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17 outubro 2009

E não é que é...


"Como é mesmo que se faz para sair daqui?
Esse negócio é muito chato...
Coisa de quem não tem mesmo o que fazer.
Mas pensando bem, hoje é sábado...está chovendo...
Hã...que tal um vinho, ou uma cerveja?
Esse troço vai acabar tomando o lugar da conversa fiada...Fui!"
H.S.
(É de Homer Simpson, viu? Não é de Hanna Stael...
Mas eu também já... FUI!)

"Como se fosse brincadeira de roda, memórias..."

PRA DECLARAR MINHA SAUDADE
O QUE SOBROU DO CÉU
TÁ PERDOADO...







Pensamentos esparsos

Escritores e poetas são mentirosos autorizados.
Suas mentiras surtem o efeito das grandes verdades.
A semelhança entre escritores e jornalistas é o fato de serem ambos autorizados. 
O que os distingue é a forma de escrever.

O resto é bobagem...

Parcerias, respostas

QUEM SOMOS NÓS
(Hanna Stael e Joseti Marques)

Sou alegre; sou feliz.
Digo em alegria, o que o teu coração não diz
Não sei brincar, de roda ou de amar
Amar não é jogo; não é coisa de aprendiz.

Tenho um coração na alma
Um pensamento no coração
Em lugares tão distantes
Não sei se estou ou não.

Não quero que a mim digam,
O que acham que eu deva ser
Só eu sou assim eu mesma
Como ninguém mais poderá ser

Não sou palavras, frases, verbos
Parágrafos, ponto, vírgula, exclamação
Em letras curtas, versos longos
Posso ser o que sou... ou não

Não me queiram pelo que sabem
Não me ames pelo que vês
Não me odeiem pelo que pensam
Eu sou eu, não sou vocês.

Sou assim, feito esperança
Um coração que pensa, alma que dança
Um pensamento que voa, desejo que ecoa
Uma mulher; uma criança.

Sexta com jeito de sábado; sábado com cara de domingo. E ainda sobra um dia!

Eu queria contar uma história ou alguma novidade, mas as palavras ainda estão dormindo. Insisto, faço barulho, sacudo os galhos das árvores onde elas se escondem... mas o silêncio é total. Papel em branco me agonia. Por isso esta justificativa tosca; só pra sujar o papel. Mas para que não fique o esforço de todo perdido, vou postar uma musiquinha para dar bom dia. E vou dormir outra vez, lá no meio das palavras mudas, dos acentos relaxados, das cedilhas enroscadas em si mesmas... ensimesmadas...rsrs.
Afinal, hoje é domingo. Quer dizer... sábado.
Aproveitem!
H.

16 outubro 2009

Brincadeiras de memórias

HISTÓRIAS EDITADAS
(Hanna Stael)


Pera, uva ou maçã?!
Ai, tomara que dê maçã...
Será que ele vai me beijar?
Será que vai me ligar?
Será que vai me atender?
Será que vai retornar a mensagem no celular?
Será que vai me mandar um torpedo?
Será que vai me chamar no msn?
Será que vai me chamar pra sair?
Será que vai querer...
Será? Será?
Pera...
Uva... ou...
Alô? Oi!Claro! A que horas, então?
Kiwi...


15 outubro 2009

Brincadeira de roda, memórias

 SONETO DO AMOR COMPLACENTE
(Hanna Stael)

Ah, como fui ingrata ao maldizer-te quando me rejeitaste.
Não sabia eu o que sabias sobre ti mesmo ao desagradar-me.
Como me preservaste de cruel destino ao rejeitar-me!
Ah, o quanto ingrata fui ao por ti sofrer e maldizer-te.

Ah, soubesse eu o que me aguardava o destino ao lado teu.
Agradeceria ao Padre Eterno por ter-me poupado dos sonhos meus
Cruel destino o que nos cega e obriga a ingenuidade
De nos lançarmos à ilusão do eterno na veleidade.

Soubesse eu que é, dos males todos, a ilusão o que mais maltrata.
Pediria piedade para o destino escuro, labirinto da tua vontade.
Pediria a Deus com honestidade que te poupasse
Da hora grave e inevitável da solidão e da insanidade.


Teria dito antes, mesmo que por um instante, ainda te quisesse ter.
 Teria eu avisado, mesmo sabendo que nunca em mim irias crer.
Teria eu assumido a dor que te caberia! Ah, quanta agonia
Na torpe roda da orgia de quem não sabe querer.

Eu te diria como que à luz do dia, do inevitável amanhecer
Amargarias as contas que não terias como abater. Ah, e eu sofreria
Ao ver-te pisar a bondade como quem um jardim invade
Antes que o dia e sua nua verdade pudessem mesmo  nascer.

Ofertei-te violetas, bromélias e jasmins, tantas flores, ai de mim!
Apenas o que querias era matar o amor, antes que viesse a existir 
Na carne trêmula em lampejos, de histórias sem começo e nem fim
Arrotas depois do beijo, a ausência bruta e o desejo
De que não fosse assim.


Ah, se eu pudesse curar-te de ti...
Com os remédios que um dia
Entre a dor e a agonia
Curaram teus traços em mim.


13 outubro 2009

Dobra do tempo - geografia de espelho

POETRIA, ACABAMENTO, DESEJO

 Vento.
Astúcia, Antares, Alfredos
Martírios, malícias, degredos
Desdita, dormência, delírios
Despojos, ditames, relento
Desvão.
Não há conjunção entre palavras

Não há cadência entre verbo e sentimento
Não vem do alfarrábio, feito prosa entre razão e esquecimento
Vento morno que sopra lento da janela da casa ao lado
 Espelho quebrado, retrato, sofrimento
Talvez palavra, remendo, dor, lamento
Ais ou nãos.

Aconchego, colcha, retalho
Tristeza, argúcia, andrajos
Feliz, desvelo, fiapo
Delícia, novelo, vão
Dia, coito
chão.

chão.
Dia, coito
Delícia, novelo, vão
Feliz, desvelo, fiapo
Tristeza, argúcia, andrajos
Aconchego, colcha, retalho

Ais ou nãos.
Talvez palavra, remendo, dor, lamento
Espelho quebrado, retrato, sofrimento
Vento morno que sopra lento da janela da casa ao lado
Não vem do alfarrábio, feito prosa entre razão e esquecimento
Não há cadência entre verbo e sentimento
Não há conjunção entre palavras
Desvão.
Despojos, ditames, relento
Desdita, dormência, delírios
Martírios, malícias, degredos
Astúcia, Antares, Alfredos
Vento, desolação.


SIMETRIA, VONTADE, REPETIÇÃO

(Joseti Marques)

12 outubro 2009

Sobre a liberdade e o vazio

"Pois eu vos digo que deveis acalentar o caos se quereis gerar uma estrela."
(Friedrich Nietzche)

"A ansiedade eterna é o fogo do homem livre."
(James Truslow Adams)

"A ansiedade é a vertigem da liberdade."
(Soren Kierkegaard)


"Pomos trinta raios para fazer uma roda:
Mas é do buraco no centro que depende o uso da carroça.
Fazemos um vaso com uma massa de barro:
Mas é o espaço vazio dentro do vaso que o torna útil.
Fazemos portas e janelas para um cômodo:
Mas são os espaços vazios que tornam o cômodo habitável.
Assim, embora a existência tenha seus proveitos,
É o vazio que a torna útil.
(Lao Tzu)



Tenham todos boas razões para que se chamem de úteis os dias que restam nesta semana.
Muita paz.
H.