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18 abril 2009

Conversinha fiada

A insistência é uma espécie de equívoco de direção. Se é preciso insistir, é porque há resistência do que vem de lá. É como estar com o nariz encostado na parede, tentando atravessar, sem se dar conta de que a saída é para o outro lado, para o lado de lá!!!! Insistência é resíduo da teimosia. Os teimosos são conquistadores, interessantes, decididos, sabem o que querem; mas os insistentes são apenas equivocados, meio míopes, com os pés virados para as costas. Só andam para o lado errado. A insistência é prima irmã do desastre. E o pior é que apesar de primos em primeiro grau, não se dão e jamais se entenderam; se apontam mutuamente como os culpados da situação, acusam-se entre si e choram cada um para seu lado. Nem solidários são! Resíduo de teimosia é como lixo contaminado de usina nuclear: o que sobra daquela energia que ilumina tudo (a teimosia é meio assim), pode matar sem piedade (a insistência às vezes é meio assim). O universo não leva em conta a insistência, porque tudo está corretamente em seu lugar e assim seguirá sendo - nem adianta insistir. A realidade não consegue se abaixar tanto para ouvir a voz pequena da miúda e residual insistência. Mesmo que a insistência consiga imprimir alguma marca nos fatos, serão marcas irrelevantes, que se apagam facilmente, perdurando apenas no esforço inútil do insistente. A realidade é harmônica, em paz, muito melhor do que supõe nossa insistente fantasia.
É como diz o ditado: "Deus só nos castiga quando nos faz a vontade".
E a todos um final de semana de muita paz.
Hanna.

17 abril 2009

Eu estava escrevendo uma história baseada no mapa astral do personagem principal. Mas de repente o mapa sumiu. Não sei onde foi parar. A história parou. Não sei como continuar, mas pode ser que dia desses eu resolva inventar um novo enredo; completar por minha conta e risco. Histórias são assim: elas começam e depois a gente inventa o final que vamos contar pra todo mundo. As histórias inventadas são sempre melhores do que as histórias reais. Um dia eu conto, prometo.
H.

"A minha próxima vida", de Wood Allen

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás pra frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí viro um bebê inocente até nascer. Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois - Voilà! - desapareço num orgasmo.

Bonitinho, né? A cara do Wood Allen...rsrsr. Obrigada pela colaboração, Max!

Confidências botafoguenses de Hanna

Pensei que jamais falaria desse assunto - muito menos em primeira pessoa. Mas acabou sendo quase que uma história pronta, da forma como o final do enredo acabou se apresentando. Vinha eu de minhas altas conjunturas - sim, porque não é pelo fato de eu ser uma Hanna chorona, bobona, banana que não tenho credenciais simbólicas que me autorizem a transitar elegantemente neste mundo de meu Deus. Mas voltando ao tema: vinha eu em final de quinta-feira, direto para casa, quando ao passar na porta do Pavão Azul, pé sujo de estirpe, resolvi parar numa espécie de pit stop para relaxar o resto da noite. Primero chope no capricho, pastel de camarão como convém, e começou o jogo do Botafogo que eu nem sabia que iria ocorrer. E aí eu fiquei. Obviamente que não vou narrar o jogo pra vocês. Até porque não sei sequer o nome dos caras, embora garanta que poderia diferenciá-los pelas pernas. Mas o jogo foi apenas pano de fundo para reminiscências às quais vocês já sabem a que sou dada. Foi na conquista do título do último campeonato carioca, pelo Botafogo, que me despedi de uma das minhas várias encarnações; aliás, aquela que durou quase que uma encarnação inteira. Acho que foi exatamente ali que me apaixonei pelo escudo alvinegro. Talvez tenha sido apenas porque não sei viver sem paixão, mas o fato é que depois desse dia, sozinha - ou livre, como queiram - eu não mais consegui me descolar das atividades deste time de futebol. E estava lá eu pensando nisso, olhando a movimentação em campo pela Sport TV, quando me dei conta de que sou botafoguense quase doente, daquelas que sofrem na derrota e querem comemorar todas a vitórias. Terminado o jogo, naquele vexame ridículo de pênaltis onde provamos não ter goleiro, fiquei novamente pensando na possibilidade de ir a Maracanã no domingo ver a decisão entre Botafogo e Flamengo. Quem sabe aí reinauguro uma outra encarnação onde o Fogão será novamente campeão. Marcos históricos, para quem acredita que a vida é feita de intervalos. Boa noite, ilustres botafoguenses. A vocês, as horas de sono que dediquei a este texto sem inspiração, mas cheio de boas intenções. E com não pode faltar, amor.
Hanna

15 abril 2009

Filosofia de internet

Não trate como preferência quem te trata como opção...
É, pode ser...rsrsrsr.

H.

Arquivo geral!!! Preciosidade!! Torquato Neto

Jards Macalé e Paulo José intepretam Torquato Neto, aquele que ficou de saco cheio, mandou parar o mundo e desceu. Mas teve a delicadeza de dizer "Adeus", entre outras generosidades. Vejam essa!!!!

Historieta para redecorar caquinhos

Ei, menina! Ei!!! Olha pra cá! O que está fazendo aí sozinha? Ah, não chora.... O que houve? Onde está sua mãe? Hã? Fale alto! Não estou escutando! Venha cá...me dê a mão. Vou te levar para a sua casa. Me mostre onde é. O quê? Nossa... Tá bom. Vem comigo; eu te ajudo. Tudo vai ficar bem.
Chora não...
H.

14 abril 2009

É primoroso! Eu sei que já postei este vídeo no ano passado, mas vale repetir, acreditando que este ano tenho leitores novos...Yeah!!!!
Hanna Metida a Bacana


13 abril 2009

Aforismos de Hanna

Há coisas na vida que só foram boas porque não duraram tempo suficiente para serem ruins. No fundo, é disso que é feita a saudade...
Hanna Banana