum progresso. Mas felizmente tudo é realmente relativo e a nossa vontade é uma energia altamente poderosa. Ops! Será que é por isso que somos adestrados logo ao nascer? Limitados, para que não sejamos tentados a querer o que queremos querer? Das inúmeras opções que a vida nos oferece, podemos querer qualquer delas ou até mesmo todas; só não podemos querer o que quisermos querer, ou seja: não podemos desejar qualquer coisa que não está no acervo de opções que nos apresentam prontas. Sobretudo, qualquer coisa...
Mas justificando porque enveredei por esta alameda, essa conversa longa e que tanto me atrai foi resultado de uma provocação. Provocação de um amigo que conheci há não muito tempo. Percebi nele um monte de páginas em branco e olhos plenos de textos. Não sei como consigo ver essas coisas, mas também não acho relevante saber. E acertei na mosca. Ele um dia havia recolhido seus textos em algum lugar profundo e escuro (desculpe e interpretação e a metáfora, amigo!). Mas o lugar me parecia úmido, embora não fosse frio. Ambiente adequado ao crescimento de plantas que se podem transformar em árvores ao longo do tempo. Já viram aquelas árvores que crescem no alto de construções abandonadas? Não era o caso do meu amigo, claro. Falo dessas árvores apenas para que percebam o quanto tudo é mesmo relativo e depende apenas das condições ideais para que aconteçam. Pois bem: a convivência com Hanna o fez abrir as janelas para a claridade entrar; e a planta atrofiada não demorou a colocar os galhos e folhas para fora e em direção ao céu, lá onde fica o Sol, espreguiçando-se e respirando o ar que vem dos pulmões de Deus. Voltando a realidade dos fatos, meu amigo fez um blog! Hanna exultou de alegria como se estivesse vendo um bebê nascer das entranhas dele (já que tudo é mesmo relativo... homens podem também parir, ou não?) Lá no blog podemos ver o esforço do crescimento da árvore potencial que habita aquela parte do Universo que é ele (o meu amigo) em si. Às vezes acho que ele briga com Hanna em algumas linhas — mas isso não passa de interpretação; acho que ele gosta mesmo é de provocar o diálogo sobre... plantas, quem sabe?
Amados, esse papo é longo e eu tenho uma festa junina extemporânea. E vocês sabem que adoro Alceu Valença e todos os nordestinos. Vou ficando por aqui, mas não sem antes indicar para vocês o blog do meu amigo: http://hsempreoqueserditooumostradoouno.blogspot.com.
Nooooossssa!!!!! Fui lá no blog dele para copiar o endereço e vi que ele postou o meu comentário como texto! Obrigaaaaaaaada!!!!!!! Para quem gosta de Hanna, certamente o "Há sempre o que ser dito..." vai também agradar.
Dancem e cantem e dediquem este sábado ao boníssimo Deus.
Hanna Feliz!

Gravação doméstica, mas muito boazinha. Vamos divulgar o esforço da galera!!!!

31 julho 2009

Já é amanhã

Tenho o estranho hábito de supervalorizar. Mas às vezes fico pensando se sou eu que supervalorizo ou se o valor realmente existe onde o percebo e se apenas eu sou capaz de o ver. Assim como uma espécie de Michelangelo (guardadas as devidas proporções e exageros, claro) que "via" dentro dos blocos de mármore as obras que esculpia. Ele dizia que era só desbastar o mármore, porque a escultura estava pronta lá dentro. Penso que vejo assim, mas devo confessar que não tenho uma gota do talento e da persistência dos Michelângelos. Se um dia tive, gastei-a toda ao longo dessa minha encarnação tão custosa. Mas acho que tudo, no final das contas, tem mesmo suas medidas, seus limites, e é bom que se respeite isso. Não se deve exceder as próprias forças se não há para isso um nobre motivo. Não é útil a coisa alguma que se ultrapasse os limites do bom senso. Não devemos despender esforços em causas inúteis, como tentar dar sentido à nossa própria insensatez. Tenho viajado longas horas de estradas, montanhas, árvores, rios, cachoeiras e tenho aprendido muito com a paisagem.
Amor aos que tem valor, aos que não o tem e aos que o tem e não sabem.
Como sempre, Hanna.

E para todos, Insensatez.


Eu juro que tentei...

Tentei começar hoje a história que prometi. Cheguei da viagem cheia de textos, corri para o computador louca de saudades dos comentários que nunca recebo, das pessoas que nunca vejo e dos amigos com quem nunca falo — este blog é o meu cantinho das ilusões...rsrs. Mas como ia dizendo, escrevi no word o prólogo da história, prometendo um episódio a cada domingo. Mas eis que ao passar para o blog o texto virou código... igual ao código Morse. Tentei recuperar, juro que tentei, mas foi inútil. E como estava, enquanto escrevia, tomando um vinhozinho para relaxar, relaxei... e juntando ao cansaço da viagem... Fica então pra domingo. Espero que gostem da minha nova tentativa de me tornar um escritora ao menos medíocre. Tenham uma noite linda e aproveitem o frio para aquecer os corações.
Amor, de Hanna.

Musiquinha boa pra dormir...

29 julho 2009

O tempo não pára...

Estou gestando uma história. Uma história baseada em fatos verídicos, todos eles, por mais difícil que venha a ser acreditar em algumas das muitas passagens. Não sei ainda por onde começar a contar, porque não quero ter que passar a limpo ou copidescar uma história assim tão verdadeira. Prometo apenas me redimir dos erros e falhas em notas de rodapé — se é que blogs têm pé... ou roda...rsrs. Espero que os personagens reais não se identifiquem facilmente, mas sinceramente espero que todos os que lerem se vejam neles e se perguntem: serei eu? Uma história que, ao contrário de sempre, não começa pelo início e nem pelo fim, mas pelo meio. Na foto, a personagem principal em algum momento da sua tormentosa e impressionante vida. O outro personagem é o Tempo, que não se deixa fotografar — qualquer imagem dele é mera representação. Vou, como sempre, atribuir um título provisório à narrativa. Acho que os títulos guardam uma certa autonomia e só se revelam no final. Pois bem: essa história vai se chamar provisoriamente A Lagarta e o Tempo. E por enquanto é só, meus venerados leitores. Embora o conteúdo esteja pronto, já que são fatos verídicos, preciso ainda organizar os dados, para que não faltem minudências (não sei por que, mas adoro essa palavra... minudências...). E mais ainda: para que eu não corra demasiado risco de faltar com a sinceridade onde a opinião se intrometer em sua arrogância ressentida e geralmente grosseira. Por hora, meus amados, é só. Aguardem com o carinho e a paciência de sempre, até que eu volte de uma viagenzinha rápida, do tipo "vou ali e volto já". Como de sempre e cada vez mais, amor.
Hanna
Enquanto isso, Cazuza para todos!

28 julho 2009

Me chama, me chama...

Sempre que fico triste lembro desta música do Lobão — chove lá fora e aqui faz tanto frio/Me dá vontade de saber... Talvez porque a mim também dê vontade de saber. Eu, que tenho me esforçado tanto para desaprender de querer. Acho que estava quase conseguindo me libertar deste vício, quando a curiosidade daquela minha renitente encarnação de jornalista me levou a escarafunchar arquivos alheios. Êta, manias danadas — a de querer e a de querer saber. E foi justo aí que escorreguei na ladeira da tristeza. Para que saber de coisas que jamais iremos publicar e que gostaríamos de jamais ter lido? Coisas sobre as quais nem temos a exata noção ou qualquer chance de saber com certeza. Notícias de fontes ambíguas. Coisas que confundem o pensamento, o sentimento, os emaranhamentos e as probabilidades. E como isso gera sofrimento...Talvez seja mesmo apenas para isso: exercitar de novo o velho hábito de trocar a realidade por ilusão e sofrer; mexer com o que já estava quase quieto. É... não dá para editar a nosso favor as coisas da vida como se fossem meras notícias.
Ainda tenho muito o que desaprender.
Que Deus se apiede desta pobre cigana.
Hanna.