Prestem atenção nos rostos e olhares dos jovens na platéia. E nos rostos dos rapazes do MPB4 e do próprio Chico Buarque também. Eram a pura expressão da coragem e da esperança destemida. Roda mundo, roda pião... o tempo rodou num instante...
Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
09 setembro 2009
Mário Quintana para todos
Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua.
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua.
Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema,
pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
Sonhar é acordar-se para dentro.
08 setembro 2009
Amei!!!!!
Diletos e amados leitores e leitoras,
Não pensem que abdiquei do esforço de concentração e disciplina, mas esta eu tenho que contar pra vocês. Fui cortejada por um homem lindo, gentil e feliz. Ao final de uma reunião de trabalho, da qual ele participava apenas em forma de relâmpago — grandes aparições e vupt, sumia! — despedi-me das pessoas e pedi que se despedissem daquele homem encantador por mim. De repente, ele desce as escadas correndo e sorrindo. Nos despedimos e eu segui. E novamente de repente, ele pulou na minha frente com os braços abertos como um Cristo. Exultei de alegria por aquela presença ao estilo relâmpago e o abracei longamente. Trocamos beijinhos novamente e eu atravessei a porta que dava para uma ampla área com muitas plantas e uma árvore gigantescamente linda. Ele nos acompanhou e me surpreendeu quando eu já estava no primeiro degrau da escada que dava para a rua: "Qual é mesmo o seu nome?" Somente aí me dei conta que ao sermos apresentados ninguém disse o meu nome, embora o dele fosse a toda hora citado. Achei a pergunta interessante e intrigante. Disse o meu nome. E ele, sorrindo com um ar de quem falava sério, vaticinado seu próprio futuro, disse assim: "Quando eu tiver uma filha, ela vai ter o seu nome". Ai... que lindo!!!! Eu, que já estava encantada por ele, apaixonei-me completamente naquele mesmo instante. Que lindo! Eu disse, para ser exata: "eu também te amo!!!!!. E o meu nome combina com o seu, sabia?" E ele respondeu, como quem não concordava: "É?" Pois é... e isso nem é história inventada. Fui cortejada de uma forma encantadora pelo José, um homem lindo de quatro anos, que além do abraço e do galanteio, me presenteou com um de seus belos desenhos. Não é demais?!
Não pensem que abdiquei do esforço de concentração e disciplina, mas esta eu tenho que contar pra vocês. Fui cortejada por um homem lindo, gentil e feliz. Ao final de uma reunião de trabalho, da qual ele participava apenas em forma de relâmpago — grandes aparições e vupt, sumia! — despedi-me das pessoas e pedi que se despedissem daquele homem encantador por mim. De repente, ele desce as escadas correndo e sorrindo. Nos despedimos e eu segui. E novamente de repente, ele pulou na minha frente com os braços abertos como um Cristo. Exultei de alegria por aquela presença ao estilo relâmpago e o abracei longamente. Trocamos beijinhos novamente e eu atravessei a porta que dava para uma ampla área com muitas plantas e uma árvore gigantescamente linda. Ele nos acompanhou e me surpreendeu quando eu já estava no primeiro degrau da escada que dava para a rua: "Qual é mesmo o seu nome?" Somente aí me dei conta que ao sermos apresentados ninguém disse o meu nome, embora o dele fosse a toda hora citado. Achei a pergunta interessante e intrigante. Disse o meu nome. E ele, sorrindo com um ar de quem falava sério, vaticinado seu próprio futuro, disse assim: "Quando eu tiver uma filha, ela vai ter o seu nome". Ai... que lindo!!!! Eu, que já estava encantada por ele, apaixonei-me completamente naquele mesmo instante. Que lindo! Eu disse, para ser exata: "eu também te amo!!!!!. E o meu nome combina com o seu, sabia?" E ele respondeu, como quem não concordava: "É?" Pois é... e isso nem é história inventada. Fui cortejada de uma forma encantadora pelo José, um homem lindo de quatro anos, que além do abraço e do galanteio, me presenteou com um de seus belos desenhos. Não é demais?!
Beijos, desta vez exclusivos para o José!
Hanna
Hanna
07 setembro 2009
Serenidade
A semana já está prestes a começar e não quero deixar no ar um texto pesado. Fiquem então com um pensamento lindo que um(a) Anônimo(a) deixou outro dia como parte de um comentário:
"A fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem".
Tenham todos uma semana iluminada.
Amor e beijos, de Hanna.
"A fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem".
Tenham todos uma semana iluminada.
Amor e beijos, de Hanna.
Em tempo!!!
Pessoal, tem uma galera equivocada fazendo circular apologia à ditadura pela internet e inconvenientemente enchendo nossas caixas de e-mail com o que eles acham que foi a revolução do progresso e da paz no Brasil e na América Latina. Eles não sabem... e não tenho a menor vontade de explicar. Não aqui. Para eles, um rock pesado do Titãs, de 1987, do álbum Jesus não tem dentes no país dos banguelas, cujo título é Fome (Compositores: Arnaldo Antunes, Sérgio Brito, Marcelo Fromer), onde hoje poderíamos acrescentar alguns desejos, alguma vontades. Cito algumas e peço que acrescentem outras mais em seus blogs e em seus princípios de vida, liberdade e igualdade: a gente não quer só pra nós, a gente quer pra toda gente; a gente não quer colocar um muro na frente da pobreza para que a fome não estrague o feriadão; a gente não quer cemitérios clandestinos, onde as mães não sabem que estão lá os filhos; a gente não quer essa imprensa de merda que hoje temos, mas a gente também quer a liberdade de tê-la e quem sabe até mudá-la; a gente não quer inteiro só pra nós... e pros outros só pela metade. A imprensa que não divulgava as atrocidades da ditadura ainda é a mesma que não divulga o sucesso internacional do Lula... e sabe-se lá mais o que, porque o que a imprensa não divulga, a gente nunca sabe. Mas ainda assim é melhor do que imprensa nenhuma, como na época da ditadura. Talvez os equivocados pensem que os anos de chumbo eram anos dourados porque a parte podre da história era censurada. Temos hoje uma imprensa pela metade, mas ainda assim é melhor que nenhuma e a gente não desiste de lutar para que um dia ela venha a ser inteira. Falando nisso: tem audiência pública sobre o fim da exigência do diploma de Jornalismo, dia 10/09, às 10h, na Assembléia Legislativa. Compareçam, para evitar que acabe a metade da imprensa que nos resta. E eu que vivia sonhando em ver Jornalismo em 4 anos com mais 2 de residência, para que a garotada, enquanto foca não contaminada, visse de perto a vida como a vida é...
Mas sou brasileira, e sabe como é...rsrs.
Titãs pra vocês! E neles...
E com vocês.... Titãs!!!!!!!!!!
Devia ter complicado menos....
É preciso saber viver...
E se você puder me olhar...
06 setembro 2009
Poemando para o Sel (explicitudes)
NO SILÊNCIO DA NOITE
Hanna.
Bonitinho, né?
Gostou?
O que faz teu pensamento, tão tarde na madrugada,
querer vir sempre me buscar?
Será a dor, mantendo-te insone?
A solitude, objetivando a falta em algum lugar?
Ou a vontade de responder a si mesmo as questões deixadas para lá?
Às vezes me chegas tão premente,
emaranhando-se em meu sono docemente.
Acordo, abro a janela...e quando vejo, lá está...
Você calado, distante, vendo-me sem me olhar.
O que fazes aí a esta hora?
Me respondes que acabastes de chegar.
Não pergunto onde estavas;
basta saber que viestes me encontrar.
Volto para o sono,
deixando aberta a janela ao teu olhar.
Confundo-te com a lua a clarear a noite...
com o barulho paciente das ondas do mar.
Embala-me o sono uma pergunta tão tola,
que a resposta mais simples não pode alcançar.
O que faz teu pensamento acordar-me na madrugada,
só para ver que ainda estás lá?
querer vir sempre me buscar?
Será a dor, mantendo-te insone?
A solitude, objetivando a falta em algum lugar?
Ou a vontade de responder a si mesmo as questões deixadas para lá?
Às vezes me chegas tão premente,
emaranhando-se em meu sono docemente.
Acordo, abro a janela...e quando vejo, lá está...
Você calado, distante, vendo-me sem me olhar.

O que fazes aí a esta hora?
Me respondes que acabastes de chegar.
Não pergunto onde estavas;
basta saber que viestes me encontrar.
Volto para o sono,
deixando aberta a janela ao teu olhar.
Confundo-te com a lua a clarear a noite...
com o barulho paciente das ondas do mar.
Embala-me o sono uma pergunta tão tola,
que a resposta mais simples não pode alcançar.
O que faz teu pensamento acordar-me na madrugada,
só para ver que ainda estás lá?
Hanna.
Bonitinho, né?
Gostou?
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