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31 julho 2009

Já é amanhã

Tenho o estranho hábito de supervalorizar. Mas às vezes fico pensando se sou eu que supervalorizo ou se o valor realmente existe onde o percebo e se apenas eu sou capaz de o ver. Assim como uma espécie de Michelangelo (guardadas as devidas proporções e exageros, claro) que "via" dentro dos blocos de mármore as obras que esculpia. Ele dizia que era só desbastar o mármore, porque a escultura estava pronta lá dentro. Penso que vejo assim, mas devo confessar que não tenho uma gota do talento e da persistência dos Michelângelos. Se um dia tive, gastei-a toda ao longo dessa minha encarnação tão custosa. Mas acho que tudo, no final das contas, tem mesmo suas medidas, seus limites, e é bom que se respeite isso. Não se deve exceder as próprias forças se não há para isso um nobre motivo. Não é útil a coisa alguma que se ultrapasse os limites do bom senso. Não devemos despender esforços em causas inúteis, como tentar dar sentido à nossa própria insensatez. Tenho viajado longas horas de estradas, montanhas, árvores, rios, cachoeiras e tenho aprendido muito com a paisagem.
Amor aos que tem valor, aos que não o tem e aos que o tem e não sabem.
Como sempre, Hanna.

E para todos, Insensatez.


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