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26 agosto 2009

Aos poucos, como convém

Ainda não sei como responder ao Anônimo interpelador, mas vou aos poucos descobrindo. E como adoro me virar pelo avesso, vou-me aos poucos desvendando. É um bom exercício de autoconhecimento. Pois bem:
Primeiro insight:
Logo de cara, Hanna sentiu-se como uma criancinha que, aproveitando-se da ausência da mãe, vestiu as roupas dela — vestido vermelho, écharpe de seda, chapéu de abas largas, cordões de pérola, sapatos altos — e borrocou o rosto todo de batom, tentando pintar a boca. Cansada da brincadeira, sentou no chão do quarto e dormiu, com o rosto apoiado nas pernas, escondido entre os braços. De repente, vem alguém e abre a porta!!!!!!!!!!!!!!
E para que não haja dúvidas sobre a alma desta assustada Hanna, aí vai uma foto. Os olhos de Hanna — janelas da alma, como diz o interloctor anônimo —estão meio apertados na foto e quase não se deixam ver, mas são azuis. Os da "outra", são verdes. Entendeu? Ou quer que eu desenhe?
Até o próximo insight e obrigada pela provocação.
Beijos... das duas...rsrsr

Poemando

Versos estanques, descolados e sem rima

O teu amor pesa, pesa e dói nas minhas costas
Mas só quando levanto os olhos e não te vejo
Por isso não te quero ver
Mas para que preciso ver-te se teu pensamento emaranha-se em mim
Se eu fosse cego, daria na mesma
Eu tenho a mania de carregar nos pesos e você, nas tintas
E o que se faz com isso? Pedras coloridas? Arco-íris? Pode ser
Por que não dormes, se não encontras a rima?
Por pura vontade de escrever.

FIM

25 agosto 2009

Estes anônimos...

A verdade é que estes Anônimos são incríveis. Quebrei a cara todas as vezes que achava que sabia quem eram e ia conferir. Parei de querer adivinhar. Tenho sido visitada por Anônimos que realmente se dão ao diálogo. Um generoso(a) que me fala coisas da Bíblia; outro(a) que brinca e ri; outro(a) que bagunça o meu coreto; outro(a) que ri de mim... Mas hoje eu fui interpelada por um(a) Anônimo (a), que insiste em que eu responda ou comente o que ele/ela disse. Demorei a tocar no assunto e ele/ela me cobrou posicionamento. Está tudo lá, nos comentários da postagem do Little Walter, logo aí embaixo, se quiserem ler (é... não quero mesmo publicar como postagem). E estou escrevendo aqui apenas para que não fique a impressão de que me ofendi, como ele/ela pensou. Não, não me ofendi. Mas devo confessar que não sei o que dizer. Você me desconcertou. Estou tentando me consertar, juro. Quando conseguir, prometo responder direitinho, com toda a atenção e carinho que sei que você merece, seja lá quem for. Peço apenas que espere um pouquinho...só mais um pouquinho.

Blues para seguir na estrada

Quer um conselho? Se tiver que seguir sozinho, seja qual for o caminho, vá ouvindo um blues. E se a estrada for longa, compre uma harmônica e descobrirá que a vida te ensinou a tocar, sem que você se desse conta. O blues transforma a tristeza que está dentro e faz com que ela se vá pelo sopro que sai do coração e atravessa a harmônica. E neste vídeo aí embaixo, Little Walter em Blues with a Feeling. Walter, nascido Marion Walter Jacobs em maio de 1930, em Louisiana, EUA, teve uma vida breve — morreu aos 37 anos — e por isso sua obra não é muito extensa, embora seja efetivamente grande. Little Walter figura entre os maiores do blues, como Charlie Parker e Jimi Hendrix, e é considerado um gênio e um virtuose pelas inovações musicais que deixou para gerações de músicos e amantes do blues. Quem se interessar pela obra completa, vá ao Blog do Lenhador, cujo link está registrado ali ao lado, na lista de blogs que recomendo e acompanho. E com vocês, Little Walter!


24 agosto 2009

Minimalismos de amor

Silêncio...
Não acordem o meu amor
Ele está cansado e eu preciso esquecer
Boa noite.




Souvenir de viagem

Desta viagem, trouxe apenas uma história e dois beijos. A história, cujo título será Mentirinhas de faz-de-contas, eu prometo postar amanhã. É que estou deveras cansada... Mas os beijos vou logo entregando, para que durmam acarinhados e, pelo meu afeto, beijados.

***
Aí estão: o nome científico é Impatiens Walleriana, popularmente conhecidas como Beijo. Como toda planta que dá flor, o Beijo precisa de sol, não pode ficar na sombra o tempo todo. O ideal é ofertar-lhe todo o sol da manhã e o aconchego na sombra da tarde. À noite, aproveite-os!
Amor...
H.


A interpretação do sonho

Que lindo! Um Anônimo leitor, ou leitora, aceitou o convite para interpretar o sonho que contei algumas postagens abaixo. A sua interpretação é muito pertinente e interessante! Publico aqui para estimular a que outros mandem suas percepções e completem a colcha aconchegante de retalhos de Hanna.

De: Anônimo

23 de Agosto de 2009 15:08

Bem vamos lá...vou ousar!!!Toda vez que Deus se referia a casa, como por exemplo "a casa de Israel", "a casa de Davi"ou "arruma a tua casa", e várias outras passagens bíblicas, estava se referindo à casa espiritual. No meu humilde entender, a casa simboliza você mesma, por isso você conhecia os detalhes. E o fato de ser linda, talvez esteja relacionado às suas intenções, ao seu coração, mas a dúvida de ser sua casa ou não, penso que você precisa assumir alguma coisa, ou talvez prestar mais atenção a você mesma, ao seu coração, em vez de mostrá-lo a pessoas que você nem conhecia. Água geralmente simboliza o Espírito de Deus, mas nesse caso teria que estar fluindo, porque o Espirito Santo é um fluir constante, e ali a água estava retida em uma piscina, e de alguma forma o que ela simboliza tem que fluir mesmo que seja através de um viaduto. A confusão ao redor são os conflitos que você mesma vive, talvez por não estar atenta ao interior da casa. Não sei, pode ser!!! As pessoas desciam as ruas carregando coisas fúteis. Descer nunca é bom e ainda carregando coisas sem valor, pior ainda. Não tinham noção do que era realmente precioso. As suas vidas. Bem, o viaduto foi pro espaço, mas abriu um caminho onde dava em um quintal que precisava ser tratado, talvez alguma coisa relacionada à família, trabalho. Não sei!! Pode não ser. E o grande lance aí, a meu ver, foi a ávore plantada, e você subindo ladeira acima, que embora seja cansativo e até mesmo doloroso, é melhor do que descer. Alguma conquista você alcançará. As casa vazias pelo caminho são as pessoas que aparentemente estão bem a sua volta, sorrindo, brincando, mas na realidade estão com um imenso vazio dentro de si. Mas as janelas estavam abertas. Elas estão receptivas. Continue andando...Vamos ver os acontecimentos. Bem, tentei!!! Você disse que podíamos arriscar. Perdoe-me se não tiver nada a ver. Só quero ajudar. A Bíblia diz: "...de tudo guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida eterna..."
Um grande beijo e boa viagem!!!



23 agosto 2009

Mais uma bobagenzinha, antes de ir embora

Calem seus desejos e perceberão que não existe coisa alguma que, por natureza, neste universo já não lhes pertença.
Fui!..rsrsr
H.

Sonhos da confeitaria de Hanna

Acabei de lembrar, durante um banho tépido (eita, palavra!), que de ontem para hoje tive um sonho. Um sonho meio esquisito, cheio de enigmas. Estou me preparando para uma viagem de trabalho, daqui a pouco, e tenho umas outras história em que pensar. Não posso me dedicar agora ao sonho. Então resolvi contar para, quem sabe, algum de vocês me ajudarem a decifrar. Vai que entre estes tantos anônimos tem alguém que entende de sonhos. E afinal, vocês entendem Hanna quase de cor. Vocês sabem, né? De cor, quer dizer "de coração". Então, tá! Do que lembro, eu só sei que foi assim (com a licença poética de Ariano Suassuna):

O SONHO
Eu estava mostrando a algumas pessoas estranhas uma casa enorme, que me lembro de ter visto em outro sonho que tive e era, naquele sonho, muito linda. Mas, naquele sonho, eu não morava lá; estava apenas como visitante, eu acho. No sonho desta noite, a casa também não era minha, mas eu a conhecia em cada detalhe. Quando fui mostrar a enorme varanda onde antes havia uma psicina, percebi que ali haviam contruído um viaduto por onde passavam muitos carros... bem no meio da piscina, com suas pilastras enterradas na água azul da enorme piscina— eu disse que o sonho era esquisito! De repente, uma explosão enorme derrubou um condomínio de luxo com muito prédios, na diagonal de onde ficava a casa. Fiquei olhando a destruição. Era muito perto, mas a casa não fora afetada, nem por medo, ou susto. Era como seu eu estivesse assistindo apenas um filme. As pessoas começaram a sair de seus apartamentos, descendo pela rua — era uma ladeira —, carregando coisas que conseguiam salvar, e eram muitas coisas fúteis e inúteis. O viaduto também foi pro espaço, mas não afetou coisa alguma na casa. Apenas deixou aberto, mais adiante da varanda, um caminho que ia dar em um quintal grande. Fui lá para ver se algo havia sido danificado e percebi que era apenas um quintal, precisando de cuidados. Estranhamente, em meio ao caos que se instalara lá fora, na rua, eu comecei a plantar um jardim. Entre as mudas que eu plantava, havia uma cujo destino seria tornar-se uma grande e bela árvore. Eu sabia disso, e procurava o lugar ideal para plantá-la. Fiz isso e fui embora com as pessoas estranhas (que eu sabia que estavam lá, mas na verdade não as conseguia ver), porque todos tínhamos que sair daquele lugar "explosivo"...rsrs. Saímos pelo portão e subimos ladeira acima, enquanto as pessoas afetadas desciam ladeira abaixo. Ao passar pelo lugar dos escombros, eu ia vendo partes se recompondo em casinhas simples e antigas, brancas e azuis, como se feitas de uma técnica que hoje chamamos pátina. As casas estavam totalmente vazias, com as janelas e portas abertas. E eu pensava: "olha só que lindo! Como as pessoas têm coragem de estragar uma coisa dessas?..". Mas aí alguém insistia para que eu continuasse a andar. Acho que o sonho não terminava aí, mas lembro apenas disso.

Sério mesmo: arrisquem palpites exotéricos sobre o que pode significar este sonho. Uma espécie de jogral (nossa...) de textos, para quem não tiver nada melhor para fazer neste domingo frio.
Até a volta!
Beijos de Hanna.