Ser livre é não fazer questão de sofrer
Ser livre é não fazer questão
Ser livre é não fazer
Ser livre é não
Ser livre é
Ser livre
Ser
Livre
Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
07 julho 2009
06 julho 2009
05 julho 2009
Sobre lounges e outras tolices
Confesso que já não tenho a mesma inspiração que me tocou quando propus que a vida é feita de hiatos. Mas vou tentar mesmo assim descrever o que já não sinto. Ou quem sabe eu esteja exatamente vivenciando um hiato sem conseguir percebê-lo. Seja lá como for, a vida reproduz os ciclos da natureza. Acho que nem é necessário defender essa idéia, porque seria muito imbecial que apenas nós, os ditos "humanos", não funcionássemos de acordo com tudo o mais no universo. Sendo assim, a todo período de grande florescimento sobrevem o declínio, que mais tarde se tornará novamente florescimento. O tempo de duração desses estágios varia de acordo com a nossa forma de lidarmos com as coisas da vida. Tanto o declínio quanto o florescimento poderão prolongar-se por muito tempo, de acordo com nossas atitudes... Mas do que estou falando, afinal? Acho que a idéia do lounge se perdeu definitivamente... Vamos tentar começar novamente: os hiatos seriam, de acordo com o que pensava eu naquela postagem, momentos de desilusão onde a tristeza perde toda a esperança de se tornar felicidade. Não é, como pode parecer, o fim do mundo ou o desespero. É apenas uma espécie de saída para outro lugar, porque todos temos "saídas". Não há nada que dure para sempre. Tenho até a impressão de que a memória é uma espécie de transformação do real em algo que não mais nos aflija, embora nunca se apague. Mas a passagem é estreita. E talvez seja neste momento do caminho que surgem o que chamei de lounges. O estrangeirismo besta cai como uma luva para a comparação. A tradução de lounge é "lugar", mas na década de 50 passou a se referir à música ambiente de bares e restaurantes, os cantinhos onde a música não atrapalhava a conversa. Depois passou a ser um ambiente preparado exclusivamente para ser uma espécie de sala de estar de festas, onde as pessoas relaxam, bebem, conversam, descansam... e depois voltam para as pistas de dança ou o que seja. Pois é: classifiquei os hiatos como espaços de descanso das desilusões; um lugar onde encontramos outras pessoas com quem podemos conversar, beber, ouvir música, trocar experiências de forma sempre ligeira. Podemos namorar também. Aliás, os lounges são feitos para isso - encontros com pessoas com quem provavelmente jamais encontraríamos. E é nessa hora que depositamos as desilusões no guarda volumes do lounge, ou lutamos para que se percam. As desilusões são renitentes! Esses hiatos permitem-nos ganhar fôlego e nos distraem das coisas reais da vida comum. Mas são apenas lugares de passagem, onde cada um se mostra o melhor de si e tenta se fantasiar da ilusão do outro; ser o que o outro se entristeceu por não ter. É como diz a múscia: "...mas é carnaval, não me diga mais quem é você, o que você pedir eu lhe dou, seja você quem for, seja o que Deus quiser". E tem-se em poucos momentos o que muitas vezes não se conseguiu ter ao longo de uma vida inteira — o melhor carinho, a melhor atenção, os melhores segredos, o melhor sexo. Sim, o melhor sexo, porque ele vem fantasiado de amor — pura fantasia. No amor real há ciúmes, mágoas, lamentos, ressentimentos. O sexo acaba contaminado por desejos maculados e até mesmo desejos de morte. Mas nos hiatos, a música é suave, a cama é macia e o casal é apenas cada um. Não se conhecem na essência e reconhecem no outro apenas o que a fantasia indica. Deixam, por um instante, suas desilusões para trás, esquecidas. Mas nos lounges, infelizmente, há a tal seção de achados e perdidos. Ao final, há que se passar por lá e pegar tudo de volta. Mas às vezes, o acaso faz das suas e troca uma desilusão por outra... o que só se pode perceber quando o próximo hiato vier.
Humm... ficou ruim esse texto, né não? Acho que estou sem inspiração. Mas eu juro que a história era boa na hora em que pensei. Mas pensamento é assim... se não pegar na hora, babau!
Boa semana para todos vocês.
Hanna
Boa semana para todos vocês.
Hanna
02 julho 2009
Viajando de novo...
Título meio redundante, né não? Vivo viajando, mesmo quando não saio do lugar... Vou longe outra vez, mas volto logo. No final de semana, prometo falar do... lounge. Enquanto isso, fiquem com o saudoso poeta. Até a volta.
H.
H.
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