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31 janeiro 2008

Um infinito particular

Coisas etéreas

Sou mãe de todos os filhos que me aportaram ao ventre, mas também de todos aqueles que me batem à porta.
E isso me faz muito feliz - a mim que sempre gostei de ter a barriga crescendo e de amamentar.
Talvez por isso não haja, em meu corpo, tantas marcas do prazer de me desdobrar. Prazeres não deixam muitas marcas. Benditas sejam todas as mães, e que Deus as ajudem a sustentar a difícil decisão de parir.

30 janeiro 2008

Il pagliacci

Na falta de bobagens mais sérias...


Meu blog está padecendo da falta de bobagens mais inexpressivas, superficiais, besteiras do tipo bundices, por exemplo. Aqui ao lado me sugeriram falar do programa da Diva, vulgo Luciana Gimenez...mas aí já é um pouquinho demais para minha pretensão de besteiras. Fico nas carinhas expressivas e bobas ao lado, para ao menos alegrar a galerinha abaixo dos 45 que também freqüenta este espaço que fala, sobretudo, de qualquer coisa.
A todos, a minha expressão da mais pura sanidade.

Do meu segundo poeta predileto a um amigo absurdamente especial

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos os que não conseguem falar com Deus.
A amizade é um amor que nunca morre. "
Mario Quintana - (escritor gaúcho 30/07/1906 - 05/05/1994 )
A imagem é a palavra "felicidade" ; uma homenagem aos samurais.



28 janeiro 2008

De jornalistas e da realidade


Um amigo jornalista aceitou o desafio de adivinhar o que é a imagem da postagem abaixo desta. E mandou lá, nos comentários, apesar da resposta na legenda:
"Um louva-deus, de cabeça para baixo, em um graveto... pelo menos é o que parece que é... Ou não é?".
Acertou na mosca, na imagem, na esperança—porque há controvérsias sobre o nome do bichinho! Uma esperança, um louva-deus, uma esperança que louva a Deus, um deus sem esperança, uma esperança que ninguém louva... ai, meu Deus! De qualquer forma, só jornalistas conseguem ver a realidade dos fatos. Eu disse "ver", não disse contar. Assim me salvo do vexame de dizer que era esperança o que era um louva-deus, ou um bichinho qualquer, que seja... de dizer que havia ponto de equilíbrio em um graveto seco; de falar em esperança equilibrista fora do contexto. Mas todos estamos sujeitos aos enganos da vida, inclusive os jornalistas. E quem resiste aos apelos inusitados das ilusões que se travestem de equilíbrio e esperança? Louvados sejam os jornalistas que acordam no meio do sonho para questionar: mas o que é isso? E como é fácil acordar no meio do sonho alheio. Salve, jornalistas!

27 janeiro 2008

Um beijo e um doce para quem adivinhar o que é

Resposta:
Uma esperança procurando o ponto de equilíbrio.
Uma esperança equilibrista, certo?
Um bom domingo aos amigos, virtuais ou não.
Como de sempre, para todos, amor.
Hanna

26 janeiro 2008

Sexta-feira santa, com festa na praça... no interior

(Imagem: Frevo, de Candido Portinari)
Tentei encontrar um vídeo do Moraes Moreira cantando um frevo bacana que cai como uma luva para se comemorar todas as praças, todos os lesos, todos os dias e as sextas-feiras em particular. Mas nao achei - quem tiver, me envie que vou gostar. O frevo fala assim:

"Não se esqueça de mim, não se perca de mim, não desapareca
A chuva tá caindo e quando a chuva começa eu acabo perdendo a cabeça
Não saia do meu lado, segure meu pierr^o molhado e vamos embora ladeira abaixo...
Acho que a chuva ajuda a gente a se ver
Venha , venha, seja, seja... o que Deus quiser".

Então tá... E salve, Pernambuco!

25 janeiro 2008

Da covardia e das coragens

Já pensou em se atirar em um abismo, na certeza de que vai cair de pé? Não. É certo que se esborracharia no fundo do precipício. Já pensou em colocar o dedo na cicatriz e apertar bem fundo? Não. A memória da ferida faz voltar de novo a dor. Já pensou em se expor de novo ao mesmo, sem achar que vai morrer de amor? Não... não. Então vá! E volte sabendo que não se pode agarrar as águas para estancar o rio. A vida segue seu curso beirando as margens das decisões. O que foi dito e feito, feito está. Nos leva para outros lados, caminhos diversos, histórias outras, destinos desiguais. Mas não devemos temer os saltos. No meio dos abismos, uma generosa mão nos alcança e nos põe novamente no rumo. Seja como for, continuaremos andando... cada um na estrada que lhe compete.
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Se eu tivesse que descrever o dia de hoje, talvez fizesse um desenho de criança, cheio de palhaços, rodas, floreszinhas, balas embrulhadas em papel de orelhinha, bundas de fora, cara melada, nariz melequento, cabelo desgrenhado, pés sujos, roupa desbainhada, sorrisos e alegrias. Ainda bem que não tenho que fazer isso. Então vai aí uma musiquinha do tempo dos festivais.
Divirtam-se. Até porque na vida tudo passa...
(As balinhas são para minha amiguinha Bruna)