Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
05 abril 2010
04 abril 2010
Longe dos olhos da Razão
Longe dos olhos da Razão, o coração se apaixonou pelo pião.A Razão é narcísica — odeia tudo o que não se assemelhe a si mesma. Seus argumentos são quase matemáticos; raciocínios que se pretendem ciência pura — a solução precisa de um equilíbrio insolúvel, insondável, que faz do mundo humano o mais infeliz de todos. A Emoção é tola, diz a Razão, e assim entendemos o funcionamento da vida. A Emoção nos desvia do caminho, nos apanha de surpresa, nos faz relativizar o plano seguro que havíamos traçado ou que traçaram para nós. A Emoção enlouquece, diz a Razão. Sim, somente a Razão é capaz de observar, comparar, definir, analisar, julgar e condenar a que tudo siga o caminho reto da servidão. A Razão tem a síntese dos juízos a priori; teórica, só reconhece o resultado da experiência, fornecendo as leis práticas que devem guiar a vontade. A Emoção... o que é a emoção? Desejo, vontade, pensamento, surto, demência, defeito? Sentimento inexplicável, para onde nos leva a emoção? Toda resposta nos remete ao texto pronto da Razão, aconselhamentos pautados na comparação e repetição. Se, ao final de tudo, já não se puder divisar a mais pura das emoções e o que restar for apenas um grande desastre, a Razão estará lá, com suas mãos lisas e macias de quem não se permitiu a possibilidade escarpada do errar em nome de algo que se intuía muito maior. Sim, a Razão estará lá, regendo um coro invisível que entoa o canto do "eu avisei" e do "bem que eu sabia". A Razão é hegemônica e tem imunidade na hora dos acertos finais. Nunca se fez a pergunta se a falha na realização de tantos belos desejos se deveu, na verdade, à prevalência da decisão racional, guiando a atitude irracional. Isso mesmo: será que a Razão tem mesmo sempre razão e a solução ideal que garanta sempre um final feliz? Não podemos saber, porque temos medo dos riscos do querer e o tribunal de nossas ações é corrompido pelas astúcias da Razão. E o coração tem razões que a própria Razão desconhece, lembram? Talvez por isto louvemos os loucos e os poetas, olhando-os e invejando-os a uma distância segura. Alguns deles tiveram a ousadia de desafiar a Razão em nome de uma chance real à Emoção. Dos que temos conhecimento, sabemos pelos escritos; outros, talvez, tenham finalmente se rendido à Razão. Mas outros ainda, quem sabe, tenham se perdido completamente nas águas límpidas da Emoção... e nem quiseram desperdiçar o tempo a escrever.
Amor.
Hanna
03 abril 2010
Para todos
30 março 2010
Fragmentos de um dia amoroso II
Recebi um comentário sobre uma postagem antiga, de 11 de março de 2008. Suelen.18 agradece a dica do link para livros digitalizados e deixa uma sugestão para os leitores do Sobretudo: um livro de que gostou e que pode ser encontrado, segundo ela, no site www.seteseveneditora.com.br. Valeu, Suelen! Vou visitar o site. E aproveito para repetir aqui o link que originou o comentário: http://www.4shared.com/dir/3793593/6155e521/Livros.html.
Divirtam-se.
Beijos!!!!!
H.
H.
Fragmentos de um dia amoroso
O dia de hoje trouxe presentes suaves e necessários, pelas mãos e pensamento de amigos raros. Do Rogério recebi a Ária de J. S. Bach, pelo violão magistral de Paulinho Nogueira, que compartilho aqui com vocês. E de Marlene, além dos oportunos cuidados e conselhos, o texto de Emmanuel, que também divido com vocês, pois a muitos também poderá servir. Leiam o texto ouvindo a música. Recolham deste dia apenas o que importa. E que isso baste para fazê-los felizes... ao menos por este dia.
Amor
Hanna
Hanna
DE ÂNIMO FIRME
Não temas as provas de hoje.
Supera o mal com o bem.
Todos temos um amanhã.
No entanto, porque o futuro nos pertença, não menosprezes o momento agora.
Se sofrestes desgostos não lhes conserves os remanescentes no coração.
Esquece afrontas e ofensas.
O perdão desata quaisquer algemas entre vítima e agressor.
O trabalho dissipa as sombras do espaço da alma.
Serve sempre.
Não cultives enfermidades imaginárias, nem te amofines por aflições que talvez não chegues a conhecer.
(Emmanuel)
Não temas as provas de hoje.
Supera o mal com o bem.
Todos temos um amanhã.
No entanto, porque o futuro nos pertença, não menosprezes o momento agora.
Se sofrestes desgostos não lhes conserves os remanescentes no coração.
Esquece afrontas e ofensas.
O perdão desata quaisquer algemas entre vítima e agressor.
O trabalho dissipa as sombras do espaço da alma.
Serve sempre.
Não cultives enfermidades imaginárias, nem te amofines por aflições que talvez não chegues a conhecer.
(Emmanuel)
27 março 2010
26 março 2010
Metáforas que dançam
23 março 2010
Andei pensando...poesia
PONTOS DE CONFETES
Palavras sobram e dançam nuas
Mentiras amenas, verdades cruas,
Há sempre o que ser dito
Seja lá o que for
O equilíbrio é o meio da dor
Mas onde está o ponto afinal?
Não importa o que
Ou como dizer
Para quem ou para que
Há sempre o que ser dito
Pensado, prescrito, reticente, calado
Mas nunca chega o ponto final.
Saquinho de confetes
que grudam nos corpos suados
Pontos coloridos
prontos para serem usados.
Hanna
Mentiras amenas, verdades cruas,
Há sempre o que ser dito
Seja lá o que for
O equilíbrio é o meio da dor
Mas onde está o ponto afinal?
Não importa o que
Ou como dizer
Para quem ou para que
Há sempre o que ser dito
Pensado, prescrito, reticente, calado
Mas nunca chega o ponto final.
Saquinho de confetes
que grudam nos corpos suados
Pontos coloridos
prontos para serem usados.
Hanna
16 março 2010
Adorando o próprio umbigo
Eu amo o Sobretudo!!!!!!
Aqui eu me esbaldo e me esparramo; escrevo cansado com c cedilha e não me importo se o Gordo Falante vai reparar. Cruuuuzes, quem diria!, diria ele, se não aproveitasse a deixa para uma de suas postagens que esculacham com o cidadão (no bom sentido, claro...rsrs) No Sobretudo eu me acabo... de rir, de chorar, de sofrer, de amar, de cometer a liberdade em seu mais alto grau documental. Eu amo o Sobretudo, porque me desafia a todas as coisas, sobretudo qualquer coisa que eu queira me permitir. É, meus nobres, não é simples falar "sozinho", como se vocês todos fossem realmente "todos" e estivessem reunidos na mesa do meu botequim. Aqui eu me permito, sobretudo, todas as minhas próprias intuições, minhas parcas redenções, pecados capitais, ingenuidade e preguiça, argúcia e malícia, tolices, bobagens, bobagens... O Sobretudo é depositário dos meus mais sinceros sentimentos e dos mais suados conhecimentos; manto leve de carinho e atenção. E como se não bastasse, me mantém em forma o fôlego de escrever. Mas é aqui também onde encontro a pedra em falso em que tropeço e caio tentando encontrar o chão — ato generoso que me ensina a não levar o mundo tão a sério; a não perder a graça que renovo sempre que me obrigo a rir de mim. Eu amo o Sobretudo que um dia inventei e que agora, aos poucos, gentilmente, vai reinventando a mim. O Sobretudo é minha alma palhaça. O Sobretudo é cheio de graça... O Sobretudo é da massa!!!!
Sobretudo, Hanna
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