Páginas

10 agosto 2009

Confidências aos girassóis

Não é novidade para ninguém que Hanna adora conversar com Deus sobre todas as coisas; e quando recebe alguma intuição especial, corre para compartilhar com vocês, meus leitores já nem tão hipotéticos assim (reloginho é tudo!). Pois bem: a de hoje foi forte. Do tipo bronca de pai — aquela que dói a cada palavra e que te faz desejar sumir no chão para não ter que ouvir; não ter que ser confrontada pelas suas próprias asneiras. Bem, essa era a sensação que eu tinha, quando criança, diante das broncas de meu sensível e generoso pai, quando a besteira era... Pensando bem, nunca fui de grandes besteiras. Talvez pelo zelo sem excesso dele; sua eterna mania de ponderar e buscar respostas grandiosas para justificar as nossas pequenezas. Ontem, Dia dos Pais, fui visitá-lo. Fiquei feliz ao vê-lo tranquilo e despreocupado. Olha para mim como quem sabe que fez o melhor que podia. "Então agora é com você", me disse ele quando resolvi ser adulta. E continuou o que estava fazendo, sem demonstrar preocupação como a minha ânsia de crescer. "Confio em você, garota", completou ele como quem sabia que a primeira frase era por demais assustadora. Foi o bastante para aquela hora. Cresci e hoje ele me abraça comovido, como quem não imaginava, naquele dia do passado, que as coisas dariam certo. Sim, claro que deram, meu pai — Hanna sabe ler e escrever; gosta de todo mundo e muita gente gosta de Hanna. Então agora, meu pai, é por minha conta. Se antes te escondia minha tolices; hoje te poupo das minhas bobagens. É... ainda estou em crescimento. E foi aí que recebi uma forte intuição nas minhas conversas com Deus pela manhã. E compartilho com vocês. Quem sabe a experiência venha a servir a mais alguém, agora que sei que muita gente passa por aqui e pára pra olhar. Vamos à história:
Antes mesmo de abrir os olhos, aproveito o restinho de sono para relaxar e retomar a conversa que eu e Deus não terminamos ontem. E ele me responde de diversas formas: uma intuição, uma página oportuna, uma sensação de felicidade. Às vezes não escuto, da mesma forma que muitas vezes, apesar do desconforto da bronca, não escutava o que meu pai dizia. A resposta de hoje veio por este texto:
"Se alguém diz: — "eu amo a Deus", e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" — (I João, 4:20.). Fiquei pensando nestas palavras e lembrei do que havia escrito em uma postagem recente: para amar o próximo, precisamos exercitar o amor em nós mesmos. Se eu não me amar suficientemente, como posso amar o próximo? Se eu não amar o próximo, que vejo, como poderei amar a Deus, a quem não vejo?
A fé, sem o exercício do amor, é mero esconderijo para a preguiça de crescer e o medo de apanhar. Hoje também me perguntaram se, quando criança, havia apanhado de meu pai. Um tempo em que era normal pais baterem em filhos. Não... as broncas do meu pai eram com certeza mais desconcertantes. Tive um imenso prazer em dizer que meu pai sempre foi generoso e nunca encostou um dedo em seus filhos; apenas, dedo em riste, dava broncas para mostrar que ele estava no leme. Não era para ser uma história de pai... Era para ser uma história de Hanna, a carente...rsrs. Hoje comecei a exercitar o amor que devo ter a mim mesma. E perguntei: como saber se estou ou não me amando suficientemente? E uma intuição respondeu: "comece por observar o que você leva à boca para alimentar seu corpo." Hoje, Hanna tratou-se com delicadeza; fez comida pra si mesma; tomou suco de maçã; não perdeu a paciência nem por um instante; e se deu a segunda-feira para relaxar.
Hanna, tentando outra vez.

Hã? Os girassóis? O que eles têm a ver com a história? Nada... só um presentinho pra Hanna.
O quê? A Lagarta? Não passou por aqui ainda... E vocês sabem que odeio dead line!
Campanha Mandem beijos pra Hanna!!!! Participem...rsrsrs

Nenhum comentário: