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12 agosto 2009

Sustentabilidade é...

...tudo o que é ecologicamente correto, socialmente justo, culturalmente aceitável e economicamente viável. Certo?

Sorria! Alguém poderá responder.

Liiiiiindas!

Meus caros, caríssimos!
Algo me diz que devo compartilhar a mensagem de hoje. Talvez porque esteja presenciando sofrimentos conhecidos em pessoas desconhecidas, o que me instiga a oferecer o que já tenho conseguido aprender — aos poucos, é bem verdade. Mas como diz a sabedoria popular, "devagar se vai ao longe!" Um dia chego lá. Se mais não for, é porque é para lá que penso que estou indo...rsrs.
Taí, então, a quem interessar possa:
"Ausência continuada de esperanças e de alegria na alma significa evolução deficitária. Por toda parte há convites à edificação e ao aprimoramento, desafiando-nos à ação no engrandecimento comum. Ninguém é tão infeliz que não possa produzir alguns pensamentos de bondade, nem tão pobre que não possa distribuir alguns sorrisos e boas palavras com os seus companheiros na luta cotidiana. Tristeza de todo instante é ferrugem nas engrenagens da alma. Lamentação contumaz é ociosidade ou resistência destrutiva. É necessário acordar o coração e atender dignamente à parte que nos compete no drama evolutivo da vida, sem queixa, sem desânimo. A experiência é o que é. Nossos companheiros são o que são... "Regozijai-vos sempre!"."
Aos desconhecidos pelos quais passei no caminho e aos que conheço e raramente encontro, carinho de Hanna.

Reedição IV - Poemeu (de Hanna)

O amor é um rio manso que inventa seus caminhos, mesmo contra a vontade da terra.
H.

11 agosto 2009

Essa é melhor do que as minhas!

"Tudo o que eu não invento é falso"

Recolhi esta citação de fonte confiabilíssima! E o autor é Manoel de Barros, para a quem interessar possa. Vejam só que lucidez impressionante! Quem me indicou, garante que o autor é genial. A-do-rei!!!!!!
Hanna Cai
ana.


Nietzsche

Reedições III — Casablanca segundo Eco

"Esteticamente falando, um filme modestíssimo" — foi o que vaticinou um dos mais conceituados teóricos da Comunicação, o italiano Umberto Eco, em artigo no jornal L'Espresso, em 1975, quando o filme era visto e revisto por jovens universitários e quarentões que acreditavam no amor apaixonado, capaz de sofrer e ainda assim sobreviver como fênix cena sim, cena não. Apesar da crítica rigorosa, Eco admitiu que o filme estrelado por Hamphrey Bogart e Ingrid Bergman era encantador. Encantador, mas "revista, pastiche, onde a verossimilhança psicológica é muito frágil e as reviravoltas concatenam-se sem razões aceitáveis". E qual o segredo do sucesso daquele filme, de1942? Antes de concluir da forma como somente os teóricos da Comunicação se dão ao direito, Eco entrega sem piedade todo o making off do filme: diz ele que o filme foi pensado à medida que ia sendo rodado, e que até o último instante nem o roteirista, nem o diretor sabiam se Ilse Lund Laszlo (Ingrid Bergman) iria embora com Richard Blane (Hamphrey Borgart) ou com Victor Laszlo (Paul Heinreid). Que maldade...Apesar dos grandes nomes que estrelavam o filme, Eco considerou que a receita de Casablanca era a de colocar na mesma tijela todos os ingredientes de aceitação já comprovada — e como eram todos os ingredientes, o resultado final se assemelhava à "igreja da Sagrada Família de Gaudí". Antoni Placid Gaudí i Cornet (1852-1926) era um arquiteto ligado às novas concepções plásticas do modernismo catalão; um dos seus trabalhos mais conhecidos é a igreja a que se refere Umberto Eco. A construção da Catedral da Sagrada Família começou quando Gaudí tinha 31 anos. E o projeto foi-se desenrolando por mais 40 anos, até o fim da vida dele. A Catedral fica em Barcelona e ainda não está pronta; a previsão é de que a primeira parte construída já terá que ser restaurada quando todo o trabalho estiver terminado, em 2025. Pela foto se pode ter uma idéia do projeto "alucinatório" de Gaudí a que Eco comparou Casablanca. Ele diz que ao se entrar na catedral, fica-se com vertigem e esbarra-se na genialidade. Que coisa... em Casablanca, então, teríamos vertigens em contato com tantas proposições das mesmices emocionais a que todos estamos expostos, não importando nossas dessemelhanças; e assim esbarraríamos na "genialidade". Também acho que o estado de amor nos aproxima das nossas melhores possibilidades, mas a paixão não. Gaudí era apaixonado pelo projeto da catedral...inacabada, excessiva, esquisita. Os ingredientes que o diretor Michael Curtiz colocou no filme podem ter construído uma história assim estranha, como a catedral, mas quando todos os arquétipos irrompem sem decência, "são atingidas profundidades homéricas"! E lá estavam o amor infeliz, a fuga, a Terra Prometida (EUA, ora!), a espera, a chave mágica (passaporte e visto), o dinheiro e o dom, que Rick faz do seu desejo, sacrificando-se. No filme, todos aqueles que têm paixões impuras fracassam, é verdade. E triunfa o arquétipo da pureza. Mas os impuros se redimem através do sacrifício. O mito do sacrifício, segundo Eco, atravessa o filme inteiro: quando Ilse, em Paris, abandona o homem amado para voltar ao herói ferido; o sacrifício da esposa búlgara para ajudar o marido; Victor, que prefere perder Ilse para Rick, contanto que ela fosse salva. Eco chama isso de orgia de arquétipos sacrificiais. E justamente por essa mistura de fórmulas já testadas pelo cinema e aprovadas pelo público, e que dizem respeito a parcelas da intertextualidade das emoções humanas, é que Casablanca fez e ainda faz tanto sucesso. E Eco conclui dizendo que dois clichês provocam o riso, mas cem clichês comovem. E vale transcrever o parágrafo final do artigo cujo nome é "Casablanca ou o renascimento dos deuses", publicado em 1975: "Como o cúmulo da dor encontra a volúpia e o cúmulo da perversão beira a energia mística, o cúmulo da banalidade deixa entrever uma suspeita sublime. Algo falou no lugar do diretor. O fenômeno é digno pelo menos de veneração". Bom, data venia, ele acabou com o diretor, certo? Mas que tal testar se os velhos clichês ainda comovem nossos corações? Aí embaixo, a famosa música tema do amor sacrificial entre Rick e Ilse e que Sam canta maravilhosamente ao piano... "As time goes by"... a kiss is just a kiss...la la la la la....
E boa semana a todos!!!!
Beijos, de Hanna.



10 agosto 2009

Confidências aos girassóis

Não é novidade para ninguém que Hanna adora conversar com Deus sobre todas as coisas; e quando recebe alguma intuição especial, corre para compartilhar com vocês, meus leitores já nem tão hipotéticos assim (reloginho é tudo!). Pois bem: a de hoje foi forte. Do tipo bronca de pai — aquela que dói a cada palavra e que te faz desejar sumir no chão para não ter que ouvir; não ter que ser confrontada pelas suas próprias asneiras. Bem, essa era a sensação que eu tinha, quando criança, diante das broncas de meu sensível e generoso pai, quando a besteira era... Pensando bem, nunca fui de grandes besteiras. Talvez pelo zelo sem excesso dele; sua eterna mania de ponderar e buscar respostas grandiosas para justificar as nossas pequenezas. Ontem, Dia dos Pais, fui visitá-lo. Fiquei feliz ao vê-lo tranquilo e despreocupado. Olha para mim como quem sabe que fez o melhor que podia. "Então agora é com você", me disse ele quando resolvi ser adulta. E continuou o que estava fazendo, sem demonstrar preocupação como a minha ânsia de crescer. "Confio em você, garota", completou ele como quem sabia que a primeira frase era por demais assustadora. Foi o bastante para aquela hora. Cresci e hoje ele me abraça comovido, como quem não imaginava, naquele dia do passado, que as coisas dariam certo. Sim, claro que deram, meu pai — Hanna sabe ler e escrever; gosta de todo mundo e muita gente gosta de Hanna. Então agora, meu pai, é por minha conta. Se antes te escondia minha tolices; hoje te poupo das minhas bobagens. É... ainda estou em crescimento. E foi aí que recebi uma forte intuição nas minhas conversas com Deus pela manhã. E compartilho com vocês. Quem sabe a experiência venha a servir a mais alguém, agora que sei que muita gente passa por aqui e pára pra olhar. Vamos à história:
Antes mesmo de abrir os olhos, aproveito o restinho de sono para relaxar e retomar a conversa que eu e Deus não terminamos ontem. E ele me responde de diversas formas: uma intuição, uma página oportuna, uma sensação de felicidade. Às vezes não escuto, da mesma forma que muitas vezes, apesar do desconforto da bronca, não escutava o que meu pai dizia. A resposta de hoje veio por este texto:
"Se alguém diz: — "eu amo a Deus", e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" — (I João, 4:20.). Fiquei pensando nestas palavras e lembrei do que havia escrito em uma postagem recente: para amar o próximo, precisamos exercitar o amor em nós mesmos. Se eu não me amar suficientemente, como posso amar o próximo? Se eu não amar o próximo, que vejo, como poderei amar a Deus, a quem não vejo?
A fé, sem o exercício do amor, é mero esconderijo para a preguiça de crescer e o medo de apanhar. Hoje também me perguntaram se, quando criança, havia apanhado de meu pai. Um tempo em que era normal pais baterem em filhos. Não... as broncas do meu pai eram com certeza mais desconcertantes. Tive um imenso prazer em dizer que meu pai sempre foi generoso e nunca encostou um dedo em seus filhos; apenas, dedo em riste, dava broncas para mostrar que ele estava no leme. Não era para ser uma história de pai... Era para ser uma história de Hanna, a carente...rsrs. Hoje comecei a exercitar o amor que devo ter a mim mesma. E perguntei: como saber se estou ou não me amando suficientemente? E uma intuição respondeu: "comece por observar o que você leva à boca para alimentar seu corpo." Hoje, Hanna tratou-se com delicadeza; fez comida pra si mesma; tomou suco de maçã; não perdeu a paciência nem por um instante; e se deu a segunda-feira para relaxar.
Hanna, tentando outra vez.

Hã? Os girassóis? O que eles têm a ver com a história? Nada... só um presentinho pra Hanna.
O quê? A Lagarta? Não passou por aqui ainda... E vocês sabem que odeio dead line!
Campanha Mandem beijos pra Hanna!!!! Participem...rsrsrs

Reedição II

Eu vi. Alguém faz as asas dos anjos, antes que eles cheguem para usar. As penas alvas são coladas uma a uma, e depois que estão todas arrumadinhas são postas a secar. Demoram dois meses para ficar direitinho e não soltar quando os anjos apressados saem esvoaçando vida a fora. As menorezinhas, que ficam bem abaixo do fim de cada lado, são fininhas, tenras, suaves e sempre acabam se soltando, rindo e indo embora com o vento. Elas são feitas de fantasia. Por onde passam desafiam os sonhos e a imaginação — criam enredo, fazem história, enlaçam os inexistentes possíveis e os impossíveis desaforados. Desaforo... essa palavra vem do latim e quer dizer lugar onde se tratam de interesses públicos - fórum! Mas as penas leves só são penas perdidas; não são penas impostas e nem perdição. São penas das asas dos anjos; não têm fórum, não habitam os templos e tribunais. Elas apenas riem com as cócegas do vento e a fé dos tolos. Os anjos que perdem as asas são desprovidos de foro, não têm onde defender o que por si é desprovido de culpa - indefensáveis, desaforados os anjos. Mas eu sei... eu vi aquelas mãos enrugadas e finas a tecer as asas, as estender ao sol e insistentemente avisar: "tem que deixar dois meses a secar!".
Hanna, de sempre.

07 agosto 2009

Reedição


Não me importo.
No fundo, não me importo.
Apenas me incomodo, e aí mudo de lugar.
Mas, no fundo, não me importo.
Apenas lembro, porque é impossível deslembrar.
Mas no fundo, no fundo, não me importo.
Apenas guardo, porque não tenho onde jogar.
Mas não me importo.
Apenas escrevo para lembrar que não me importo.
Apenas para lembrar...

Por uma humanidade "sustentável"

Para não dizer que não falei de amor... Um achado raro no Youtube. Baden Powell ainda menino em uma das mais lindas músicas de Bach...Aproveitem os dias! Carinhos e afetos até o fundo do quintal.