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07 julho 2009

Verdades difíceis.

Ser livre é não fazer questão de sofrer
Ser livre é não fazer questão
Ser livre é não fazer
Ser livre é não
Ser livre é
Ser livre
Ser
Livre

05 julho 2009

Sobre lounges e outras tolices

Confesso que já não tenho a mesma inspiração que me tocou quando propus que a vida é feita de hiatos. Mas vou tentar mesmo assim descrever o que já não sinto. Ou quem sabe eu esteja exatamente vivenciando um hiato sem conseguir percebê-lo. Seja lá como for, a vida reproduz os ciclos da natureza. Acho que nem é necessário defender essa idéia, porque seria muito imbecial que apenas nós, os ditos "humanos", não funcionássemos de acordo com tudo o mais no universo. Sendo assim, a todo período de grande florescimento sobrevem o declínio, que mais tarde se tornará novamente florescimento. O tempo de duração desses estágios varia de acordo com a nossa forma de lidarmos com as coisas da vida. Tanto o declínio quanto o florescimento poderão prolongar-se por muito tempo, de acordo com nossas atitudes... Mas do que estou falando, afinal? Acho que a idéia do lounge se perdeu definitivamente... Vamos tentar começar novamente: os hiatos seriam, de acordo com o que pensava eu naquela postagem, momentos de desilusão onde a tristeza perde toda a esperança de se tornar felicidade. Não é, como pode parecer, o fim do mundo ou o desespero. É apenas uma espécie de saída para outro lugar, porque todos temos "saídas". Não há nada que dure para sempre. Tenho até a impressão de que a memória é uma espécie de transformação do real em algo que não mais nos aflija, embora nunca se apague. Mas a passagem é estreita. E talvez seja neste momento do caminho que surgem o que chamei de lounges. O estrangeirismo besta cai como uma luva para a comparação. A tradução de lounge é "lugar", mas na década de 50 passou a se referir à música ambiente de bares e restaurantes, os cantinhos onde a música não atrapalhava a conversa. Depois passou a ser um ambiente preparado exclusivamente para ser uma espécie de sala de estar de festas, onde as pessoas relaxam, bebem, conversam, descansam... e depois voltam para as pistas de dança ou o que seja. Pois é: classifiquei os hiatos como espaços de descanso das desilusões; um lugar onde encontramos outras pessoas com quem podemos conversar, beber, ouvir música, trocar experiências de forma sempre ligeira. Podemos namorar também. Aliás, os lounges são feitos para isso - encontros com pessoas com quem provavelmente jamais encontraríamos. E é nessa hora que depositamos as desilusões no guarda volumes do lounge, ou lutamos para que se percam. As desilusões são renitentes! Esses hiatos permitem-nos ganhar fôlego e nos distraem das coisas reais da vida comum. Mas são apenas lugares de passagem, onde cada um se mostra o melhor de si e tenta se fantasiar da ilusão do outro; ser o que o outro se entristeceu por não ter. É como diz a múscia: "...mas é carnaval, não me diga mais quem é você, o que você pedir eu lhe dou, seja você quem for, seja o que Deus quiser". E tem-se em poucos momentos o que muitas vezes não se conseguiu ter ao longo de uma vida inteira — o melhor carinho, a melhor atenção, os melhores segredos, o melhor sexo. Sim, o melhor sexo, porque ele vem fantasiado de amor — pura fantasia. No amor real há ciúmes, mágoas, lamentos, ressentimentos. O sexo acaba contaminado por desejos maculados e até mesmo desejos de morte. Mas nos hiatos, a música é suave, a cama é macia e o casal é apenas cada um. Não se conhecem na essência e reconhecem no outro apenas o que a fantasia indica. Deixam, por um instante, suas desilusões para trás, esquecidas. Mas nos lounges, infelizmente, há a tal seção de achados e perdidos. Ao final, há que se passar por lá e pegar tudo de volta. Mas às vezes, o acaso faz das suas e troca uma desilusão por outra... o que só se pode perceber quando o próximo hiato vier.

Humm... ficou ruim esse texto, né não? Acho que estou sem inspiração. Mas eu juro que a história era boa na hora em que pensei. Mas pensamento é assim... se não pegar na hora, babau!
Boa semana para todos vocês.
Hanna

02 julho 2009

Viajando de novo...

Título meio redundante, né não? Vivo viajando, mesmo quando não saio do lugar... Vou longe outra vez, mas volto logo. No final de semana, prometo falar do... lounge. Enquanto isso, fiquem com o saudoso poeta. Até a volta.
H.


29 junho 2009

Começar a semana com muita paz

Olá, queridos, indispensáveis embora hipotéticos leitores. Sei que prometi descrever o lounge das desilusões e aticei a curiosidade de vocês com a palavra "erótico". Devo, não nego e escreverei quando estiver descansada da longa viagem (em curtíssimo tempo... esse é o problema!) da qual acabei de chegar. Mas para desejar uma semana maravilhosa e promissora a todos vocês, deixo aqui uma citação enviada pelo Márcio Rodrigues, amigo que encontrei entre os apaixonados por Mário Quintana. Mas a citação é do saudoso Artur da Távola. Acredito no que diz a frase e esta certeza me deixa muito feliz. Onde há afinidade nunca haverá separação.

"A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil e delicado dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, as distâncias... quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o afeto no exato ponto em que foi interronpido".
Artur da Távola

***
Ah! Uma coisinha para distrairem o pensamento ao longo das horas: você pode ter o som de duas mãos se bater uma na outra, mas qual é o som de cada uma das mãos?
Beijos de afinidades.
Hanna

26 junho 2009

Amados, amados! Prestem atenção!

Estou mega-atrasada e não vai dar tempo de escrever, mas tive um insight lindo!!!! Vou dar apenas o lead só para não esquecer: Os hiatos, na vida, são uma espécie de lounge das desilusões (desculpem o estrangeirismo, mas já que está na moda...) . Confortabilíssimos espaços nas encruzilhadas da vida, onde encontramos pessoas que passam, que vem e que vão, que voltam, que jamais voltarão... Mas às vezes, dependendo do coração, encontramos aquele tipo raro de amor que nunca morre — a amizade dos grandes amigos. Uhuuuuu!!!!! Na próxima postagem, prometo descrever os detalhes desse lounge encantador, poético, erótico, exótico, consola-dor. Uma sexta promissora a todos vocês. Liberem as amarras. Aproveitem seus lounges!
Como de sempre, uma grande amizade!!!!!!
Hanna Amor

25 junho 2009

Pera, uva ou maçã?

Esta postagem tem para mim um significado especial, porque está sendo escrita no tempo de um hiato onde a dúvida se ilumina e dança com os véus da ilusão. Enquanto escrevo, sou espectadora da minha própria encruzilhada. Não há direção definida e gosto de não saber, até que eu saiba. Mas insisto em saber, porque tenho pressa — pressa de ser feliz e de seguir o caminho que for a minha estrada. E o caminho que for, será sempre a direção certa. Deus sabe!
Um, dois, três e...

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Lembram do sebo-restaurante no centro da Cidade de que falei a vocês em uma postagem? Pois é: fiquei freguesa. Sempre que posso (almoçar), almoço lá. Noutro dia ouvi Nina Simone, lendo poesias de Florbela Espanca (1894-1930), a poetisa portuguesa que teve uma vida de sofrimento e dor do início ao fim e fez da poesia sua rota de fuga. Qualquer dia posto uma poesia dela pra vocês. A última vez que estive lá, ouvi Paulinho da Viola na voz de Tereza Cristina, enquanto folheava um livro da década de 70 chamado O Tao da Física, de Fritjof Capra. De repente, uma coincidência encantadora: o trecho do livro que eu lia falava de coisa semelhante ao que dizia a letra da música — falava de caminhos, lugares, idas e voltas. Transcrevo os dois trechos para que vocês vejam se há realmente uma conexão entre os dois pensamentos tão distantes.
A música: "...voltar quase sempre é partir para um outro lugar..."
O texto: "Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum — para si mesmo ou para os outros — abandoná-lo quando assim ordena o seu coração (...). Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma." O texto é de Carlos Castañeda e está citado no livro de Capra.
Ou será que eu é que vejo coisas que ninguém vê?
Calma, Tonto! Eu não sou o Zorro!
Hanna Palhaça.

24 junho 2009

Um dia que não sei como explicar, mas vou contar

Preciso contar... Mas não vai ser uma narrativa coerente, com enredo, começo, meio e fim. O dia de ontem foi um daqueles de se guardar no bolso de trás do lado esquerdo (para os destros) da calça jeans. Foi em partes:

Primeiro ato no início da manhã: esforço enorme para empurrar compromissos para estar ao lado de alguém que amo. Mas na mesma cena, alguém que deve ter enorme envolvimento cármico comigo me provocou até que eu despejasse, em menos de dez minutos, o que gastei três anos de análise para entender e tentar superar. Acho que naquela hora a coisa toda foi superada; o coágulo se dissolveu... sumiu! Com o dinheiro da análise, vou passar um final de semana em Lumiar, Mauá ou Conservatóriaaaaa!!!!!!

Segundo ato do meio da manhã: Saguão do Instituto Nacional do Câncer-INCA. Toda minha encarnação de jornalista eu apoiei as causas do INCA, dos grupos solidários que vão levar suas energias boas aos pacientes. Mas nunca havia ido lá pessoalmente. Via tudo pelas matérias que os repórteres traziam, me emocionava e, de certa forma, me cobrava por não ter a atitude solidária dos personagens das matérias - doutores da alegria, religiosos etc. Achava que não suportaria a dor de ver tanto sofrimento sem solução. Ontem entrei lá para levar a pessoa que neste mundo talvez seja a que mais me ame e presenciei uma cena que me surpreendeu sobre mim mesma. Duas jovens choravam copiosamente, balançando a cabeça em uma negação profunda da realidade que provavelmente teriam que encarar sobre alguém que amavam.... ou sobre si mesmas. Vi muitos rostos tristes, alguns deformados. Para minha surpresa, o sentimento que me invadiu não foi de desalento e dor, como imaginava, mas de profunda solidariedade e vontade de abraçar as duas jovens e de alguma forma garantir a elas que somos imortais, que não precisavam sofrer tanto pela certeza de que pessoas amadas se ausentariam de suas vidas. Cheguei a ter um ímpeto de me dirigir a elas... mas não tive coragem de... não sei de que. Talvez hoje eu já tenha maturidade emocional e espiritual para ser solidária com dores que aparentemente não têm solução. Vou ter que voltar lá ainda algumas vezes. E se Deus me escalar para alguma tarefa, acho que já posso responder: presente!

Terceiro ato do meio da tarde: atravessei a ponte Rio—Niterói para o que eu imaginava seria uma reunião normal de trabalho, apressada que sou para que tudo aconteça. Mas não; era uma reunião importante onde eu era a figura central, em meio a pessoas importantes. Me dei conta do quanto sou apressada e do déficit da importância que atribuo a mim mesma. Não sabia ao menos que haveria um coffe break, dando um break na minha pressa. Não aproveitei as delícias que estavam sendo servidas, porque, na minha atual encarnação de professora, não posso entrar em sala atrasada. Despedidas rápidas, saída pela direita... sou interceptada no portão por um repórter do jornal O Fluminense. "Por favor, pode me dar uma entrevista... é rapidinho!". Dada a minha longa encarnação anterior, jamais poderia dizer não... Me senti igual a um motorista de ônibus quando dá aquela freada da arrumadinha. Até os pensamentos voaram pelo parabrisa da minha sofreguidão....hahaha.

Quarto ato do começo da noite: só havia um meio de chegar minimamente no horário: de barca!!! Comecei a me sentir no meu elemento essencial— completamente boba! Como quem não sabe o que é CPI e nem que a empresa Barcas SA teve dissecadas as suas entranhas fedorentas em uma CPI bem recentemente. Pois lá foi a Hanna bobona andar de barca, como se o dia tivesse começado na hora em que abriram os portões. Tudo sumiu do coração, que aliás nem teve tempo de sentir-se assim ou assado por tudo o que vivera ao longo daquelas horas. Queria sentir o vento no rosto, os olhos no mar, a margem da cidade se aproximando e o lado de lá indo embora. Mas descobri que os insensíveis arquitetos das tais barcas não pensaram na paisagem, na aprazível viagem para os que gostam de olhar pela janela. As poltronas são baixas e as janelas, altas. Se a CPI das Barcas ainda estivesse instalada, eu os acusaria de usurparção do direito à paisagem! Não tive outro jeito: de joelhos na poltrona, debrucei-me na janela e comecei a olhar o mar, as luzes dos prédios, da Ilha Fiscal... Ao mesmo tempo, o pensamento insistia em me lembrar do dia e de tudo o mais que não estava ali, portanto não existia. Rezei por alguns segundos, com o nariz gelado do vento do mar. Senti meu coração como uma pedra lisa no meio de um rio, com a água cristalina correndo por cima e por todos os lados. Uma pedra... foi a imagem que me veio e eu não compreendi. Quem sabe não seja porque as pedras não doem... apenas sentem. Quem sabe...

Quinto ato do meio da noite: vinte minutos de atraso! E o ponto não espera... Mas do que adiantava me preocupar? Os minutos já haviam mesmo passado... ierrecuperáveis! Ao meu lado, algumas pessoas que eu não conhecia. Uma delas perguntou se eu era eu. Respondi que sim, enquanto revirava a memória para lembrar quem era ela. Do nada ela disse: "Eu vi sua palestra naquele dia e adorei. Aliás, nós viemos aqui só para ver sua palestra. Estudamos em outra faculdade." Sorri e senti que a sensação de um coração em alegria deve ser igual a da pedra quando a água cristalina e fresca passa sobre ela. Quis abraçar aquela moça, da mesma forma que senti vontade de abraçar as moças do Inca, embora os motivos fossem diferentes. Mas os motivos pareciam iguais, estranhamente... não entendi outra vez. Será que é porque pedra não dói, apenas sente? Será que sentir é sempre bom, não importa o fato? Não tive tempo de entender... Entrei em sala de aula como se estivesse entrando no paraíso. Fiz o meu melhor. Ao final, antes de apagar as luzes, às dez e meia da noite, um pensamento me ocorreu: talvez agora eu já esteja preparada para ser solidária com os que sofrem no Inca. Talvez agora eu já saiba o que dizer, como dizer, ou como apenas estar ao lado... solidariamente, sem sofrer.
Hanna, uma bobona em treinamento.
Como de sempre, amor.

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VEJA COMO SER UM VOLUNTÁRIO DO INCA

A Área de Ações Voluntárias - INCAvoluntário - planeja e coordena as atividades dos voluntários do INCA, que hoje somam mais de 700 pessoas. O INCAvoluntário tem como missão o apoio integrado às ações do INCA junto à comunidade, na assistência e prevenção do câncer. Para tanto, desenvolve ações educacionais, recreativas, de integração social e lazer, visando ao bem-estar dos pacientes do Instituto, seus familiares e da comunidade em geral.
Recrutados e selecionados pelo INCAvoluntário, os voluntários trabalham junto às equipes de saúde do INCA.

O trabalho voluntário no Instituto remonta à década de 50, quando as pessoas participavam espontânea e gratuitamente de campanhas para arrecadar fundos para ajudar aos pacientes carentes do INCA.

Na década de 80, foi criada a primeira associação de voluntários do INCA, a AMINCA - Associação dos Amigos do Instituto Nacional de Câncer - que passou a dar apoio voluntário formal aos pacientes, suprindo suas carências materiais e afetivas e organizando eventos festivos.

Em 1990, novos grupos de voluntários se organizaram espontaneamente, promovendo a rápida expansão dos quadros e a diversificação das ações voluntárias em parceria com as equipes de saúde. Com tantos grupos de voluntários para coordenar, foi necessário criar o NAV - Núcleo de Acompanhamento do Voluntariado do INCA. Em 11 novembro de 1996, o Núcleo foi estabelecido e adotou como estratégia de organização a regulamentação jurídica de todos os grupos, formalizando assim o trabalho voluntário no INCA.

Com a unificação dos serviços de assistência do Instituto o voluntariado também necessitou de uma reestruturação. Em 2000, foi instituído o Conselho do Voluntariado, do qual participavam representantes das categorias profissionais da área de saúde do INCA, da Direção Geral, do NAV e dos voluntários supervisores de atividades. Este Conselho passou a definir normas, políticas e diretrizes do voluntariado, sinalizando as mudanças que viriam no ano seguinte.

Sempre buscando melhorias nos processos de trabalho, em 5 de dezembro de 2001, o NAV foi transformado em Área de Projetos Sociais e Voluntariado - INCAvoluntário. A criação desta área promoveu a unificação dos grupos de voluntários, o que trouxe maior integração deles com os funcionários e com as diretrizes da Direção Geral. Além disso, o INCAvoluntário representou uma mudança de atitude do INCA, que passou a ter também como missão projetos de responsabilidade social para a comunidade externa.

O INCA estará recebendo inscrições para 2009 a partir de 02/03/2009, sempre às segundas-feiras, pelo telefone (21) 3970-7971.

O que é necessário saber antes de se tornar voluntário?
- Ao se tornar voluntário, assume-se um compromisso com o INCA e, principalmente, com os pacientes, para os quais a presença do voluntário é imprescindível
- As regras da instituição devem ser seguidas
- Não é oferecida ajuda de custo para transporte e alimentação

- O voluntário não desenvolve atividades religiosas, pois o INCA é uma instituição laica - O voluntário, ainda que profissional da área da saúde, não trabalha na assistência. Para tanto, o Instituto conta com profissionais do Ministério da Saúde e contratados pela Fundação que Ary Frauzino, que dá apoio ao INCA

Portanto, o candidato deve refletir:
- Se tem disciplina para seguir as regras da instituição
- Se conseguirá conciliar o serviço voluntário com trabalho, estudos e família
- Se tem condições financeiras para custear ida e volta ao INCA
- Se tem condições financeiras de custear almoço ou lanche, caso necessite comer na rua

Quem pode ser voluntário no INCA?
- Maiores de 21 anos e com documentação (RG e CPF) em dia
- Caso sejam ex-pacientes de câncer que estejam em controle há mais de um ano
- Familiares de ex-paciente de câncer, de paciente que esteja em controle, ou que tenha falecido há mais de um ano

O que é preciso para ser voluntário do INCA?
Além de amor ao próximo e vontade de ajudar, é preciso ter quatro horas por semana durante o dia e flexibilidade de horário para comparecer às reuniões de reciclagem e treinamento mensais, que são realizadas, em sua maioria, no horário comercial (8h às 18h).

O voluntário do INCA também precisa ter amadurecimento emocional e psicológico para enfrentar a realidade de uma instituição que trata de câncer. Este, aliás, é o motivo pelo qual não é permitido o ingresso de jovens com menos de 21 anos.

Disciplina para seguir as normas também é essencial ao voluntário do INCA. Como uma instituição de tratamento (e também pesquisa, vigilância e prevenção) de câncer, há muitas regras que devem ser rigorosamente respeitadas para não prejudicar a assistência ao paciente e seu familiar. Caso contrário, o voluntário, elemento que vem somar, acaba tornando-se um empecilho ao bom atendimento ao doente e seu acompanhante.

Agora, o mais importante: para ser voluntário, no INCA ou em qualquer lugar, é essencial que exista comprometimento. É preciso que fique claro que assumiu-se o compromisso de prestar serviço em um determinado dia, durante um determinado período de tempo, e esta deve ser a prioridade e maior obrigação do voluntário.

O serviço voluntário, apesar de prazeroso, é uma escolha que requer muito amadurecimento, determinação e disciplina.

Quem não pode ser voluntário do INCA?
- Menores de 21 anos
- Ex-pacientes de câncer em controle há menos de um ano
- Pacientes de câncer em tratamento
- Familiares de paciente de câncer em tratamento, de ex-paciente de câncer que esteja em controle há menos de um ano ou de paciente falecido há menos de um ano
- Pessoas muito sensíveis e emotivas
- Pessoas com problemas de saúde que podem ser agravados em virtude do serviço voluntário
- Pessoas sem documentos (RG e CPF)
- Pessoas que não tenham de três a cinco horas por semana durante o dia disponíveis para o serviço voluntário
- Pessoas que não possam comparecer às reuniões de reciclagem e treinamento
- Pessoas que só possam prestar serviço voluntário à noite


Como se candidatar a voluntário ?
Os interessados devem entrar em contato com o INCAvoluntário, às segundas-feiras, através dos telefones 3970-7800 r. 8023, 3970-7962 ou 3970-7971 e agendar sua participação em uma reunião de recrutamento de voluntários.

Importante: Vagas limitadas.

Na primeira reunião, será solicitada uma doação de alimento não perecível para as bolsas de alimentos distribuídas aos pacientes. Caso o voluntário desista ou não seja selecionado, o item não será devolvido.

Como será a seleção de voluntários para o INCA?
Na reunião de recrutamento, o candidato conhecerá a estrutura do INCA e do INCAvoluntário, assim como as normas gerais do serviço voluntário na instituição e preencherá a ficha de inscrição.

A seleção será feita com base nas informações contidas na ficha e em entrevista individual com o supervisor da atividade escolhida pelo voluntário. Na ocasião, será observado o amadurecimento emocional, a capacidade para seguir normas disciplinares e de assumir compromissos. Também serão levados em conta a disponibilidade de horário e a unidade do INCA onde o voluntário pretende atuar.

Poderá ser realizada também uma dinâmica de grupo com os candidatos.

Caso o candidato tenha o perfil e a disponibilidade de tempo adequados à vaga, ele será convidado a participar do treinamento com os profissionais da assistência.

Importante: O não comparecimento a uma das fases do processo implicará no desligamento do candidato.




22 junho 2009

O mosquito que me levou à Arte de Amar

Vejam só como na vida tudo tem utilidade e importância e como não devemos encarar os fatos menos agradáveis como se fossem azar ou praga. Há sempre um lado interessante, um aspecto produtivo e útil no que quer que seja. E às vezes até a boa fortuna está lá, disfarçada de andrajos e insatisfação das vontades. Um amigo blogueiro até falou uma coisa legal, da qual me aproveito aqui: dos corações bons não se colhe o que não seja bom, assim como dos maus nada de bom sairá... algo assim. Tudo é bom; depende apenas do coração. Pois vejam: até um mosquito impertinente que me roubou segundos de sono com seu zumbido na noite passada produziu uma inesperada e boa surpresa. Assim que cheguei em casa hoje, fui logo tomando providências contra o... ai... pobrezinho. Spray de inseticida pra todo lado e em todos os cantos. Subi na escada para atacar a provável residência....ai.. de toda a comunidade de mosquitos. O lugar é um recuo de gesso, sobre o armário de livros, onde ficam as lâmpadas. Esconderijo perfeito para a quadrilha de insetos barulhentos. No alto da escada, resolvi abrir as portas do alto do armário, onde estão livros que raramente retomo, coisas de falculdade, de muito tempo atrás. Que surpresa nova entrar em coisas antigas, depois da revolução! Revi bilhetes, cadernos, folhas e um livro que me chamou especial atenção. É de 1976! Recordei que o tema "amor" já me interessava desde então. Só que naquela época o meu interesse era de caráter profundamente teórico. Hoje quero que se dane a teoria! Ah, se não fosse o... ai... pobre do mosquito, não teria reencontrado Erich Fromm, um mestre alemão da psiquiatria e pesquisador incansável da alma humana. É, pessoal, naquela época não tinha esse papo de autoajuda não...hehehe. Pois bem: o título do livro é A Arte de Amar, em tradução de Milton Amado (ops! Coincidência mais besta!). Vou reler o livro e compartilhar essa leitura com vocês. Espero que se interessem pelo tema "amor". Não lembro de uma só palavra do conteúdo do livro. Vai ver que agora já incorporei tudo à prática...hahaha. Mas não vamos começar essa conversa hoje. Pra compartilhar legal tenho que ler pelo menos umas 10 páginas. Depois vou postando umas coisiquinhas. Mas só para provocar vocês, vai aí uma ligeira degustação — é meio óbvio na era da internet, mas vale ler de novo:
"Se duas pessoas estranhas uma à outra, como todos somos, subitamente deixam ruir a parede que as separa e se sentem próximas, se sentem uma só, esse momento de unidade é uma das mais jubilosas e excitantes experiências da vida. É tudo o que há de mais admirável e miraculoso para quem tem estado fechado em si, isolado, sem amor. Esse milagre de súbita intimidade é muitas vezes facilitado quando se combina, ou se inicia, com a atração sexual e sua satisfação. Contudo, tal tipo de amor, por sua própria natureza, não é duradouro. As duas pessoas tornam-se bem conhecidas, sua intimidade perde cada vez mais o caráter miraculoso, e seu antagonismo, suas decepções, seu mútuo fastio acabam por matar tudo quanto restava da excitação inicial. Entretanto, no começo, elas nada disso sabem; de fato, tomam a intensidade da paixão, a "loucura" que sentem uma pela outra, como prova da intensidade do seu amor, quando isso apenas provaria o grau de sua anterior solidão."
Nossa!
Agora fiquei com pena do mosquito...
Boas noites.
H.