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15 agosto 2009

Paramim, em Paraty III...!

Em Paraty, cansada e com um certo emaranhamento (ou seria confusão?) nos sentimentos, inspirei-me com a paisagem e escrevi um poema triste, postado aí ao alto. Até que eu estava feliz, porque tenho todos os reais motivos para isso. Mas o poema triste acabou me entardecendo um pouco. Voltei à pousada para um banho e descansar. Antes que a tristeza se apagasse e o poema fosse embora, resolvi postar o rascunho para depois ver no que daria. Fato é que estava triste... Sobretudo, estava triste... por qualquer coisa. Abri o blog e estava lá! Um comentário que publico para que todos se beneficiem do belo texto, das palavras curativas, da solidariedade, amizade e carinho que fazem a caminhada mais leve e suavizam os trechos mais íngremes. Não tenho palavras que possam reproduzir a alegria que sinto quando a providência divina, não poucas vezes, produz a coincidência de me trazer as palavras generosas deste amigo nas horas mais oportunas. Sinto-me privilegiada por ter os amigos que tenho! Aí está:

"Penso/sinto, logo existo. Existo, então me expresso/escrevo e escrevo, escrevo, escrevo...Para quê?Antigamente, as grandes obras literárias tinham como sina a perenidade, uma certa vocação "eterna", que atravessava gerações com o prestígio inabalado, muitas vezes até acrescentado. Grandes autores trocavam cartas entre si e essa correspondência virava livro póstumo, com uma aura quase sagrada também. Hoje... tudo bem, os clássicos continuam sendo lidos. Mas, em nossos dias, quais os livros que são lançados e que vão conseguir uma vaguinha na prateleria dos eternamente consagrados? Um parêntese, lembrei de um poeminha que li certa vez:
" Meu poeta, és nome de rua, bronze de praça, verbete de enciclopédia, mas teus versos, já ninguém os lê. Como expressar tamanha tragédia? "
Tem isso também. Mesmo os clássicos, são lidos por tão poucos no planeta... e muitas vezes a leitura é apressada, ou são lidos apenas os fragmentos mais célebres da "grande obra".Tudo que é sólido desmancha no ar... ??? Daqui a alguns bilhões ou trilhões de anos o planeta estará gelado, ao que tudo indica desabitado de qualquer humanidade; humanidade que talvez não precise de tanto tempo assim para se extinguir. E quando não houver mais Terra nem seres humanos, qual será o valor dos clássicos? Quem lembrará deles? Quais serão os leitores, daqui a um quatrilhão de séculos? O fato é que, apesar de tudo, como se fôssemos adeptos de uma religião arrebatadora e inevitável, que nos arrasta e obriga, continuamos a escrever, muito. E a "tragédia", hoje, parece ser mais imediata, diária. Quanta preciosidade surge nesse admirável mundo novo virtual, para simplesmente volatizar no instante seguinte; quantos sites, blogues, textos riquíssimos, densos, poéticos, únicos, vão e vêm, e "se perdem" nos desvãos da vida acelerada, que explode num turbilhão-zão de manifestações as mais variadas, urgentes, incessantes?! E as mensagens, o correio eletrônico?!? Cadê aquelas cartas trocadas com os melhores amigos, ou com os colegas escritores ou jornalistas, cartas que noutros tempos tinham como destino a nossa gaveta mais íntima, ou então uma pasta de couro, que as guardaria para sempre...? ou até o dia, anos e anos depois, em que as tiraríamos de lá com carinho, para relê-las, ou quem sabe para selecionar as que entrariam no nosso livro. Já me angustiei um bocado com isso, com as centenas de textos preciosos (aos meus olhos e coração) trocados nos últimos anos de internet, lidos aqui no computador, e que, hoje, já não me angustio tanto, até porque creio que a Vida é muito mais, muito além, no tempo e no espaço, e que nossos espíritos estão todos irmanados na trilha da evolução, individual e coletiva, enfim: Hanna, o que eu poderia lhe dizer, como retribuição singela à sua "ode ao imbuzeiro", é que (havendo ou não muitos leitores e comentaristas aqui no Sobretudo, qualquer coisa...) tem sido um raro privilégio poder estar aqui com relativa assiduidade, seguidor informal que sou das pegadas que você deixa na estrada da existência, das inscrições que você imprime na Alma do Mundo. No mais, como tenho dito a um amigo que criou recentemente um blog interessante e que se ressente um pouco por se dedicar muito e caprichar tanto nos textos, sem ter um "retorno" (numérico) satisfatório: quando você já tiver um volume robusto de "crônicas" ou quando se cansar de vez do blog, pare. Pare e comece a escolher o que de melhor ficou registrado ali, para publicar em livro. Sim, ainda que daqui a um sextilhão de milênios já não exista mais nenhum vestígio do livro nem do papel nem das palavras, a emoção investida na criação e a intenção de semeadura ainda estarão preservadas, passeando aí pelo infinito eterno. Pelo menos, eu creio nisso. Um abraço imenso e um carinhoso beijo, do amigo, irmão de caminhada."

...do céu e do mar... Paraty II

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim

Nando Reis - Os cegos do castelo
Hanna, a caminho de Paraty... ou será Paramim... ou Paraquem será? Paraty de mim.

Quais são as cores? Paraty I

13 agosto 2009

Convite irrecusável!


Se o maior prédio da história da China foi implodido sem derrubar nada em volta, por que não tentar implodir nossos preconcebidos e limitadores pensamentos e ideologias?
Entrada franca, homens e mulheres são iguais e cada um terá o ônus apenas do que em si sobrar. Sem hora para começar ou acabar — tipo festa
rave, sacou?!
O endereço, cada um sabe do seu... tipo
privé...rsrs.
Espero vocês lá... na saída!



Provocações entre o feijão e o sonho

Não deixe para 31 de dezembro o ano novo que você pode fazer agora! Comece já! O tempo é relativo; desde Eienstein, todos já sabem disso. Então, por que não tirar proveito? Li uma coisa muito interessante ainda há pouco. E olhe que não foi em literatura exotérica; foi em livro que trata de ciência e física. Não vou dar a referência bibliográfica de propósito. Grande parte da humanidade tem preconceito contra tudo o que lhe pareça excessivamente acadêmico e eu não quero que vocês me rejeitem logo de cara, sem me dar a chance de oferecer este mimo de pensamento.
"Quando me convenci de que a minha realidade era apenas o produto de minhas limitações, percebi que precisava sonhar fora delas". Uma pergunta inconveniente, despropositada e, quem sabe, desnecessária: o que você verdadeiramente deseja e não acredita que possa ter ou se tornar? Ai, essa foi forte... rsrs.
Pense! Um, dois, três e....
Beijos, desta que vos ama incondicionalmente.
Hanna

12 agosto 2009

Sustentabilidade é...

...tudo o que é ecologicamente correto, socialmente justo, culturalmente aceitável e economicamente viável. Certo?

Sorria! Alguém poderá responder.

Liiiiiindas!

Meus caros, caríssimos!
Algo me diz que devo compartilhar a mensagem de hoje. Talvez porque esteja presenciando sofrimentos conhecidos em pessoas desconhecidas, o que me instiga a oferecer o que já tenho conseguido aprender — aos poucos, é bem verdade. Mas como diz a sabedoria popular, "devagar se vai ao longe!" Um dia chego lá. Se mais não for, é porque é para lá que penso que estou indo...rsrs.
Taí, então, a quem interessar possa:
"Ausência continuada de esperanças e de alegria na alma significa evolução deficitária. Por toda parte há convites à edificação e ao aprimoramento, desafiando-nos à ação no engrandecimento comum. Ninguém é tão infeliz que não possa produzir alguns pensamentos de bondade, nem tão pobre que não possa distribuir alguns sorrisos e boas palavras com os seus companheiros na luta cotidiana. Tristeza de todo instante é ferrugem nas engrenagens da alma. Lamentação contumaz é ociosidade ou resistência destrutiva. É necessário acordar o coração e atender dignamente à parte que nos compete no drama evolutivo da vida, sem queixa, sem desânimo. A experiência é o que é. Nossos companheiros são o que são... "Regozijai-vos sempre!"."
Aos desconhecidos pelos quais passei no caminho e aos que conheço e raramente encontro, carinho de Hanna.

Reedição IV - Poemeu (de Hanna)

O amor é um rio manso que inventa seus caminhos, mesmo contra a vontade da terra.
H.

11 agosto 2009

Essa é melhor do que as minhas!

"Tudo o que eu não invento é falso"

Recolhi esta citação de fonte confiabilíssima! E o autor é Manoel de Barros, para a quem interessar possa. Vejam só que lucidez impressionante! Quem me indicou, garante que o autor é genial. A-do-rei!!!!!!
Hanna Cai
ana.


Nietzsche