Esta postagem tem para mim um significado especial, porque está sendo escrita no tempo de um hiato onde a dúvida se ilumina e dança com os véus da ilusão. Enquanto escrevo, sou espectadora da minha própria encruzilhada. Não há direção definida e gosto de não saber, até que eu saiba. Mas insisto em saber, porque tenho pressa — pressa de ser feliz e de seguir o caminho que for a minha estrada. E o caminho que for, será sempre a direção certa. Deus sabe!
****
Lembram do sebo-restaurante no centro da Cidade de que falei a vocês em uma postagem? Pois é: fiquei freguesa. Sempre que posso (almoçar), almoço lá. Noutro dia ouvi Nina Simone, lendo poesias de Florbela Espanca (1894-1930), a poetisa portuguesa que teve uma vida de sofrimento e dor do início ao fim e fez da poesia sua rota de fuga. Qualquer dia posto uma poesia dela pra vocês. A última vez que estive lá, ouvi Paulinho da Viola na voz de Tereza Cristina, enquanto folheava um livro da década de 70 chamado O Tao da Física, de Fritjof Capra. De repente, uma coincidência encantadora: o trecho do livro que eu lia falava de coisa semelhante ao que dizia a letra da música — falava de caminhos, lugares, idas e voltas. Transcrevo os dois trechos para que vocês vejam se há realmente uma conexão entre os dois pensamentos tão distantes.
A música: "...voltar quase sempre é partir para um outro lugar..."
O texto: "Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum — para si mesmo ou para os outros — abandoná-lo quando assim ordena o seu coração (...). Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma." O texto é de Carlos Castañeda e está citado no livro de Capra.
Um, dois, três e...
A música: "...voltar quase sempre é partir para um outro lugar..."
O texto: "Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum — para si mesmo ou para os outros — abandoná-lo quando assim ordena o seu coração (...). Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma." O texto é de Carlos Castañeda e está citado no livro de Capra.
Ou será que eu é que vejo coisas que ninguém vê?
Calma, Tonto! Eu não sou o Zorro!
Hanna Palhaça.
Hanna Palhaça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário