E o fim de semana já chegou! Que seja bom para todos!
Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
23 fevereiro 2008
E o fim de semana já chegou! Que seja bom para todos!
17 fevereiro 2008
Da vida e de como decidimos o que ela é
A realidade de cada um de nós é um sistema engendrado por nossas ações — das mais simples às mais complexas; das mais oportunas às mais nefastas. Nós fazemos o que vivemos e assim, sem perceber, acabamos construindo o que somos; depois, o que somos acaba determinando o que fazemos...As decisões nefastas nos fazem andar em círculos e nos afastam de qualquer possibilidade que nos leve ao que precisamos. Sim, a palavra é "precisar", porque a palavra "querer" supõe uma autonomia de vontade que os processos circulares não permitem. Pensamos querer o que achamos que precisamos para mitigar a aflição de espírito e, assim, ampliamos ainda mais o fosso que nos separa da real vontade e da plena satisfação.
Vendemos o que resta do acervo de nossos valores no mercado voraz da solução paliativa para as dores que só têm alívio com a vertigem da queda. E caímos a cada dia um tanto a mais, levando junto o que conseguimos agarrar; o espectro material daquilo que não conseguimos ver.
Mas nada nos impede de dizer "basta"!
Dará uma certa tonteira, uma sensação de desequilíbrio, mas quando a roda pára, se está de frente para o caminho. Anda-se meio cambaleante, meio inseguro, achando que se está longe do ponto de chegada. Mas tudo isso será apenas a ilusão que a viciação em andar em círculos provoca aos sentidos. O ponto de chegada fica apenas a um milímetro de distância.
Mas a quantos terá sido dada a coragem de cair e se por de pé por sua própria vontade? De reconhecer a necessidade de aceitar as mãos que se lhes estendem? A não muitos, certamente.
Para os outros existem os recursos do aprendizado pela experiência e a divina chance de repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir....
Há que se ajudar as vítimas da fraqueza e da covardia, mas sem nunca esquecer que não é oportuno assumir-lhes os carmas, inibindo suas chances de reconstrução.
E que Deus nos surpreenda com sua infinita generosidade.
Bom domingo a todos, sem exceções.
Como de sempre, amor.
16 fevereiro 2008
Pensamentos profundos, por empréstimo
Certas, na verdade muitas, para ser sincero, todas as coisas não são da minha conta; não fazem parte de mim, nem caminham comigo. Então as respeito não lhes dando importância... e atravesso quando elas passam. Deixá-las livres é ignorá-las por completo — evito pra elas e pra mim o conflito. Não existindo conflitos no meu caminho, posso dizer que acho que caminho igualmente livre."
Leo Xisto (reflexões achadas entre poesias)
15 fevereiro 2008
Fernando, pessoas! Mas antes que a semana acabe, prometo novidades
Não sei quantas almas tenho.Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
11 fevereiro 2008
Divagando...apenas divagando.
Sobre anjos e ilusões (reedição)10 fevereiro 2008
Coincidências são elegâncias da providência divina
Procura-se um amigo.
Não precisa ser homem,
basta ser humano,
basta ter sentimento,
basta ter coração.
Precisa saber falar e calar,
sobretudo saber ouvir
o que as palavras não dizem.
Tem que gostar de poesia,
de madrugada, de pássaros,
das estrelas, do sol, da lua,
do canto dos ventos
e das canções da brisa.
Deve ter amor,
um grande amor por alguém,
ou então sentir falta de não ter esse amor.
que os passantes levam consigo.
nem é imprescindível que seja de segunda mão.
pois todos os amigos são enganados.
nem que seja de todo impuro,
mas não deve ser vulgar.
no caso de assim não ser,
deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
seu principal objetivo deve ser o de amigo.
e compreender o imenso vazio dos solitários.
e lastimar as que não puderam nascer.
que se comova quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples,
de orvalhos, de grandes chuvas
e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer,
para contar o que vi de belo
e triste durante o dia,
dos anseios e das realizações,
dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas,
de poças d´água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva,
de se deitar no capim.
Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela,
mas porque já tenho um amigo.
Preciso de um amigo para parar de chorar.
em busca de memórias perdidas.
mas que me chame de amigo,
para que eu tenha a consciência de que ainda vivo.
09 fevereiro 2008
Ops...!!!!
08 fevereiro 2008
Isso é Nietzsche... Ecce Homo
"É própria em mim uma sensibilidade completa e sinistra do instinto de limpeza, de modo que eu percebo fisicamente — farejo — a proximidade ou — o que estou dizendo? — as partes mais internas, as "entranhas" de todas as almas... Eu tenho antenas psicológicas nessa sensibilidade, com as quais apalpo todos os segredos, me apossando deles: a imensa sujeira escondida no fundo de algumas naturezas, talvez condicionada pelo sangue ruim, mas caiada pela educação, eu já percebo quase ao primeiro toque. Se é que observei corretamente, essas naturezas insuportáveis ao meu asseio sentem — elas também — as precauções do meu asco: mas nem por isso passam a cheirar melhor..."
