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03 março 2010

Do amor e sua infinita graça

Amar é plenitude de alma e assim se basta. Amar é deixar que se desfaçam as amarras que nos mantinham estacionados ao largo da vida, ali por onde o passado e os não acontecimentos arrastam suas correntes. Amar é apenas deixar que a vida flua para dentro, em torno e através de nós, derrubando as muralhas da incerteza. Felizes aqueles que econtraram o vaso perfeito onde depositar e transbordar o amor que sentem. A estes, o universo sorri e convida a dançar.
Para os que foram tangidos por tão divina graça, um campo imenso de lindos girassóis.

Hanna


02 março 2010

As vírgulas do universo

O Universo pode ser definido e descrito de formas variadas — e todas as formas serão a forma correta — assim como os retalhos, infinitos retalhos que vão compor uma colcha ao final do movimento. Poderá o objeto feito de pequenos pedaços emendados servir de alento e aconchego; de espaço justo da escuridão; de vida, de morte, de sonho, de fantasia, de esperança, de beleza. Poderá ser entendido apenas como a vida, que vem aos poucos e vai acumulando pedacinhos à revelia. Será, a revelia, uma construção a dois, a dez, a um milhão? Revelia será apelido do acaso, por acaso? Seja como for, são apenas pedacinhos que escolhemos emendar ao longo do espaço-tempo. Os quadrados que se aprontam, fechando-se em território particular, nem sempre encontram emenda na mesma colcha onde começaram a se formar. Penso que as colchas de retalho são forjadas pela experiência, e os acontecimentos são uma espécie de linha a tudo emendar. Mas a vida... a vida, ao final, não tem como emendar. Vida que sempre segue. Estas são reflexões esparsas de quem às vezes olha com um olho só para um determinado retalho que se perdeu da colcha maior. A música parece a linha que nos faz viajar em meio à entropia do universo colorido, encontrando quantas colchas resolvemos não costurar. Vejam que lindas as músicas que hoje ouvi, em sequência, no caminho para o Centro da Cidade. Parecem, as duas, com uma vírgula escrita pelo universo, na frase que encaminha o último parágrafo para o derradeiro ponto final.

Barão Vermelho, em releitura do velho e bom Erasmo (e Roberto Carlos... ah, vai... ele também é bonzinho...rsrs.), na música "Quando".
Íxi!!!! Não encontrei no Youtube. Fico devendo esta, mas tentem encontrar, porque ficou bacana com o Frejat. Mas como no universo até as vírgulas são construções entre várias partes, ouçam esta segunda música, que veio na sequência de "Quando". O velho e sábio Raul...
Coisas do universo... vai saber...
Mas a todos, sem exceção, o meu sincero amor.
H.

TENTE OUTRA VEZ

(Raul Seixas)

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
não não não não
Há uma voz que canta,
uma voz que dança,
uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

28 fevereiro 2010

Dois koans

(Mu- Vazio)

A SEDE

Correu por todo o Kinpur a notícia de que um iluminado hindu se encontrava em “estado de orgasmo” ininterruptamente há mais de duas semanas, num mosteiro zen próximo a Ayantavar, no sul da Índia. Benien era um jovem monge recém-admitido entre os andarilhos-pedintes — uma espécie de “ordem” tão rigorosa que era incapaz de aceitar até mesmo os mais famosos Mestres, justamente porque eram famosos e isto, segundo eles, constítua sério empecilho. Pois o jovem pediu permissão para uma viagem a Ayantavar, com o exclusivo propósito de conhecer o monge em gozo orgásmico há duas semanas seguidas.

– Seguirei anônimo e voltarei ainda mais anônimo – comunicou ao Mestre, acrescentando que, desse modo, provavelmente arrrancaria do iluminado monge o segredo de seu espantoso orgasmo.

– E para que aspiras a tamanho orgasmo, Benien? – perguntou-lhe o superior, com um rir de olhos que era pura malícia e ainda mais pura sabedoria.

– Ora, Mestre, e alguém por acaso não o desejaria?

– Benien, o sábio de Ayantavar, precisamente ele já não o deseja mais...

– Como assim? – perguntou o jovem.

– Há mais de três dias que o iluminado hindu faleceu para esta encarnação, Benien.

– Morreu? De quê?

– De sede, Benien. Ninguém fica duas semanas sem beber água...

O VÔO DOS POMBOS

Nos intervalos dos exercícios com o arco-e-flecha, o Mestre treina o discípulo num jogo mágico:

– Eis nova revoada de pombos. Fixe-os bem na memória e depois feche os olhos.

– Fixei, Mestre, e já estou com os olhos fechados! Quanto tempo devo permanecer assim?

Depois de esperar alguns minutos, apressa em pedir que o discípulo abra os olhos novamente.

– Agora, me diga, quantos pombos havia no céu?

– Quinze, Mestre! Se não erro, quinze!

– Estes são os teus quinze pombos porque os meus são trinta.

– E quem de nós está certo, Mestre?

– Certamente nenhum de nós. Cada qual contou os pombos que lhe interessavam...


Boa semana.

Hanna

26 fevereiro 2010

Apelando para o universo

Ah, como eu queria que todas aquelas correntes que me enviaram por e-mail - as que eu reencaminhei, claro! - fizessem efeito neste exato momento e o milagre que todas prometiam acontecesse...jáááááááááááá!!!!!!!!!!
Hanna Bobona

Amar sempre vale a pena

Olhem que linda música eu achei no Youtube.
"Com sua ajuda tranqüila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante..."
Guilherme Arantes


24 fevereiro 2010

Historinhas verdadeiras de Hanna

Esta postagem tem destinatária! É a Steffany Soares, uma menina que não deve ter nem 10 anos e que aderiu ao Sobretudo. Mais que isso! Inspirada em Hanna, ele resolveu criar o próprio blog, cujo endereço é www.steffanysoares@blogspot.com.
Lá, ela assume com responsabilidade o que será seu perfil de blogueira — a defesa de um mundo melhor. Estou há dias pensando no que escrever para dar boas vindas a Steffany. Muitas histórias me ocorreram, mas hoje acordei pensando que o melhor seria contar uma história verdadeira, lá do fundo do baú de histórias de Hanna. Pois bem, Steffany, esta é na medida pra você:

****
Era uma vez uma menina que vivia querendo saber de coisas que ninguém sabia, para fazer coisas que pudessem trazer felicidade para ela e para o resto do muuuundo! Claro, o mundo. Não dava para pensar que o lugar mais longe fosse só apenas até o fundo do quintal. Naquela época, os adultos perguntavam: "você gosta de mim?" e a criançada respondia que sim, até "o fundo do coração". A menina achava que o coração era perto demais.... o fundo do quintal era mais longe! E ela sempre respondia, fazendo todos rirem: "Gosto sim, muito! Até o fundo do quintal", que era o lugar mais longe que ela podia enxergar. Era lá que ficava o ponto máximo do amor que ela podia sentir. Foi crescendo e o quintal foi ficando perto demais. E isso causava um certo desconforto, como se de repente o mundo virasse uma gaiola. Os depositários do amor que ela sentia foram desaparecendo... A menina, já um pouco mais crescidinha, começava a entender o que era o tal do "sofrimento" no mundo. Ela vivia triste, triste de marré-deci... Até que um dia uma mulher bonita, alta, com olhos grandes e sobrancelhas arqueadas se aproximou e deu a ela um livro. A menina estava sentada no chão, o que fazia a mulher paracer muito mais alta do que realmente era. Ela disse pouquíssimas palavras: "Leia esse livro; eu sei que você vai gostar e vai ser importante para você". E foi embora com um sorriso gentil. O título do livro era Emmanuel. A menina vivia lendo poesias, coisas assim. Mas aquele livro grosso, com uma capa antiga, meio amarelado, ocupou cada minuto da vida da menina. Ela o devorou em pouquíssimo tempo! E as grades da gaiola foram se desfazendo. Ela percebeu que o mundo era grande demais!! E quis, como toda geminiana, cumprir o que aprendera naquele livro. Primeiro quis ser Madre Tereza de Caltutá! Depois achou que seria mais fácil algo parecido com Ghandi! Pensava em Jesus, mas nem se atrevia a querer algo semelhante. Não, querida Steffany, nós não somos arrogantes quando queremos salvar o mundo e ser o melhor que pudermos; nós somos apenas aquilo que o mundo chama de idealistas, ou utópicos, também pode ser. Mas voltando à história, a menina achou que deveria começar a tarefa por algum lugar, claro! Tudo começa com um primeiro movimento., isso ela já sabia. Resolveu ser freira e foi procurar um convento. Mas veja só como Deus escreve certo por linhas tortas: a menina teve que ficar horas esperando as freiras acabarem de ver a no-ve-la para virem atendê-la. Não, aí não dava... Foi o ato inaugural de crítica à mídia na vida da menina...rsrs. Não seria freira, jamais! Consequentemente, também não seria Madre Tereza de Calcutá. E lá se foi a menina pela a vida a fora, acreditando que o mundo não tinha fronteiras. Coisa de geminianos, quando se misturam com Aquário. Ela fez um monte de coisas, acreditando que estava se preparando para uma missão que poderia, quem sabe (e ninguém nos ouça) , tornar a vida mais feliz, para ela e para todo o mundo, claro. Estudou muito; brigou muito; apanhou muito; sofreu de novo; levantou outra vez; ralou o nariz; sangrou o coração que era ali tão perto. Mas nada parecia conduzir àquela coisa importante que ela decidira fazer quando as grades de gaiola fizeram puft. Hoje, a menina crescida, lembra daquela mulher tão bonita que tinha um sorriso contido, que parecia, envergonhada, querer esconder a beleza do rosto, dos cabelos negros e lisos. Lembrei de como ela falou pouco ao me dar o livro e de como aquela história determinou o que seria para sempre o tal do fundo do meu coração. Somente agora, ao escrever essa história para você, me dou conta de que não precisamos ser coisa alguma para assumirmos grande tarefas. Tudo o que de melhor eu fiz e o que ainda espero fazer (e que certamente ninguém vai encontrar se me pesquisar no Google ou no Currículo Lattes), foi apenas porque um dia fui consolada por uma mulher que me deu um livro e que se chamava Lourdes. Então, querida Steffany, não se deixe iludir pelas aparências de coisa alguma — nem de bem e nem de mal! E continue acreditando que você vai conseguir salvar o mundo! É fundamental que se pense para além do nosso quintalzinho para que possamos expandir aquilo que Deus nos dá como oportunidade todos os dias da nossas vidas. E aqui vai um segredo de Hanna: se você resolveu salvar o mundo com palavras, escrevendo, saiba que o mundo e a realidade são mesmo construídos de linguagem, de palavras. Hã, hã... encontramos uma peça do quebra-cabeça! Portanto, use as palavras como expressão do que realmente existe no fundo do seu coração, que ainda está em tempo de definição. Apague tudo o que possa se parecer com inveja, disputa, rancor, egoísmo, vaidade (íxi, essa então!), medo, vingança, maldade... Ou seja, tudo o que não vá contribuir para a sua missão. Seja bem-vinda, Steffany, ao mundo dos que acreditam que podem, por direito e por dever! Pense nisso.
Beijos de Hanna e obrigada por me inspirar a contar esta história antiga e verdadeira que estava guardada lá no fundo do meu quintal.
H.

PS.: Ah! Coloque uma foto sua lá nos "seguidores"...rsrsr. Fica mais bonitinho, não acha?

21 fevereiro 2010

Leva a mal não... mas o Fogão é campeããããããoooo!!!!!

Sem comentários!!!!! Aos vascaínos, nobres guerreiros, os meus mais sinceros sentimentos. Eu gostaria que tivesse sido contra o Flamengo...rsrsr.



Mergulho no Lago Azul

Bom dia, universo virtual de gente querida!
Já deu para perceber o tom da postagem de hoje, né não? Pois sim: voltei a olhar pela janela ampla da realidade quântica — assunto do qual a maioria se esquiva, por pura resistência a tudo que possa parecer diferente dos padrões confortáveis, aprendidos ao longo da história, mesmo que o "conforto" já não gere alegria. Sim, porque  todos já concordamos que  o conforto é a antítese do progresso. Lembram quanto tempo passamos acreditando que a Terra era plana? Ai... era tão confortável assim... Novas verdades nos dão muito trabalho, exigem esforço... Mas vamos logo ao que interessa: uma provocação. Isso mesmo! Esta postagem é de-cla-ra-da-mente uma provocação a todos, e a ninguém em especial. É apenas a citação de um cientista ocupado com essas "quantices" que encantam Hanna. Nem vou dizer o nome dele, para não parecer jabá. Mas sabem como é... Eu não resisto a compartilhar o que vou descobrindo pela estrada a fora. Taí, ó: pensem sobre estas afirmações em torno da visão quântica do universo:
"A nossa realidade subjacente, o campo, é contínua, e assim sendo, está igualmente presente em todos os pontos no espaço-tempo. A sua consciência e cada intenção dela resultante estão enredadas nesta continuidade. Isto significa que quando você tem um desejo, na verdade está enviando uma mensagem que alcança todo o campo — a menor das suas intenções repercute em todo o universo quântico (...) O campo tem o poder organizador de realizar automaticamente qualquer intenção. (...) Quando os seus desejos não se realizam, a sua consciência sofreu algum bloqueio ou desconexão da fonte dela no campo. (...) O seu corpo é o resultado material de todas as intenções que você já teve.  (...) Preocupação, incerteza e dúvida são os três obstáculos básicos que nos impedem de fazer uso eficiente do poder contido em cada intenção."
Aprendamos a desejar melhor e a deixar que o "campo" dê conta da materialização dos  fatos.
Enquanto isso, vamos nos divertindo com nossos desejos possíveis.
Bom domingo!!!!!!
H.

19 fevereiro 2010

Venham todos!!! O Circo chegou...!!!!

Respeitááááável público.... Bommmmm diaaaaaaa!!!!!
Esta era a forma clássica com que os palhaços cumprimentavam a platéia para dar início ao espetáculo. Respondíamos tímidos "bom dia", para ouvir a primeira graça a nos provocar: "Que bom dia fraco! Não tomaram café, hoje?". E esta era a licença para que todos gritássemos a plenos pulmões: "Bommmm diaaaaa"!!!!. Somente então o espetáculo começava. Acho que ali comecei a desconfiar de que Liberdade deveria ser apenas um sobrenome da Alegria. Esta memória vem de um tempo em que criança era ensinada a não gritar, nem mesmo que fosse apenas para dar "bom dia". Meus ídolos palhaços foram os inigualáveis Carequinha e Arrelia, que por duas vezes se apresentaram no colégio pobre, de subúrbio, onde eu estudava. Quando o espetáculo acabava, a criançada saída atrás deles pela rua. Não era para pedir autógrafo, que não se dava importância a isso naquela época, mas apenas para ficar olhando mais um pouco, pelo tempo que pudéssemos, para retê-los para sempre em nosso olhar. Guardei-os em meu coração; e não esqueço os cabelos negros do Carequinha, quando, pelas ruas, ele não usava o engraçado chapéu. Para mim, gente era gente, mas palhaço era alguma coisa mais parecida com Deus. 
Eita, narigão de cera... redondo e vermelho como de palhaços...rsrs.
Acho que já expliquei aqui o que é "nariz de cera", não? Para quem não leu, explico de novo. "Nariz de Cera", para os jornalistas, é aquela embromação historicamente condenada pelos próprios, mas geralmente bem escrita, antes da notícia propiramente dita. Todos condenam e poucos admitem, mas muitos adoram. Deve ser uma certa vontade de liberdade de escrever que o ofício não contempla. Mas chega de nariz de cera e vamos ao que é relevante.


COM VOCÊS, OS FATOS!

Esta postagem foi motivada pela matéria de capa do Segundo Caderno do jornal O Globo (19/02/2010), cujo título, "O maior espetáculo da tela", anuncia que Selton Mello e Paulo José começam a rodar, em março, o filme "O Palhaço". Selton Mello, como palhaço, dispensa elogios. Lembram da atuação dele em O Auto da Compadecida? Adjetivar Paulo José seria comparável a uma heresia. Chorei só de ver as fotos, que me levaram de arrastão pelo túnel do tempo, fazendo-me assumir aquele imenso nariz redondo e vemelho com que iniciei o texto. Vejam as fotos... Mas prestem especial atenção à expressão de Paulo José, na foto menor.


AOS FATOS, DOIS

Antes de chegar a este mágico assunto do circo, ainda nos cadernões do jornalão, li uma matéria que cutucou meu coração e tornou irresistível a vontade de blogar, quebrando o meu esforço de disciplina para não dedicar tanto tempo a este estado de ócio criativo — afinal,  a vida ruge! Pois bem, aos fatos: estudos de pesquisadores da Universidade de Colúmbia confirmam que... "a felicidade protege o coração"! A reportagem informa, ainda, que o estudo comprova que pessoas otimistas correm menor risco de infarto e que pessoas felizes têm o coração mais forte. A pesquisa foi publicada na revista científica European Heart Journal, e avaliou homens e mulheres durante 10 anos, classificando os efeitos positivos em cinco níveis. Não vou falar de todos, mas o grupo sem "emoções positivas", digamos, apresentou quase 30% a mais de riscos de infarto. Mas aí a notícia começa a ficar triste, né não? Então, Hanna feliz, com um coração danado de bom, anuncia e convoca a todos!

Respeitáááááável público....
Sejam mais felizes! Mais...!!!! Mais forte! Mais... Não tomaram café, hoje?
Vamos dar início ao fantástico espetáculo do maior circo da Terra!!!
Um circo mágico que está guardado no coração de cada um de todos nós!!!!!!!!!
Amor de Hanna
Sempre!