Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
24 outubro 2012
14 outubro 2012
Um presente...
Por essa eu não esperava. Não sei quem são os dois ou três que passam aqui, mesmo estando este blog, ultimamente, exatamente como diz o cartaz ao lado - inane, rambling, rarely updated. Mas bastou uma postagenzinha boba para que alguém deixasse exalar sua presença anônima e afetiva. Não sei por que não assinou; talvez por me conhecer pessoalmente e saber que vou distrair a mente durante dias, na tentativa de analisar o discurso e flagrar o autor - o que me distanciará, oportunamente, dos pensamentos ásperos de um deserto que ainda floresce a despeito do mundo e das opiniões dos que, como eu, me demoro tempo demais na saudade do mar. Mas enfim, um comentário - alegria dos blogueiros! Será que ainda existem blogueiros, ou foram todos abduzidos pelo twitter? Anônima querida, seu comentário alegrou meu fim de domingo - ahan... já descobri, pelo texto, que é mulher... ou não! ...rs. Mas o que importa não é quem somos, mas o que fazemos com as possibilidades sensíveis que nos brotam naturalmente do coração. O comentário chegou como água fresca, regando o solo ressequido deste blog abandonado. Já estou aqui novamente revolvendo a terra, cheia de esperança de que as sementes brotem e mostrem as árvores que poderão vir a ser. O coração agradecido desta tola Hanna respira fundo em alegria e dissolve o texto engasgado a meio caminho entre o coração e as páginas deste blog. Reproduzo aí embaixo um trecho do carinhoso comentário que me anima a voltar mais vezes aqui. Através do autor anônimo, agradeço a todos os que leem essas mal traçadas linhas e beijo a todos os queridos e queridas que se dispõem a comentar.
Não percam de vista as flores do caminho.
Amor de sempre,
H.
"Hanna querida, um poeta nunca tem palavras engasgadas ou sufocadas. De alguma forma elas saem ou brotam por outra parte. Ao contrário, no seu caso, há sempre o q ser dito, mostrado... sim. O blog é seu, a reponsabilidade com os seus seguidores e as pessoas q te admiram, é sua. Eu é q não preciso escrever nada.Rsrsrsr Bem... Admiro vc. Obrigada pelas flores, o perfume é maravilhoso, o frescor q trazem ao ambiente é reconfortante. Espero q não morram tão cedo. Não, não vão. Vou cuidar delas direitinho. Q Deus te abençoe com inspiração, q seja um jorrar constante de palavras vindas de um coração enfeitado, ornamentado com flores. Bjs com carinho".
04 outubro 2012
Solução
Esvaziamento, talvez seja isso. Faz tempo que não venho aqui, deixar alguma sinceridade mal e porcamente esclarecida; histórias banais. Ando escrevendo por dever de ofício. Um ofício que me arranca palavras, letras, pontos, cedilhas e ainda vasculha os cantos para ver se sobrou algum trema resistente ao novo acordo ortográfico. Escrevo tanto que nem dá tempo de sofrer. É... o sofrimento é feito de palavras, e com elas se fazem versos, contos, histórias sem pé nem cabeça, tudo... Se palavras não há... Melhor assim, mesmo que ainda persista no esôfago uma sensação de texto como um soluço que se recusa a soluçar. Então, solucionado está. Obrigada pelos que vez ou outra ainda passam por aqui. Esta árvore, eu passo todos os dias debaixo dela... e hoje fotografei. As flores são para vocês.
Amor de sempre.
Eu
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