Páginas

04 agosto 2009

O Pavão teve filhote!!!!!

Pois é, pessoal... poucos de vocês conhecem o Pavão Azul, eu sei. Mas essa postagem pode estimular os que não conhecem a dar uma passada no melhor pé sujo de Copacabana. E com uma vantagem para aqueles que gostam de florzinhas nas mesas: o Pavão Azul deu filhote! E como todo pai zeloso, o filho não pode sair de perto. O Pavãozinho fica do outro lado da rua, bem na esquina. Foi inaugurado hoje, com direito a pavõezinhos para quem conseguiu chegar a tempo de pegar uma mesa, o que não foi o meu caso. Parece que esse pessoal que frequenta não trabalha; fica só esperando o Pavão abrir! O Pavãozinho tem cerquinha para escorar pileque — que gracinha; parece cercadinho de neném...rsrsrs. As mesas hoje tinham florzinhas, mas com o tempo terão apenas as tradicionais toalhas de papel jornal, onde enamorados deixam seus poemas e os sem assunto fazem furinhos com palitos onde o chope molhou. Uma beleza o nascimento do Pavãozinho! Estava uma festa: e o povo ia de um Pavão pro outro, do outro pro um.... Quase fecharam a rua, não sem a conivência da 12a. DP, que fica ao lado de um e de frente para o outro: segurança total! Ou não... E vai aí embaixo a foto das duas mulheres maravilhosas que alimentam a alegria dos Pavões e que nos garantem boa comida e a marvada da cerveja; Beth e Vera. Ah, o Sérgio é coadjuvante...rsrsr.

****
Sorry... não encontrei as fotos, mas encontrei uma poesia que fala de tempo e memória, de esquecimento e persistência da memória. Acho que o Tempo quer me dizer alguma coisa, já que fica se emaranhando no meio das minhas histórias... e a isso não vou resistir. Cancelo as fotos e ofereço o que achei, enquanto as procurava.

Persistência da Memória
Mário Quintana, 1931.

As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre, onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se —
depois de tudo — tenha "ele" partido, casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou o que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, "ele"
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado.
E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando,
deslembrando deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
— disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer.

Nota de Hanna, que já teve uma encarnação como tradutora: O poeta inglês citado por Mário Quintana é John Keats, e a tradução da frase é mais ou menos "Uma coisa bela é uma alegria para sempre".

Enjoy yourselves with the lovely moments that your memorie brings.

Hanna e o tempo que não vem e não vai embora.
De qualquer modo, Amor.


Nenhum comentário: