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30 agosto 2009

Compensações minimalistas

Ontem, Brasília; hoje, Angra; amanhã, Cristo Redentor, braços abertos... e parece que é só pra mim.
Hanna Cansada
da Silva Carente
Amor.

29 agosto 2009

Desfazimento

A cada vez que viajo, deixo um pouco da bagagem pelo caminho. Assim vou ficando mais leve. Um dia espero voltar plenamente vazia das coisas que carrego em mim. Quem sabe, amanhã, em Angra, eu não deixe tudo por lá? O trabalho é uma bênção, graças a Deus! Então vou trabalhar. Bom fim de semana, amados e dignos leitores.
Beijos como de sempre
H.

Essa música é mesmo muito bonitinha...

Versinhos de amor de Hanna


Amor em letras

Cubro-me com palavras,
porque sei que me lês inteira
repetidas vezes, do início ao longo fim
Durmo em minhas palavras
porque ao fechar os olhos
aconchego-me sorrateira
para ver teus olhos, que estão em mim
(Sem) Fim

O campo e as sementes do céu

Minha vida é um campo de esperanças que Deus plantou. A cada vez que uma das sementes começa a brotar, transbordo de energia e sou capaz de coisas que, às vezes, até Deus duvida. Deve ser por isso não vejo o que pode vir a ser, mas o que devo realizar e fazer acontecer. É o que sustenta minhas certeza que parecem quase adivinhações — é muito obvio e sem mistério: se você planta laranjas, nunca vai colher as adoráveis e lindas bananas.; mas é certo que laranjas virão. É uma dádiva da generosidade divina, disso tenho certeza, porque a alegria está no exercício da execução da tarefa. E se a semente é boa, com certeza a semeadura é pura felicidade. Também deve ser por isso que minha vida é cheia de entusiasmo. Eu sei o que devo fazer, esteja eu fazendo o que for, porque tenho uma luz que ilumina meu pensamento, na minha hora de trabalhar. Mas a terra não é de propriedade minha. Ali só me cabe o exercício de cultivar a esperança para que ela possa florescer e se tornar realidade para quantos mais seus frutos possam colher. Não adianta jogar na terra as sementes tolas da ilusão, porque delas só nascerão ervas daninhas. A insistência é que nos faz confundir esperança com vontade. E por mais que custe, como diz um amigo meu, "vontade é uma coisa que dá e passa", mesmo que isso leve o tempo de uma vida inteira. Mas quem tem função neste campo da esperança não precisa se preocupar, porque Deus é o pastor e a seus camponeses provê de tudo o que lhes baste e o que lhes faça feliz, para garantir que não faltarão os recursos da colheita. As nossas esperanças, aquelas que vamos recolhendo ao longo da vida por nossa própria conta, essas não devem ser jogadas diretamente ao solo, mas confiadas às mãos de Deus, que sabe a estação correta em que a deve plantar.
Eu sou uma mulher feliz, graças a um Deus que cuida das minhas sementes de pensamento e de amor, descartando sempre as sementes estéreis da ilusão. Confia, e o mais Ele fará.
Saudades imensas, de Hanna.
Amor

Vem! Corra e olhe o céu!


Minha alma canta e dança!
Estou no Rio de Janeiro...
E o sol vem trazendo um bom dia!
Amor
H.

27 agosto 2009

26 agosto 2009

As prometidas mentirinhas de faz-de-contas

Já contei a vocês dos meus cinco cavalos e das minhas duas únicas vacas holandesas, uma das quais aparece faceira em uma postagem deste blog e a outra, como todos também sabem, está refazendo-se do esforço de dar à luz seu bezerrinho manhoso, batizado Geduld. Pois estava eu colhendo beijos na estrada — os mesmos com que os acarinhei em postagem anterior — quando presenciei uma cena digna das historinhas curtas de Hanna. Meus cinco cavalos desentendiam-se no campo aberto sobre uma questão controversa. Acreditavam, três deles, que a bola procura o pé do atleta; os outros dois, que o atleta busca o gol. Não entendi o motivo do dissenso, já que uma hipótese não invalidava a outra! Defendiam os três que bola e atleta, embora complementares, nem sempre se encontravam e que, portanto, o gol estaria descartado. Os outros dois afirmavam categóricos que se o gol estava descartado, portanto o atleta seria apenas uma invenção da imaginação esportiva. Os outros três, compenetrados e com olhares quase quânticos, acrescentaram que mesmo sem a bola o atleta busca o gol. Bola, atleta e gol não se conjugavam! Era esse o motivo da dificuldade! Para evitar que a discórdia se aprofundasse, foram-se os três cavalgar nos campos; os outros dois, acercaram-se da trave e se puseram a aguardar: se a bola busca o pé do atleta e o atleta busca o gol, certamente uma hora os dois apareceriam por lá. E se puseram a esperar. Para provar que a história é verídica, posto a foto, feita por mim mesma, destes dois dos meus cinco cavalos. Quando voltar da viagem conto a outra historinha, que também tem foto ilustrativa de sua veracidade.
H.
Amor.

Comentários aos comentários I

De: Pauta Cifrada

Querida Hanna.
Acredito que somos, no mínimo, três pessoas...
O ser imaginário que pensamos que somos;
O ser que os outros vêem em nós;
E o ser mais importante. O verdadeiro, infinito, em evolução constante... que só Deus conhece.
O resto é simulacro!
Beijo!

Amei!!!!!! Obrigada!
Beijos de Hanna!