Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
18 dezembro 2008
Não esqueça... não desista...
25 novembro 2008
Espero que gostem do novo layout
Pois é. Já estava na hora de alguma coisa mudar nesse blog, visto que eu não mudo e já decidi que sou assim mesmo. Mas o retorno de um amigo ao seu blog abandonado me animou a arrumar a casa. Sei que ainda falta muita originalidade e competência tecnológica para poder dizer que fui eu quem fiz, mas as bolinhas me pareceram tão simpáticas... Ah! E passei as notícias para um lugar de destaque. Não há como fugir a essa crise americana global que os jornais insistem que já está chegando aqui. Esse é o problema. Quando alguém começa a ver telejornais demais, acaba alinhando-se à realidade enquadrada e esquecendo as possibilidades que estofam a entropia. E a primeira coisa que desanda é a criatividade, a fé. É... a fé. Fé em Deus, em si mesmo, nas outras pessoas, nos seus próprios negócios, na realidade que não bate com o noticiário, mas que o Renato Machado garante que vai desandar... e logo nas primeiras horas da manhã. E aí é que a vaca vai mesmo pro brejo, enquanto as terríveis variações climáticas não acabam também com a porcaria do brejo. E lá se vai a vaca, assustada com a retração de contratos acertados; com as medidas restritivas de precaução contra a crise que vem lá; com a certeza mais do que consagrada de que se o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil, então... E haja brejo pra tanta vaca. Então tomei uma atitude que considero mais do que suficiente para não dizer que não falei de crise: postei o noticiário em lugar de destaque. E assim acabo me sentindo mais compenetrada, mais...jornalística, digamos. Igual ao meu querido amigo de quem eu falava no começo desta conversa. Ele é irretocável na redação - até porque não perde tanto tempo quanto eu, que me dedico excessivamente a esse trabalho não remunerado. Mas ele transfere para o blog a seriedade com que faz seu trabalho e escreve suas notícias. E pensar que ele é anarquista e adepto da filosofia do ócio criativo, hein... Como esse mundo é crivado pelas contradições. Mas vale a pena visitar, meus amados leitores! Lá tem um vídeo feito por ele mesmo - uma coisa assim descompromissada, quando andava de carro pelo viaduto... da Perimetral, eu acho - com imagens lindas dos prédios históricos do Centro do Rio. E a sonorização das cenas é com um violão marvilhoso, tocado pelo Chico Mário, irmão mais novo e também já ido do Betinho e do Henfil. O endereço é http://www.luznagaleria.blogspot.com. Eu garanto que vocês vão amar. Principalmente esses meus leitores queridos que moram lá na terra que Barak Obama terá que reinventar. Está na hora de ir embora. Foi um prazer poder matar o final do dia de trabalho para conversar com vocês. É... pode ser influência do meu amigo do Luz na Galeria e seu estilo De Massi... Mas antes assim! Já pensou se a influência fosse do Renato Machado? Cruzes!23 novembro 2008
Da simples e irreprimível vontade de escrever

Por que escrevemos, se escrevemos sempre para um alguém hipotético? As hipóteses são fantasias do real; se pretendem espelho do inexistente para desafiar a realidade que, pelo simples fato de existir, é por natureza tosca, fosca, sem o brilho que apenas a imaginação pode conferir aos pensamentos, fantasias e até à própria realidade.
Mas a pergunta ainda ronda: por que escrevemos, se escrevemos para interlocuções hipotéticas? Com quem falamos, se ainda loucos não nos acreditamos? Para uma multidão fantasma... ou para um fantasma na multidão? Para quem falam os loucos que não se dão conta dos circunstantes? Para quem falam os que insistem em falar? Por que falam? Para que serve o que falam? Não sei. Dia desses, alguém passou por aqui e me ouviu falar sobre as samaumeiras -árvores centenárias que guardam lendas neste pedaço da Amazônia. Ela ouviu atenta e ficou feliz pelo que soube, e muito, muito tempo depois disse assim: "amei esse post no seu blog, acho muito importante esse sentimento de preservar a cultura brasileira, que é tão rica, e semeá-la para todos aqueles que quiserem ler. Estou levantando dados sobre lendas de árvores indígenas e este post caiu como uma luva". E hoje, um amigo perguntou onde eu andava, porque as únicas coordenadas que indicavam meu paradeiro eram as do blog: "em que cidade você está?" E fiquei pensando: para quem falam os loucos e os que escrevem? Talvez para a certeza de que são lembrados, talvez para uma vaidade extremada que os faz pensar que são amados; talvez por que às vezes são úteis, ou apenas porque são livres... e loucos. Então, para quem interessar possa, estou em Belém do Grão Pará, às vésperas de voltar para o Rio de Janeiro. E como presente para a pesquisadora das árvores, que eu não conheço, a gravura de uma samaumeira agassiz, feita sobre a foto de um viajante francês no final do século XVIII. E a todos, inclusive aos inexistentes e hipotéticos, como sempre, amor.
H.
Mas a pergunta ainda ronda: por que escrevemos, se escrevemos para interlocuções hipotéticas? Com quem falamos, se ainda loucos não nos acreditamos? Para uma multidão fantasma... ou para um fantasma na multidão? Para quem falam os loucos que não se dão conta dos circunstantes? Para quem falam os que insistem em falar? Por que falam? Para que serve o que falam? Não sei. Dia desses, alguém passou por aqui e me ouviu falar sobre as samaumeiras -árvores centenárias que guardam lendas neste pedaço da Amazônia. Ela ouviu atenta e ficou feliz pelo que soube, e muito, muito tempo depois disse assim: "amei esse post no seu blog, acho muito importante esse sentimento de preservar a cultura brasileira, que é tão rica, e semeá-la para todos aqueles que quiserem ler. Estou levantando dados sobre lendas de árvores indígenas e este post caiu como uma luva". E hoje, um amigo perguntou onde eu andava, porque as únicas coordenadas que indicavam meu paradeiro eram as do blog: "em que cidade você está?" E fiquei pensando: para quem falam os loucos e os que escrevem? Talvez para a certeza de que são lembrados, talvez para uma vaidade extremada que os faz pensar que são amados; talvez por que às vezes são úteis, ou apenas porque são livres... e loucos. Então, para quem interessar possa, estou em Belém do Grão Pará, às vésperas de voltar para o Rio de Janeiro. E como presente para a pesquisadora das árvores, que eu não conheço, a gravura de uma samaumeira agassiz, feita sobre a foto de um viajante francês no final do século XVIII. E a todos, inclusive aos inexistentes e hipotéticos, como sempre, amor.
H.
Águas de um rio chamado desejo de voltar
E esse rio largo, longo...
Aonde vai?
Sai daqui do Norte e se derrama em direção ao Sul.
Pra onde vai esse rio?
Onde vai parar? Onde vai dar?
O que deseja encontrar?
Nada demais...
Apenas o mar.
Se eu entrasse nesse rio,
Com certeza chegava lá.
21 novembro 2008
Anjos, anjos... e uma pena que voou.
Eu vi. Alguém faz as asas dos anjos, antes que eles cheguem para usar. As penas alvas são coladas uma a uma, e depois que estão todas arrumadinhas são postas a secar. Demoram dois meses para ficar direitinho e não soltar quando os anjos apressados saem esvoaçando vida a fora. As menorezinhas, que ficam bem abaixo do fim de cada lado, são fininhas, tenras, suaves e sempre acabam se soltando, rindo e indo embora com o vento. Elas são feitas de fantasia. Por onde passam desafiam os sonhos e a imaginação - criam enredo, fazem história, enlaçam os inexistentes possíveis e os impossíveis desaforados. Desaforo... essa palavra vem do latim e quer dizer lugar onde se tratam de interesses públicos - fórum! Mas as penas leves só são penas perdidas; não são penas impostas e nem perdição. São penas das asas dos anjos não têm fórum, não habitam os templos e tribunais. Elas apenas riem com as cócegas do vento e a fé dos tolos. Os anjos que perdem as asas são desprovidos de foro, não têm onde defender o que por si é desprovido de culpa - indefensáveis, desaforados os anjos. Mas eu sei... eu vi aquelas mãos enrugadas e finas a tecer as asas, as estender ao sol e insistentemente avisar aos anjos: tem que deixar dois meses a secar.
19 novembro 2008
14 novembro 2008
09 novembro 2008
Poemeu...
O amor é um rio manso que inventa seus caminhos mesmo contra a vontade da terra.
Joseti Marques
07 novembro 2008
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