Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
31 maio 2008
24 maio 2008
18 maio 2008
17 maio 2008
Informação relevante que vale a pena repetir
Artigo de Leonardo Boff, publicado na edição do JB de 5 de março de 2004.
Ressonância SchumannNão apenas as pessoas mais idosas mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?
Pela ressonância Schumann se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por uma campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100 Km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância — dai chamar-se ressonância Schumann — mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo.
Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida.
Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz. Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural.
Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas, submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde.
Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo.
O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros.
Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.
Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos.
Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.
Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.
Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos.
Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.
Leonardo Boff
Incongruências da vida.... palavra estranha.
Experiências de quem presta atenção à vida e mantém o que os acadêmicos empoladamente distinguem como "distanciamento crítico": o melhor do amor é estar apaixonado. Nos apaixonamos pelo amor que sentimos, porque não nos é dado saber do amor que sentem por nós. O que sabe de nós o amor que nos dedicam? Sofremos ou sorrimos e aquele amor dedicado fica lá, sem conseguir atingir a realidade que nos oprime ou participar da que nos alegra. A realidade que nos alegra não precisa de ninguém que nos perturbe a paz oferecendo o melhor dos mundos. Mas vale perguntar: o que será isso? Preferir o amor que sentimos por outros do que o amor que sentem por nós? Será que há alguma chance de coincidência no mundo, ou tudo não passa de mais uma das ilusões discursivamente engendradas para nos fazer continuar a funcionar na roda da produção da humanidade tosca em que nos transformamos? Não sei. E como hoje já passa da sexta-feira, recuso-me a sequer tentar saber. Que me amem os que me amam e que um dia eu possa disso fazer bom proveito e a nós todos alegrar. E a todo mundo, um bom final de semana. A música que prometi hoje, prometo que posto amanhã. Os amores são confusos, mas o afeto e a paciência dos meus leitores são im-pa-gá-veis!
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