Ainda na linha do tempo, acordei tarde hoje (tarde para quem?...rsrs). É que tive insônia. Não costumo ter dificuldades para dormir, mas ontem alguma coisa me mantinha acordada, contra a minha vontade. Rolei na cama até que os travesseiros — e durmo com quatro!— começaram a cair, ora para um lado, ora para outro, fazendo com que volta e meia eu tivesse que resgatar algum do chão, tornando mais incômoda a minha sensação de... insônia. Resolvi levantar e... blogar, claro! Fiz um passeio pelos blogs que acompanho e entrei no de um amigo que eu já havia visitado antes de tentar dormir, só para ver se tinha alguma novidade... e tinha. Um texto terapêutico, que falava de amor e de relacionamento familiar. Não que eu tenha problemas desta ordem, mas igual a quase toda humanidade, já os tive. Hoje minha família é quase que uma orquestra de sopros, harmônica e afinada, cada qual com seu instrumento, sua forma de ser, seus próprios desejos. O respeito à individualidade e às diferenças de cada um é também uma forma refinada de amor. E o texto falava disso. Prezo muito o autoconhecimento, porque prezo muito a felicidade. E não podemos ter a certeza de que realmente amamos, se não nos conhecermos suficientemente bem para saber distinguir, em nós, o que é o amor e o que é a carência; o que é amor e o que é egoísmo; diferenciar o amor da necessidade de posse; o amor, da vaidade; o amor, da ilusão de felicidade. Quando nos entendermos bastante bem, nos amaremos bastante bem também. E é aí que vamos perceber que não podemos ser felizes se não nos ocuparmos também da felicidade das pessoas que amamos, sejam elas os nossos parceiros ou aquelas que de alguma forma estão nas nossas vidas. De todos os meus exageros, este é o único do qual não abro mão. Acredito na dimensão holística do amor, aquela que a tudo e a todos contempla. Mas estas são as formas fáceis de amor, dirão vocês. Amor de casal é mais complicado. Não, respondo eu: o amor é igual em qualquer das suas faces. Imagine se vocês tivessem com os seus parceiros a paciência que geralmente têm com seus filhos. Imaginem se tivessem para com eles a relevância que têm com os erros de seus pais. Imaginem que fossem capazes de entender o momento de aprendizado que levou o seu parceiro a errar, a cometer um deslize, assim como faz com seus amigos. Sim, porque estas são atitudes de amor. Mas se o amor for possessão, egoísmo, vaidade, disputa, opressão... perdoem, mas não é amor. Sei que vocês dirão ainda: mas e se você vive com base nesse amor perfeito e o outro não aprende e insiste nos mesmos erros? Eu diria que o amor é paciente, sabe esperar e é capaz de suportar algum sacrifício, se for mesmo amor, como diz o texto que li. Saberá perdoar sete vezes setenta... se for mesmo amor. Mas sei que vocês ainda diriam: não há quem suporte o sofrimento. Este é o ponto: amor de verdade não deve impor e nem se submeter ao sofrimento. Neste momento, é hora de pensar em um dos mandamentos do Cristo que costumamos repetir sem prestar muita atenção ao que diz: "Amai ao próximo como a ti mesmo". Isto significa que você primeiro deve amar e oferecer a você mesmo tudo aquilo de que falamos até aqui, para que possa ter a base de exemplo em sua própria experiência íntima; para saber como amar o outro e fazer por ele como sabe que faria a si mesmo. Se você não se amar — não confundam amor a si mesmo com egocentrismo e/ou vaidade fútil, por favor — como saberá amar o outro? Amar a si mesmo, perdoar-se, ter paciência com suas próprias dificuldades, ensinar-se a ser melhor, ter compreensão com suas quedas, com seus deslizes, acreditar que está em processo de aprendizagem e crescimento, esforçar-se por ser melhor, prestar atenção a si mesmo, tratar-se com generosidade e atenção é amar a si mesmo. E assim, meus amados, evitar obviamente o sofrimento. Se o amor aceitar o sofrimento, desconfie dele! Não é amor: pode ser obsessão, dependência, carência, astúcia, morbidez... menos amor. Se não nos conhecermos e não nos amarmos bastante bem, não saberemos identificar o momento em que todos os créditos de amor foram gastos e o que sobrou foram apenas sentimentos aprisionadores e inúteis que devem ser descartados. Por isso acho que só há um caminho para se amar em paz e ser feliz ao lado de quem se ama: conhecer-se a si mesmo. Acredito que a partir daí as relações amorosas entre casais (e com o resto dos circunstantes) terão muito mais chances de sucesso.
Para aqueles que gostam de Hanna, informo que depois da leitura do tal texto tive uma maravilhosa noite de sono. E sonhei que vivia em paz com alguém com quem isso jamais foi possível. É que naquela longa encarnação, demorei um pouco a perceber que os créditos de amor haviam se esgotado; porque é mesmo muito difícil ter que admitir isso. Mas atravessar o grande rio que nos levará de volta ao equilíbrio do amor saudável é prova de crescimento e maturidade. E como todos sabem, Hanna é uma aplicada aprendiz de si mesma. Às vezes fico de segunda época ou tenho que encarar uma recuperação. Mas o Senhor é o meu professor, paciente e amantíssimo. Um dia chego lá!
Para aqueles que gostam de Hanna, informo que depois da leitura do tal texto tive uma maravilhosa noite de sono. E sonhei que vivia em paz com alguém com quem isso jamais foi possível. É que naquela longa encarnação, demorei um pouco a perceber que os créditos de amor haviam se esgotado; porque é mesmo muito difícil ter que admitir isso. Mas atravessar o grande rio que nos levará de volta ao equilíbrio do amor saudável é prova de crescimento e maturidade. E como todos sabem, Hanna é uma aplicada aprendiz de si mesma. Às vezes fico de segunda época ou tenho que encarar uma recuperação. Mas o Senhor é o meu professor, paciente e amantíssimo. Um dia chego lá!
E, como sempre, AMOR!
Hanna Bobona
Hanna Bobona
PS.: Não tenho recebido comentários, embora o número de visitas tenha aumentado bastante... Ei, gente, amor também deve incluir uns mimos de vez em quando... É bom e todo blogueiro gosta...rsrs.
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