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29 agosto 2009

O campo e as sementes do céu

Minha vida é um campo de esperanças que Deus plantou. A cada vez que uma das sementes começa a brotar, transbordo de energia e sou capaz de coisas que, às vezes, até Deus duvida. Deve ser por isso não vejo o que pode vir a ser, mas o que devo realizar e fazer acontecer. É o que sustenta minhas certeza que parecem quase adivinhações — é muito obvio e sem mistério: se você planta laranjas, nunca vai colher as adoráveis e lindas bananas.; mas é certo que laranjas virão. É uma dádiva da generosidade divina, disso tenho certeza, porque a alegria está no exercício da execução da tarefa. E se a semente é boa, com certeza a semeadura é pura felicidade. Também deve ser por isso que minha vida é cheia de entusiasmo. Eu sei o que devo fazer, esteja eu fazendo o que for, porque tenho uma luz que ilumina meu pensamento, na minha hora de trabalhar. Mas a terra não é de propriedade minha. Ali só me cabe o exercício de cultivar a esperança para que ela possa florescer e se tornar realidade para quantos mais seus frutos possam colher. Não adianta jogar na terra as sementes tolas da ilusão, porque delas só nascerão ervas daninhas. A insistência é que nos faz confundir esperança com vontade. E por mais que custe, como diz um amigo meu, "vontade é uma coisa que dá e passa", mesmo que isso leve o tempo de uma vida inteira. Mas quem tem função neste campo da esperança não precisa se preocupar, porque Deus é o pastor e a seus camponeses provê de tudo o que lhes baste e o que lhes faça feliz, para garantir que não faltarão os recursos da colheita. As nossas esperanças, aquelas que vamos recolhendo ao longo da vida por nossa própria conta, essas não devem ser jogadas diretamente ao solo, mas confiadas às mãos de Deus, que sabe a estação correta em que a deve plantar.
Eu sou uma mulher feliz, graças a um Deus que cuida das minhas sementes de pensamento e de amor, descartando sempre as sementes estéreis da ilusão. Confia, e o mais Ele fará.
Saudades imensas, de Hanna.
Amor

Vem! Corra e olhe o céu!


Minha alma canta e dança!
Estou no Rio de Janeiro...
E o sol vem trazendo um bom dia!
Amor
H.

27 agosto 2009

26 agosto 2009

As prometidas mentirinhas de faz-de-contas

Já contei a vocês dos meus cinco cavalos e das minhas duas únicas vacas holandesas, uma das quais aparece faceira em uma postagem deste blog e a outra, como todos também sabem, está refazendo-se do esforço de dar à luz seu bezerrinho manhoso, batizado Geduld. Pois estava eu colhendo beijos na estrada — os mesmos com que os acarinhei em postagem anterior — quando presenciei uma cena digna das historinhas curtas de Hanna. Meus cinco cavalos desentendiam-se no campo aberto sobre uma questão controversa. Acreditavam, três deles, que a bola procura o pé do atleta; os outros dois, que o atleta busca o gol. Não entendi o motivo do dissenso, já que uma hipótese não invalidava a outra! Defendiam os três que bola e atleta, embora complementares, nem sempre se encontravam e que, portanto, o gol estaria descartado. Os outros dois afirmavam categóricos que se o gol estava descartado, portanto o atleta seria apenas uma invenção da imaginação esportiva. Os outros três, compenetrados e com olhares quase quânticos, acrescentaram que mesmo sem a bola o atleta busca o gol. Bola, atleta e gol não se conjugavam! Era esse o motivo da dificuldade! Para evitar que a discórdia se aprofundasse, foram-se os três cavalgar nos campos; os outros dois, acercaram-se da trave e se puseram a aguardar: se a bola busca o pé do atleta e o atleta busca o gol, certamente uma hora os dois apareceriam por lá. E se puseram a esperar. Para provar que a história é verídica, posto a foto, feita por mim mesma, destes dois dos meus cinco cavalos. Quando voltar da viagem conto a outra historinha, que também tem foto ilustrativa de sua veracidade.
H.
Amor.

Comentários aos comentários I

De: Pauta Cifrada

Querida Hanna.
Acredito que somos, no mínimo, três pessoas...
O ser imaginário que pensamos que somos;
O ser que os outros vêem em nós;
E o ser mais importante. O verdadeiro, infinito, em evolução constante... que só Deus conhece.
O resto é simulacro!
Beijo!

Amei!!!!!! Obrigada!
Beijos de Hanna!

Aos poucos, como convém

Ainda não sei como responder ao Anônimo interpelador, mas vou aos poucos descobrindo. E como adoro me virar pelo avesso, vou-me aos poucos desvendando. É um bom exercício de autoconhecimento. Pois bem:
Primeiro insight:
Logo de cara, Hanna sentiu-se como uma criancinha que, aproveitando-se da ausência da mãe, vestiu as roupas dela — vestido vermelho, écharpe de seda, chapéu de abas largas, cordões de pérola, sapatos altos — e borrocou o rosto todo de batom, tentando pintar a boca. Cansada da brincadeira, sentou no chão do quarto e dormiu, com o rosto apoiado nas pernas, escondido entre os braços. De repente, vem alguém e abre a porta!!!!!!!!!!!!!!
E para que não haja dúvidas sobre a alma desta assustada Hanna, aí vai uma foto. Os olhos de Hanna — janelas da alma, como diz o interloctor anônimo —estão meio apertados na foto e quase não se deixam ver, mas são azuis. Os da "outra", são verdes. Entendeu? Ou quer que eu desenhe?
Até o próximo insight e obrigada pela provocação.
Beijos... das duas...rsrsr

Poemando

Versos estanques, descolados e sem rima

O teu amor pesa, pesa e dói nas minhas costas
Mas só quando levanto os olhos e não te vejo
Por isso não te quero ver
Mas para que preciso ver-te se teu pensamento emaranha-se em mim
Se eu fosse cego, daria na mesma
Eu tenho a mania de carregar nos pesos e você, nas tintas
E o que se faz com isso? Pedras coloridas? Arco-íris? Pode ser
Por que não dormes, se não encontras a rima?
Por pura vontade de escrever.

FIM

25 agosto 2009

Estes anônimos...

A verdade é que estes Anônimos são incríveis. Quebrei a cara todas as vezes que achava que sabia quem eram e ia conferir. Parei de querer adivinhar. Tenho sido visitada por Anônimos que realmente se dão ao diálogo. Um generoso(a) que me fala coisas da Bíblia; outro(a) que brinca e ri; outro(a) que bagunça o meu coreto; outro(a) que ri de mim... Mas hoje eu fui interpelada por um(a) Anônimo (a), que insiste em que eu responda ou comente o que ele/ela disse. Demorei a tocar no assunto e ele/ela me cobrou posicionamento. Está tudo lá, nos comentários da postagem do Little Walter, logo aí embaixo, se quiserem ler (é... não quero mesmo publicar como postagem). E estou escrevendo aqui apenas para que não fique a impressão de que me ofendi, como ele/ela pensou. Não, não me ofendi. Mas devo confessar que não sei o que dizer. Você me desconcertou. Estou tentando me consertar, juro. Quando conseguir, prometo responder direitinho, com toda a atenção e carinho que sei que você merece, seja lá quem for. Peço apenas que espere um pouquinho...só mais um pouquinho.

Blues para seguir na estrada

Quer um conselho? Se tiver que seguir sozinho, seja qual for o caminho, vá ouvindo um blues. E se a estrada for longa, compre uma harmônica e descobrirá que a vida te ensinou a tocar, sem que você se desse conta. O blues transforma a tristeza que está dentro e faz com que ela se vá pelo sopro que sai do coração e atravessa a harmônica. E neste vídeo aí embaixo, Little Walter em Blues with a Feeling. Walter, nascido Marion Walter Jacobs em maio de 1930, em Louisiana, EUA, teve uma vida breve — morreu aos 37 anos — e por isso sua obra não é muito extensa, embora seja efetivamente grande. Little Walter figura entre os maiores do blues, como Charlie Parker e Jimi Hendrix, e é considerado um gênio e um virtuose pelas inovações musicais que deixou para gerações de músicos e amantes do blues. Quem se interessar pela obra completa, vá ao Blog do Lenhador, cujo link está registrado ali ao lado, na lista de blogs que recomendo e acompanho. E com vocês, Little Walter!