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27 novembro 2009

Historinha verídica de Hanna

Um dia, um certo homem falou que eu era linda e cantou uma música que disse parecer comigo. Mas estava mentindo. Não que eu não fosse linda, mas é que era da natureza dele mentir. Deste dia em diante, sempre que ouço a música lembro não dele, mas da mentira. Engraçado, não? Mas a música não merecia tamanha desdita...rsrs. Por isso vou postá-la aqui. 
 Vocé é linda, mais que demais... você é linda sim... 
 Onda do mar, do amor que bateu em mim...

26 novembro 2009

Já somos quase um bloco!

Uaaaau!!!! Mais dois "seguidores" se agregaram aos agregados destas bobagens amáveis de Hanna!!!!! Ficamos felizes com a presença de vocês, TIAGO GUERRA e RENATA MESQUITA. Deixem comentários, falem comigo, digam se estão gostando, esculachem se não concordarem. Aqui, como diz um amigo pernambucano, vocês podem bulir...rsrs.
 O Tiago não postou a foto. Que pena... Mas olhem a Renata aí, gente!


Sejam bem-vindos!!!
Beijos e afeto de Hanna!!!!

25 novembro 2009

A difícil vida de uma personagem

É melhor falar baixo, para não espantar as personagens. Vocês lembram daquela história que contei pra vocês da lagarta que estava virando borboleta, mas não percebia a evolução? Não lembram? Está lá no arquivo, em dois episódios, para quem quiser mais detalhes. Pois bem: dei uma passadinha por lá para ver como andavam aquelas criaturas e me surpreendi. A borboleta estava numa situação inexplicável. Já se sabia borboleta e reconhecia sua beleza — pelo menos em relação à lagarta que um dia foi. Mas não se dera conta de que as asas serviam para... voar. Coitadinha. Fiquei muito penalizada. As perninhas da pobre estavam quase tortas de sustentar o peso do novo corpo por tanto tempo no chão; as asas, lindas asas, também já não se aguentavam erguidas sobre aquele dorso frágil e tendiam a se derramar sobre ela, como pétalas de rosa que vão perdendo o viço. As bordas azuis já estavam até desbotando e podia-se ver uns pequenos fiapos, como um pano que se vai gastando pelo uso; nesta caso, pela falta de uso. Fiquei alarmada! Não costumo deixar meus personagens entregues à própria sorte. Vamos ter que voltar a esse tema, sem dúvida. Aliás, quem me fez revisitar o arquivo foi um(a) visitante que entra no Sobretudo pelo Google, procurando a palavra "lagarta". Achei engraçada a frequencia com que passou a nos dar a honra de sua presença, sempre através desta história. Foi aí que, ao voltar lá, deparei com a dura realidade da pobre criatura — tão linda, tão perfeita, salvo algumas cicatrizes que a vida sempre deixa, claro. Mas sequer deve ter exprimentado as belas asas. Vou bisbilhotar os detalhes e depois conto pra vocês.

Tenham um bom dia, meus imprescindíveis visitantes! E cuidem bem de suas asas! Não as deixem se tornarem inúteis. Voem para exercitá-las!
Amor de Hanna para todos.

24 novembro 2009

Bobagens de Hanna


Mudei de ideia... que novidade... é que ia contra o bom senso, embora fosse até engraçado. Um dia arranjo um jeito de falar disso sem parecer provocação. Prometo.

Ah, esse Cortázar...rsrs



Nossa...uma obra de arte!

Como vocês já devem ter percebido — e espero que não se tenham incomodado — eu permiti que o Google anuncie no meu blog. Bem ali à direita. Às vezes, confesso, não gosto do que anunciam, mas não custa experimentar. Até porque, em dois dias de exposição, já ganhei a exuberante quantia de US$ 0,56. Para quem não está fazendo nada... Vai que um dia bomba...rsrs. Mas fico sempre de olho para que não anunciem coisas que vão contra meus princípios. Numa dessas vigiadas, fui ver quanto custava o perfume Dior Homme. Sabe como é... Natal chegando, coisa e tal. Achei que o anúncio era uma espécie de varejão de importados. Mas que nada!!! Olhem só quem é o garoto propaganda de um filmete hiper bem feito, em preto e branco, com making off e tudo! O próprio... Jude Law. E ainda tem uma sessão fotográfica fantástica, com diretor de arte e fotógrafos famosíssimos. O preço do perfume? Que perfume?

Meninas, vocês precisam ver...rsrsr.
Ali, ó... bem ao lado. Uau!
E juro que não estou vendendo nada! É fato mesmo!
Ops! Acho que eles trocam os anúncios de tempos em tempos. Sumiu... Mas pode ser que volte. Tomara! 

H.



23 novembro 2009


Quero indicar um blog aos amigos que gostam de boas histórias, contadas por bons textos — Gordo Falante, é o nome. Leiam especialmente a história das crianças zumbis. A crônica da vida como ela é, se Nelson Rodrigues já não tivesse usado isso, seria uma classificação apropriada para o estilo literário de Utahy Caetano (foto). O endereço do Gordo Falante é http://www.gordofalante.blogspot.com. O Gordo se define como "um homem profundamente superficial". E é daí pra mais... Grande Utahy.
Beijos a todos que me dão o prazer da visita.
H.
E para os queridos portugueses de Lisboa e Matosinhos que neste momento estão online no Sobretudo,
muito obrigada pela visita e....


Beijos da Hanna!!!!!

22 novembro 2009

Cadillac Records - simplesmente demais!!!!!

Pessoal, aquele filme sobre como surgiu a Chess Record e os maiores músicos de blues é realmente demais!!! Não se trata apenas do blues, mas como daí surgiram o rock, os Rolling Stones a partir do nome de uma música de Muddy Watters, o piau que o Led Zeppelin tomou de um blueszeiro de quem roubou uma música, a vida sofrida da Etta James e a grande sacada de um branco filho de poloneses chamado Leonard Chess ao fundar a gravadora que jamais existiria nos EUA racista e separatista dos anos 1950. Recomendo a quem não tem nada pra fazer neste domingo. Pegue numa locadora; o nome do filme é Cadillac Records. Convide alguém com quem você goste de conversar — em alguns casos, é melhor do que a pessoa com quem você acha que gostaria de casar — e que goste de música, faça uma caipirinha de vodka, abacaxi e pimentas vermelhas, aquelas grandes, com apenas um talho no meio e curta uma história baseada na vida real dos talentosos negros americanos que nos brindaram com o melhor da música universal.
Beijos a todos aqueles com quem eu amo conversar. Keep talking!
H.












Divagações


Há coisas que acho que nem Freud conseguiu explicar, pelo menos convincentemente. Por exemplo, como determinadas coisas insistem em nos habitar a mente, a alma, sem que haja para isso qualquer indício de plausibilidade. Mas ficam, como uma espécie de sintoma de virose que custa a passar. E aí, nem a realidade mais promissora, amável, disponível e atraente parece suficiente. Acho que é quando seis e meia dúzia não são mais a mesma coisa. E vocês sabem que pensamento puxa pensamento, memórias, lembranças, compondo histórias às quais nem mesmo prestamos atenção, como se lêssemos um livro por páginas saltadas. Somente algumas imagens nos parecem nítidas. Foi aí que lembrei de um conto — lembrei apenas da idéia central, que conto aqui pra vocês, em texto editado à moda de Hanna. A história é velha, certamente. Mas o texto é inédito e originalmente meu, com os pedidos de desculpas se não ficar tão bom quanto o verdadeiro autor contaria. Pois bem:
Era uma vez um jovem homem que acreditava no amor eterno e único. Ele se apaixonou por uma jovem linda e descrente de que algo nesta vida pudesse durar para sempre. Muito menos o amor, sentimento tão ambíguo, inexplicável, frágil. Mas o jovem insistia que o amor que sentia por ela ia durar para sempre, resistindo a todas as intempéries e ao tempo. Então a jovem disse a ele que se realmente o amor que dizia sentir por ela era assim infinito, que o pusesse à prova e aguardasse diante da janela dela até que se sentisse convencida disso. Neste momento do convencimento, se houvesse, ela acreditava que também estaria apaixonda por ele. O jovem aceitou a prova e se pôs diante da casa alta onde a jovem morava. O tempo começou a passar, trazendo consigo os seus humores e alegrias. O jovem apaixonado viu nascer as flores de todas as árvores e seu coração se encheu de esperança, acreditando que aquela estação traria sua amada até a janela para confirmar seu amor. Viu o sol arder em seu mais alto fulgor e acreditou que a energia de tão majestoso astro traria sua amada à luz de seus próprios olhos. As folhas cairam e o coração do jovem estristeceu, ansiando pela imagem da janela se abrindo. Chegou mesmo a pensar, em alguns momentos, que o seu desejo seria capaz de mover as frestas e trazer-lhe a amada à sacada. Foi o momento mais difícil, onde os sonhos se confundiam com a realidade, fazendo-o delirar. Mas as folhas caídas não se recuperam mais. Depois delas, a sabedoria do tempo provoca tempestades, frio e neve, preparando as folhas novas que vêm depois. Os seres humanos nunca conseguiram entender este tempo, achando-o de todos o mais difícil de suportar. Nunca conseguiram ver que é um tempo necessário à sequência natural da existência. O jovem resistia diante da janela da mulher de sua vida, sofrendo a pior das agruras do tempo invernoso da solidão — as agruras do refletir e ser instado pela fraqueza e pela realidade; ser fustigado pela descrença e pela possibilidade, pela desconfiança de que poderia mesmo estar enganado e de que o amor era apenas uma coisa tola. Sofreu o jovem apaixonado o rigor do frio, da neve e da chuva que fustigava sua vontade, seu desejo, sua fé. Já não tinha forças para ficar ali esperando que a janela se abrisse, inaugurando uma vida de venturas e eterna primavera. Espasmos de memória o faziam retomar a força do amor prometido como eterno; resitia. Do outro lado da janela, a jovem espreitava pelas frestas a dor do jovem apaixonado. Viu-o sorrir ao sol e enfeitar-se na primavera; admirou sua tristeza quando o outono chegou e a tudo tingiu com as cores mornas da desilusão. E agora, seu coração se enternecia ao ver que o doloroso inverno fustigava os olhos, os cabelos, o corpo do jovem que na primavera parecia esbelto e alto, mas agora se contorcia e curvava para vencer o frio. Passaram-se se dias e dias de tenebroso inverno. O coração da jovem também sofria as agruras do tempo invernoso da solidão —  as agruras do refletir e ser instada pela fraqueza e pela realidade; ser fustigada pela descrença e pela possibilidade, pela desconfiança de que poderia mesmo estar enganada e de que o amor era mesmo uma coisa bela. Certa manhã, quando uma pequena nesga de sol parecia querer furar as nuvens e derreter o gelo, ambos despertaram como que sacudidos por um tremor: ela correu à janela, disposta a abrir seu coração, sua vida, seu futuro e suas esperanças para aquele que resisitu a tudo por seu amor. Ao mesmo tempo, o jovem despertou com suas roupas encharcadas de inverno e decidiu ir embora, convencido de que o amor extremo é como nada se não encontra a justa correspondência. Levantou-se e partiu. Não viu que a janela se abriu. E o que ela pode ver quando apressada destrancou seu coração foram apenas pegadas na neve, que aos poucos o raio de sol apagou.
FIM.
H.