
Há algum tempo venho jogando coisas pela janela, em ato absoluto de recusa. E de repente me vejo presa em antigas teias, que amarram em palavras novas as velhas críticas. Não... me recuso a atualizar o que já não tem crédito; o que já sei em toda a possibilidade de desmascaramento. Chega. Não vou falar mais por vozes outras, textos alheios, idéias mortas, técnicas sorrateiras. Morram por gosto os que quiserem; a esses, o diabo faz o enterro! Quanto a mim, que pulei o muro da resistência e pus no mundo todos os filhos que me aportaram ao ventre, me recuso a abortar minha própria redenção. Basta! Que me reclamem o que nunca me concederam; que me acusem do que nunca me reconheceram; que me denunciem pelo que sei que sei. Mas também já não me importa e sequer me incomoda. Não me importa mais... como quem entrega o jogo não por cansaço, mas por consciência. Para mim, chega! Que se enganem os tolos, que se enalteçam os fracos, que subsistam aqueles que se alimentam apenas para continuar vivendo, sem gosto, sem gozo, sem vontade. Não me importa mais. Morram por gosto, acreditando que chegarão aos céus, onde encontrarão o descanso eterno.. pobres que passaram a vida tentando descansar; que tiveram por meta o descanso... e partiram rumo ao nada. Mas o que sei eu do descanso alheio? Me recuso a sequer pensar. Façam da vida o que bem quiserem, porque para mim basta. Nem fausto nem degredo, apenas cansaço, apenas o ato inaugural que se impõe como recusa. Para mim... uma outra coisa totalmente diferente.
(Editado por Rafael Cahleo)
Um comentário:
Adoro o que vc escreve, mas tinha alguns erros rssss... bjs.
(Rafael Cahleo)haha!
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