Valeu, Marcelo!
Amizade é um amor que nunca morre.
Amizade é um amor que nunca morre.
Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
Sem limites encontrou sem medidas e foram juntos passear. Deram-se as mãos, que se encaixaram perfeitamente, e começaram a buscar aonde ir. Mas como? Se não há limites e nem medidas, fronteiras também não há. Pode-se ir ao mesmo tempo a todo lugar! Resolveram então dormir, já que a liberdade, era certo, estaria sempre lá.
A noite estava calma, com uma brisa leve que vez ou outra trazia o cheiro do mar. Ele parecia seguro de sua posição naquele emaranhado de pensamentos, que ela oferecia em desconcerto, em uma fina aflição do não saber... não saber o que estava, ela mesma, desenhando no universo com seu desejo.
Há uma ponte. Sempre há uma ponte, porque a vida é feita de travessias. O desejo inaugura o trajeto e o habita de circunstâncias, entre as quais o medo. Se as pontes fossem traços rabiscados no chão, passaríamos sem nos dar conta do percurso. Mas uma ponte supõe a ligação ao que está distante, ao lado de lá, ao outro, ao que não estamos habituados a habitar. Uma ponte inaugura possibilidades, constrói ilusões, desilusões e até realidades. Uma ponte pode ser o caminho desejado, mas nunca dantes percorrido; pode ser o começo de um novo estar no mundo, um novo lugar. Uma ponte pode ser apenas uma ponte. Daí o abismo, primo-irmão do medo. As pontes inauguram possibilidades... e as possibilidades não estão rentes ao chão...