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10 maio 2008

Às mulheres sem exceção


A todas as mulheres, porque todas nasceram para gerar no mundo, tenham feito isso ou não. A todas as mulheres que por coragem ofereceram à vida todos os filhos que lhes aportaram ao ventre; também àquelas que por covardia renegaram a função. A todas, sem exceção, as bênçãos de um Deus generoso que sabe das forças e das fraquezas e tem para todos uma cota de redenção, que dirá para as pobres mulheres que trazem em si tão difícil tarefa, tão custosa missão. A essas mulheres que se deixaram envolver pelo sonho que transmuta sacrifício e dor em felicidade plena, e àquelas que abdicaram da dor — a todas sem exceção — as minhas preces, votos de amparo e iluminação. Às mães que não resistiram aos carmas e à vida e cometeram atos de desvario, que Deus as ampare, e lhes dê a chance de recuperar a tarefa perdida. A essas, principalmente, a piedade de Deus.
Aproveitemos o fim-de-semana, meus amados leitores!!!!!

Seres elementais, amores encantados e outras lendas

Eles existem... sim, existem... Fiquei surpresa ao me dar conta de que estava olhando aquela cena há tanto tempo. Aquele homem sério na imensa varanda daquela bela casa de campo, sentado em uma confortável cadeira de balanço em estilo antigo. Ele acariciava a barba com suavidade, como quem pensava no que mais construir naquele entorno já tão organizado e arquitetural. As mãos dele eram suaves e guardavam uma juventude que a seriedade das linhas do rosto teimavam em contradizer. E olhava para o horizonte largo, como se jamais fosse percorrer aquela distância; ao mesmo tempo, parecia apenas estudar o caminho. Lá ao fundo, uma montanha... alta e ensolarada, que parecia ter sido colocada na direção exata para que os olhos daquele homem pudessem mirar. E lá no topo, no seu mais alto ponto, uma mulher se banhando de um sol manso que clareava todo o lugar. Ela abaixava-se e levantava-se, abrindo os braços como quem emerge das águas do mar, deixando cair de si uma fina cortina de gotas. Mas não havia àgua... era apenas a luz do sol. Ela repetia esse movimento incansavelmente, como se distraída do tempo que passava, passava... E aquele homem ficava lá, balançando-se na cadeira suavemente e olhando aquela mulher na montanha. Ela estava vestida de luz, de alegria, de inteligência, com alguns adereços de tolice, futilidade e distração, naquela montanha adornada de acácias, verbenas e madressilvas; ele trajava a veste cinza da responsabilidade e da organização, com um toque de abrandamento oferecidos pelos complementos da prudência, da sinceridade e da lealdade. Ficavam assim, em uma cena roubada de uma época distante — aquele homem vigiando para que o tempo não voltasse a passar por aquele lugar, zelando a paz da mulher que se banhava em luz. E de repente me dei conta de que também estava ali, observando a cena como se o tempo também tivesse estancado para mim. Tentava analisar, entender e explicar. Do outro lado, quase no meio do caminho, alguém tentando descobrir como atravessar o campo largo e iluminado daquele quadro, sem quebrar-lhe o encanto ou ficar para sempre dentro dele encantado.

09 maio 2008

Filosofices

Não há nada que fuja ao nosso controle. Às vezes a consciência é que perde o controle sobre nós. Não o controle relacionado ao mando e autoritarismo, ao direcionamento para além da vontade... Mas o controle de nossa decisão sobre nossos desejos, nossos sonhos. Ao desejar e sonhar ao contrário do que conscientemente decidimos, estamos sem o controle de nossa capacidade de tornar realidade aquilo que intuimos que nos faria feliz por decisão para além de nossos desejos. Mas a realidade resultante dessa força que é o desejo torna-se igualmente o produto da nossa vontade... e o testemunho de que ainda estamos no controle. Sonhar e desejar são as instâncias primeiras da construção da realidade — como o desenho de um objeto que um dia será concretamente construído. Os sonhos e os desejos são vitais. Olhe para eles e saberá o que está por traz de sua vida ao longo do tempo. Você sempre está no controle, embora nem sempre da sua decisão, mas sempre do seu desejo e da sua vontade.

04 maio 2008

Questões

Não me importo.
No fundo, não me importo.
Apenas me incomodo, e aí mudo de lugar.
Mas, no fundo, não me importo.
Apenas lembro, porque é impossível deslembrar.
Mas no fundo, no fundo, não me importo.
Apenas guardo, porque não tenho onde jogar.
Mas não me importo.
Apenas escrevo para lembrar que não me importo.
Apenas para lembrar que no fundo não me importo.
Apenas porque... não me importo.

Aforismos de internet

"Quando pensei que sabia todas as respostas, o tempo veio e mudou todas as perguntas".