Sobretudo, coisas relevantes.
E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem
de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante.
Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
Acordei tarde, em plena preguiça de um sábado chuvoso. Demorei a levantar...Falei com Deus e todos os seus anjos de bondade e luz, meu primeiro ato de todos os dias. Lembrei de repente que havia sonhado, como há muito não acontecia. Fechei os olhos e recuperei partes do sonho. Interpretei-as. Sim, os fatos da vida que contamos até para nós mesmos não passam de mera interpretação. Passei boa parte desta encarnação interpretando — no bom sentido técnico do termo, claro... aquele que se acredita pleno de insenção (rsrs). O problema não está na realidade, mas na forma como a interpretamos e o índice de credibilidade que damos a histórias que a nós mesmos reportamos. A física quântica já indica que "a importância fundamental do princípio da incerteza reside no fato de que ela expressa as limitações de nossos conceitos clássicos numa forma matemática precisa. E quanto mais impusermos um conceito sobre o "objeto" físico, tanto mais o outro conceito tornar-se-á incerto, e a relação precisa entre ambos será dada pelo princípio da incerteza". A citação é de um livro cujo título é O Tao da Física, de um físico chamado Fritjof Capra. Mas voltando à sequência relativa dos fatos que vinha narrando (já-já direi a vocês porque enveredei por esse parêntese quântico da incerteza), interpretar sonhos envolve menos riscos, porque não acreditamos que são reais — e isso apenas porque eles se apagam ao esfregarmos os olhos e bocejarmos — ou então deles morremos de pavor; aliás, esses, em geral, são os que mais tempo permanecem na memória. Mas se tudo é realmente relativo, porque os sonhos padecem deste descrético e mal agouro? É simples: porque ao aportarmos nesse mundo encontramos coisas prontas, que nos são ensinadas antes mesmo de abrirmos os olhos. Aprendemos a falar uma língua de sentido pronto, e repetimos, repetimos... Somos ensinados a nos comportar como nos comportamos, a sentir como sentimos (não sem alguma relatividade neste aspecto, acredito eu) e temos, em geral, a opção básica de seguir pelos caminhos e estradas assim sinalizados, porque são mais fáceis. As facilidades podem ser confortáveis, mas raramente geram algum progresso. Mas felizmente tudo é realmente relativo e a nossa vontade é uma energia altamente poderosa. Ops! Será que é por isso que somos adestrados logo ao nascer? Limitados, para que não sejamos tentados a querer o que queremos querer? Das inúmeras opções que a vida nos oferece, podemos querer qualquer delas ou até mesmo todas; só não podemos querer o que quisermos querer, ou seja: não podemos desejar qualquer coisa que não está no acervo de opções que nos apresentam prontas. Sobretudo, qualquer coisa... Mas justificando porque enveredei por esta alameda, essa conversa longa e que tanto me atrai foi resultado de uma provocação. Provocação de um amigo que conheci há não muito tempo. Percebi nele um monte de páginas em branco e olhos plenos de textos. Não sei como consigo ver essas coisas, mas também não acho relevante saber. E acertei na mosca. Ele um dia havia recolhido seus textos em algum lugar profundo e escuro (desculpe e interpretação e a metáfora, amigo!). Mas o lugar me parecia úmido, embora não fosse frio. Ambiente adequado ao crescimento de plantas que se podem transformar em árvores ao longo do tempo. Já viram aquelas árvores que crescem no alto de construções abandonadas? Não era o caso do meu amigo, claro. Falo dessas árvores apenas para que percebam o quanto tudo é mesmo relativo e depende apenas das condições ideais para que aconteçam. Pois bem: a convivência com Hanna o fez abrir as janelas para a claridade entrar; e a planta atrofiada não demorou a colocar os galhos e folhas para fora e em direção ao céu, lá onde fica o Sol, espreguiçando-se e respirando o ar que vem dos pulmões de Deus. Voltando a realidade dos fatos, meu amigo fez um blog! Hanna exultou de alegria como se estivesse vendo um bebê nascer das entranhas dele (já que tudo é mesmo relativo... homens podem também parir, ou não?) Lá no blog podemos ver o esforço do crescimento da árvore potencial que habita aquela parte do Universo que é ele (o meu amigo) em si. Às vezes acho que ele briga com Hanna em algumas linhas — mas isso não passa de interpretação; acho que ele gosta mesmo é de provocar o diálogo sobre... plantas, quem sabe? Amados, esse papo é longo e eu tenho uma festa junina extemporânea. E vocês sabem que adoro Alceu Valença e todos os nordestinos. Vou ficando por aqui, mas não sem antes indicar para vocês o blog do meu amigo: http://hsempreoqueserditooumostradoouno.blogspot.com. Nooooossssa!!!!! Fui lá no blog dele para copiar o endereço e vi que ele postou o meu comentário como texto! Obrigaaaaaaaada!!!!!!! Para quem gosta de Hanna, certamente o "Há sempre o que ser dito..." vai também agradar.
Dancem e cantem e dediquem este sábado ao boníssimo Deus. Hanna Feliz!
Gravação doméstica, mas muito boazinha. Vamos divulgar o esforço da galera!!!!
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