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03 agosto 2009

O tempo do dia de hoje

Tá. Sei que prometi que a próxima postagem falaria de emaranhamentos. Mas este tema ainda vai ter que esperar um pouco. É que depende de uma certa leitura que estou muito cansada pra fazer agora. No entanto, não posso deixar de compartilhar o que percebi no dia de hoje. Como vocês podem ler no primeiro ato da nova história, lá embaixo, insinuei a possibilidade de o tempo não existir e ser uma mera invenção do observador. Em outras palavras: nossa observação — ou a observação do observador, tanto faz — delimita partes de um continuum (êta, carái...) a que chamamos de tempo. Partes, apenas partes.... e cada um, então, teria/faria a sua. (ou o seu tempo). Lembrei desses pensamentos malucos bem na hora em que já estava entregando os pontos na luta acirrada contra a burocracia que me empurrava para longe da solução de um assunto urgente. E foi aí, bem aí, que resolvi parar: URGENTE seria a minha observação do tempo? Resolvi relaxar e seguir nas águas lentas do tempo de quem inventou a burocracia. Segui tranquilamente — diria quase que elegantemente, porque gente elegante nunca tem pressa, já repararam? — em direção ao eixo monumental do papelório, carimbações e canetadas. Meus caros... devo dizer que começo a achar que se deixarmos o tempo correr em paz e apenas seguirmos mansamente em direção ao que se apresenta, tudo acontece. Quero dizer: quase tudo. O que eu precisava resolver ficou mesmo para amanhã ou sabe Deus para quando! Há projeções de que a encrenca ainda possa se estender por semanas!!! Que Deus me livre! Mas em compensação... ah, as compensações... Estavam todas lá, apenas aguardando que eu "inventasse" ou "optasse" por aquela parcela do tempo. Poderia ter-me lançado em diversas outras direções, é fato! Ainda mais quando se está à beira de um... sei lá o que, porque detesto beiradas e abismos. Mas ao resolver que o tempo era apenas uma das muitas possibilidades, deixei fluir. Então, fui lá e marquei. E nem tinha barreira para impedir o gol. É como diz o Joãzinho, irmão bacana de um amigo meu, que não se perca pelo nome*: a vida é foda, meu irmão! No bom sentido... no bom sentido, claro... rsrsrs.
* Copyright: o meu amigo, irmão do supracitado Joãozinho...rsrs

E boa noite, porque o dia foi demais...
Mas não sem antes um chamego. Shakespeare, de novo:
"Tal como a sombra, o amor corre de quem o segue: foge, se o perseguis; se fugis, vos persegue". Ou seja: o amor também é foda, Joãozinho!
Beijos de Hanna.


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