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08 julho 2009

Pensamentos pertinentes de Camus

"E no meio de um inverno, eu finalmente
aprendi que havia dentro de mim
um verão invencível."

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"Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias."

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O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites.

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"A grandeza do homem consiste na sua decisão de ser mais forte que a condição humana."
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"A vida é a soma das suas escolhas."
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"Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer."

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"Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela."

Albert Camus

07 julho 2009

Verdades difíceis.

Ser livre é não fazer questão de sofrer
Ser livre é não fazer questão
Ser livre é não fazer
Ser livre é não
Ser livre é
Ser livre
Ser
Livre

05 julho 2009

Sobre lounges e outras tolices

Confesso que já não tenho a mesma inspiração que me tocou quando propus que a vida é feita de hiatos. Mas vou tentar mesmo assim descrever o que já não sinto. Ou quem sabe eu esteja exatamente vivenciando um hiato sem conseguir percebê-lo. Seja lá como for, a vida reproduz os ciclos da natureza. Acho que nem é necessário defender essa idéia, porque seria muito imbecial que apenas nós, os ditos "humanos", não funcionássemos de acordo com tudo o mais no universo. Sendo assim, a todo período de grande florescimento sobrevem o declínio, que mais tarde se tornará novamente florescimento. O tempo de duração desses estágios varia de acordo com a nossa forma de lidarmos com as coisas da vida. Tanto o declínio quanto o florescimento poderão prolongar-se por muito tempo, de acordo com nossas atitudes... Mas do que estou falando, afinal? Acho que a idéia do lounge se perdeu definitivamente... Vamos tentar começar novamente: os hiatos seriam, de acordo com o que pensava eu naquela postagem, momentos de desilusão onde a tristeza perde toda a esperança de se tornar felicidade. Não é, como pode parecer, o fim do mundo ou o desespero. É apenas uma espécie de saída para outro lugar, porque todos temos "saídas". Não há nada que dure para sempre. Tenho até a impressão de que a memória é uma espécie de transformação do real em algo que não mais nos aflija, embora nunca se apague. Mas a passagem é estreita. E talvez seja neste momento do caminho que surgem o que chamei de lounges. O estrangeirismo besta cai como uma luva para a comparação. A tradução de lounge é "lugar", mas na década de 50 passou a se referir à música ambiente de bares e restaurantes, os cantinhos onde a música não atrapalhava a conversa. Depois passou a ser um ambiente preparado exclusivamente para ser uma espécie de sala de estar de festas, onde as pessoas relaxam, bebem, conversam, descansam... e depois voltam para as pistas de dança ou o que seja. Pois é: classifiquei os hiatos como espaços de descanso das desilusões; um lugar onde encontramos outras pessoas com quem podemos conversar, beber, ouvir música, trocar experiências de forma sempre ligeira. Podemos namorar também. Aliás, os lounges são feitos para isso - encontros com pessoas com quem provavelmente jamais encontraríamos. E é nessa hora que depositamos as desilusões no guarda volumes do lounge, ou lutamos para que se percam. As desilusões são renitentes! Esses hiatos permitem-nos ganhar fôlego e nos distraem das coisas reais da vida comum. Mas são apenas lugares de passagem, onde cada um se mostra o melhor de si e tenta se fantasiar da ilusão do outro; ser o que o outro se entristeceu por não ter. É como diz a múscia: "...mas é carnaval, não me diga mais quem é você, o que você pedir eu lhe dou, seja você quem for, seja o que Deus quiser". E tem-se em poucos momentos o que muitas vezes não se conseguiu ter ao longo de uma vida inteira — o melhor carinho, a melhor atenção, os melhores segredos, o melhor sexo. Sim, o melhor sexo, porque ele vem fantasiado de amor — pura fantasia. No amor real há ciúmes, mágoas, lamentos, ressentimentos. O sexo acaba contaminado por desejos maculados e até mesmo desejos de morte. Mas nos hiatos, a música é suave, a cama é macia e o casal é apenas cada um. Não se conhecem na essência e reconhecem no outro apenas o que a fantasia indica. Deixam, por um instante, suas desilusões para trás, esquecidas. Mas nos lounges, infelizmente, há a tal seção de achados e perdidos. Ao final, há que se passar por lá e pegar tudo de volta. Mas às vezes, o acaso faz das suas e troca uma desilusão por outra... o que só se pode perceber quando o próximo hiato vier.

Humm... ficou ruim esse texto, né não? Acho que estou sem inspiração. Mas eu juro que a história era boa na hora em que pensei. Mas pensamento é assim... se não pegar na hora, babau!
Boa semana para todos vocês.
Hanna

02 julho 2009

Viajando de novo...

Título meio redundante, né não? Vivo viajando, mesmo quando não saio do lugar... Vou longe outra vez, mas volto logo. No final de semana, prometo falar do... lounge. Enquanto isso, fiquem com o saudoso poeta. Até a volta.
H.


29 junho 2009

Começar a semana com muita paz

Olá, queridos, indispensáveis embora hipotéticos leitores. Sei que prometi descrever o lounge das desilusões e aticei a curiosidade de vocês com a palavra "erótico". Devo, não nego e escreverei quando estiver descansada da longa viagem (em curtíssimo tempo... esse é o problema!) da qual acabei de chegar. Mas para desejar uma semana maravilhosa e promissora a todos vocês, deixo aqui uma citação enviada pelo Márcio Rodrigues, amigo que encontrei entre os apaixonados por Mário Quintana. Mas a citação é do saudoso Artur da Távola. Acredito no que diz a frase e esta certeza me deixa muito feliz. Onde há afinidade nunca haverá separação.

"A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil e delicado dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, as distâncias... quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o afeto no exato ponto em que foi interronpido".
Artur da Távola

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Ah! Uma coisinha para distrairem o pensamento ao longo das horas: você pode ter o som de duas mãos se bater uma na outra, mas qual é o som de cada uma das mãos?
Beijos de afinidades.
Hanna

26 junho 2009

Amados, amados! Prestem atenção!

Estou mega-atrasada e não vai dar tempo de escrever, mas tive um insight lindo!!!! Vou dar apenas o lead só para não esquecer: Os hiatos, na vida, são uma espécie de lounge das desilusões (desculpem o estrangeirismo, mas já que está na moda...) . Confortabilíssimos espaços nas encruzilhadas da vida, onde encontramos pessoas que passam, que vem e que vão, que voltam, que jamais voltarão... Mas às vezes, dependendo do coração, encontramos aquele tipo raro de amor que nunca morre — a amizade dos grandes amigos. Uhuuuuu!!!!! Na próxima postagem, prometo descrever os detalhes desse lounge encantador, poético, erótico, exótico, consola-dor. Uma sexta promissora a todos vocês. Liberem as amarras. Aproveitem seus lounges!
Como de sempre, uma grande amizade!!!!!!
Hanna Amor

25 junho 2009

Pera, uva ou maçã?

Esta postagem tem para mim um significado especial, porque está sendo escrita no tempo de um hiato onde a dúvida se ilumina e dança com os véus da ilusão. Enquanto escrevo, sou espectadora da minha própria encruzilhada. Não há direção definida e gosto de não saber, até que eu saiba. Mas insisto em saber, porque tenho pressa — pressa de ser feliz e de seguir o caminho que for a minha estrada. E o caminho que for, será sempre a direção certa. Deus sabe!
Um, dois, três e...

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Lembram do sebo-restaurante no centro da Cidade de que falei a vocês em uma postagem? Pois é: fiquei freguesa. Sempre que posso (almoçar), almoço lá. Noutro dia ouvi Nina Simone, lendo poesias de Florbela Espanca (1894-1930), a poetisa portuguesa que teve uma vida de sofrimento e dor do início ao fim e fez da poesia sua rota de fuga. Qualquer dia posto uma poesia dela pra vocês. A última vez que estive lá, ouvi Paulinho da Viola na voz de Tereza Cristina, enquanto folheava um livro da década de 70 chamado O Tao da Física, de Fritjof Capra. De repente, uma coincidência encantadora: o trecho do livro que eu lia falava de coisa semelhante ao que dizia a letra da música — falava de caminhos, lugares, idas e voltas. Transcrevo os dois trechos para que vocês vejam se há realmente uma conexão entre os dois pensamentos tão distantes.
A música: "...voltar quase sempre é partir para um outro lugar..."
O texto: "Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum — para si mesmo ou para os outros — abandoná-lo quando assim ordena o seu coração (...). Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma." O texto é de Carlos Castañeda e está citado no livro de Capra.
Ou será que eu é que vejo coisas que ninguém vê?
Calma, Tonto! Eu não sou o Zorro!
Hanna Palhaça.