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15 março 2008

Filosofia de internautas

"Não trate com preferência quem te trata como opção".
Faz sentido. Mas não deixe a questão estragar o fim-de-semana.
Pelo menos enquanto você for a opção.

14 março 2008

De pipas e outras ausências

Gosto de pensar que as ausências são como pipas coloridas das quais soltamos as linhas por decisão própria. É certo que às vezes outras linhas as cruzam e cortam o movimento que até aí sustentávamos. A única palavra que no momento me ocorre para descrever esse tipo de experiência é indigência. Em tempo1: não uma indigência cármica, mas momentânea, superável; sentimento que nos incita a desafiar Deus, até que percebemos que não somos nós os onipotentes, por mais que à imagem e semelhança tenhamos sido criados. Indigência que dura o momento exato entre o afrouxamento da linha e o abaixar do braço. Quem já teve cortado o vôo de uma pipa no ar há de entender do que estou falando. Em tempo 2: não estou falando de amores românticos, paixões arrebatadoras e ilusórias, enlevos sexuais; falo de amores fundamentais, como os que unem pais e filhos, irmãos, amigos... Por isso prefiro pensar as ausências como linhas soltas a contar com a astúcia do vento. Essas pipas, quem sabe irão talvez muito mais alto — tanto que podemos até perdê-las de vista para sempre (sim... para sempre, por mais que pareça radical. É da natureza das pipas não traçar trajetórias de volta). E o melhor: vão em frente carregando toda a sua própria linha, até que o carretel se esgote. Um cenário de liberdade, mesmo que a linha solta se ponha e se ofereça ao alcance de novas mãos, atendendo aos apelos irresistíveis da gravidade dos limites. Mas gosto de pensar nesta espécie de finitude sem fim, contando com a generosidade do vento. Sabemos que nem os pássaros voam o tempo todo... mas quando dou as costas às linhas e suas pipas, construo uma ausência plena de perspectivas, possibilidades — para mim e para as pipas. E gosto de pensar que elas poderão voar e subir para sempre, sem nunca ter que descer ao chão. Quanto a mim? Ah... eu apenas continuo caminhando, com as emoções brincando com pipas, linhas, ventos... e o pensamento resvalando o infinito.
Porque hoje é sexta-feira, apesar da chuva, meus doces amores. Aproveitem!
Imagem: Pipas - Portinari, 1941.

13 março 2008

Brechó&Sebo

Livros, livros e mais livros....
E um monte de outras coisinhas.
Início de uma coleção
de antigüidades virtuais.
Aceitam-se sugestões,
acréscimos em consignação.
Pagamento à vista, literalmente,
como indica a preposição — apenas para+a vista.
Aos bolsos, nem um tostão.
Mas o investimento é certo; o retorno, caro.
Afeto em profusão.

11 março 2008

Clique aqui e veja quantos livros interessantes

Todos os livros da lista podem ser baixados gratuitamente. Este link está originalmente postado no Blog do Lenhador, que é muito interessante e bem construído. Vale a pena incluir na lista dos favoritos. Lá tem boa música, filmes, vídeos, links interessantes — e ele não se importa se copiarmos seus links para nossos sites e blogs. Gente boa, o cara...
Ah... é para clicar no título; não na foto.



09 março 2008

Exercício de humildade e despojamento

Às vezes me sinto muito sozinha e não consigo entender que é a isso que se considera liberdade. Às vezes não consigo entender a relação entre liberdade e completude. Mas somente às vezes, não mais que apenas algumas poucas vezes.

Explicação da imagem, que fala de completude: Medições quânticas são descritas por uma coleção Mm de operadores de medição. Estes são operadores atuantes no espaço de estados do sistema que está sendo medido. O indice m refere-se ao resultado da medição que pode ocorrer no experimento. Se o estado do sistema quântico é | ψ > imediatamente depois da medição, então a probabilidade do resultado m ocorrer é dada por \sum_{m}M^\dagger_m M_m = I

Os operadores de medição satisfazem a equação de completude: A equação de completude expressa que a soma das probabilidades é igual a 1:

O que nos leva à seguinte questão: será que a completude é igual a 1?

Entendeu ou quer que eu desenhe?????

08 março 2008

A perfeição é uma meta ...

...que para nossa alegria alguns já alcançaram! Vejam essa, para inspirar o final de semana.