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28 janeiro 2008

De jornalistas e da realidade


Um amigo jornalista aceitou o desafio de adivinhar o que é a imagem da postagem abaixo desta. E mandou lá, nos comentários, apesar da resposta na legenda:
"Um louva-deus, de cabeça para baixo, em um graveto... pelo menos é o que parece que é... Ou não é?".
Acertou na mosca, na imagem, na esperança—porque há controvérsias sobre o nome do bichinho! Uma esperança, um louva-deus, uma esperança que louva a Deus, um deus sem esperança, uma esperança que ninguém louva... ai, meu Deus! De qualquer forma, só jornalistas conseguem ver a realidade dos fatos. Eu disse "ver", não disse contar. Assim me salvo do vexame de dizer que era esperança o que era um louva-deus, ou um bichinho qualquer, que seja... de dizer que havia ponto de equilíbrio em um graveto seco; de falar em esperança equilibrista fora do contexto. Mas todos estamos sujeitos aos enganos da vida, inclusive os jornalistas. E quem resiste aos apelos inusitados das ilusões que se travestem de equilíbrio e esperança? Louvados sejam os jornalistas que acordam no meio do sonho para questionar: mas o que é isso? E como é fácil acordar no meio do sonho alheio. Salve, jornalistas!

27 janeiro 2008

Um beijo e um doce para quem adivinhar o que é

Resposta:
Uma esperança procurando o ponto de equilíbrio.
Uma esperança equilibrista, certo?
Um bom domingo aos amigos, virtuais ou não.
Como de sempre, para todos, amor.
Hanna

26 janeiro 2008

Sexta-feira santa, com festa na praça... no interior

(Imagem: Frevo, de Candido Portinari)
Tentei encontrar um vídeo do Moraes Moreira cantando um frevo bacana que cai como uma luva para se comemorar todas as praças, todos os lesos, todos os dias e as sextas-feiras em particular. Mas nao achei - quem tiver, me envie que vou gostar. O frevo fala assim:

"Não se esqueça de mim, não se perca de mim, não desapareca
A chuva tá caindo e quando a chuva começa eu acabo perdendo a cabeça
Não saia do meu lado, segure meu pierr^o molhado e vamos embora ladeira abaixo...
Acho que a chuva ajuda a gente a se ver
Venha , venha, seja, seja... o que Deus quiser".

Então tá... E salve, Pernambuco!

25 janeiro 2008

Da covardia e das coragens

Já pensou em se atirar em um abismo, na certeza de que vai cair de pé? Não. É certo que se esborracharia no fundo do precipício. Já pensou em colocar o dedo na cicatriz e apertar bem fundo? Não. A memória da ferida faz voltar de novo a dor. Já pensou em se expor de novo ao mesmo, sem achar que vai morrer de amor? Não... não. Então vá! E volte sabendo que não se pode agarrar as águas para estancar o rio. A vida segue seu curso beirando as margens das decisões. O que foi dito e feito, feito está. Nos leva para outros lados, caminhos diversos, histórias outras, destinos desiguais. Mas não devemos temer os saltos. No meio dos abismos, uma generosa mão nos alcança e nos põe novamente no rumo. Seja como for, continuaremos andando... cada um na estrada que lhe compete.
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Se eu tivesse que descrever o dia de hoje, talvez fizesse um desenho de criança, cheio de palhaços, rodas, floreszinhas, balas embrulhadas em papel de orelhinha, bundas de fora, cara melada, nariz melequento, cabelo desgrenhado, pés sujos, roupa desbainhada, sorrisos e alegrias. Ainda bem que não tenho que fazer isso. Então vai aí uma musiquinha do tempo dos festivais.
Divirtam-se. Até porque na vida tudo passa...
(As balinhas são para minha amiguinha Bruna)

Ai, as ilusões...

Os enganos, às vezes, são nossas melhores bússolas. Aquelas que nos mostram os caminhos que não sabíamos, mas queríamos; que seguimos embora não devessemos, e nos devolvem, mesmo que aos frangalhos, aos portos seguros....

Navegando...porque é preciso

Temos que admitir que a teconologia nos salva das saudades; nos põe de novo de frente com nossos mais íntimos desejos - aqueles que não combinam com nossas decisões, mas são nossas reais vontades. Que os ventos nos movam e nos protejam das tempestades.

24 janeiro 2008

Trocando os papéis...os velhos papéis

Audiência qualificadíssima me fez voltar ao antigo design. Esse com cara de papel velho que a gente passa a vida inteira guardando só para não esquecer que o tempo passou e que deixamos lá atrás alguma coisa que gostaríamos de ter trazido conosco. No papel velho fica gravada a prova irrefutável de que o passado existiu, não foi invenção da nossa mente esquecida e carente. Gosto de papéis e algumas coisas ponho neles para que envelheçam e me lembrem sempre do que eu decidi viver — como uma bússola que distrai o magnetismo, conquista autonomia e põe o Norte onde bem entender. Gosto dos papéis que contam histórias do futuro e que nos podem acompanhar apesar do tempo que lhes tinge as bordas. Papéis a quem nada se quis dizer, dobrados em quatro, perdidos dentro de livros grossos. Um dia no futuro eles aparecem, envelhecidos, com as linhas das quatro partes marcadas fundo, como se fossem linhas de uma face — marcas de expressão... os papéis envelhecidos são a pura expressão; contam histórias com minúcias de cenários, detalhes de emoções, dores, ilusões... mesmo que neles não haja nada escrito. Como são coniventes com as palavras os papéis. Não os guardamos impunemente. Se nada escrevemos, basta-lhes o texto que transborda por nossos dedos e se espalha em silêncio sem letras ou traço; bastam as marcas da pressão nas quatro dobras. Ao encontrá-los, no futuro, vemos lá tudo outra vez, sem que falte uma única letra, a nos falar daquele dia, daquela tarde, daquela noite, da brisa, da chuva, do calor, da esperança, do medo, da dor, do amor, da alegria, da saudade. Os papéis envelhecem conversando com o passado, e quando nos encontram, retomam o assunto e começam a contar tudo outra vez. E não adianta negar... estão lá nossas digitais. Volto ao antigo "papel" e não resisto a pensar nas coisas que me fizeram escrever o que andei escrevendo por lá. Então tá...

23 janeiro 2008

Eles existem! Descobri mais um...

E os meus queridos leitores vão aos poucos se revelando, ao se sentirem contemplados com minhas bobagens... E descubro que são mesmo todos queridos; queridos, mas quase sempre distantes. Essa postagem é exclusiva para Dirceu, em Nova Iorque, que amou "Samba para Vinícius". Nos idos da década de 60 do século passado, ele tinha uma banda cover do The Platters. Maior sucesso.
Eu era pequenininha, mas me lembro...rssssss.