Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
18 maio 2008
17 maio 2008
Informação relevante que vale a pena repetir
Ressonância SchumannNão apenas as pessoas mais idosas mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?
Pela ressonância Schumann se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por uma campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100 Km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância — dai chamar-se ressonância Schumann — mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo.
Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida.
Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz. Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural.
Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas, submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde.
Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo.
O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros.
Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.
Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos.
Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.
Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.
Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos.
Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.
Leonardo Boff
Incongruências da vida.... palavra estranha.
Experiências de quem presta atenção à vida e mantém o que os acadêmicos empoladamente distinguem como "distanciamento crítico": o melhor do amor é estar apaixonado. Nos apaixonamos pelo amor que sentimos, porque não nos é dado saber do amor que sentem por nós. O que sabe de nós o amor que nos dedicam? Sofremos ou sorrimos e aquele amor dedicado fica lá, sem conseguir atingir a realidade que nos oprime ou participar da que nos alegra. A realidade que nos alegra não precisa de ninguém que nos perturbe a paz oferecendo o melhor dos mundos. Mas vale perguntar: o que será isso? Preferir o amor que sentimos por outros do que o amor que sentem por nós? Será que há alguma chance de coincidência no mundo, ou tudo não passa de mais uma das ilusões discursivamente engendradas para nos fazer continuar a funcionar na roda da produção da humanidade tosca em que nos transformamos? Não sei. E como hoje já passa da sexta-feira, recuso-me a sequer tentar saber. Que me amem os que me amam e que um dia eu possa disso fazer bom proveito e a nós todos alegrar. E a todo mundo, um bom final de semana. A música que prometi hoje, prometo que posto amanhã. Os amores são confusos, mas o afeto e a paciência dos meus leitores são im-pa-gá-veis!
10 maio 2008
Às mulheres sem exceção

A todas as mulheres, porque todas nasceram para gerar no mundo, tenham feito isso ou não. A todas as mulheres que por coragem ofereceram à vida todos os filhos que lhes aportaram ao ventre; também àquelas que por covardia renegaram a função. A todas, sem exceção, as bênçãos de um Deus generoso que sabe das forças e das fraquezas e tem para todos uma cota de redenção, que dirá para as pobres mulheres que trazem em si tão difícil tarefa, tão custosa missão. A essas mulheres que se deixaram envolver pelo sonho que transmuta sacrifício e dor em felicidade plena, e àquelas que abdicaram da dor — a todas sem exceção — as minhas preces, votos de amparo e iluminação. Às mães que não resistiram aos carmas e à vida e cometeram atos de desvario, que Deus as ampare, e lhes dê a chance de recuperar a tarefa perdida. A essas, principalmente, a piedade de Deus.
Seres elementais, amores encantados e outras lendas
Eles existem... sim, existem... Fiquei surpresa ao me dar conta de que estava olhando aquela cena há tanto tempo. Aquele homem sério na imensa varanda daquela bela casa de campo, sentado em uma confortável cadeira de balanço em estilo antigo. Ele acariciava a barba com suavidade, como quem pensava no que mais construir naquele entorno já tão organizado e arquitetural. As mãos dele eram suaves e guardavam uma juventude que a seriedade das linhas do rosto teimavam em contradizer. E olhava para o horizonte largo, como se jamais fosse percorrer aquela distância; ao mesmo tempo, parecia apenas estudar o caminho. Lá ao fundo, uma montanha... alta e ensolarada, que parecia ter sido colocada na direção exata para que os olhos daquele homem pudessem mirar. E lá no topo, no seu mais alto ponto, uma mulher se banhando de um sol manso que clareava todo o lugar. Ela abaixava-se e levantava-se, abrindo os braços como quem emerge das águas do mar, deixando cair de si uma fina cortina de gotas. Mas não havia àgua... era apenas a luz do sol. Ela repetia esse movimento incansavelmente, como se distraída do tempo que passava, passava... E aquele homem ficava lá, balançando-se na cadeira suavemente e olhando aquela mulher na montanha. Ela estava vestida de luz, de alegria, de inteligência, com alguns adereços de tolice, futilidade e distração, naquela montanha adornada de acácias, verbenas e madressilvas; ele trajava a veste cinza da responsabilidade e da organização, com um toque de abrandamento oferecidos pelos complementos da prudência, da sinceridade e da lealdade. Ficavam assim, em uma cena roubada de uma época distante — aquele homem vigiando para que o tempo não voltasse a passar por aquele lugar, zelando a paz da mulher que se banhava em luz. E de repente me dei conta de que também estava ali, observando a cena como se o tempo também tivesse estancado para mim. Tentava analisar, entender e explicar. Do outro lado, quase no meio do caminho, alguém tentando descobrir como atravessar o campo largo e iluminado daquele quadro, sem quebrar-lhe o encanto ou ficar para sempre dentro dele encantado.
09 maio 2008
Filosofices
Não há nada que fuja ao nosso controle. Às vezes a consciência é que perde o controle sobre nós. Não o controle relacionado ao mando e autoritarismo, ao direcionamento para além da vontade... Mas o controle de nossa decisão sobre nossos desejos, nossos sonhos. Ao desejar e sonhar ao contrário do que conscientemente decidimos, estamos sem o controle de nossa capacidade de tornar realidade aquilo que intuimos que nos faria feliz por decisão para além de nossos desejos. Mas a realidade resultante dessa força que é o desejo torna-se igualmente o produto da nossa vontade... e o testemunho de que ainda estamos no controle. Sonhar e desejar são as instâncias primeiras da construção da realidade — como o desenho de um objeto que um dia será concretamente construído. Os sonhos e os desejos são vitais. Olhe para eles e saberá o que está por traz de sua vida ao longo do tempo. Você sempre está no controle, embora nem sempre da sua decisão, mas sempre do seu desejo e da sua vontade.
04 maio 2008
Questões
Não me importo.No fundo, não me importo.
Apenas me incomodo, e aí mudo de lugar.
Mas, no fundo, não me importo.
Apenas lembro, porque é impossível deslembrar.
Mas no fundo, no fundo, não me importo.
Apenas guardo, porque não tenho onde jogar.
Mas não me importo.
Apenas escrevo para lembrar que não me importo.
Apenas para lembrar que no fundo não me importo.
Apenas porque... não me importo.
Aforismos de internet
03 maio 2008
01 maio 2008
30 abril 2008
A teoria lesa dos postes previsíveis
no meio da vida? Escapa-se daqui, dali... e de repente... plá! De cara! Aliás, de cara, de alma e corpo inteiro... se bobear.
A edição de bobagens está de volta, para deleite de meia dúzia de um ou dois leitores...rsssss.
27 abril 2008
25 abril 2008
Historinha singela: o beija-flor e a moça
22 abril 2008
21 abril 2008
Coisas vistas
Mas não é?....E la nave vá....
20 abril 2008
Sem fantasia
Bom domingo a todos e que a semana chegue bem devargarzinho, suavemente, como sopro de brisa leve no rosto distraído da preguiça. E que vocês possam se espreguiçar, sorrir e recomeçar. Meus mais ternos beijos. Espero que gostem do texto, mesmo que discordem das impressões. A todos, como sempre, amor.
A reportagem de capa da revista IstoÉ Gente revelando o namoro de Chico Buarque com uma tal de Celina, da qual se diz ter pouco mais de 30 anos, monopolizou as atenções de homens e mulheres na cidade da qual também se diz ser a mais liberal de todo o mundo sobre essas questões de traição. A palavra é forte, mas é essa a tradução do significado simbólico que perpassa a alma feminina, magoada com a presença inesperada e bem adaptada ao biquíni de Celina. Mulheres de 60, 50, 40 anos casaram-se com Chico em seus maridos; tiveram com eles casos, atravessados por mil perdões – “te perdôo por fazeres mil perguntas”, “por me amares demais”. Aprenderam com Chico a transformar a dor dos percalços da paixão em poesia e resignação, porque no final ele “vem como criança”. Para que se aborrecer? Sentiram-se confortadas pela solidariedade que somente uma alma feminina poderia oferecer – “qual o quê?. Todas essas mulheres dividiram
icidade de um amor perfeito? As mulheres do Chico foram traídas e desta vez é sem perdão. Celina nasceu na contra-mão da geração de mulheres que perdoam sem ter motivos; dos marido traídos que jamais acreditam que “vai passar”. As mulheres de Chico, como a sogra de Celina e tantas outras, acreditam ainda que marido traído fica com marca do corno; que mulher tem que ser "honesta" e saber suportar, reféns da ilusão que garante que um dia os sapos escolhidos se transformam em Chico... ou morrem primeiro, se tiverem sorte. Acreditam que um dia “ele volta pedindo perdão”. "No tempo da maldade" acho que esconderam os rostos sonhadores com as mãos inocentes e deixaram a banda passar... acreditaram em tantas coisas da ordem do impossível encantado.... Só não acreditavam que o Chico pudesse amar Celina, que pegava o Chico, mas não necessariamente amava alguém.A foto aí ao lado é só por vingança... pura maldade... rssssss. Mas vai aí uma musiquinha deste canalha traidor que retratou tantos amores doídos.
14 abril 2008
Os abraços realmente fazem diferença
Um amigo querido me enviou esta jóia de texto e eu compartilho com vocês — eu que adoro abraços. Sintam-se todos abraçados, principalmente você, Rogério. Obrigada pelo "abraço virtual".A tecnologia do abraço.
- É... das invenção dos hómi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço num tem jeito dum só apruveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa duma beradinha...
O abraço é bão prucausa do coração... Quandu ocê abraça arguém, fais massage no coração!... I o coração do ôtro é massagiado tamém!
(autor desconhecido)
Imagem: Madre Tereza de Calcutá e um de seus abraços curativos.
11 abril 2008
Curiosidade quando não mata...
Por que vocês não postam seus comentários, ao invés de me eviarem e-mail? Aprendam a compartilhar. É bom.
10 abril 2008
O perdão é terapêutico
Essa menininha de biquini de bolinhas fez aquele menininho de terninho lá embaixo sofrer. Era um tempo de onde Chico Buarque tirou a frase de uma canção chamada João e Maria (que podiam até ser eles dois): "...no tempo da maldade, acho que a gente nem tinha nascido". E era mesmo fatal que o faz-de-contas tomasse outros rumos e desse no que cada rumo tem naturalmente que dar. Pra lá desse quintal, tantas histórias... Durante algum tempo o menininho sofreu, até que cresceu e empurrou o passado para a sala de brinquedos, trancou a porta e nunca mais foi lá. Passou, passou...A menininha, que seguiu feliz com a brincadeira que fez o menininho sofrer, também cresceu. E a brincadeira foi passando, passando até que a noite desceu sobre a casa, o jardim, o quintal. Mas ao contrário da Maria de Chico, essa noite também chegou ao fim. Ao abrir a porta da casa, depois que o medo do escuro passou e a noite clareou, a menininha foi correndo rever o quintal, tentar encontrar histórias, saber por que chegam ao fim. O quintal estava vazio, quieto, mudo. Não havia cantigas de roda, brincadeiras de passar anel, ninguém. E ela se viu de outro jeito, outra pessoa, outra expressão. Ao lado dela, uma pequena mala. Ela desejou que ali estivesse guardada a chave do tempo que faria a mágica da roda girar,
transformando em realidade o que tinha virado recordação. Lá estava apenas ele - pequeno, tritste. Queria não ter sido má para aquele menininho, que agora era a imagem imaculada de um afeto gentil, crianças que eram. Passaram pela memória tantos rostos, tantos risos, tantos choros, tantos... De repente, uma imagem parou e aquele menininho reapareceu. Ele não brincava mais, não fazia carinhos, não ensaiava a sedução que um dia iriam exercitar em outros corpos, outros corações. Ficava ali sofrendo, parado. Um sofrimento mudo, como só uma lembrança pode doer; deslocada, transferida para o coração da menininha, que não tinha mais como retroceder, entrar no passado e dizer: "perdão". Era uma espécie de culpa engasgada como um nó na garganta. Aquele menininho ali, doendo a cada vez que a menininha se desencantava com as coisas da vida, nas tormentas da ilusão. Como ela entendia agora o que ele sentiu; como queria reescrever a história com outras palavras, ou apenas dizer: "perdão". Ela também fechou a porta e empurrou o passado para lá — o que não tem remédio, remediado está. Seguiu a vida crescendo, com aquele espinho fino em pacto de convivência com seu coração. Um dia desses, a roda do universo parou; a tecnologia avançou e o menininho apareceu em novo terno, longe, bem longe. Mas ele estava ali! Perto, bem perto! Ela ficou sem jeito, como se o vento balançasse o espinho que ela insistia em amortecer. Ficou feliz ao ver que a vida fez por ele o que ela deixou de fazer. Falaram pouco, como quem tem medo do escuro, dos fantasmas, da ilusão.Um dia, belo dia, começaram a conversar. E antes que o assunto enredasse, ele disse "quase morri!", e ela respondeu: "Eu peço perdão!"
E o menininho e a menininha foram felizes para sempre, lá longe, no passado, para lá desse quintal.
09 abril 2008
Encrencas na TV Pública!
Jornalista acusa direção da emissora e o Planalto de interferência no noticiário da TV pública. Conselho investiga denúncia
Publicada em 07/04/2008, às 23h36m
Adauri Antunes Barbosa e Alan Gripp - O GloboSÃO PAULO e BRASÍLIA - Uma comissão corregedora deve ser montada para ouvir a direção da TV Brasil e o jornalista Luiz Lobo, demitido na última sexta-feira da emissora e que saiu acusando o Palácio do Planalto de interferência na programação jornalística. Segundo Lobo, a direção da emissora o proibiu de usar a expressão dossiê e determinou que usasse "levantamento sobre uso dos cartões". O presidente do Conselho Curador da TV Brasil, Luiz Gonzaga Belluzzo, convocou nesta segunda, por e-mail, todos os conselheiros para uma "reunião eletrônica", na qual devem opinar, em 24 horas, sobre a criação da comissão corregedora.
" Temos que analisar o que aconteceu. Se aconteceu (o que Lobo afirma), é grave "
A comissão corregedora, segundo ele, vai ouvir os dois lados para saber quem está falando a verdade. O conselheiro Cláudio Lembo, ex-governador de São Paulo, endossou a proposta de Belluzzo de ouvir o jornalista e a direção da emissora.
- Seria injusto dar uma opinião sem ouvir a outra parte (a direção). Temos que analisar o que aconteceu. Se aconteceu (o que Lobo afirma), é grave. Mas, se não aconteceu, não podemos ficar na ilação - disse Lembo.
Para Luiz Gonzaga Belluzzo, qualquer opinião sobre as acusações de Luiz Lobo, de que há na emissora "um cuidado que vai além do jornalístico", seria um pré-julgamento.
- Ele usou um argumento que critica a independência da TV, mas a priori não posso aceitar esse seu argumento. Tenho que ouvir o outro lado. Não posso aceitar apenas uma versão - afirmou Belluzzo.
Possivelmente na quarta-feira ele já terá a resposta dos 14 conselheiros sobre o tema da "reunião eletrônica". Embora ainda não tenha uma data para a reunião e a decisão do conselho sobre o assunto, Belluzzo disse que isso deve acontecer "o mais rapidamente possível".
O jornalista Luiz Lobo, demitido sexta-feira passada da TV Brasil, deixou a empresa dizendo com todas as letras que o governo quebrou a promessa de não interferir em seu conteúdo, feita durante a discussão para a criação da emissora.
- O coração da TV Pública foi ferido - disse nesta segunda Luiz Lobo, que ocupava o cargo de editor-chefe do telejornal "Repórter Brasil". - Já vinha alertando que é preciso cuidado com o que está acontecendo ali. As dificuldades estavam cada vez maiores. E essa não é uma coisa só minha. As pessoas que estão ali (na direção) estão muito próximas a essa idéia de controle.
Lobo evitou dizer nomes e contar casos. Em reportagem da "Folha de S.Paulo", publicada nesta segunda, ele contou que a pressão aumentou nos últimos dias, após o estouro do escândalo do dossiê contra o governo Fernando Henrique feito no Palácio do Planalto. Segundo ele, as reportagens só podiam usar a expressão "levantamento sobre uso dos cartões", copiando a versão do governo para o caso, e não dossiê. Também era obrigatório, ao falar de problemas na saúde, mencionar a derrubada da CPMF, segundo ele. A assessoria da TV diz que trata-se apenas de "reparo jornalístico".
- O que eu posso dizer é que estava havendo dificuldade de exercer o jornalismo como se deve - disse Lobo.
As palavras de Lobo se somam às do jornalista Eugênio Bucci, presidente da Radiobrás no primeiro mandato de Lula. No livro "Em Brasília, 19 horas", que será lançado esta semana, Bucci faz relato minucioso das pressões exercidas pelo Palácio do Planalto contra o jornalismo que implantou na empresa, por vezes em formato de cartas. Algumas eram assinadas pelo então ministro José Dirceu (Casa Civil) e destinadas ao ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação), mas foram enviadas a seu gabinete com selos de "confidencial". O Planalto não quis comentar.
" A TV Brasil é a tentativa de algo impossível: uma TV patrocinada pelo governo não consegue ser pública e independente "
Bucci não quis comentar a demissão de Luiz Lobo e suas acusações de que a TV Brasil também é pressionada a fazer um jornalismo chapa-branca. Mas, para alguns especialistas em TV, as semelhanças entre as duas acusações não são mera coincidência.
- Era apenas questão de tempo (surgir uma acusação de interferência do governo na TV Brasil). A TV Brasil é a tentativa de algo impossível: uma TV patrocinada pelo governo não consegue ser pública e independente - diz o professor de telejornalismo da Uerj e crítico de TV do site "Comunique-se", Antônio Brasil, para quem apenas a independência financeira daria à TV Brasil chances de algum dia se tornar algo próximo do que é hoje a BBC na Inglaterra.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, diz que as tentativas de interferência do governo na Radiobrás são naturais:
- É natural que o governo queira interceder e que o Eugênio Bucci busque que a pauta seja exclusivamente baseada em princípios jornalísticos. Faz parte da rotina das redações, inclusive das empresas privadas.
A TV Brasil nega que Lobo tenha sido demitido por questões político-ideológicas. Diz que ele recusou-se a assinar um contrato, que só aceitava um compromisso para trabalhar 30 horas semanais e que isso seria incompatível com a função de editor-chefe do principal telejornal da emissora. A assessoria da TV afirmou ainda que Lobo só aparecia para trabalhar às 16h e que, por isso, não acompanhava o processo de feitura do jornal. O jornalista contesta.
06 abril 2008
05 abril 2008
03 abril 2008
Era outra vez....
Foto (editada): Ênio Rocio
02 abril 2008
Era uma vez...
26 março 2008
21 março 2008
Eu tive coelhos de verdade quando era criança!
Fertilidade — é por isso que a figura do coelho está simbolicamente relacionada à Páscoa. Os coelhos se reproduzem rapidamente e têm muitos filhotes a cada parto. Sei disso por experiência, não por ouvir falar no Discovery Channel, viu? Tive um avô maravilhoso que se esforçou para me explicar a história dos coelhos e da fertilidade, sem ter que falar de sexo...rsss. Então me comprou um casalzinho lindo que fazia nascer filhotes numa velocidade que somente as crianças conseguem entender sem perguntar. Meu avô, provavelmente, deu por cumprida sua missão educativa, sem passar por constrangimentos com as quais não sabia lidar; eu, feliz com os coelhinhos que brotavam em profusão, nem quis saber qual era a mágica que os dois branquinhos faziam — até hoje não sei muito bem como aquilo acontecia. Explico! Não é retardamento: é que nunca vi os coelhinhos fazendo amor. Fim da sessão nostalgia. Nas Américas, o coelho da Páscoa é herança dos imigrantes alemães, que trouxeram essa tradição entre o final do século XVII e início do XVIII. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época em que o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.Hahahahahaha!!!! E ainda coloquei o lead no pé!!!! O cúmulo do anti-jornalismo...
19 março 2008
16 março 2008
Como é ?
Boa noite a todos, porque daqui a pouco já será segunda.
15 março 2008
Filosofia de internautas
Faz sentido. Mas não deixe a questão estragar o fim-de-semana.
Pelo menos enquanto você for a opção.
14 março 2008
De pipas e outras ausências
Imagem: Pipas - Portinari, 1941.
13 março 2008
Brechó&Sebo
Livros, livros e mais livros....E um monte de outras coisinhas.
Início de uma coleção
de antigüidades virtuais.
Aceitam-se sugestões,
acréscimos em consignação.
Pagamento à vista, literalmente,
como indica a preposição — apenas para+a vista.
Aos bolsos, nem um tostão.
Mas o investimento é certo; o retorno, caro.
Afeto em profusão.
11 março 2008
Clique aqui e veja quantos livros interessantes
Todos os livros da lista podem ser baixados gratuitamente. Este link está originalmente postado no Blog do Lenhador, que é muito interessante e bem construído. Vale a pena incluir na lista dos favoritos. Lá tem boa música, filmes, vídeos, links interessantes — e ele não se importa se copiarmos seus links para nossos sites e blogs. Gente boa, o cara...Ah... é para clicar no título; não na foto.
09 março 2008
Exercício de humildade e despojamento
Às vezes me sinto muito sozinha e não consigo entender que é a isso que se considera liberdade. Às vezes não consigo entender a relação entre liberdade e completude. Mas somente às vezes, não mais que apenas algumas poucas vezes.Explicação da imagem, que fala de completude: Medições quânticas são descritas por uma coleção Mm de operadores de medição. Estes são operadores atuantes no espaço de estados do sistema que está sendo medido. O indice m refere-se ao resultado da medição que pode ocorrer no experimento. Se o estado do sistema quântico é | ψ > imediatamente depois da medição, então a probabilidade do resultado m ocorrer é dada por
Os operadores de medição satisfazem a equação de completude: A equação de completude expressa que a soma das probabilidades é igual a 1:
O que nos leva à seguinte questão: será que a completude é igual a 1?
08 março 2008
A perfeição é uma meta ...
06 março 2008
Estética das fomes
O que a plebe rude traduziria por
"o que não mata engorda".
A diferença está apenas na urgência
do que a um e a outro sustente.
Ou do que a um e a outro falte.
05 março 2008
Manual para construção de oásis no meio do dia

Mas uma coisa quero declarar a plenos pulmões e sopros:
03 março 2008
Quando as bandas não eram apenas bidê ou balde
Mas vamos ao que nos trouxe hoje aqui: Com vocês, Crosby, Still, Nash and Young!!!!!
02 março 2008
Apesar de já sabermos...
Físicos quânticos, terapeutas, espíritas e mágicos em geral já provaram que o cérebro é preguiçoso — e eu até diria burro. Age por aproximação e coleciona situações semelhantes para não ter que sair da zona do conforto e oferecer uma nova opção, resposta ou comportamento. Basta que um sinal elétrico se apresente e ele logo abre a gaveta onde guardou respostas prontas para situações semelhantes e manda lá a mesma coisa de sempre. E assim vamos repetindo distraidamente os mesmos padrões de respostas, comportamentos e atitudes para coisas às vezes tão desemelhantes. Sim, mas entre saber e fazer existe uma longa distância. Há quem diga que quem sabe faz e quem não sabe, ensina. Talvez seja isso... muita gente ensinando o que não sabe fazer. Mas não custa tentar. Afinal, são apenas decisões... faço isso, não faço aquilo, quero isso, não quero aquilo... Um bom começo é perguntar "por quê?" para cada uma das respostas prontas. E mudar o rumo, a decisão, até que haja uma infinidade de possibilidades de resposta para se escolher. Isso, é claro, se não estivermos satisfeitos com o que temos, somos, vemos, fazemos etc. Então eu vou dar uma caminhada na praia só pra variar. Bom final de domingo e uma semana repleta de oportunidades a todos nós.
27 fevereiro 2008
Como são tão especiais os meus amigos...
Uma das melhores coisas da vida é ter amigos. Imaginem, então, o quanto é bom ter amigos especiais, dos quais emana a felicidade simples de se estar no mundo, apesar de todos os dilemas, percalços e problemas que nos atravessam o caminho. Esses amigos têm espíritos livres; talvez por isso tenham tempo para ser amigos, se debruçar sobre problemas alheios, sofrer pelas dores de outrem. São tão livres e senhores de si que se dão de graça, em plena graça, como quem não deve nada a ninguém. Compartilho com vocês um trecho "autorizado" da correspondência de um amigo muito especial, para que entendam do que estou falando."Quanto a aproveitar cada momento com o que ele traz, me considero uma das pessoas que mais interage com as frestas do cotidiano, que mais furta epifanias e instantes preciosos/prazerosos da rotina massacrante — aproveito muito o Rio de Janeiro, as praias selvagens de Guaratiba, as cachoeiras dentro da mata no Horto, os becos e travessas de Santa Teresa transformados na minha Ouro Preto carioca, os cantinhos secretos do Parque Lage para onde levo minha marmita feita com carinho e sabor em casa, os ônibus de todo dia que oferecem de graça vento no rosto, bancos na janela com walkman no ouvido e evasões invisíveis... os encontros com os amigos... os trabalhos com os moradores de rua e com algumas pessoas de uma localidade miserável da Ilha do Governador, as tardes na casa da minha avó lavando roupa no tanque e brincando com as cachorras e comendo carambolas deitado no chão de pedra..."
"Frestas do cotidiano"... "furtar epifanias"... que lindo isso!
Abraços e alegrias, meu amigo!






