"É própria em mim uma sensibilidade completa e sinistra do instinto de limpeza, de modo que eu percebo fisicamente — farejo — a proximidade ou — o que estou dizendo? — as partes mais internas, as "entranhas" de todas as almas... Eu tenho antenas psicológicas nessa sensibilidade, com as quais apalpo todos os segredos, me apossando deles: a imensa sujeira escondida no fundo de algumas naturezas, talvez condicionada pelo sangue ruim, mas caiada pela educação, eu já percebo quase ao primeiro toque. Se é que observei corretamente, essas naturezas insuportáveis ao meu asseio sentem — elas também — as precauções do meu asco: mas nem por isso passam a cheirar melhor..."
Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
08 fevereiro 2008
Isso é Nietzsche... Ecce Homo
"É própria em mim uma sensibilidade completa e sinistra do instinto de limpeza, de modo que eu percebo fisicamente — farejo — a proximidade ou — o que estou dizendo? — as partes mais internas, as "entranhas" de todas as almas... Eu tenho antenas psicológicas nessa sensibilidade, com as quais apalpo todos os segredos, me apossando deles: a imensa sujeira escondida no fundo de algumas naturezas, talvez condicionada pelo sangue ruim, mas caiada pela educação, eu já percebo quase ao primeiro toque. Se é que observei corretamente, essas naturezas insuportáveis ao meu asseio sentem — elas também — as precauções do meu asco: mas nem por isso passam a cheirar melhor..."
07 fevereiro 2008
Da categoria das provocações - I
"Perguntar abre a porta para o caos, o desconhecido e o imprevisível. No momento em que fazemos uma pergunta cuja resposta desconhecemos, despertamos para todas as possibilidades. Estamos prontos para receber uma resposta de que não gostamos ou com a qual não concordamos? E se a resposta nos deixar desconfortáveis ou nos tirar da área de segurança que construímos para nós mesmos? E se a resposta não for o que desejamos ouvir? Para fazer uma pergunta não é preciso força; é preciso coragem." (F. A. Wolf)E o que seria uma grande pergunta? Uma grande pergunta seria algo capaz de mudar o rumo da vida. Mas a maioria de nós prefere a zona de conforto do que sabemos, ou do que pensamos saber. Like an ostrich.
Não é garantido que encontraremos as respostas que procuramos ao fazer perguntas; mas o importante é fazermos as perguntas certas. As perguntas são como um portal para as mudanças.
Segundo Wolf, Einstein considerava que uma das definições de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente, esperando chegar a um resultado diferente. Essa foi grave! Mas só para finalizar: está em What the Bleep do We Know. Uma entidade chamada Ramtha, que teria viviado há 35 mil anos, disse em uma de suas "incorporações" que "todas as coisas importantes são realizadas com o coração despreocupado!". Quem não sabe por onde começar a perguntar, está aí uma boa sugestão. Inté.
06 fevereiro 2008
Acabou o Carnaval
Mudei de idéia - e mudar de idéia, embora seja traço e privilégio dos geminianos, deveria ser atitude comum a qualquer um. Mudei de idéia e já não vou contar a história que prometi na postagem abaixo desta. A história da lente de contato esotericamente achada... essa foi demais... mas não vou contar. A parte dos óculos perdidos não tem mesmo a menor importância. Mas não posso deixar de informar o nome do bloco "pra ninguém botar defeito". É o Bloco do Clube do Samba, fundado pelo saudoso João Nogueira há uns 26 anos - ou 29, não sei bem. Tudo o que estarreceu meu amigo (do blog Pode Bulir) nos outros blocos não passou nem perto do bloco do Clube. Foi demais...gente da melhor qualidade, samba em homenagem a Cartola, alegria para todos — inclusive mulher, filhas e sogra, viu, Mana! Ano que vem, escolha melhor em que bloco vai passar seu carnaval.Mas amanhã será outro dia... e quem sabe mudo de idéia novamente.
Enquanto isso não acontece e o dia não amanhece, beijinho especial para o anjo lindo que teve a lente encontrada duas vezes na mesma noite no asfalto molhado. Quem encontrou a lente? Ele jura que foi um outro anjo lindo, de asas douradas — anjos de sexos diferentes, esclareço.
Coisa esotérica...
Beijos, amados.
Na imagem, a peninha de uma das quatro asas, não sei exatamente de qual, mas que prova que essa história é absolutamente real.
Um bloco pra ninguém botar defeito
Já que vocês pediram que eu continuasse "casual", então tá. Mais tarde — porque já são três e qualquer coisa da manhã da quarta de cinzas — vou contar uma história fantástica de uma lente de contato perdida duas vezes no asfalto molhado por onde passava um bloco já à noite e encontrada as duas vezes, acreditem! E de um óculos de sol Empório Armani perdido para sempre. Entre os dois eventos, um episódio à parte, digno, digamos, de ser exibido na Fox... Ah, também vou falar do bloco que salva a honra do carnaval carioca, contradizendo a péssima experiência de um amigo blogueiro que foi no Bola Preta, no Que Merda é Essa, no Simpatia e sei eu mais onde. O resto são apenas cinzas... aguardem. Enquanto esperam, piadinha chic aí embaixo. Fiquem na paz, que agora vou dormir.

05 fevereiro 2008
Eiê!!!!!!
Estou sentindo falta daquele meu amigo que falava de ócio criativo, enquanto tomava vodka em copo verde. O que andará lendo nesses dias de ócio?
04 fevereiro 2008
O pó da estrada
Ah, que grata surpresa! Pedi comentários e os tive. A maioria, como sempre, prefere clicar na cartinha e postar um e-mail. Talvez estejam apostando na minha desatenção e, dessa forma, o assunto a que o comentário se refere vem colado — tá bom... afinal, quem me mandou revelar que sou geminiana, né? Apenas Ouro Preto postou comentário publicamente. Valeu! E a opinião dele, coincidentemente, reflete e resume os e-mails que recebi (inúmeros! coisa de uns seis...). Todos esculhambaram meu "estilo 2008" (coisas de leitores... nunca percebi que tinha estilo) e declararam que "me visitavam apenas por mim" - que lindinho esse do Sextante. Entendi, em resumo, que a galera adora ver minha jugular jorrando, as lágrimas me afogando, minha alma nua, exposta em praça pública, como no tempo em que queimavam mulheres nas fogueiras, apenas porque tinham uma capacidade incomum de amar. Claro que esse não é exatamente o meu caso; sou apenas uma bruxa mesmo... daquelas boazinhas, acreditem.
(Parênteses: se digo que sou bruxa, todos acreditam; mas se digo que sou daquelas boazinhas, tenho que jurar. E se disser que sou anjo? Aí ninguém vai mesmo acreditar. Mas em bruxas, todos acreditam, né? Tão tá... fecha parênteses).
Devo então explicar a meus imprescindíveis leitores que em todas as postagens, seja em que estilo for, há um bom "naco" arrancado de mim. Tudo meticulosamente vivido. Sou daqueles seres humanos que param tudo para prestar atenção na vida e não perder nem um instante - não importa o que seja. E como os fatos da vida são importantes; provocam realidades, salvam ou põem a perder, inundam a vida de tristeza ou de esperança, alegram e fazem doer, e por aí vai... E se eventualmente isso me faz sofrer, devo dizer que o prazer de viver assim tão dedicadamente traz consigo uma especial compensação — e essa eu nem consigo descrever — que é, em última instância, o que me faz escrever. E escrever, como disse Barthes, "é da ordem do prazer; escrever é puro gozo". E eu devo confessar que nasci para ser feliz... "mas encontrei tantas pessoas tristes, desaprendendo como conversar, que parece que eu estou carregando os pecados do mundo...".
Sentiram que eu estou extremamente musical nesta minha reencarnação de 2008, né? E obrigada por vocês estarem aí, pondo a mão na frente dos meus olhos e me protegendo do pó da estrada.
Conselho de bruxa do bem: aproveitem que está chovendo — pelo menos no Rio está — e descansem da esbórnia do Carnaval de ontem comendo apenas frutas, bebendo apenas água, deitando apenas para sonhar, dormindo apenas para descansar; amando apenas por amar... ai, minhas rimas pobres.... Inté.

Só para não dizerem que ando descuidada, a postagem está ilustrada e taí a legenda da foto:Devo então explicar a meus imprescindíveis leitores que em todas as postagens, seja em que estilo for, há um bom "naco" arrancado de mim. Tudo meticulosamente vivido. Sou daqueles seres humanos que param tudo para prestar atenção na vida e não perder nem um instante - não importa o que seja. E como os fatos da vida são importantes; provocam realidades, salvam ou põem a perder, inundam a vida de tristeza ou de esperança, alegram e fazem doer, e por aí vai... E se eventualmente isso me faz sofrer, devo dizer que o prazer de viver assim tão dedicadamente traz consigo uma especial compensação — e essa eu nem consigo descrever — que é, em última instância, o que me faz escrever. E escrever, como disse Barthes, "é da ordem do prazer; escrever é puro gozo". E eu devo confessar que nasci para ser feliz... "mas encontrei tantas pessoas tristes, desaprendendo como conversar, que parece que eu estou carregando os pecados do mundo...".
Sentiram que eu estou extremamente musical nesta minha reencarnação de 2008, né? E obrigada por vocês estarem aí, pondo a mão na frente dos meus olhos e me protegendo do pó da estrada.
Conselho de bruxa do bem: aproveitem que está chovendo — pelo menos no Rio está — e descansem da esbórnia do Carnaval de ontem comendo apenas frutas, bebendo apenas água, deitando apenas para sonhar, dormindo apenas para descansar; amando apenas por amar... ai, minhas rimas pobres.... Inté.

Imagem: "Um pierrô apaixonado... que vivia só cantando... lá,lá, lá, lá..."
02 fevereiro 2008
"1001 discos para ouvir antes de morrer"
Esse é o nome de um livro literalmente de peso, editado por Robert Dimery e prefaciado por Michael Lydon, editor e co-fundador da revista Rolling Stone (Editora Sextante). E o assunto é exatamente o que diz o título. Como meus dias de lazer - ou de lesa - estão prestes a serem abduzidos pela nobre causa do trabalho com "folgas remuneradas" (entenderam, né? Se são remuneradas... alguém as comprou, sacou? Então... nem tão folgadas assim - ai, os meus adoráveis parênteses bochechudos...). Mas voltando ao tema, vamos passar uma boa temporada visitando a alentada obra de Dimery e suas sugetões para ouvir antes de morrer, porque me toma menos tempo, me mantém conectada aos meus imprescindíveis leitores, e me dá oportunidade de revisitar algumas músicas que já esqueci e ter o prazer de ouvir as que não conhecia. Espero que gostem... e comentem, por favor!
Vamos começar pelos anos 50, quando Fidel se tornou presidente de Cuba e Hitler foi declarado oficialmente morto. Ah! Informação relevante: o bambolê também foi inventado nessa época (está tudo lá no livro; juro que não testemunhei!). Um dos álbuns referidos por Dimery como marco dos anos 50 é In the Wee Small Hours, do inigualável Frank Sinatra. O disco foi lançado em 55, quando Sinatra se separou de Ava Gardner. Conta a lenda que este é o mais impressionante trabalho musical sobre o tema da separação - a dor faz coisas, não? Então vamos conferir Sinatra interpretando a música de Cole Porter que deu título ao disco. Para os mais jovens, a oportunidade de ver como eram os cds de antigamente (esses eu tenho que confessar que vi...rsss). A próxima postagem será dedicada ao rock...yeah!
Vamos começar pelos anos 50, quando Fidel se tornou presidente de Cuba e Hitler foi declarado oficialmente morto. Ah! Informação relevante: o bambolê também foi inventado nessa época (está tudo lá no livro; juro que não testemunhei!). Um dos álbuns referidos por Dimery como marco dos anos 50 é In the Wee Small Hours, do inigualável Frank Sinatra. O disco foi lançado em 55, quando Sinatra se separou de Ava Gardner. Conta a lenda que este é o mais impressionante trabalho musical sobre o tema da separação - a dor faz coisas, não? Então vamos conferir Sinatra interpretando a música de Cole Porter que deu título ao disco. Para os mais jovens, a oportunidade de ver como eram os cds de antigamente (esses eu tenho que confessar que vi...rsss). A próxima postagem será dedicada ao rock...yeah!
01 fevereiro 2008
Resist...Rush
I can learn to resist
Anything but temptation
I can learn to co-existWith anything but pain
I can learn to compromise
Anything but my desires
I can learn to get along
With all the things I cant explain
I can learn to resist
Anything but frustration
I can learn to persist
With anything but aiming low

I can learn to close my eyes
To anything but injustice
I can learn to get along
With all the things I dont know

You can surrender
Without a prayer
But never really pray
Pray without surrender
You can fight
Without ever winning
But never ever win
Without a fight
I can learn to get along
With all the things I cant explain

I can learn to resist
Anything but frustration
I can learn to persist
With anything but aiming low

I can learn to close my eyes
To anything but injustice
I can learn to get along
With all the things I dont know

You can surrender
Without a prayer
But never really pray
Pray without surrender
You can fight
Without ever winning
But never ever win
Without a fight
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