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19 julho 2008

Mudando de conversa

Imagem: Tarsila do Amaral - Floresta
Queridos e inestimáveis leitores (mesmo que apenas uns dois ou três), em breve terei coisas novas pra contar... se tempo me sobrar, obviamente. Deixo as franjas do mar de Copacabana pelo calor úmido e o som quente da floresta amazônica. De lá espero salvar as matas que nunca vi, porque sem idealismo o meu papo não rola; sem alguma paixão fico sem palavras. E faço preferência por paixões nobres, daquelas que não se conquistam facilmente e não se deixam levar para a cama na primeira noite - pela democratização das oportunidades, pelos pobres, crianças, passarinhos, justiça, igualdade, poesia, canção. Isso... assim mesmo sem que se façam sentidos aprendidos em um mundo de truncamentos estáveis e noções de sanidades suspeitas. Tiro o barco do mar e levo para o rio...longe do meu Rio... porque é preciso navegar. Onde vai dar, não sei. Mas já pressinto uma bela paisagem, um calor aconchegante, um chão bom de se pisar. E só Deus sabe o que vou construir ali. Mas um dia vou saber... e aí não tenham dúvidas de que conto em primeira mão para vocês.
Amor de sempre... mas agora com a velha mania de sentir saudade,
Hanna.

17 julho 2008

Adeus...vou morrer de saudades

“Nosso amor terminou, terminou... perdeu o fio. Eu me sinto tão triste, cansado, estou vazio.... ".
É Alceu Valença quem diz, do alto de sua maravilhosa canção, absurda voz e divina criatividade.
“Se teu amor foi hipocrisia, adeus Brasília... vou pra outra cidade”.
Morre-se de tantas saudades todo o tempo. E também de hipocrisia. Deixamos tanta coisa para trás ao fazermos nossas opções. Mas há algumas coisas que nos cobram o dever da sinceridade -para ser hipócrita é preciso ter talento - e que nos arrastam para o que não conseguimos deixar totalmente. E para lá voltamos sempre que somos chamados. Desejo involuntário, perdição.
Fico pensando naquela história triste que atribuem a São Francisco de Assis e que diz que é melhor dar do que receber; amar do que ser amado; perdoar... perdoar.
São coisas dos deuses, dos espíritos elevados, de seres que não sabem o que é chorar e não imaginam o que é querer...
Tarde estranha, meio fria e quente ao mesmo tempo...linda, curta... Quase todos os CDs.
E la nave vá, ao som de Alceu e John Lee Hooker, numa profusão de lágrimas que insistem em fazer um mar por onde é preciso navegar.
"Terminou, terminou, terminou...
Perdeu o cio”.

15 julho 2008

Sabe aquela lua atraente, cheia, rodeada de estrelas, quase uma pincelada no céu da noite? Pois é...

09 julho 2008

Aforismos de internet:
"É fazendo merda que se aduba a vida!"
Voilá!

07 julho 2008

Quanto mar... quanto mar

Foto: José Carlos Harduin
Desta vez roubei um barco de um pescador de sonhos que parou ao meu lado e eu convidei pra dançar. Ele aceitou, tomou-me nos braços e rodopiou, entregando-se à vertigem que eu já trazia em mim. Saímos em valsa pelo mundo afora, passeamos por um vilarejo romântico ao Sul da Itália; por uma aldeia encantadora debruçada em frente ao mar... marinas suaves depositadas sobre as águas que o sol delicadamente coloria. Havia um mundo para andar, e ficamos sem saber exatamente como ir. Entramos na igrejinha de São Pedro e pedimos o barco, o rumo, a vela, o vento, o prumo, com a certeza apenas de que já estávamos a navegar. Ele me disse que eu estava no alto e eu disse que queria descer. Pedi que me ensinasse o caminho de volta; que mostrasse onde estava a escada que me traria de novo para perto do mar. Ele ficou ali parado, acariciando meus cabelos, olhando as águas que já haviam diluído a cor do sol, trasmutando-se langidamente em um fino véu de luar. E ele ficou assim tão quieto, espreitando a certeza que nenhuma resposta podia dar. Fiquei lá onde estava apenas eu, sem saber sequer onde era esse lá . E o vento foi balançando de leve o barco, as velas, a vida, o mar... e tudo o mais foi-se indo embora, suavemente embora... como quem solta as mãos, deixa deslizar os braços, afasta mansamente os corpos, porque a música cessou e não há mais o que dançar. Adiante, mais além, lá bem longe, o mar... apenas o mar.

02 julho 2008

Queridos e amados leitores amigos...

Não desistam de mim!!! Não tenho postado nada, porque o tempo anda escasso. Mas logo, logo estarei de volta ao maravilhoso exercício do ócio criativo.
Afeto, saudades e o amor de sempre,
Hanna

28 junho 2008

O que será...o que terá...?

O que terá sido feito daquele cara maluco que espraguejava contra o mundo e vociferava palavrões enquanto rolava ladeira abaixo? Às vezes tenho vontade de saber... não sei por que, mas às vezes tenho vontade de saber.