Páginas

31 outubro 2009

Galera do bem

Leozinho, você é 10, cheiroso!!!
Renato, você é o cara!!!! 
Pronto. Justifiquei a minha não ida....rsrs. 
Mas é tudo verdade. Adoro vocês de paixão!!!!! 
Beijos, das duas! 
(entre nós, unanimidade é um privilégio raro, hein.)
Amor.
H&J

30 outubro 2009

Boas vindas com Pessoa

 Esta postagem, primeiro ato deste meu dia de hoje, é uma saudação ao Cristiano, que acabou de se juntar aos seguidores deste Sobretudo, qualquer coisa que vos ama. FuI ver quem era o Cristiano e dei de cara com um blog interessantíssimo, que publica poesias, músicas e delíros (www.efemeridadesedelirios.blogspot.com) e exibia este texto de Fernando Pessoa. Adorei o blog dele e copiei o texto como um gancho para dar boas-vindas e garantir que dele também será o afeto de Hanna. Vejam que texto oportuno a todos nós, tosca humanidade.
Um bom dia, amados e amadas!
Fiquem com Pessoa, direto do blog do Cristiano.
****
ENCERRANDO CICLOS

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

Fernando Pessoa

Ah, se eu pudesse entrar na sua vida....

Somos refratários e somente os seres diáfanos se deixam penetrar por outras possibilidades. Nós somos inflados de ideologias, estofados de pre-conceitos, certos de nossas medidas restritivas. Onde estará a saída?
Hanna

Apenas um registro

Mais  uma apresentação brilhante de um grupo maravilhoso de pessoas felizes. E quando digo felizes, estou me referindo a algo além da mera alegria de momentos, mas à contemplativa comemoração de saber que cada um cumpriu bem  o seu papel. Não o papel definido pelo roteiro teatral, mas aquele da participação em um roteiro que foge à nossa esmerada competência e extrapola a nossa mera condição de profissionais. Se nos perguntarem qual o roteiro que estamos seguindo, honestamente responderemos que seguimos o roteiro do diretor de cenário, que nos garante tempo bom, lua e estrela a cada vez que nos apresentamos para o respeitável público, apesar da chuva que insiste em cair. É tarde e precisamos dormir para garantir o espetáculo de amanhã.
Como afeto de sempre, Hanna.

29 outubro 2009

Olhem bem hoje à noite o Palácio Tiradentes...

Espero que a notícia não me derrube mais uma vez! 
E não percam o espetáculo de hoje. Convite aí embaixo
Beijooooos!!!!
 


28 outubro 2009

E aos treze queridos visitantes que neste exato momento estão online no Sobretudoooooooo....


...um beeeijo da Jô!!!!!
H.S.

Verdades para serem vividas, mesmo que às vezes não se deva proferi-las

"Prefira afrontar o mundo servindo a sua consciência, a afrontar sua consciência para ser agradável ao mundo."

Humberto de Campos

Conto minimalista


"Meu reino por uma declaração", ela disse como quem implora e sonha, recostando-se enternecida na cama estreita do quarto exíguo que era,  na verdade, toda a extensão de seu reinado. Aconchegou-se  a si mesma adornada de ilusão, expandindo seu território para além do que a realidade cercava. Dormiu na certeza de que o dia que estava por nascer traria consigo a correspondência do que o devir deveria ser. Uma declaração, um bilhete, uma carta — já não importava. Ela esperava apenas uma mensagem que poderia estar guardada no silêncio, na página em branco, escondida no gesto mudo, na mansidão adormecida do nunca mais chegar. Cansada, ela suspirou e dormiu. Aí então o dia amanheceu como um lençol de seda inflado no ar, descendo suavemente sobre toda a vida. O toque transparente da realidade branca na pele nua a fez suspirar. Um arrepio, um bocejo. A cortina se abriu, ela acordou e esqueceu.


Hanna Stael 





Esta postagem foi inspirada no espetáculo O Grande Circo Místico — que assistimos duas vezes! Eduardo Germano, com sua voz forte e grave e o rosto pintado com uma grande lágrima azul,  apresentou-se  divinamente em um coral que cantou a belíssima música de Chico Buarque e Edu Lobo, Beatriz. Foi emocionantemente lindo.
Parabéns, Du!!

"Todos nós nascemos loucos; alguns permanecem"


A frase do título é atribuída a Samuel Beckett, de quem publico um resumo da biografia logo abaixo.  O motivo da postagem é dar boas-vindas a um novo seguidor das bobagens de Hanna, a quem não conhecemos, mas que hoje se agregou a nós. Denomina-se Bufo e não postou foto, mas fui à página dele para saber algo mais que me inspirasse novos textos. Afinal, quando escrevemos em espaço público, acho que falamos para o admirável e respeitável... público, né não? Pois bem: lá está que o nome dele é Johnny Russell e reclama não encontrar, no Google, textos de Beckett. Pensei então que esta seria uma maneira de agradecer ao Bufo por gostar deste Sobretudo, qualquer coisa, na falta de qualquer coisa melhor, ou de qualquer coisa de Beckett. Mas nos damos por satisfeitas por ele ter parado aqui, alguém de interesse tão ...refinado. Que luxo. Voltando ao tema, pesquisei no Google para ver se encontrava um parágrafo que fosse para brindar o novo seguidor. Até agora, nada. Mas compartilho com todos os demais queridos visitantes um parco conhecimento do genial Beckett, na esperança de que alguém possa nos contemplar com algo mais robusto. Enquanto esperamos (Godot...rs), eis aqui um pequeno brinde à presença do já querido Johnny, o Bufo. 
*****


"A arte sempre foi isto - interrogação pura, questão retórica sem a retórica - embora se diga que aparece pela realidade social".

"As lágrimas do mundo são inalteráveis. Para cada um que começa a chorar, em algum lugar outro pára. O mesmo vale para o riso".

 O link que achei mais interessante para as obras do autor foi http://portugues.agonia.net/index.php/author/0003766/Samuel%20Beckett.



SAMUEL BECKETT


"Samuel Beckett foi um dos fundadores do teatro do absurdo e é considerado um dos principais autores do século 20. Sua obra foi traduzida para mais de trinta idiomas. Beckett nasceu numa família burguesa e protestante, e em 1927 graduou-se em literatura no Trinity College de Dublin, onde estudou também italiano e francês. Em 1928, foi lecionar em Paris, onde conheceu James Joyce, de quem se tornou amigo. Durante o ano de 1930 Beckett lecionou na Irlanda. Nessa época escreveu o estudo crítico "Proust", comentando a obra do grande escritor francês. No ano seguinte Samuel Beckett fixou residência em Paris e escreveu a sua primeira novela, "Dream of Fair to Middling Women", que seria publicada somente depois de sua morte. Em 1933, voltou a Dublin, por motivos familiares, mas retornou a Paris em 1938. Nessa época, levou, de um estranho, uma facada no peito e ficou gravemente ferido. No início da Segunda Guerra Mundial, Beckett vinculou-se à Resistência Francesa, juntamente com sua esposa, Suzanne Deschevaux-Dusmenoil. Em 1942 foi obrigado a fugir para Vichy, onde escreveu parte da novela "Watt". A partir de 1945, o seu idioma literário passou a ser o francês. Entre 1951 e 1953 escreveu uma trilogia ("Molloy", "Malone Morre" e "L'Innommable"), cujo tema é a solidão do homem. Com "Esperando Godot", Beckett iniciou, ao mesmo tempo que Ionesco, o teatro do absurdo. Posteriormente ainda escreveu, além de algumas obras narrativas, diversas peças teatrais, como "Fim de Festa", "Ato sem Palavras" e "Os Dias Felizes". Em 1969, Beckett ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Durante a vida escreveu poemas e textos em prosa, como romances, novelas, contos e ensaios, além de textos para o teatro, o cinema, o rádio e a televisão. Samuel Beckett morreu em 1989, cinco meses depois de sua esposa. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse".
Fonte: Pedagogia&Comunicação