Experiências de quem presta atenção à vida e mantém o que os acadêmicos empoladamente distinguem como "distanciamento crítico": o melhor do amor é estar apaixonado. Nos apaixonamos pelo amor que sentimos, porque não nos é dado saber do amor que sentem por nós. O que sabe de nós o amor que nos dedicam? Sofremos ou sorrimos e aquele amor dedicado fica lá, sem conseguir atingir a realidade que nos oprime ou participar da que nos alegra. A realidade que nos alegra não precisa de ninguém que nos perturbe a paz oferecendo o melhor dos mundos. Mas vale perguntar: o que será isso? Preferir o amor que sentimos por outros do que o amor que sentem por nós? Será que há alguma chance de coincidência no mundo, ou tudo não passa de mais uma das ilusões discursivamente engendradas para nos fazer continuar a funcionar na roda da produção da humanidade tosca em que nos transformamos? Não sei. E como hoje já passa da sexta-feira, recuso-me a sequer tentar saber. Que me amem os que me amam e que um dia eu possa disso fazer bom proveito e a nós todos alegrar. E a todo mundo, um bom final de semana. A música que prometi hoje, prometo que posto amanhã. Os amores são confusos, mas o afeto e a paciência dos meus leitores são im-pa-gá-veis!
Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
17 maio 2008
Incongruências da vida.... palavra estranha.
Experiências de quem presta atenção à vida e mantém o que os acadêmicos empoladamente distinguem como "distanciamento crítico": o melhor do amor é estar apaixonado. Nos apaixonamos pelo amor que sentimos, porque não nos é dado saber do amor que sentem por nós. O que sabe de nós o amor que nos dedicam? Sofremos ou sorrimos e aquele amor dedicado fica lá, sem conseguir atingir a realidade que nos oprime ou participar da que nos alegra. A realidade que nos alegra não precisa de ninguém que nos perturbe a paz oferecendo o melhor dos mundos. Mas vale perguntar: o que será isso? Preferir o amor que sentimos por outros do que o amor que sentem por nós? Será que há alguma chance de coincidência no mundo, ou tudo não passa de mais uma das ilusões discursivamente engendradas para nos fazer continuar a funcionar na roda da produção da humanidade tosca em que nos transformamos? Não sei. E como hoje já passa da sexta-feira, recuso-me a sequer tentar saber. Que me amem os que me amam e que um dia eu possa disso fazer bom proveito e a nós todos alegrar. E a todo mundo, um bom final de semana. A música que prometi hoje, prometo que posto amanhã. Os amores são confusos, mas o afeto e a paciência dos meus leitores são im-pa-gá-veis!
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