Sobretudo, coisas relevantes. E nada é mais relevante do que a liberdade de pensar e a coragem de escrever. Nada é mais generoso do que compartilhar o que nos é relevante. Sobretudo, toda e qualquer coisa. Ano VIII
03 outubro 2007
Parte 2 daquele conto que esqueci de continuar...
Não entendia racionalmente nossas presenças sem o desespero e o medo da separação. Íamos apenas assim, lado a lado, como se caminhássemos em direção ao infinito, onde tudo dura para sempre. Custei a me desligar da urgência e do medo que turgiam meu coração lá fora. Era como se realmente ele tivesse ficado lá, depositário das angústias, medos, solidões que não habitavam aquele lugar ali; como se para sempre se tornasse o refúgio onde guardar a lembrança do que eu sabia que iria esquecer. Mas aos poucos fui sendo abraçada pela tua presença e me deixei levar – sem medo, sem dor, sem tensão, sem pressa de sorver os minutos como se não fossem mesmo tão últimos. Seguimos pelas ruas novas que você me mostrava. A sua voz que eu não ouvia espalhava no ar o que você dizia. E eu entendia com toda a dimensão daquele meu corpo sem coração. Ah, como doem os corações... Você sabia do infinito tão mais do que eu. E eu tentava enxergar o horizonte máximo para prolongar esse infinito para um indizível além, sem saber que assim estava apenas delimitando o seu fim. Você sabia do infinito tão mais do que eu...Mas aquele lugar... O que você fez para estar ali? Tentei saber, mas era como se já soubesse em algum lugar do esquecimento que eu não conseguia rever. Mas o que significava estar ali?! E o que seria de mim, com aquele coração que deixei lá?! (continua na próxima semana, eu prometo...)
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