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06 junho 2009

Rollo May, um "diferente", dialogando com Arthur da Távola


Na foto, Rudolf Nureyev
"Temos uma escolha. Fugir em pânico ante a iminência do desmoronamento das nossas estruturas; acovardar-nos com a perda dos portos conhecidos; ficar paralisados, inertes e apáticos. Fazendo isso, estamos abrindo mão da oportunidade de participar da formação do futuro. Estamos negando a característica mais distintiva do ser humano — influenciar a evolução por meio do reconhecimento consciente —, capitulando frente à força destrutiva e cega da história, desistindo de moldar uma sociedade futura mais justa e humana. (...) Somos chamados a realizar algo novo, a enfrentar a terra de ninguém, a penetrar na floresta onde não há trilhas feitas pelo homem, e da qual ninguém jamais voltou que possa nos servir de guia. Os existencialistas chamam a isso a angústia do nada. Viver no futuro significa um salto para o desconhecido, e isso exige coragem, uma coragem sem precedentes imediatos e compreendida por poucos."

Isso me lembra outra coisa...
Nureyev e Nietzsche, aquele louco...rsrsrs.
Taí pra vocês, neste fim de semana iluminado e cheio de bicicletas


Eu só poderia acreditar num deus que soubesse dançar.
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene.

Era o espírito da gravidade, ele é que faz cair as coisas.
Não é com ira, mas com riso que se mata.
Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade!

Eu aprendi a andar.
Desde então, passei por mim mesmo a correr.
Eu aprendi a voar.
Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.

Agora sou leve, agora vôo, agora vejo abaixo de mim mesmo.
Agora um deus dança em mim.

Assim falava Zaratustra.


Trecho de "Assim Falava Zaratustra", de Nietzsche.

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