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01 janeiro 2008

Todos os dias serão dias primeiros... e únicos!

FELIZ 2008!!!!
Fotos: Dudu Xisto














COMEMORE SEMPRE, COM FOGOS E SEM ARTIFÍCIOS,
AS PEQUENAS E AS GRANDES FELICIDADES DE TODOS
OS DIAS. COMECE FAZENDO UMA FESTA EM SUA PRÓPRIA HOMENAGEM. E ME CONVIDE QUE EU VOU!

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O SOL VEIO ESPREGUIÇANDO SEUS RAIOS, COMO UM ARTISTA QUE DESLIZA OS PINCÉIS PELA TELA VAZIA. E ASSIM FEZ-SE O DIA, O PRIMEIRO... DE UMA SÉRIE, DE UM ARTISTA QUE ACREDITA NA PERFEIÇÃO E REPETE A OBRA TODOS OS DIAS, MAS NÓS RARAMENTE VAMOS À EXPOSIÇÃO.


28 dezembro 2007

Do queridíssimo Milton Coelho da Graça, que todos os que ouviram andam repetindo por aí:
"As coincidências são elegâncias da divina providência."

Meus melhores desejos a absolutamente todos

Jardim de Iris - Claude Monet/1900

Conte seu jardim pela flores, nunca pela folhas caídas.
FELIZ ANO NOVO!!!!!

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Um poemeu

Estou de saída,
arrumando uma pequena mala.
Tão pequena que não suporta mais que o essencial,
o importante, o fundamental.
Três pequenas coisas...
Coisas apenas minhas.
Que as não cobicem o próximo,
que as não contestem os ricos,
que as admirem os pobres,
que as entendam as almas nobres.
Ao sair, fecho a porta
de onde todo o resto está meticulosamente ordenado,
arquivado por ordem de desimportância,
por data, por autor, por assunto, por absoluto cansaço.
A chave que tranca a porta não há,
para que eu exercite a cada instante a decisão de não voltar.
Na estação, o trem que faz surgir a estrada necessária,
à medida que ela precisar existir.
Nas janelas, todas as paisagens que meu olhar construir.
Diante de mim, o percurso.
Perto de mim, todas as saídas.
Dentro de mim, a vida.
O resto é apenas uma foto na parede morta da lembrança.


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PARA OS QUE NÃO SABEM REZAR, SE UM DIA QUISEREM TENTAR...

Uma prece árabe

Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra

as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.

Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes,

e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos

Meu Deus!

Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade;

se me deres a força, não me tires a sensatez;

se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia,

conservando apenas o orgulho da dignidade.

Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,

para não enxergar a traição dos adversários,

nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.

Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória,

quando bem-sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso.

Lembra-me que a experiência de um fracasso

poderá proporcionar um progresso maior.

Ó Deus!

Faz-me sentir que o perdão é o maior índice da força,

e que a vingança é prova de fraqueza.

Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.

Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.

E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus

semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor, se eu Te esquecer,

te rogo mesmo assim, nunca Se esqueças de mim!



25 dezembro 2007

Casablanca segundo Umberto Eco

"Esteticamente falando, um filme modestíssimo" — foi o que vaticinou um dos mais conceituados teóricos da Comunicação, o italiano Umberto Eco, em artigo no jornal L'Espresso, em 1975, quando o filme era visto e revisto por jovens universitários e quarentões que acreditavam no amor apaixonado, capaz de sofrer e ainda assim sobreviver como fênix cena sim, cena não. Apesar da crítica rigorosa, Eco admitiu que o filme estrelado por Hamphrey Bogart e Ingrid Bergman era encantador. Encantador, mas "revista, pastiche, onde a verossimilhança psicológica é muito frágil e as reviravoltas concatenam-se sem razões aceitáveis". E qual o segredo do sucesso daquele filme, de1942? Antes de concluir da forma como somente os teóricos da Comunicação se dão ao direito, Eco entrega sem piedade todo o making off do filme: diz ele que o filme foi pensado à medida que ia sendo rodado, e que até o último instante nem o roteirista, nem o diretor sabiam se Ilse Lund Laszlo (Ingrid Bergman) iria embora com Richard Blane (Hamphrey Borgart) ou com Victor Laszlo (Paul Heinreid). Que maldade...Apesar dos grandes nomes que estrelavam o filme, Eco considerou que a receita de Casablanca era a de colocar na mesma tijela todos os ingredientes de aceitação já comprovada — e como eram todos os ingredientes, o resultado final se assemelhava à "igreja da Sagrada Família de Gaudí". Antoni Placid Gaudí i Cornet (1852-1926) era um arquiteto ligado às novas concepções plásticas do modernismo catalão; um dos seus trabalhos mais conhecidos é a igreja a que se refere Umberto Eco. A Catedral da Sagrada Família começou a ser construída quando Gaudí tinha 31 anos e se prolongou por mais 40 anos, até o fim da vida dele. A Catedral fica em Barcelona e ainda não está pronta; a previsão é de que a primeira parte construída já terá que ser restaurada quando todo o trabalho estiver terminado, em 2025. Pela foto se pode ter uma idéia do projeto "alucinatório" de Gaudí a que Eco comparou Casablanca. Ele diz que ao se entrar na catedral, fica-se com vertigem e esbarra-se na genialidade. Que coisa... em Casablanca, então, teríamos vertigens em contato com tantas proposições das mesmices emocionais a que todos estamos expostos, não importando nossas dessemelhanças; e assim esbarraríamos na "genialidade". Também acho que o estado de amor nos aproxima das nossas melhores possibilidades, mas a paixão não. Gaudí era apaixonado pelo projeto da catedral...inacabada, excessiva, esquisita. Os ingredientes que o diretor Michael Curtiz colocou no filme podem ter construído uma história assim estranha, como a catedral, mas quando todos os arquétipos irrompem sem decência, "são atingidas profundidades homéricas"! E lá estavam o amor infeliz, a fuga, a Terra Prometida (EUA, ora!), a espera, a chave mágica (passaporte e visto), o dinheiro e o dom, que Rick faz do seu desejo, sacrificando-se. No filme, todos aqueles que têm paixões impuras fracassam, é verdade. E triunfa o arquétipo da pureza. Mas os impuros se redimem através do sacrifício. O mito do sacrifício, segundo Eco, atravessa o filme inteiro: quando Ilse, em Paris, abandona o homem amado para voltar ao herói ferido; o sacrifício da esposa búlgara para ajudar o marido; Victor, que prefere perder Ilse para Rick, contanto que ela fosse salva. Eco chama isso de orgia de arquétipos sacrificiais. E justamente por essa mistura de fórmulas já testadas pelo cinema e aprovadas pelo público, e que dizem respeito a parcelas da intertextualidade das emoções humanas, é que Casablanca fez e ainda faz tanto sucesso. E Eco conclui dizendo que dois clichês provocam o riso, mas cem clichês comovem. E vale transcrever o parágrafo final do artigo cujo nome é "Casablanca ou o renascimento dos deuses", publicado em 1975: "Como o cúmulo da dor encontra a volúpia e o cúmulo da perversão beira a energia mística, o cúmulo da banalidade deixa entrever uma suspeita sublime. Algo falou no lugar do diretor. O fenômeno é digno pelo menos de veneração". Bom, data venia, ele acabou com o diretor, certo? Mas que tal testar se os velhos clichês ainda comovem nossos corações? Aí embaixo, a famosa música tema do amor sacrificial entre Rick e Ilse e que Sam canta maravilhosamente ao piano... "As time goes by"... a kiss is just a kiss...la la la la la....
E boa semana a todos!!!!


24 dezembro 2007

FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!

O GRANDE SERVIDOR

"Sim, estou entre vós como quem serve" Jesus (Lucas 22:27)

"Sim, o Cristo não passou entre os homens como quem impõe.
Nem como quem determina.
Nem como quem governa.
Nem como quem manda.
Caminhou na Terra à feição do servidor.
Legou-nos o Evangelho da Vida, escrevendo a epopéia no coração das criaturas.
Mestre, tomou o próprio coração para sua cátedra.
Enviado Celestial, não se detém num trono terrestre e aproxima-se da multidão para auxiliá-la.
Fundador de Boa Nova, não se limita a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas, mas estende-a e consolida-lhe os valores com as próprias mãos.
A prática é o seu modo de convencer.
O próprio sacrifício é o seu método de transformar.
Aprendamos com o Divino Mestre a ciência da renovação pelo bem. E modificar a nós mesmos para a vitória do bem, elevando pessoas e melhorando situações, é servir sempre como quem sabe que fazer é o melhor processo de aconselhar.

Emmanuel
Psicografada por Francisco Cândido Xavier
(Imagem: Emmanuel)

Neste dia em que se comemora o nascimento daquela amada criança, não esqueçamos a dor da mulher que lhe foi mãe.