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10 maio 2008

Aproveitemos o fim-de-semana, meus amados leitores!!!!!

Seres elementais, amores encantados e outras lendas

Eles existem... sim, existem... Fiquei surpresa ao me dar conta de que estava olhando aquela cena há tanto tempo. Aquele homem sério na imensa varanda daquela bela casa de campo, sentado em uma confortável cadeira de balanço em estilo antigo. Ele acariciava a barba com suavidade, como quem pensava no que mais construir naquele entorno já tão organizado e arquitetural. As mãos dele eram suaves e guardavam uma juventude que a seriedade das linhas do rosto teimavam em contradizer. E olhava para o horizonte largo, como se jamais fosse percorrer aquela distância; ao mesmo tempo, parecia apenas estudar o caminho. Lá ao fundo, uma montanha... alta e ensolarada, que parecia ter sido colocada na direção exata para que os olhos daquele homem pudessem mirar. E lá no topo, no seu mais alto ponto, uma mulher se banhando de um sol manso que clareava todo o lugar. Ela abaixava-se e levantava-se, abrindo os braços como quem emerge das águas do mar, deixando cair de si uma fina cortina de gotas. Mas não havia àgua... era apenas a luz do sol. Ela repetia esse movimento incansavelmente, como se distraída do tempo que passava, passava... E aquele homem ficava lá, balançando-se na cadeira suavemente e olhando aquela mulher na montanha. Ela estava vestida de luz, de alegria, de inteligência, com alguns adereços de tolice, futilidade e distração, naquela montanha adornada de acácias, verbenas e madressilvas; ele trajava a veste cinza da responsabilidade e da organização, com um toque de abrandamento oferecidos pelos complementos da prudência, da sinceridade e da lealdade. Ficavam assim, em uma cena roubada de uma época distante — aquele homem vigiando para que o tempo não voltasse a passar por aquele lugar, zelando a paz da mulher que se banhava em luz. E de repente me dei conta de que também estava ali, observando a cena como se o tempo também tivesse estancado para mim. Tentava analisar, entender e explicar. Do outro lado, quase no meio do caminho, alguém tentando descobrir como atravessar o campo largo e iluminado daquele quadro, sem quebrar-lhe o encanto ou ficar para sempre dentro dele encantado.

09 maio 2008

Filosofices

Não há nada que fuja ao nosso controle. Às vezes a consciência é que perde o controle sobre nós. Não o controle relacionado ao mando e autoritarismo, ao direcionamento para além da vontade... Mas o controle de nossa decisão sobre nossos desejos, nossos sonhos. Ao desejar e sonhar ao contrário do que conscientemente decidimos, estamos sem o controle de nossa capacidade de tornar realidade aquilo que intuimos que nos faria feliz por decisão para além de nossos desejos. Mas a realidade resultante dessa força que é o desejo torna-se igualmente o produto da nossa vontade... e o testemunho de que ainda estamos no controle. Sonhar e desejar são as instâncias primeiras da construção da realidade — como o desenho de um objeto que um dia será concretamente construído. Os sonhos e os desejos são vitais. Olhe para eles e saberá o que está por traz de sua vida ao longo do tempo. Você sempre está no controle, embora nem sempre da sua decisão, mas sempre do seu desejo e da sua vontade.

04 maio 2008

Questões

Não me importo.
No fundo, não me importo.
Apenas me incomodo, e aí mudo de lugar.
Mas, no fundo, não me importo.
Apenas lembro, porque é impossível deslembrar.
Mas no fundo, no fundo, não me importo.
Apenas guardo, porque não tenho onde jogar.
Mas não me importo.
Apenas escrevo para lembrar que não me importo.
Apenas para lembrar que no fundo não me importo.
Apenas porque... não me importo.

Aforismos de internet

"Quando pensei que sabia todas as respostas, o tempo veio e mudou todas as perguntas".

30 abril 2008

A teoria lesa dos postes previsíveis

Quem está livre de colidir com um poste, bem
no meio da vida? Escapa-se daqui, dali... e de repente... plá! De cara! Aliás, de cara, de alma e corpo inteiro... se bobear.


E fica-se ali, com a lei da gravidade empurrando para baixo, abanando a realidade como mariposa em volta da claridade. Fica-se lá, como que agarrado a um pau-de-sebo, resistindo à obviedade dos fatos.... e escorregando em danos homeopáticos. Ah, os postes... Se beber então, não se dirija, não se aproxime, nem pense em se apaixonar! Os postes... ah, os postes...irresistíveis postes. Quem nunca encontrou um na vida que atire a primeira pedra. Mas cuidado para não quebrar a lâmpada e apagar o encanto da luz.
A edição de bobagens está de volta, para deleite de meia dúzia de um ou dois leitores...rsssss.