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30 março 2010

Fragmentos de um dia amoroso

O dia de hoje trouxe presentes suaves e necessários, pelas mãos e pensamento de amigos raros. Do Rogério recebi a Ária de J. S. Bach, pelo violão magistral de Paulinho Nogueira, que compartilho aqui com vocês. E de Marlene, além dos oportunos cuidados e conselhos, o texto de Emmanuel, que também divido com vocês, pois a muitos também poderá servir. Leiam o texto ouvindo a música. Recolham deste dia apenas o que importa. E que isso baste para fazê-los felizes... ao menos por este dia.
Amor
Hanna

DE ÂNIMO FIRME

Não temas as provas de hoje.
Supera o mal com o bem.
Todos temos um amanhã.
No entanto, porque o futuro nos pertença, não menosprezes o momento agora.
Se sofrestes desgostos não lhes conserves os remanescentes no coração.
Esquece afrontas e ofensas.
O perdão desata quaisquer algemas entre vítima e agressor.
O trabalho dissipa as sombras do espaço da alma.
Serve sempre.
Não cultives enfermidades imaginárias, nem te amofines por aflições que talvez não chegues a conhecer.
(Emmanuel)


26 março 2010

Metáforas que dançam


A vida não é aquilo que nossos olhos veem,
mas aquilo que vemos quando fechamos os olhos
.
(Um pensamento... ou passo de uma dança)

Hanna*

* Com a carona de uma inspiração alheia

23 março 2010

Andei pensando...poesia

PONTOS DE CONFETES

Palavras sobram e dançam nuas
Mentiras amenas, verdades cruas,
Há sempre o que ser dito
Seja lá o que for
O equilíbrio é o meio da dor

Mas onde está o ponto afinal?

Não importa o que
Ou como dizer
Para quem ou para que
Há sempre o que ser dito
Pensado, prescrito, reticente, calado

Mas nunca chega o ponto final.

Saquinho de confetes
que grudam nos corpos suados
Pontos coloridos
prontos para serem usados.

Hanna

16 março 2010

Adorando o próprio umbigo

Eu amo o Sobretudo!!!!!!
Aqui eu me esbaldo e me esparramo; escrevo cansado com c cedilha e não me importo se o Gordo Falante vai reparar. Cruuuuzes, quem diria!, diria ele, se não aproveitasse a deixa para uma de suas postagens que esculacham com o cidadão (no bom sentido, claro...rsrs) No Sobretudo eu me acabo... de rir, de chorar, de sofrer, de amar, de cometer a liberdade em seu mais alto grau documental. Eu amo o Sobretudo, porque me desafia a todas as coisas, sobretudo qualquer coisa que eu queira me permitir. É, meus nobres, não é simples falar "sozinho", como se vocês todos fossem realmente "todos" e estivessem reunidos na mesa do meu botequim. Aqui eu me permito, sobretudo, todas as minhas próprias intuições, minhas parcas redenções, pecados capitais, ingenuidade e preguiça, argúcia e malícia, tolices, bobagens, bobagens... O Sobretudo é depositário dos meus mais sinceros sentimentos e dos mais suados conhecimentos; manto leve de carinho e atenção. E como se não bastasse, me mantém em forma o fôlego de escrever. Mas é aqui também onde encontro a pedra em falso em que tropeço e caio tentando encontrar o chão — ato generoso que me ensina a não levar o mundo tão a sério; a não perder a graça que renovo sempre que me obrigo a rir de mim. Eu amo o Sobretudo que um dia inventei e que agora, aos poucos, gentilmente, vai reinventando a mim. O Sobretudo é minha alma palhaça. O Sobretudo é cheio de graça... O Sobretudo é da massa!!!!

Sobretudo, Hanna

15 março 2010

Tentando poesias

CANTEIROS

Ah, como me encanto com teu canto livre
Como me enlevo quando dizes o que dizes
Ah, se amar é vento, ventania, suspiro
Como quer-te apenas porque existes?

Não, não penses que me pesas em palavras
Quero ouvir, mesmo que mudo, o teu cantar
Se o amor é timbre e em tudo ecoa como sussurro ao vento
Por que não desejar ao menos um só momento
Como uma gema tua vida adornar?

O encanto é mera distração de almas cansadas
Não descreve o instante breve uma só palavra
Querer o indizível é pura audácia, irmã do espanto
Agonia insone de quem sabe as notas, mas não o canto.

Como apagar o texto não escrito?
Como anular o verbo ainda não dito?
Como, por Deus bendito, impedir o pranto?
Como, por todos os anjos, mesmo que aflitos?
Como deixar morrer o não nascido?
Como abortar ao mundo os acalantos?
Como, se ainda nem ao menos existo?

Hanna

14 março 2010

Para o que mais seria?

"Ninguém escreve para si, a não ser que seja um monstro de orgulho. A gente escreve para ser amado, para atrair, para encantar." A frase é de Machado de Assis e a encontrei em um blog chamado A palavra é meu domínio sobre o mundo. Estava buscando saber quem é Laio, além de marido de Jocasta e pai de Édipo, segundo a mitologia grega, e fui parar lá. Não cheguei a saber quem é Laio, o quadragésimo visitante que se registrou hoje como seguidor das bobagens de Hanna neste Sobretudo que vos fala sobre qualquer coisa. Com a frase de Machado de Assis, brindo a presença de Laio e saúdo feliz a sua adesão. Não tenho a pretensão machadiana de encantar, atrair e ser amada, mas tampouco escrevo só para mim. Se de tudo puder oferecer alguma distração ou pensamento útil, já me terá sido suficiente a recompensa pela tarefa empreendida. Seja bem-vindo, Laio. O Sobretudo agradece e espera que goste destas modestas postagens, onde ao menos o carinho e o amor de Hanna são sempre garantidos.
Um beijo!
H.

Sobre as crianças adormecidas em todos nós

"Quando olhamos para uma criança, vemos que o sentido da plenitude, de animação intrínseca, de alegria de ser não resulta de alguma coisa. Há valor em ser apenas o que se é: não decorre do que alguém faz ou deixa de fazer. Está dentro de nós desde o princípio, quando éramos crianças, mas vai devagar se perdendo." Este texto é de um escritor e terapeuta famoso, chamado A. H. Alamaas. Estava como citação nas últimas páginas de um outro livro que hoje acabei de ler. Pensei logo em postar, como contribuição ao deleite de vocês, amados amigos. Quase ao mesmo tempo, lembrei de uma criança que também se chama Hanna, e que me parecia encarnar o mais puro ser "ela mesma", pelas descrições que dela se faziam. Acho que este nome é uma espécie de esconderijo, onde a infância se protege do mundo e fica para sempre rondando nossas adultices. Esta é para você, Hanninha! Que a educação e a cultura não a façam perder-se de si!

Bom domingo!
Porque domingo é coisa de criança!
E se tiver avós no meio, aí então é pra lá de bom...
Amor,
Hanna


13 março 2010

Postagenzinha à toa, pra distrair

Fernando Pessoa

A Montanha Por Achar
A montanha por achar
Há de ter, quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.

O santuário que tiver,
Quando o encontrar, há de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.

A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade,
Porque a vida é só metade